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5.12.14

Dica do Gerdal: Waleska canta, neste domingo, na Sala Baden Powell, em show com participação especial de João Roberto Kelly

Clique na imagem para ampliar e VER melhor/ Presença marcante na noite carioca dos anos 60 e 70, Waleska, espírito-santense de Afonso Cláudio, apresenta-se, neste domingo, 7 de dezembro, às 19h, na Sala Baden Powell ("flyer" acima), em show com participação especial do pianista e compositor carioca João Roberto Kelly e direção musical do violonista José Roberto Leão, integrante do ótimo Taruíra, conjunto de choro de Petrópolis. Vizinha em estilo das predecessoras Nora Ney, Maysa e Dolores Duran e conhecida como a rainha da fossa, Waleska sorveu na dor de cotovelo o estimulante que lhe possibilitou levar adiante uma carreira "em tom menor", de contornos próprios, bem definidos, sem mídia de massa, mas de ambientes, à meia luz, repletos, sobretudo, de corações machucados por desditas passionais, almas devotadas ao uísque consolador. Era o público cativo dessa "diseuse" do samba-canção inebriante e amargurado, que se iniciou artisticamente na TV Itacolomi, em BH, ao mesmo tempo que Clara Nunes e Mílton Nascimento, antes de o pianista Waldir Calmon acolhê-la, no Rio de Janeiro, como "crooner" da sua Arpège. Pouco depois, em 1966, no bar PUB (Pontifícia Universidade dos Boêmios), no Leme, e, no limiar da década seguinte, na Fossa, em Copacabana, ela teve boates próprias, que atraíam notívagos de prestígio, como Vinicius de Moraes, que dela dizia ter, "para os românticos incuráveis, a canção certa para a dor exata".              Naturalmente, a dor de cotovelo também fazia girar os seus elepês no prato da vitrola, dos quais sobressaíam composições do controvertido e talentoso Sérgio Bittencourt (como "Vim", de inspirada parceria com Eduardo Souto Neto), talvez o mais gravado por ela. Pouco executada, "Canção Ausente" é uma joia do paraense Nílson Chaves que Waleska soube lapidar em delicada interpretação, ela que já lançou, com prefácio escrito pelo jornalista Sérgio Cabral, o livro "Foi à Noite", prenhe de relatos de luas cariocas que tão intensamente conheceu e a que juntou estrelas com o charme penumbroso da sua voz.         ***            Pós-escrito: nos primeiros cinco "links", simplesmente Waleska: 1) "Eu Sou a Noite", de João Roberto Kelly - feita por ele para a intérprete; 2) "A Fossa", da sumida Elizabeth, cantora e compositora bem conhecida nos anos 60; e do finado Fernando César; 3) "Itororó", de Humberto de Morais; 4) "Azar", de Sérgio Bittencourt; 5) "A Noite do Meu Bem", de Dolores Duran/"Amendoim Torradinho", de Henrique Beltrão. Nos "links" finais, sambas-canção de João Roberto Kelly por si mesmo: 6) "Mormaço"; 7) "Melancolia"; 8) "Mistura", este também gravado por Cauby Peixoto e Emílio Santiago.    https://www.youtube.com/watch?v=G6-6jXqzOOQ ("Eu Sou a Noite")               https://www.youtube.com/watch?v=9zDeL3kc5cw ("A Fossa")         https://www.youtube.com/watch?v=X52mfO_6SsE ("Itororó")         https://www.youtube.com/watch?v=v4jbYbKZsms ("Azar")         https://www.youtube.com/watch?v=S3GBA7HCwNk ("A Noite do Meu Bem"/"Amendoim Torradinho")                          https://www.youtube.com/watch?v=3crqc2G87rI ("Mormaço")         https://www.youtube.com/watch?v=uthYTNSJqVA ("Melancolia")         https://www.youtube.com/watch?v=GC-5iquFmg8 ("Mistura")

7.11.14

Dica do Gerdal:Bia Bedran saúda os 70 anos de Chico Buarque em show voltado à música dele, nesta sexta, na Sala Baden Powell

  Nosso amigo Gerdal mandou a seguinte dica para hoje Lembro-me bem, ao zapear os canais de tevê nos anos 90, da Bia Bedran (fotos acima), de violão amigo em punho e rodeada de crianças, apresentando o seu memorável "Canta Conto". Com alcance nacional, em emissora pública -  a antiga TV E (RJ), hoje TV Brasil -, foi atração que, por certo, ao longo de anos, teve audiência encorpada por muitos adultos, encantados, como eu, com o sorriso e a simpatia da condutora, também cantora, compositora e atriz. Fazia ainda o encanto de Bia a singeleza com que lidava com a criança, tratando-a como tal e trazendo ao seu público-alvo o exercício lúdico da imaginação, além de narrativas cantadas com base em nosso folclore. Ela é de Niterói, formada em musicoterapia e em educação artística, e uma colecionadora de prêmios, já a partir do seu primeiro trabalho, "Quintal Teatro Infantil", montado com o uso de bonecos, nos anos 70, no quintal da sua casa - Prêmio Molière 1975. Na década seguinte, também enveredando pelo nosso folclore como integrante do Bloco da Palhoça - cantando e tocando, ao lado, entre outros do "boca-livre" Lourenço Baeta -, faria jus a a prêmios como o Mambembe e o Nacional de Teatro. Para gente grande, destacou-se, no palco, em peças como "A Mandrágora", de Maquiavel, e "Seis Personagens à Procura de um Autor", de Pirandello.      Bia tem vários discos gravados, entre elepês e CDs -  quase todos para o desfrute da petizada -, e, nesta sexta, 7 de novembro, às 20h, na Sala Baden Powell, manifesta, com adoçante e com afeto, todo o seu apreço pela obra musical de Chico Buarque, saudando-o em show motivado pelos 70 anos do compositor carioca, completados no último 19 de junho. Ela lembrará "Sonho de um Carnaval", "Samba do Grande Amor" e "Paratodos", entre outras - mais votadas -, em longo roteiro alusivo ao homenageado, sendo acompanhada por Patrick Angello, ao violão, Ricardo Medeiros, ao baixo, e Jaburu, à bateria, mais o cascudo e inspirado pianista e compositor Sidney Mattos, ex-MAU (Movimento Artístico Universitário)..       Pós-escrito: nos primeiros quatro "links", Bia Bedran canta sua música, com exceção do quarto: 1) "Beatriz" - vídeo-release de CD lançado no ano passado; 2) "Bom Dia"; 3) "Calmaria"; 4) "Creme", de Sidney Mattos, com prosa de Bia Bedran, na voz dela. Nos dois "links" finais, Sidney Mattos e outros belos temas de sua autoria: "Chorando pro Hermeto" e "Salseiro".            http://www.youtube.com/watch?v=Jnp5vUn0ZSo ("Beatriz" - vídeo-release)   http://www.youtube.com/watch?v=FvoLczYpjXc ("Bom Dia")   http://www.youtube.com/watch?v=WTKCGZ10RBM ("Calmaria")  http://www.youtube.com/watch?v=DAOw6re-gjw ("Creme")   https://www.youtube.com/watch?v=loJN_AAf0uc ("Chorando pro Hermeto")   https://www.youtube.com/watch?v=kfFUVAsiL48 ("Salseiro") Clique nas imagens para ampliar e VER melhor

28.9.11

Hélio Delmiro - homenagem na Sala Baden Powell nesta quarta


Hoje, dia 28, a partir das 19 horas será feita uma grande homenagem em comemoração dos 50 anos de carreira de um dos maiores músicos do mundo: Hélio Delmiro.
O Evento reunirá num show: Ivan Lins, João Bosco, Gilson Peranzetta, Mauro Senise, Claudio Lins, Nivaldo Ornellas, Paschoal Meirelles Trio, Banda Guanabara, Quinteto de Guitarras. No palco também grandes divas: Adelaide Chiozzo, Ademilde Fonseca, Ellen de Lima, Helena de Lima.
Apresentação: Fernando Mansur
Direção Artística Teo Lima
Produção Executiva: Teo Lima e Leny Bello
Local: Sala Baden Powell - Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
Todo mundo lá!
(Clique no flyer para ampliar e ler melhor)

3.6.11

J. T. Meirelles, "in memoriam", nesta sexta, na Sala Baden Powell: samba-jazz em novo som dos Copa 5



Falecido em 3 de junho de 2008, o carioca João Theodoro Meirelles imprimiu o seu nome na moderna história instrumental do país por meio da fusão do samba com o jazz - da qual foi um dos mentores -, gravando dois elepês consecutivos e marcantes, em 1964 e 1965, com o seu Copa 5, nesses idos, em "combos" quase inteiramente distintos entre si. Uno em ambos, no entanto, foi o alto gabarito d "O Som" (título do primeiro; "O Novo Som", do segundo), sustentado, além do soprista, na bolacha de estreia, por Luiz Carlos Vinhas (piano), Dom Um Romão (bateria), Pedro Paulo (trompete) e Manoel Gusmão (baixo) e, na segunda, por Eumir Deodato (piano), Edson Machado (bateria), Waltel Branco (guitarra), Roberto Menescal (violão) e, de novo, Manoel Gusmão ao baixo. Começando a sua atuação profissional aos 17, em companhia de João Donato, e, depois, em Sampa, tocando no conjunto do pianista Luiz Loy, J. T. Meirelles pôde fazer os referidos discos como queria, voltando ao Rio a convite do produtor Armando Pittigliani, da Philips, este sensível à grande repercussão que Meirelles obtivera ao assinar parte do arranjos (como o de "Mas Que Nada") de outro elepê icônico de um tempo musical em transformação: o primeiro do então chamado Jorge Ben ("Samba Esquema Novo", de 1963). Dedicou-se, mais adiante e por longos anos, à atividade de arranjador, na Odeon, e, só em 2002, pelo selo Dubas, do letrista Ronaldo Bastos, revisita-se, com um Copa 5 repaginado - Laércio de Freitas (piano), Robertinho Silva (bateria), Guilherme Dias Gomes (trompete) e Adriano Giffoni (baixo) - no CD "Samba Jazz!", com inéditas da sua autoria.
               Nesta sexta-feira, 3 de junho, às 20h, com outros rostos no Copa 5 e tendo o saxofonista e flautista Sérgio Galvão a "representá-lo", J. T. Meirelles é homenageado na Sala Baden Powell ("flyer" acima).  Um novo som para "aquele som".
               ***
 
Pós-escrito: a) dedico esta dica ao hoje - e há muitos anos - Dr..Pedro Paulo, da formação inicial dos Copa 5. Quando do lançamento do primeiro disco do conjunto, eu tinha 9 anos de idade e ele era meu vizinho de andar, "next door", morando com a mãe, a simpática e sorridente dona Ercília, num prédio do meu inesquecível Bairro de Fátima, no Centro do Rio, onde nasci e fui criado. Sem ter, então, naturalmente, noção da sua importância musical, ficou-me, com o passar dos anos, a lembrança daquela bonita sonoridade de trompete que o ainda estudante de Medicina extraía ao se exercitar, na sua casa, com o seu instrumento. Um sopro que, pela proximidade das áreas de serviço, chegava, de modo envolvente, ao apê que eu ocupava com a minha família, aos meus encantados ouvidos de criança;
                      b) nos "links" seguintes, 1) "Beco do Gusmão", de J. T. Meirelles, com ele, Laércio de Freitas, Adriano Giffoni, Robertinho Silva e Guilherme Dias Gomes tocando em estúdio; 2) "Quintessência", também de J. T., com ele, Rafael Vernet (piano). José Santa Roza (baixo), Rafael Barata (bateria) e, de novo, Guilherme Dias Gomes (trompete); 3) por Meirelles e seu conjunto, uma gravação de "Casa Forte", de Edu Lobo.  
       

                 http://www.youtube.com/watch?v=zOvv1ZJDZIU ("Beco do Gusmão")
 
                 http://www.youtube.com/watch?v=H89aKPA-tzE&feature=related ("Quintessência")
 
                 http://www.youtube.com/watch?v=I450psZNp3I&feature=related ("Casa Forte")       

26.5.11

Pé do Ouvido mostra o serviço do seu primeiro disco em show, nesta quinta, na Sala Baden Powell



Tive a satisfação de conhecer, no ano passado, no TribOz, o trabalho muito bem realizado pelo Pé do Ouvido (foto acima), um hepteto-show formado por gente atuante na noite carioca e de alto gabarito. Como diz, no primeiro "link" abaixo, um dos seus componentes, o baterista Márcio Bahia, o grupo é um arco-íris sonoro, preparado para atender, sem deixar cair a peteca da qualidade, a expectativas musicais diversas, trafegando pelas vias do samba,  do jazz, da bossa nova, do choro, do baião etc. O que vier de bom, como solicitação, eles traçam e, para isso, contam até mesmo com arranjos originais. Com satisfação renovada, percebo que a fina sintonia entre eles já resulta no primeiro CD, que será lançado nesta quinta-feira, 26 de maio, às 20h, na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana,  360  - tels.: 2548-0421/2255-1067). Da formação, constam ainda Fernando Trocado (sax), Sérgio de Jesus (trombone), Arimateia (trompete),  Bruno Aguilar (contrabaixo), Vítor Gonçalves (piano) - que, outro dia, após um show, inadvertidamente, confundi com o amigo Thiago Amud, também talentoso músico e compositor (podem passar por irmãos por causa da semelhança física) e a doce figura de Elisa Addor, cantora revelada em concurso na Lapa e vem aí, em breve, com o seu aguardado primeiro CD solo. É ela que aparece em destaque, com outro conjunto, o Cana de Litro, em atração da Globo News,  falando um pouco dos seus passos na arte de cantar - no caso dela, divinamente - e interpretando "Mar de Copacabana", de Gilberto Gil; "Nasci pra Sonhar e Cantar", de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho - lindo samba que parece ter sido feito para a delicadeza da interpretação de Elisa -; e De Amor É Bom", uma parceria de João Nogueira com o baiano Edil Pacheco.

       
           
 
           http://www.youtube.com/watch?v=u1QvtzgGacU&feature=related (Pé do Ouvido - ensaio)
 
            http://www.youtube.com/watch?v=y1uWY2wYZsw&feature=related (Elisa Addor cantando "Mar de Copacabana", "Nasci pra Sonhar e Cantar" e "De Amor É Bom")

19.5.11

Eddy Palermo e sua guitarra nesta quinta na Sala Baden Powell: um italiano muito à vontade na bossa


 
Destaque na cena jazzística do seu país, o guitarrista italiano Eddy Palermo (foto acima) toca com o seu trio nesta quinta-feira, 19 de maio, às 20h, na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - tels.: 2548-0421/2255-1067). Bem relacionado com músicos brasileiros, em particular o pessoal da bossa nova - a qual certamente estará presente ao longo do show -, Eddy é admirado por sua técnica, sonoridade e solos. No final do século passado, viveu aqui alguns anos e o seu largo apreço pela nossa música o levou á gravação do CD "Meu Brasil Brasileiro". Eddy, que já tocou com sumidades do jazz, como Joe Pass e Chet Baker, é visto, no primeiro "link" abaixo, dando umas "quebradinhas" de efeito em envolvente execução de "Samba de uma Nota Só", de Tom Jobim e Newton Mendonça; no segundo, em colagem de imagens, é ouvido na gravação que fez com Roberto Menescal de "Wave ", de Tom Jobim; por último, no terceiro, com Toninho Horta em Nápoles: cordas "high speed" para "Só Danço Samba", de Tom e Vinicius.
       Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
 
       Um abraço,
 
       Gerdal
   
 
          http://www.youtube.com/watch?v=3PVwui-XD3s ("Samba de uma Nota Só")
 
         http://www.youtube.com/watch?v=rE1pMpo5-pU&NR=1 ("Wave")
 
        http://www.youtube.com/watch?v=Q1G08Ka5cAM&feature=related ("Só Danço Samba")

15.5.11

Fred Falcão lança disco neste domingo na Sala Baden Powell: um voo autoral e certeiro com destino à canção de qualidade






   "...As imagens num instante se transformam em quase nada/eu volto no tempo e no espaço/e aperto você num abraço/e penso que tudo está perto de mim/choro e nada eu encontro/sofro, o passado está morto/abro os olhos e vejo você"
 
          Prezados amigos,
 
          Linda essa "Regressiva", dos versos em destaque, composta por Fred Falcão (foto acima) e cantada pelos Cariocas. Título e interpretação, aliás, em comunhão plena e, não por acaso, retrospectiva, já que, no afastado 1965, por meio do quarteto, então formado por Severino Filho, Luís Roberto, Badeco e Quartera, esse recifense emotivo e detalhista teve a sua primeira música gravada, "Vem Cá, Menina". A bossa "Regressiva" faz parte de CD cuja etapa final de desenvolvimento, sendo vizinho de bairro do compositor, em Laranjeiras, tive oportunidade de acompanhar e, por duas vezes, no apartamento dele e a seu convite, de ouvir, com satisfação, da primeira à última faixas - numa delas, numa tarde de sábado, com o publicitário e letrista Marcello Silva, parceiro dele na maior parte das canções do disco; na outra, saindo de lá às três da madrugada (hora maior que faz lembrar bela composição de Torquato Neto) com o prematuramente falecido Marco Versiani, logo após um dos costumeiros saraus promovidos por Fred, a que vão vários artistas e nos quais não raro se saboreia um delicioso estrogonofe, generosamente servido pela companheira dele, Vera. Fato consumado, "Voando na Canção" - o título do disco - tem lançamento neste domingo, 15 de maio, às 19h, na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - tels.:2548-0421/2255-1067), e, além dos prestigiados arranjadores César Camargo Mariano, Gilson Peranzzetta e Luiz Avellar, conta com um "dream team" de intérpretes e músicos, como Pery Ribeiro, Maurício Einhorn (parceiro de Fred e de Alberto Chimelli em "Ainda Te Amando), Chiquito Braga, Leny Andrade, Clarisse Grova, Rildo Hora, Cláudia, Jorge Helder, Dirceu Leite, Alceu Maia, Zé Luiz Mazziotti, Mauro Senise, Cláudio Jorge, Zeca Assumpção, João Cortez e Boca Livre, reforçado pelo talento de novos valores, como Sanny Alves, Kay Lyra e Marcos Sacramento (cantores),  Rogério Caetano (violão sete-cordas), Rafael Barata, Cassius Theperson e Erivelton Silva (bateristas), Bernardo Bosisio e Carlos Bernardo (guitarristas), Zé Luiz Maia, Rômulo Duarte e Bruno Aguilar (contrabaixistas, Misael da Hora (pianista) e Pretinho da Serrinha (percussionista).
          Procurador de Justiça aposentado, Fred Falcão também revela em sua trajetória musical um grande número de parceiros, em parte diversos entre si em centelha, transpiração e estilo, como Paulinho Tapajós (nas primeiras composições), Walter Queiroz (baiano, primo dele), Nonato Buzar, Carlos Colla, Aldir Blanc, Tibério Gaspar, Délcio Carvalho, Nelson Welington, Paulo César Feital, Elton Medeiros, William Prado, Euclides Amaral, Ivan Wrigg, o saudoso Klecius Caldas e, mais recentemente, Carlos Henrique Costa (poeta, bacharel e licenciado em Letras pela Uerj, também cantor, com quem Fred gravou, em 2007, o CD independente "Ímparceria"). De todos, o mais frequente e o mais marcante - quanto ao chamado "hit parade" - mora há muitos anos nos EUA, também advogado e, em 1972, gravou, pela RCA Victor, o elepê "O Homem, O Poeta": Arnoldo Medeiros. "Voando na Canção" faz escalas em diversos gêneros e coroa o longo empenho, de muitos anos, do "clínico geral" Fred Falcão - "uma odisseia quase bíblica", observa, meio hiperbólico - pela realização do seu biscoito fino de sabor independente (com faixa-bônus do samba lento "Tia Ciata", gravado em fevereiro de 2000, pouco antes de falecer, por João Nogueira), finalmente abraçado pelo selo Sala de Som, de André Agra, para distribuição. Fico feliz por vê-lo pronto, com ótimo resultado, à disposição dos interessados logo mais, após o show. Sempre que me lembro do amigo Fred, também desenvolto no trocadilho, duas constatações imediatamente me ocorrem: como fala o cidadão! E como faz música boa! 
          Um bom domingo a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 
         Um abraço,
 
         Gerdal
 
Pós-escrito: a) nas demais fotos abaixo, Fred Falcão aparece, de cima para baixo, abraçado a Rogério Caetano, César Camargo Mariano e João Nogueira;
                     b) no show de hoje na Sala Baden Powell, segundo informação em blogue do jornalista Elias Nogueira, além de vários dos participantes do disco, também marcam presença o Baião de 5, liderado pelo pianista Fernando Merlino; o violonista Hélio Delmiro, os jovens e excelentes cantores João Pinheiro, Thaís Motta e Liz Rosa, o pianista Marvio Ciribelli e o Idriss Boudrioua Trio (além do saxofonista francês, ainda integrado pelo pianista Alberto Chimelli e pelo contrabaixista Sérgio Barrozo);
                     c) nos "links" seguintes, Fred Falcão, voz e violão, mostra seis das suas composições no CD ora lançado: 1) "Tia Ciata", em parceria com Joel Menezes; 2) "Namorada", com Arnoldo Medeiros, originalmente gravada pelo casal Antônio Marcos e Vanusa e finalista, com eles, no V Festival Internacional da Canção, em 1970; 3) "Radamestre", com Carlos Henrique Costa, em intenção de Radamés Gnattali ; 4) "Shirley Sexy", com Arnoldo Medeiros, feita para personagem de Marília Pera na novela "O Cafona", da TV Globo, de 1971 - primeira faixa do lado A de disco respectivo da Som Livre, com gravação da própria atriz; 5) "Lourinha", mais uma com Arnoldo Medeiros, um maxixe originalmente gravado por Vanderlea e pela bandinha de Altamiro Carrilho e mostrado, em 1971, no VI Festival Internacional da Canção; 6) "A Cidade da Seresta", feita, é claro, para Conservatória.        
          
 
        http://www.youtube.com/watch?v=fzPp4dkW6iw&NR=1 ("Tia Ciata")
 
        http://www.youtube.com/watch?v=sLBKodGyHkg&NR=1 ("Namorada")
 
        http://www.youtube.com/watch?v=o1K4kaoKQoA&feature=related ("Radamestre")
     
        http://www.youtube.com/watch?v=8J8EsfV4c0U&NR=1 ("Shirley Sexy") 
 
        http://www.youtube.com/watch?v=dnt7evmd1mw&feature=related ("Lourinha")
 
        http://www.youtube.com/watch?v=pViT3N0ADY8&feature=related ("A Cidade da Seresta")

NR: Erramos, Fred Falcão nunca foi procurador.
Foi funcionário público do Município, onde dirigiu o CRASEM (Conselho de Recursos Administrativos do Município do Rio de Janeiro).
Quanto ao Arnoldo Medeiros, ele não mora mais nos EUA. Voltou para Brasília, onde sempre teve uma casa.

  

8.5.11

André Tandeta e Daniel Garcia fazem, neste domingo, na Sala Baden Powell, um instrumental jazzístico de primeira (quase grátis)




Músicos de sabido e subido valor, de longo tempo de exercício profissional, o baterista André Tandeta e o saxofonista e flautista Daniel Garcia  reaparecem neste domingo, 8 de maio, com colegas convidados, na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - tel.: 2548-0421), às 19h, para show quase gratuito - entrada a R$ 1 (um real). No comecinho deste ano, lá estiveram como parte de um festival de jazz e, desta vez, além de lembrar, entre outros expoentes do ramo, o norte-americano Herbie Hancock, em "One Finger Snap", tocam composições próprias. Tive a satisfação de conhecer o André pessoalmente há uns dois anos (em ótimo show, em Laranjeiras, no Espaço Rio Carioca, tocando com o contrabaixista Rômulo Gomes e o pianista João Rebouças) e dele destaco brilhante participação numa das mais envolventes e originais homenagens prestadas a Antonio Carlos Jobim, o CD "Uma Guitarra no Tom", do talentoso portenho-carioca Victor Biglione. Por seu turno, Daniel Garcia, ex-integrante do conjunto do pianista Osmar Milito, tem ainda, com destaque, no currículo um ótimo CD instrumental e autoral com quarteto, "Caminho", de 2004. É dono de sopro que já abrilhantou não apenas shows e discos de renomados músicos e cantores nacionais, como também de nomes de consagração internacional, como Stevie Wonder, Michel Legrand e Arturo Sandoval. Especialmente para o jazzófilos, André e Daniel (em imagens acima do amigo fotógrafo Aloízio Jordão) constituem uma atração e tanto.
        .No primeiro dos "links" seguintes, André Tandeta, com direito a solo, demonstra a sua categoria acompanhando, em show do mês passado, Guilherme Dias Gomes (filho dos telenovelistas Dias Gomes e Janete Clair) num tema deste, "Mr. Jonas", do CD "Autoral" (lançado pelo trompetista em 2009), quando ainda são vistos em cena o pianista Vítor Gonçalves, o contrabaixista Jefferson Lescowith e o saxofonista norte-americano Peter O`Neill. No segundo "link", "O Morro Não Tem Vez", de Jobim e Vinicius, com Daniel Garcia e mais a pianista Ana Beatriz Azevedo, o contrabaixista Lipe Portinho (juntamente com Ana, curador da suprarreferida mostra jazzística da Sala Baden Powell) e o baterista João Cortez.   
       
 
          http://www.youtube.com/watch?v=5jyA33Strg8 ("Mr. Jonas")
 
          http://www.youtube.com/watch?v=4_IP9npokHE ("O Morro Não Tem Vez")

14.4.11

Ronaldo Diamante faz show instrumental com diferentes trios nesta quinta na Sala Baden Powell




Prezados amigos,
 
        Repasso abaixo informação recebida acerca de show de um contrabaixista carioca experiente e muito bem conceituado, Ronaldo Diamante (foto acima), nesta quinta, 14 de abril, na Sala Baden Powell, às 20h, em que haverá um rodízio de pianistas, todos do melhor gabarito, em distintos trios ao longo da apresentação. Ronaldo é figura bem conhecida em Teresópolis, onde, com o amigo Paulo Midosi, outra fera do teclado, tem relevante atuação na área musical, levando avante, por nove anos, o Clube de Jazz e da Bossa Nova, que criaram, e, há dois, também com Midosi, tocando e participando da arregimentação do Terê Bossa - Festival de Jazz e Bossa Nova, que este ano contou com Manassés, Fernando Merlino, Victor Biglione, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise, entre outros. Uma bela iniciativa da Prefeitura de lá. 
       Também compositor, arranjador e professor do seu instrumento, Ronaldo Diamante faz parte do grupo Pindorama, com dois CDs já gravados, e, solo, gravou outros dois, "Jaix" e "Charanga". Em todos, naturalmente, brilhante 
       Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
 
       Um abraço,
 
       Gerdal
 
Pós-escrito: no "link" abaixo, Ronaldo Diamante com o seu conjunto mostrando uma atraente execução de "Inútil Paisagem", de Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira. Em outra foto (acima), Ronaldo aparece tocando com Júlio Merlino e Paulo Midosi. 
            


        http://www.youtube.com/watch?v=sxg3wh3CeEA ("Inútil Paisagem") 


Serviço:Show
Ronaldo Diamante e Trios
Standarts e Originais

Piano                                            
Adriano Souza                               
Ana Azevedo
Fernando Moura
Marco Tomaso                              
Tomás Improta                               
***
Bateria
Elcio Cafaro
***
Contrabaixo
Ronaldo Diamante
14 de Abril Quinta-Feira 20hs/Sala Baden Powell/ Av Copacabana 360


                                                     
                                                     

8.4.11

Fatima Guedes e Rafael Vernet, nesta sexta, na Sala Baden Powell, apresentam o show "Dois Amores"



Prezados amigos,
 
        Insuperável na interpretação de verso próprio, Fatima Guedes é o cartaz luminoso desta sexta-feira, 8 de abril, às 20h, na Sala Baden Powell, em Copacabana, acompanhada no palco pelo pianista Rafael Vernet ("flyer" acima). É ela quem ouvimos, no "link" seguinte, na canção "Muito Intensa", de sua autoria, um título, aliás, muito representativo da sua inspiração, ao longo de todos os anos de carreira, no conjunto da obra.
       Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 
       Um abraço,
 
       Gerdal 
 
       http://www.youtube.com/watch?v=YseQumrDJZM ("Muito Intensa")    

2.4.11

Fernando Merlino lança CD neste sábado na Sala Baden Powell: um piano enluarado pela seresta brasileira



 

Prezados amigos,
 
           Altamente gabaritado e com formação que passa pelo Conservatório Brasileiro de Música, o pianista carioca Fernando Merlino (foto acima) é um dos mais atuantes na noite carioca. Já trabalhou com um grande número de cantores de prestígio na nossa música popular, especialmente Emílio Santiago e Leny Andrade, e, ultimamente, com o seu Baião de Cinco (também composto por seu filho, Júlio Merlino, ao sax e à flauta, Jamil Joannes, ao baixo, Arimatea, ao trompete, e Erivelton Silva, à bateria), tem trabalhado com uma das cantoras mais fulgurantes da nova geração em atuação no Rio, Joana Duah.
           Tomado pela aura romântica da canção característica das luas de Conservatória (distrito de Valença, no interior fluminense), mas aprumando-lhe a harmonização em faixas como "Malandrinha", de Freire Júnior, "Guacyra", de Hekel Tavares e Joracy Camargo", e "Se Ela Perguntar", de Dilermando Reis e Jair Amorim, o cordial Merlino lança, pelo selo Fina Flor, neste sábado, 2 de abril, às 19h30, na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Copacabana - tel.: 2548-0421), o CD "Serestas Brasileiras", com a participação do Quarteto Radamés e do flautista Red O` Sullivan, o Redinho. Abaixo, no primeiro dos "links", o Baião de Cinco aparece em dos mais destacados momentos do II Le Canton Jazz Festival; no segundo, uma curiosidade: em vez de Merlino ao piano, seu discípulo Luiz Otávio, um rapaz cego, revelado no ano passado no Lapinha. "Sub" no conjunto, causou forte impressão pela sua capacidade de tocar, também motivando, por isso, notas de recomendação na imprensa. Merlino, portanto, é tão bom que ainda faz escola.  
           Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
 
           Um abraço,
 
           Gerdal 


         http://www.youtube.com/watch?v=iVZGlo4YDCc (Baião de Cinco)
 
         http://www.youtube.com/watch?v=rjKGHDBEeVk&feature=related (Baião de Cinco)


http://blogtercadegraca.blogspot.com/

1.4.11

Jeff Gardner presta homenagem a músicos brasileiros no show "Abraços", nesta sexta, na Sala Baden Powell



Prezados amigos,
 
         Repasso abaixo recado relativo a show que o ótimo pianista norte-americano Jeff Gardner (foto acima), já versado em ritmos brasileiros e morador de Saquarema, no litoral fluminense, fará nesta sexta, primeiro de abril, às 20h, na Sala Baden Powell. Jeff, que na Europa fez várias turnês com um destacado guitarrista baiano, Nelson Veras (este há muito residente em Paris), é parceiro da talentosa Simone Guimarães, autor de um método sobre técnica pianística e improvisação, "Jazz Piano: Creative Concepts and Technics" e, mais recentemente, tem tocado com o Choro Novo, formado pelos jovens e bem credenciados Luís Barcelos (bandolim), Caio Márcio (violão) e Sérgio Krakowski (pandeiro), numa linha de execução em que exploram no gênero uma harmonia avançada. No segundo "link" abaixo, Jeff, aliás, pode ser visto ao lado de Caio Márcio, ao passo que, no primeiro, mostra, de sua autoria, "Um Abraço no Hermeto".
       Um bom dia a todos. Grato pela atenção á dica.
 
       Um abraço,
 
       Gerdal
      
        http://www.youtube.com/watch?v=YGnjw0j8Je8 ("Um Abraço no Hermeto")
        http://www.youtube.com/watch?v=EIEv2EvHouE (Jeff Gardner e Caio Márcio) 
JEFF GARDNER TRIO - "ABRAÇOS" 
Na Sala Baden Powell, neste 1 de abril.
 
Jeff Gardner - piano
Adrian Barbet - baixo
Teo Lima - bateria
 
Av. N. Sra. de Copacabana, 360
Copacabana - Rio de Janeiro
Tel.: (021) 2255-1067.
Sexta-feira, 1 de abril, às 20h.
Ingressos: 20 reais & 10 reais, estudantes e lista amiga.
 
     Nesse show, baseado em músicas dos seus CD's "Abraços", "Sky Dance" e "Street Angels", todos gravados no Rio, além de músicas inéditas, Jeff Gardner presta homenagem aos grandes nomes da MIB (Musica Instrumental Brasileira) e da MPB em ritmo de samba, bossa, baião, candomblé e chorinho. As músicas do show incluem: "Chameguenta", "Um Abraço na Mantiqueira", "Um Abraço no Hermeto" e "Dona da Batucada". Jeff, com 17 CDs gravados, tocou com medalhões do jazz, como Freddie Hubbard, Eddie Harris, Steve Lacy, Gary Peacock, Eddie Gomez, Billy Hart  e Kenny Wheeler. Tem gravado e se apresentado no Brasil ao lado de Victor Assis Brasil, Dori Caymmi, Gilberto Gil, Maurício Einhorn, Marcos Suzano, Nivaldo Ornellas, Carlos Malta, Marcelo Martins, Carlos Bala, Alberto Continentino e João de Aquino, entre tantos outros. Ele será acompanhado pelo virtuoso do baixo Adrian Barbet e pela bateria suingada de Teo Lima, diretor musical da banda do Ivan Lins e fundador e líder da banda Batacotô.
  
www.interjazz.com/jeffgardner
 
www.myspace.com/jeffgardnermusic

17.3.11

A influência do jazz no canto nacional é destaque em sequência de shows, a partir desta quinta, na Sala Baden Powell



 
         De hoje, 17, ao dia 27 de março, em uma sequência prazenteira de shows - como aquela chuva na roseira do Jobim - , a Sala Baden Powell ("flyer" acima), em Copacabana, acolhe vozes daqui, de grande expressão, influenciadas pelo jazz. A única exceção é a da hondurenha Indiana Nomma (filha de pai baiano e mãe gaúcha, exilados políticos), cuja criação se deu em vários outros países - México, Portugal, Nicarágua e a antiga Alemanha Oriental - até revelar o seu cristal canoro em Brasília e migrar recentemente da Novacap para a Belacap, uma neocarioca de presença já destacada em palcos da noite do Rio. Ilustrando musicalmente esta dica, é ela quem canta "Insensatez", de Jobim e Vinicius, no primeiro dos "links" seguintes. No segundo, a seu modo, acompanhada pelo tecladista Marvio Ciribelli, uma pequena notável, Thaís Motta, "entorta", "numa nice", com efeito adicional de sapateado, o delicioso "nonsense" de Lamartine Babo no fox "Canção pra Inglês Ver", gravado pelo autor em 1931 e revivido com brejeirice e graça pela dupla Joel de Almeida e Gaúcho em elepê de 1962 da RCA Victor.
        Um bom dia a todos. Grato pela atenção.
 
        Um abraço,
 
        Gerdal
    

         http://www.youtube.com/watch?v=EKeHjdjImxU&feature=related ("Insensatez")
 
        http://www.youtube.com/watch?v=ie24pm8InDI ("Canção pra Inglês Ver")      

10.3.11

Kiko Continentino faz shows hoje e amanhã, na Sala Baden Powell, quando lança mais um CD do seu trio



Prezados amigos,
 
         Excelente pianista e compositor de jaez jazzístico - filho de carioca, Mauro Continentino, ex-repórter do "Jornal do Brasil" e igualmente pianista (foi dono do Pianíssimo, renomado jazz bar na BH dos anos 80), além de irmão de dois outros músicos muito apreciados (Jorge Continentino, saxofonista, e Alberto Continentino, contrabaixista), o boa-praça Kiko Continentino (foto acima), mineiro "da capitar" residente em Niterói, realiza nesta quinta e nesta sexta pós-momescas, 10 e 11 de março, às 20h, dois shows na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - tel.: 2548-0421). No de hoje, Kiko, também conhecido por sua constante atuação como instrumentista do conjunto de Milton Nascimento, lança o CD "Alegria de Viver", o segundo do seu Sambajazz Trio, formado ainda pelo calejado Luiz Alves, ao contrabaixo - pai de cantora-revelação, Sanny Alves -, e pelo versátil Clauton "Neguinho" Sales, baterista e trompetista, aptidões que costuma exercer com simultaneidade. No de amanhã, "Sambar É Bom Conta a História do Samba (em recortes)", Paulo Andriolo substitui Luiz Aves e a cantora Lucynha, esposa do Kiko, tem participação especial, também abrilhantando a função como percussionista.
         Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica. 
 
         Um abraço,
 
         Gerdal    
 
Pós-escrito: nos "links" seguintes, 1) Kiko Continentino, com "Neguinho" e Jeferson Lescovich, toca "Arrocho", do finado saxofonista Ion Muniz; 2) em intenção de Ion Muniz, um tema não identificado no YouTube, em que ele, em imagens de princípios dos anos 70 extraídas de um curta de Paulo César Saraceni, aparece como integrante de quarteto do referencial baterista Edison Machado, formação completada pelo baixista Ricardo Santos e pelo pianista Aloísio Aguiar. 
 
         http://www.youtube.com/watch?v=wCl6HTZZBrU ("Arrocho")
 
         http://www.youtube.com/watch?v=aZCjptJnpxY (quarteto de Edison Machado)      

20.2.11

Masé Sant`Anna faz, neste domingo, na Sala Baden Powell, show de homenagem ao talento da mulher brasileira na canção popular



Prezados amigos,
 
       Brasiliense com formação em Letras e vivendo no Rio de Janeiro há 20 anos, a cantora Masé Sant`Anna sublinha o tom feminino na canção no show "Essas Mulheres Brasileiras", neste domingo, 20 de fevereiro, às 20h, na Sala Baden Powell ("flyer" acima), em que presta o seu tributo às nossas talentosas compositoras, valendo-se ainda de excertos poéticos de prestigiadas autoras nacionais para alinhavar a sequência musical. Indo de Chiquinha Gonzaga, com "Lua Branca", a Maria Gadu, com "Shimbalaiê", Masé incluiu no roteiro do show, predominantemente, as compositoras mais presentes na cena da MPB, do início do século passado aos dias correntes - como Joyce, lembrada em "Essa Mulher" (em parceria com Ana Terra), Dona Ivone Lara, em "Sonho Meu", Sueli Costa, em "Alma" (em parceria com Abel Silva), e Fátima Guedes, em "Cheiro de Mato". Em 1989, Masé formou com Roberto Zamith e Jorge César o Trio da Cor e, mais recentemente, tem-se apresentado no Vinicius com o Bossa Trio, constituído pelo baterista Cesar Machado, pelo violonista Marcelo Lessa e pelo contrabaixista Joe Lima. 
        O grande Cesar Machado é o diretor musical do referido show, que não é um "clube da luluzinha", frisando Masé que, naturalmente, os homens serão bem-vindos à plateia, até porque, em muitas joias do nosso cancioneiro popular, eles participam com as mulheres na autoria. Esse é o caso de "Mel Poejo", que a excelente cantora niteroiense Fátima Regina, também compositora, fez em parceria com o destacado letrista, escritor e intelectual carioca Nei Lopes. "Mel Poejo" também será ouvida ao longo do show de Masé, abrilhantado pela relevante atuação de Misael da Hora (filho de Rildo Hora), ao piano, Adriano Giffoni, ao contrabaixo, e Tuca Alves, à guitarra e ao violão, além das baquetas do próprio Cesar Machado, fluminense de Barra do Piraí. 
        Um bom domingo a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 
       Um abraço,
 
       Gerdal
 
Pós-escrito: no "link" abaixo, Masé Sant`Anna, com o contracanto de Marcello Lessa (no fundo da imagem), interpreta, com a blandícia característica da voz bossa-novista, "Só em Teus Braços", de Antonio Carlos Jobim. Também são vistos em ação no Vinicius Joe Lima e Cesar Machado.   
 
         http://www.youtube.com/watch?v=Z3iUlH9dIh8 ("Só em Teus Braços")

17.12.10

Tania Malheiros lança seu primeiro CD, nesta sexta, na Sala Baden Powell, em show com a presença especial de Gilson Peranzzetta


Com satisfação, repasso, abaixo, recado de show de lançamento de "Deixa Eu Me Benzer", o primeiro CD da amiga Tania Malheiros, também uma jornalista laureada, na Sala Baden Powell ("flyer" acima), nesta sexta, 17 de dezembro, às 20h. Tania, há quase dez anos, desenvolve, como cantora, uma apreciada trajetória em defesa do samba, especialmente o de expressão menos rebuscada e mais espontânea, valorizando a lira dos chamados compositores de raiz. Dela, ainda abaixo, "nos "links", duas pequenas mostras do seu valor, cantando "Alguém Me Avisou", de Dona Ivone Lara, e "Eu Não Sou Daqui" ("Eu Sou de Niterói"), que Tania, moradora no bairro de Noel Rosa, mas natural da Cidade Sorriso e admiradora dos encantos do seu município de origem, canta com justificado orgulho. Um samba de Ataulfo Alves e Wilson Batista, dois "cariocas" de Miraí e Campos dos Goytacazes, respectivamente.
        Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção a essa dica de lançamento.
 
       ***    
 
            http://www.youtube.com/watch?v=D5qkFOgGh_0&feature=related  ("Alguém Me Avisou")
 
            http://www.youtube.com/watch?v=8H_t8qWGQlU&feature=related ("Eu Não Sou Daqui")


Tania Malheiros estreia em CD
com participação especial de Gilson Peranzzetta

        A cantora Tania Malheiros lança seu primeiro CD, “Deixa Eu Me Benzer”, neste 17 de dezembro, sexta-feira, às 20h, na Sala Baden Powell, em Copacabana, com participação especial e direção musical do maestro, pianista, compositor e arranjador Gilson Peranzzetta. São 12 sambas inéditos e duas regravações de músicas desconhecidas do grande público. Entre os compositores, nomes consagrados, como o próprio Peranzzetta, Paulo César Pinheiro, Wilson
Moreira, Noca da Portela e Roberto Martins, e debutantes em disco, como Alexandre Pereira, Luiz Carlos de Souza, Dayse do Banjo e Cida Zanon.
        O CD tem inéditas de Adilson Gavião e Sereno (Cristal Partido); Anselmo Ferraz e Carlos Gomes (Vagabundo); Tuninho Galante e Marceu Vieira (Palavras de Cal); Wilson Moreira e Marcos Paiva
(Primazia); Henrique Damião, Alexandre Pereira e Roberto Serrão (Deixa Eu Me Benzer); Guilherme Nascimento e Roberto Serrão (Afluente do Meu Ser),
Noca da Portela e Roberto Serrão (Você Me Fez Sorrir); Beto Fininho e Renato
Fialho (Saga de Zumbi); Luiz Carlos de Souza (Onde Está Você); Dayse do Banjo e Cida Zanon (Força do Querer); Roberto Martins (Quando Eu Vou Embora) e Gilson Peranzzetta e Paulo César Pinheiro (Quem Não Sabe Amar), além das regravações de Derley (Jardineiro da Terra) e Pecê Ribeiro (Não Tenho Medo).
        Dos 14 sambas, oito têm direção musical de Peranzzetta e seis do músico e arranjador José Roberto Leão. A produtora cultural Eliana Peranzzetta teve participação importante em toda a produção do CD, a partir do trabalho iniciado em 2009 por Gilson, seu marido. “Eles são uma benção, porque abraçaram o projeto totalmente, me apoiaram e me ajudaram muitíssimo”, diz Tania.
         Com participação especial do maestro, a cantora estará em companhia dos músicos Rafael Lobo (violão), Leandro Samurai (cavaquinho), Tiago Machado (violão 7 cordas), Dudu Oliveira (flauta),
Felipe Tauil e Buzunga (percussão).

O PAI E O CAVAQUINHO

         Tania começou a cantar na infância, em Niterói, acompanhando o pai, o cavaquinista Mucio de Sá Malheiros, já falecido. “Com papai no cavaquinho, eu cantava nas rodas no fundo de nosso quintal”, lembra. Formada em Jornalismo, voltou aos palcos em 2000, quando deu canjas no Candongueiro, em Niterói, e no pagode da Tia Elza, no Jardim Botânico.
        Incentivada por amigos e sambistas, fez um ano de aula de canto com Glória Queiroz até o primeiro show no ano seguinte. E não parou
mais. Tem-se apresentado no Rio, na Baixada Fluminense,  em Niterói e em São Paulo. “Sem a ajuda preciosa de muita gente, que vai aos meus shows, nada seria possível. Sou muito grata por isso”, comemora Tania.

SERVIÇO
Data: 17 de dezembro, sexta-feira.
Local: Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360).
Horário: 20h
Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (terceira idade, estudantes e
funcionários públicos) e R$ 14,00 para quem apresentar a carteirinha
do metrô.
Tel.: (21) 2255-1067.
Capacidade: 508 lugares
Censura: livre.

9.12.10

Tino Júnior nesta quinta na Sala Baden Powell: um sopro com jeito latino em lançamento de CD


 Já faz um tempo longo, quando, a convite do querido e saudoso amigo Getúlio Pereira, o Gegê (baterista do Vox Populi, um conjunto dos anos 60, de que participou ao lado de, entre outros, Helvius Vilela, Guto Graça Melo, Fernando Leporace e Amaury Tristão), presenciei uma grande noite instrumental no Carioca da Gema. Lembro-me da alegria do Gegê tocando, no pequeno palco dessa casa noturna da Lapa, em companhia do também finado Helvius Vilela, do Novelli, mas, especialmente, de um grande saxofonista e flautista, que eu já conhecia de nome e, pela primeira vez, diante dos olhos, percebia o porquê de atrair para o seu sopro tantos elogios: Tino Júnior. Egresso de Magé, no interior fluminense, mas há muito residindo em Niterói, Tino tem-se destacado, em numerosos shows e gravações, como "sideman" de diversos artistas de renome na MPB, como Elza Soares, Alcione e Fafá de Belém, também em festivais de jazz no Brasil e no exterior e, mais recentemente, participou de um longa-metragem de ficção com motivação musical: "Os Desafinados", de Walter Lima Jr.
       Nesta quinta-feira, 9 de dezembro, às 20h, na Sala Baden Powell ("flyer" acima), ele lança o seu CD "Jeito Latino", com um conjunto ainda reforçado por Johnson de Almeida (trombone), Jeferson Victor (trompete), Zé Carlos Bigorna (sax e flauta), André Rodrigues (baixo), Di Steffano (bateria) e Zamma (percussão). No "link" abaixo, Tino pode ser visto como convidado do pianista Marvio Ciribelli em um bar niteroiense, mostrando serviço com a habitual competência. 
      *** 
Pós-escrito: dedico esta dica a um primo do Tino, o amigo, redator publicitário, Henrique Pio, meu ex-colega de trabalho e gente finíssima. 
         

  http://www.youtube.com/watch?v=uOxpBUkAtck

16.7.10

Dica do Gerdal: "É Batata!"- Tio Samba faz pré-lançamento de CD brasileiríssimo nesta sexta na Sala Baden Powell




Como consequência natural do êxito de suas apresentações, no ano passado, em homenagem ao centenário de nascimento de Carmen Miranda, a orquestra Tio Samba (fotos acima), uma "típica" do requebrado, faz nesta sexta-feira, 16 de julho, às 20h, na Sala Baden Powell - Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - tel.: 2548-0421 -, um show de pré-lançamento do CD "É Batata!". De fato, podem apostar na qualidade desse trabalho - a que assisti, maravilhado, por duas vezes, no Centro Cultural Carioca -, o qual, na forma do disco, deverá chegar às lojas em outubro vindouro. Mesclando gemas mais e menos conhecidas do porta-joias canoro da Pequena Notável -  como "Camisa Listrada", do protético baiano Assis Valente, e "Cozinheira Grã-fina", do caricaturista cearense Sá Roris (esta também com ótima regravação do amigo mineiro Daltony Nóbrega, em duo com a conterrânea Maria Alcina - fotos acima -, no bem-humorado elepê "Cirrose", da RCA, que ele lançou em 1983) -, o jovem e bem capacitado conjunto traz essas preciosidades à nossa reaudição "com o frescor das músicas inéditas", segundo o jornalista especializado Sérgio Cabral, em um CD "brasileiríssimo do século XX!", observando ainda, com toda a razão, que, se bem tratada, "a boa música, tal qual o poeta, não é antiga nem moderna, é eterna". Por ampliação de sentido, o Tio Samba, com essa "bolacha", já se candidata à perenidade fonográfica. 
      ***
  
Pós-escrito: nos "links" abaixo, um "vídeo-release" da orquestra, seguido da chistosa "Cozinheira Grã-fina", com as cordas, os metais e a percussão do "ensemble" e a voz dos "crooners" Carlos Mauro e Simone Lial. No terceiro clique, também com o Tio Samba, uma outra engraçada, "Me Respeite, Ouviu?", do baterista Walfrido Silva (parceiro de Noel Rosa em "Vai Haver Barulho no Chatô", de Gadé em "Estão Batendo" e de Alcyr Pires Vermelho em "Tique-taque do Meu Coração", sucesso de Carmen).        
 
 
       http://il.youtube.com/watch?v=exDeQJmkqf4
 
       http://il.youtube.com/watch?v=9iZb6ME9j_w&feature=related
 
       http://il.youtube.com/watch?v=V75DrAjCZbg&feature=related 

10.7.10

Dica do Gerdal: Guilherme Vergueiro celebra seus 40 anos de carreira, neste sábado, em show na Sala Baden Powell



Diretor musical do Cachaça, único "night club" especializado em música brasileira em Nova York em meados dos anos 70, o pianista, compositor e arranjador paulistano Guilherme Vergueiro (foto acima) comemora 40 anos de carreira neste sábado, 10 de julho, na Sala Baden Powell ("flyer" acima), em show de início previsto para as 20h. Ele é um músico de larga experiência e reconhecimento no exterior, em cujo trabalho o samba, o choro e o jazz sempre estão realçados. Debutou na carreira acompanhando nomes de peso, como Leny Andrade, Alaíde Costa e Agostinho dos Santos, e integrou, ainda no comecinho dos anos 70, o quinteto do inventivo Édson Machado. Faz parte de uma família abraçada pela arte, pois é irmão do cantor e compositor Carlinhos Vergueiro (com o qual divide as atenções no CD "Mano a Mano", lançado no ano passado), neto do pianista e professor Guilherme Fontainha e filho de um grande intelectual de São Paulo, Carlos Vergueiro, ator de teatro e cinema - TBC e Vera Cruz - e, por muitos anos, programador e diretor da Rádio Eldorado (SP). Tocando com o notável Guilherme estarão Laudir de Oliveira, percussionista, Victor Biglione, guitarrista, Franklin da Flauta, Fernando Moraes, pianista, Jorge Oscar, contrabaixista, Carlinhos Sete-Cordas e Pablo Silva, baterista, que seguirão um roteiro cevado por clássicos de Ari Barroso, Luiz Bonfá e Dorival Caymmi mesclados com belas composições do próprio Guilherme, pinçadas dos 16 albuns que lançou, aqui e no exterior, entre os quais o recentíssimo CD "Novos Horizontes". 
    ***
Pós-escrito: com André Rosa, Guilherme dirigiu e lançou, em 2007, um ótimo DVD, "Ginga do Asfalto", que tem como atrativo o inconfundível Germano Mathias e sua trajetória artística. Pelo YouTube, em trecho extraído dessa obra, no primeiro dos "links" abaixo, o Catedrático do Samba canta, de sua autoria e Sereno, o bem conhecido samba "Guarde a Sandália Dela", emendado com "História de um Valente", de Nelson Cavaquinho. Entre os músicos, Guilherme, ao piano, e Raul de Souza, ao trombone, que, no "link" seguinte, juntamente com o contrabaixista Sizão Machado, o baterista Alex Buck e os percussionistas Laudir de Oliveira e Caíto Marcondes, relembram Johnny Alf em "Fim de Semana em Eldorado".  
       
http://www.youtube.com/watch?v=87CYO_rfOhY
       
http://www.youtube.com/watch?v=fDRJ9CmCbVc

9.7.10

Companhia Estadual de Jazz se apresenta nesta sexta na Sala Baden Powell


Recebi por e-mail o seguinte convite:
*Nesta semana vamos tocar num lugar muito especial: a Sala Baden Powell, um
teatro maravilhoso que está com uma programação de primeira linha e que
ainda por cima leva o nome de um dos maiores gênios da música brasileira.*
*Vai ser na sexta-feira , dia 9 de julho às 20h. *
*O endereço é Av. N.Sra. de Copacabana, 360. O ingresso é R$20,00. *
*Obrigado pela atenção, até lá e aquele abraço.
(clique no flyer acima para ver melhor)