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1.7.15

Caricatura de Bioy Casares


Da boca do forno: Caricatura de Adolfo Bioy Casares (1914-1999)

Dependendo do ponto de vista, Bioy Casares é difícil de caricaturar.

De frente é uma pessoa, mudando um pouco de ângulo é outra. Mais jovem, como todos nós, teve uma aparência, mais velho adquiriu uma série de outros traços que não lembram o retrato do autor quando jovem. Procurei fazer uma síntese .

Dele, tentei ler "A invenção de Morel", por indicação do meu querido amigo, o premiado escritor Antonio Fernando Borges. Confesso que me esforcei, mas não consegui entrar no clima do livro.

Existem livros que são assim mesmo, exigem que a gente adquira alguma bagagem para depois poder viajar neles.
Bioy, permitam-me que o trate com alguma intimidade, apesar de minha vasta ignorância sobre sua obra, é tido como escritor que trata do "fantástico", de histórias policiais de mistério e de ficção científica.

Foi grande amigo e parceiro de Borges, que lhe emprestou grande fama e casou com uma de suas musas, Silvina Ocampo.
Escreveu outros livros que não li, e juro que tentarei ler, depois de enfrentar novamente "A invenção de Morel".

Entre suas novelas estão:
" Plan de evasión (1945)
El sueño de los héroes (1954)
Diario de la guerra del cerdo (1969)
Dormir al sol (1973)
La aventura de un fotógrafo en La Plata (1985)
Un campeón desparejo (1993)
De un mundo a otro (1998)


Entre os contos:

La trama celeste (1948)
Historia prodigiosa (1956)
Guirnalda con amores (1959)
El lado de la sombra (1962)
El gran serafín (1967)
El héroe de las mujeres (1978)
Historias desaforadas (1986)
Una muñeca rusa (1990)
Una magia modesta (1997)


Ensaios:
La otra aventura (1968)
Memoria sobre la pampa y los gauchos (1970)
Diccionario del argentino exquisito (1971), Diccionario de palabras que no deberíamos utilizar.
De jardines ajenos: libro abierto (1997), (recopilación de fraseses, poemas, y miscelánea diversa, editada en colaboración con Daniel Martino)
De las cosas maravillosas (1999)


Livros de memórias:
Unos días en el Brasil (1991), en una edición de apenas 300 ejemplares fuera de comercio. En el año 2010 fue editada comercialmente por la editorial La Compañía (Buenos Aires).
Memorias (1994), editado por Marcelo Pichon Riviere y Cristina Castro Cranwell.
Descanso de caminantes (2001), libro póstumo, editado por Daniel Martino.
Borges (2006), libro póstumo, selección del diario del autor donde aparecen referencias a Jorge Luis Borges, preparado por Bioy Casares en colaboración con Daniel Martino y editado por éste.


Livros que escreveu com Borges:
Seis problemas para don Isidro Parodi (1942)
Dos fantasías memorables (1946)
Un modelo para la muerte (1946)
Cuentos breves y extraordinarios (1955)
Libro del Cielo y del Infierno (1960)
Crónicas de Bustos Domecq (1967)
Nuevos cuentos de Bustos Domecq (1977)


Escreveu outros que não citei aqui, mas acho que botei os mais importantes.
(Fonte Wikipedia)


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30.6.15

Caricatura de Borges


Nem tão da boca do forno assim: Caricatura de Jorge Luis Borges (Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo- 1899-1986). Esse monstro sagrado, creio yo que dispensa apresentações. Escreveu poesia, mas o que brilhou mais foi sua prosa de dar nó na cabeça.

Miudinho, escreveu enormes livros pequenos, textos curtos, um pouco contos, um pouco ensaios, filosofia, mentiras sinceras, enigmas, espelhos, labirintos, tigres e algumas obsessões entram num redemunho do capeta. Tudo ali compactado em pequenas doses homeopáticas.

Alguns títulos: "Ficções"(1944), "O Aleph" (1949), "O Fazedor" (mistura de poesia e ensaio), "O informe de Brodie" (1970), "O livro de Areia" (1975), "Inquisições" (1025), "História da Eternidade"(1936), "História Universal da Infâmia"(1935), "O livro dos seres imaginários"(1068), "Atlas"(1985).

Foi publicado aquí nas nossas praias, um trabalho peagófico dele, um "Curso de Literatura Inglesa", pela editora Martins Fontes, em 2002.

Existe também uma publicação sua chamada "Nova Antologia Pessoal" editada pela Difel em 1986, misturando vários de seus escritos preferidos.

Os poemas de "Elogio da Sombra" e o ensaio autobiográfico "Perfis", datados de 1970, foram publicados aqui no Brasil pela Editora Globo em data indefinida.

Com Alícia Jurado, cometeu o livro "Buda, que veio a público pela Editora Bertand Brasil em 1977.

Escreveu também livros em parceria com Adolfo Bioy Casares. Dizem que os dois se divertiam muito enquanto faziam isto.

Um dos contos dele que mais me intrigou, talvez o mais "realista", mas cheio de brechas e suspeitas foi "Emma Zunz". Está em "O Aleph", e é um dos que imagino, não seduziram tanto a crítica, o que é sem dúvida uma grande cilada, pois tudo ali é escorregadio. Falam muito de "O Aleph", "Pierre Menard, autor do Quixote", "O Jardim de Caminhos que se bifurcam", "A Biblioteca de Babel"... e vai por aí.

Se um dia fosse escrever sobre Borges, o que acho algo de todo impossível, embora já esteja escrevendo essas mal digitadas linhas, começaria por tentar decifrar o mistério de Emma Zunz.
De qualquer forma, seus pequenos livros devem ser sempre lidos e relidos. Sempre vai existir alguma coisa que escapou na primeira, na segunda, na terceira…na infinita leitura.
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31.8.14

CARICATURAS EXPOSTAS NA FLIM ( 5ª Edição da Festa Literária de Madalena)

CARICATURAS EXPOSTAS NA FLIM - 5ª Edição da Festa Literária de Madalena Aí vão as caricaturas de Tolstoi, Marx e Graciliano Ramos, Borges, João Cabral e James Joyce, Nelson Rodrigues, Jorge Amado e Manuel Bandeira. Depois eu "posto mais"
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24.6.08

Caricatura de Borges


Acho que já publiquei aqui uma versão colorida deste Borges. Agora é a vez do P&B.