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3.8.10

Dica do Gerdal: Ilessi leva o seu "Brigador" ao Lapinha, nesta terça, e canta a parceria Pedro Amorim e Paulo Cesar Pinheiro



Quantas cantoras brasileiras não gostariam de estrear no disco com repertório todo inédito do letrista Paulo César Pinheiro com o bandolinista e cavaquinhista Pedro Amorim? Muitas, não? Coube a primazia a uma moça carioca de virtude e determinação, aluna de Amélia Rabello na Escola Portátil de Música, na Urca, e que tem o seu nome associado a projetos e iniciativas de alto relevo, como bela e recente homenagem prestada em show, juntamente com Beatriz Faria, a Clementina de Jesus. O samba é seu dom, sabe Ilessi (em fotos, acima, de capa de CD e ao lado de Paulo Cesar Pinheiro e Pedro Amorim), nascida em Campo Grande, e com ele segue em frente, abrilhantando um amplo cenário de reaproximação com o gênero, com base na Lapa, por gente da sua geração, jovens que enchem bares e casas de show tanto para evocar mestres referenciais, como Cartola e Nélson Cavaquinho, quanto para externar a própria sensibilidade e ânimo autoral em compasso binário. Da massificação inconsequente e culturalmente deletéria no mercado fonográfico, Ilessi parte pra cima com o seu "Brigador", porém no sentido de um gesto em elevação ou de um salto de qualidade, fazendo um registro, que já tardava, de composições de cariz variado - até mesmo naquela linha afro que celebrizou Baden e Vinicius -, de cuja excelência o aplicado e inspirado Pedro Amorim, também bom de canto e integrante do Samba de Fato, já dava mostras nas rodas de todas as quartas de que o conjunto é atração no Trapiche Gamboa. Ilessi, portanto, com a força desse disco inaugural de carreira, da CPC-UMES, canta nesta terça-feira, 3 de agosto, a partir das 21h, no Lapinha (Av. Mem de Sá, 82 - sobrado - tel.: 2507-3435), atendendo a convite dos talentosos irmãos Caldi, Marcelo e Alexandre: este, no sopro (sax e flauta); aquele, no teclado (piano e sanfona).  Na relação direta entre Ilessi e o seu disco, há um encontro marcado entre o frescor da sua voz afortunada e o encantamento de um feixe de canções, sambas em particular, do melhor quilate. Um CD que "tá na briga" por merecido reconhecimento, em sentido amplo, no qual ainda se destacam os arranjos de outro rapaz talentoso, Luiz Barcelos, revelação gaúcha no bandolim, em quase todas as faixas - uma ainda por Cristóvão Bastos.
      Um pouco do "Brigador" pode ser apreciado, abaixo, no segundo e no terceiro "links": Ilessi canta, com Pedro Amorim, "Baraúna" e "Julgamento". No primeiro "link", com Beatriz Faria, filha de Paulinho da Viola, canta "Olhar Assim", de Paulo da Portela; no quarto "link", o Quinteto Sivuca, do qual Marcelo Caldi faz parte, executa, de João Lyra e Maurício Carrilho, "Riacho Seco". No último "link", muito bem arranjado, o Sembatuta, com Alexandre Caldi ao sax, relê "Na Baixa do Sapateiro", de Ari Barroso. 
      ***
www.myspace.com/ilessi
   
   http://www.youtube.com/watch?v=-vDb6DaSoNY&feature=related
 
   http://www.youtube.com/watch?v=KjY6zRg5qXM&feature=related
 
   http://www.youtube.com/watch?v=UVWAprQyvs0
 
   http://www.youtube.com/watch?v=gsYfNAcMfMo
 
   http://www.youtube.com/watch?v=8_n79TQTVZ8

11.9.09

Dica do Gerdal: Clementina de Jesus por Ilessi e Beatriz Faria, na Tijuca- show-homenagem a uma deusa negra do canto popular (sexta e sábado


Emblema vocal das peripécias históricas da diáspora negra e "fenômeno telúrico exclusivamente brasileiro", na percepção do maestro Francisco Mignone, a valenciana Clementina de Jesus é a "deusa ebanácea" (ainda "d`après" Mignone) homenageada, nesta sexta e neste sábado, 11 e 12 de setembro, às 19h, por duas jovens e promissoras cantoras, Ilessi e Beatriz Faria, no Centro Municipal de Referência da Música Carioca, com o show "Tempo de Glória" ("flyer" abaixo), título extraído de bela composição homônima de Nei Lopes e Wilson Moreira. Ainda menina, no berço fluminense do Vale do Paraíba, Clementina era da mãe, Amália, rezadeira e parteira, receptora de todo um saber oral conectado com a ancestralidade africana, dela também haurindo expressões musicais de todo esse conhecimento, como lundus, corimas, chulas, jongos e incelenças, mais tarde, em parte, levados para registro em seus discos. Já no Rio de Janeiro, para onde veio com a família aos oito anos de idade, Clementina ralou como doméstica por mais de duas décadas até iniciar-se no mundo fonográfico, aos 64 anos, pela mão do poeta e produtor Hermínio Bello da Carvalho. Primeiramente, o famoso e abençoado encontro que tiveram, no dia 15 de agosto de 1963, na Taberna da Glória, com reencontro, semanas depois, no Zicartola; o show "Violão e Banzo" - ao lado do violonista Turíbio Santos -, no Teatro Jovem, em Botafogo, e o sucesso de público, em larga escala, ainda com produção de Hermínio, neste marco do nosso palco musical que é o espetáculo "Rosa de Ouro", em 1965. Um espetáculo que ainda promoveu o retorno às luzes da ribalta da então olvidada Araci Cortes, cantora de nome feito no teatro de revista, e revelou sambistas do melhor jaez, como Élton Medeiros, Paulinho da Viola, Nélson Sargento, Anescarzinho e Jair do Cavaquinho.
        Cintilando, na noite carioca, na realização de seguidos projetos ligados ao samba - ainda há pouco em bela função, no Trapiche Gamboa, com Adriana Moreira e Karla da Silva -, Ilessi conta com a meiga presença de Beatriz Faria (filha de Paulinho da Viola e intérprete de Elizeth Cardoso no teatro) nesses dois shows do CMRMC, na Tijuca. Certamente uma lembrança tocante de Quelé, essa personalidade "sui generis" da nossa seara cultural, de canto rouco e quase falado, cuja voz, na arguta consideração do professor Darcy Ribeiro, "era a voz de milhões de negros desfeitos no fazimento do Brasil". 
        Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.

23.8.09

Dica do Gerdal : Adriana Moreira, Karla da Silva e Ilessi, neste domingo, no Trapiche Gamboa - show em louvor das nossas iabás de negra voz


A exemplo de Fabiana Cozza, também doce e acolhedora como ela no trato pessoal, Adriana Moreira é expressão em tom maior do melhor samba feito hoje em Sampa, identificado, em ambos os casos, por timbres peculiares que as tornam inconfundíveis à audição. Ainda como Fabiana, cujo pai, Oswaldo Santos, por muitos anos, foi destacado puxador de samba da Camisa Verde e Branco, Adriana é paulistana de famíla da comunidade da Barra Funda, igualmente ambientada, desde menina, no recorrente ziriguidum da quadra dessa escola de samba. Desde a sua participação, em 1996, no comecinho da carreira, no CD "O Cúmulo do Samba", de Carlinhos Vergueiro, até hoje - com ênfase, em 2006, no lançamento do CD "O Direito de Sambar", todo ele com músicas do indispensável baiano Oscar da Penha (Batatinha) -, Adriana Moreira vem palmilhando, com brilho, quase sempre com os pés descalços, um caminho sem enganação por palcos brasileiros, sobretudo os paulistas, sob refletores próprios de talento. Aliás, como a bem calçada Fabiana, do mesmo jeito, por tantos palcos, com verdade e honestidade na interpretação e na voz.       
          No show, "Iyabás", que fará, neste domingo, 23 de agosto, às 19h, no Trapiche Gamboa" (flyer" acima e informação abaixo), além de Glória Bomfim, em participação especial - de ótimo CD, "Santo e Orixá", já lançado, no mesmo lugar, há alguns meses -, Adriana contará com a companhia especial de duas gratas revelações do samba carioca da gema: Karla da Silva e Ilessi. "Caprichosa" de Pilares, cuja quadra conhece desde menina nesse bairro onde foi criada, Karla da Silva, cheia de luz como ela só e dona de um dos mais bonitos e cativantes sorrisos do mundo do samba, é também violinista, formada pela Escola de Música Villa-Lobos, e "lady crooner" da Orquestra Popular Brasil de Cara, formada em maioria por estudantes de música da UFRJ. Ela, que provém de uma família musical - neta de avô chorão, sete-cordas, e sobrinha de Irene Kendal, cantora bem rodada na noite carioca -, é formada em Letras e prepara para 2010 o primeiro disco solo, em clima de comunhão rítmica da nossa melhor MPB, religando-se dessa forma, simbolicamente, com o quintal da infância, rico dessa sonoridade. Quanto à Ilessi, que já pude destacar em outras linhas de recomendação, maior do que a importância que já tem, como cantora de samba admirada na nova geração, é a importância que está por vir - em breve -, quando houver o lançamento do seu CD de estreia, "Brigador", só com repertório ainda inédito de Paulo César Pinheiro e Pedro Amorim. "Ô sorte!" Não é pra qualquer uma.
          Um bom domingo a todos. Muito grato pela atenção à dica.

Adriana Moreira, Ilessi e Karla da Silva em:
"IYABÁS - Uma homenagem às cantoras negras brasileiras - Alaíde Costa, D. Ivone Lara, Elizeth Cardoso e Glória Bomfim."
O show “Iyabás” - palavra em Iorubá que significa “rainhas"; termo que também se refere aos Orixás femininos - é uma celebração às grandes cantoras negras brasileiras representadas por quatro grandes divas: Alaíde Costa, D. Ivone Lara, Elizeth Cardoso e Glória Bomfim.
Adriana Moreira, Ilessi e Karla da Silva escolheram como representantes tanto cantoras cujo trabalho seja mais ligado à cultura negra brasileira, como cantoras ligadas a gêneros musicais variados, o que dá diversidade ao repertório do show.
A noite contará com clássicos e canções menos conhecidas do repertório das homenageadas, além da participação especialíssima de Glória Bomfim.
Músicos: Rafael Mallmith: Violão e arranjos; Dom Oliveira: Violão, bandolim, cavaquinho e arranjos; Pedro Aune: Baixo acústico; Monica Ávila: Sax e flauta; Jorge Alexandre: Percussão; Edgar Araújo: Bateria e percussão
 
Mais informações no flyer.
Esperamos por vocês!
 
ADRIANA MOREIRA - www.myspace.com/adrianamorera
 
ILESSI - www.myspace.com/ilessi
 
KARLA DA SILVA - www.myspace.com/karlavozes
 
GLORIA BOMFIM - www.myspace.com/gloriabomfim

 

17.6.09

Dica do Gerdal: Ilessi e Vidal Assis- tributo a Chico Buarque e Paulo César Pinheiro, nesta quinta-feira


Mesmo com a massificação da vulgaridade em atrações musicais no rádio e na tevê, é sempre alentador saber da atuação de jovens artistas, sensíveis à biodiversidade rítmico-harmônico-estilística do nosso cancioneiro, em sentido contrário. "Galera" com tutano, bem informada, esclarecida e talentosa, ávida por mostrar, não obstante as conhecidas dificuldades de mercado, um trabalho consistente e afinado com a nossa identidade cultural. A cantora Ilessi - discípula de Amelia Rabello na Escola Portátil de Música, na Urca, e cativante na interpretação de "Desfigurado", de Cartola, no seu "myspace" - vem aí, em breve, com o primeiro CD da carreira, só de composições inéditas de Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro, entre as quais afro-sambas, e o cantor, violonista e compositor Vidal Assis, já gravado pela saudosa Zezé Gonzaga no CD "Entre Cordas" ("Tribeira", em parceria com o poeta Hermínio Bello de Carvalho), desponta com força entre os destaques da sua geração. É deles o show promissor desta quinta, 18 de junho, às 20h, no Espaço Rio Carioca, em Laranjeiras ("flyer" acima), no qual outros jovens músicos também mostram serviço bem-feito, como o bandolinista gaúcho Luís Barcelos. Ilessi e Vidal reverenciam Chico Buarque e Paulo César Pinheiro e mostram por que transitam na mão certa e bem pavimentada da longa estrada da MPB.
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.