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12.4.11

Seresta Moderna lança seu primeiro CD nesta terça no Rival: tradição e atualidade em encontro marcado na canção



Prezados amigos,
 
      Como um aperitivo, nos "links" abaixo, o Seresta Moderna apresenta 1) "Wave", de Tom Jobim; 2) "O Trem Atrasou", de Paquito, E. Silva e A. Vilarinho; "Se Você Jurar", de Ismael Silva e Nílton Bastos; e "Trem das Onze", de Adoniram Barbosa; e 3) um "vídeo-release" resumidor da sua atividade musical. Essa "abrideira" refere-se ao show, nesta terça, 12 de abril, no Rival ("flyer" acima), que o conjunto fará, lançando o primeiro CD da carreira, após muitos shows, até mesmo com um  fundo didático, em que a motivação maior é cantar a maravilha que é a nossa música popular por meio da obra de destacados compositores. 
      Se a querida Manu Santos, vista nos dois primeiros "links" e vencedora em concurso do Carioca da Gema, na Lapa, não está mais no Seresta Moderna - cuidando agora do lançamento em data próxima do seu também primeiro disco -, a amiga Juli Mariano, revelada ainda na Turma da Bossa, nele prossegue com o seu brilho, assim como, entre outros,  o cantor, compositor e violonista João Francisco Neves - também do Cambada Mineira -, que puxa o fio condutor dos espetáculos do grupo. É desse outro amigo que repasso a informação abaixo do show de logo mais, às 19h30, com muito gosto.     
       Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
 
       Um abraço,
 
      Gerdal
 
 
      http://www.youtube.com/watch?v=-eQ4qDfl_zY&feature=related ("Wave")
 
       http://www.youtube.com/watch?v=MPqIdFhKBY4 ("O Trem Atrasou"; "Se Você Jurar"; "Trem das Onze")
 
       http://www.youtube.com/watch?v=iJBGCP3Uzzo&NR=1 ("vídeo-release" do Seresta Moderna) 
 

 Grupo Seresta Moderna

Criado em 1981 pelo músico – compositor e arranjador João Francisco Neves, o show “A HISTÓRIA DA MPB DE 1916 AOS DIAS DE HOJE” ficou guardado até o ano de 2003 quando João Francisco formou o grupo SERESTA MODERNA, juntamente com a cantora Juli Mariano e a compositora-jornalista Flavia Ventura.
A princípio, seria uma temporada de quatro meses no Teatro Gláucio Gil em Copacabana, mas, devido ao sucesso, o grupo pegou a estrada e viajou pelo país, apresentando-se em teatros, auditórios, casas de espetáculo, clubes e praças. 
O show “A HISTÓRIA DA MPB DE 1916 AOS DIAS DE HOJE” tem um repertorio imbatível, com os melhores momentos da nossa música. O espetáculo traça o caminho dos grandes sucessos com muita história e “causos” deliciosamente contados pelo grupo.
Agora em 2011, o grupo lança seu primeiro CD, no Teatro Rival.
Misturando belíssimas releituras com surpreendentes canções de sua autoria, o SERESTA MODERNA apresenta arranjos que valorizam as vozes e rejuvenescem as obras do século passado. A mescla de músicos jovens traz um novo vigor à essas obras e uma sonoridade totalmente atual. Uma perfeita integração entre os vocais, instrumentos acústicos e o sampler.
O espetáculo tem roteiro, arranjos e direção musical de João Francisco Neves e pesquisa de Juli Mariano.
Com esse adorável encontro de saudosismo e modernidade nas suas composições, o SERESTA MODERNA cresce mais a cada dia e conquista seu espaço. O espaço de um grupo maduro e pronto para cantar sua bela música.
Participações especiais de Luiza Dionizio e Cláudia Telles
Serviço:
Teatro Rival Petrobras
Dia 12/04 – terça-feira - 19h30
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia
Preços:
R$ 40,00(inteira)
R$ 30,00 (os 200 primeiros pagantes)
R$ 20,00(meia)
Classificação: 16 anos

26.6.09

Dica do Gerdal: Seresta Moderna faz longo passeio pela beleza da canção brasileira, hoje e amanhã, em show na Tijuca


"Seresta moderna não tem poesia/não tem noite de lua/não tem luar/não tem cavaquinho/não tem violão...seresta moderna agora é hi-fi/num canto da sala/vitrola tocando/um gaiato cantando sem voz/um samba sem graça/desafinado que só vendo..." Com tais versos de "Seresta Moderna", gravada por Nélson Gonçaves, o compositor Adelino Moreira, já em 1962, ano de evidência da bossa nova, do rock e de ritmos mormente dançantes, expressava o seu desencanto com o aparente declínio de uma manifestação musical para a qual dera, com o sucesso popular de "Escultura" e "A Volta do Boêmio", por exemplo, significativa contribuição. Morreria quarenta anos depois sem conhecer, infelizmente, no mesmo ano, por ideia do cantor, compositor e violonista mineiro João Francisco Neves, o surgimento de um conjunto de mesmo nome da sua canção (embora não motivado por ela na sua formação), com um belo trabalho voltado para o repertório seresteiro, resgatado com ar contemporâneo nos arranjos, na vocalização, sem descurar, no entanto, da força da tradição do gênero.
Mais do que isso, aliás, o elogiado show do Seresta Moderna é um longo e proveitoso passeio, "lato sensu", pela canção brasileira, desde 1916, através de décadas, em que se revelam não só a inspiração e competência dos seus criadores, como também quão identificada ela sempre esteve com o sentimento da nossa gente. Também integrante do Cambada Mineira, é de João Francisco Neves a voz condutora dessa progressão da nossa canção no tempo, nela destacando datas e fatos capitais, contextualizando-a, numa tomada de contato, sobretudo, com a beleza dessa produção, naturalmente avessa à inconsequência artística do "pula-pula" do axé sangaliano e do pancadão pop. De Manu Santos e Juli Mariano, em particular, são as afinadas vozes que colorem os números apresentados. A primeira, quase debutando num CD solo, é natural de Bangu e vencedora, juntamente com a mineira Aline Calixto, da II Mostra de Talentos do Carioca da Gema; igualmente carioca, Juli Mariano, integrante, ademais, da Turma da Bossa, há pouco brilhou num show-tributo que fez, na Sala Baden Powell, em intenção de Dolores Duran, no qual, numa curiosidade do roteiro, antes de interpretar "O Negócio É Amar", leu um longo relato que Carlos Lyra lhe enviara, por "e-mail", explicando o porquê desse samba, ou seja, como, por meio de Hermínio Bello de Carvalho, soubera dessa letra e a ela tivera acesso, para, de acordo com alguma anotação da "Bochecha" a ele insinuada, tornar-se dela um parceiro próximo.
O Seresta Moderna apresenta-se nesta sexta, 26 de junho, e amanhã no Centro Municipal de Referência da Música Carioca, às 19h nos dois dias. Desejo a todos um bom fim de semana, agradecendo-lhes a amável atenção a esta dica.