Mostrando postagens com marcador Paulo César Pinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo César Pinheiro. Mostrar todas as postagens

18.8.10

As histórias das canções de Paulo César Pinheiro


Vai ser hoje, dia 18 de agosto, o lançamento do livro Histórias das Minhas Canções, de Paulo César Pinheiro, na ABL (Academia Brasileira de Letras).
Av. Presidente Wilson, nº 203 - térreo
Todos lá!

3.8.10

Dica do Gerdal: Ilessi leva o seu "Brigador" ao Lapinha, nesta terça, e canta a parceria Pedro Amorim e Paulo Cesar Pinheiro



Quantas cantoras brasileiras não gostariam de estrear no disco com repertório todo inédito do letrista Paulo César Pinheiro com o bandolinista e cavaquinhista Pedro Amorim? Muitas, não? Coube a primazia a uma moça carioca de virtude e determinação, aluna de Amélia Rabello na Escola Portátil de Música, na Urca, e que tem o seu nome associado a projetos e iniciativas de alto relevo, como bela e recente homenagem prestada em show, juntamente com Beatriz Faria, a Clementina de Jesus. O samba é seu dom, sabe Ilessi (em fotos, acima, de capa de CD e ao lado de Paulo Cesar Pinheiro e Pedro Amorim), nascida em Campo Grande, e com ele segue em frente, abrilhantando um amplo cenário de reaproximação com o gênero, com base na Lapa, por gente da sua geração, jovens que enchem bares e casas de show tanto para evocar mestres referenciais, como Cartola e Nélson Cavaquinho, quanto para externar a própria sensibilidade e ânimo autoral em compasso binário. Da massificação inconsequente e culturalmente deletéria no mercado fonográfico, Ilessi parte pra cima com o seu "Brigador", porém no sentido de um gesto em elevação ou de um salto de qualidade, fazendo um registro, que já tardava, de composições de cariz variado - até mesmo naquela linha afro que celebrizou Baden e Vinicius -, de cuja excelência o aplicado e inspirado Pedro Amorim, também bom de canto e integrante do Samba de Fato, já dava mostras nas rodas de todas as quartas de que o conjunto é atração no Trapiche Gamboa. Ilessi, portanto, com a força desse disco inaugural de carreira, da CPC-UMES, canta nesta terça-feira, 3 de agosto, a partir das 21h, no Lapinha (Av. Mem de Sá, 82 - sobrado - tel.: 2507-3435), atendendo a convite dos talentosos irmãos Caldi, Marcelo e Alexandre: este, no sopro (sax e flauta); aquele, no teclado (piano e sanfona).  Na relação direta entre Ilessi e o seu disco, há um encontro marcado entre o frescor da sua voz afortunada e o encantamento de um feixe de canções, sambas em particular, do melhor quilate. Um CD que "tá na briga" por merecido reconhecimento, em sentido amplo, no qual ainda se destacam os arranjos de outro rapaz talentoso, Luiz Barcelos, revelação gaúcha no bandolim, em quase todas as faixas - uma ainda por Cristóvão Bastos.
      Um pouco do "Brigador" pode ser apreciado, abaixo, no segundo e no terceiro "links": Ilessi canta, com Pedro Amorim, "Baraúna" e "Julgamento". No primeiro "link", com Beatriz Faria, filha de Paulinho da Viola, canta "Olhar Assim", de Paulo da Portela; no quarto "link", o Quinteto Sivuca, do qual Marcelo Caldi faz parte, executa, de João Lyra e Maurício Carrilho, "Riacho Seco". No último "link", muito bem arranjado, o Sembatuta, com Alexandre Caldi ao sax, relê "Na Baixa do Sapateiro", de Ari Barroso. 
      ***
www.myspace.com/ilessi
   
   http://www.youtube.com/watch?v=-vDb6DaSoNY&feature=related
 
   http://www.youtube.com/watch?v=KjY6zRg5qXM&feature=related
 
   http://www.youtube.com/watch?v=UVWAprQyvs0
 
   http://www.youtube.com/watch?v=gsYfNAcMfMo
 
   http://www.youtube.com/watch?v=8_n79TQTVZ8

3.6.09

Dica do Gerdal: Paulo César Pinheiro, usina de inspiração na MPB, é tema de livro que será lançado nesta quarta


Quando a poesia veio ao seu encontro, Paulo César Pinheiro, embora adolescente, já estava de malas prontas e cartão de embarque timbrado para empreender a sua viagem singular na história da MPB. Singular, em suma, por dois aspectos gemelarmente entrosados: o qualitativo, pois tudo o que escreve é, no mínimo, "do cacete" -, e o quantitativo, neste sendo o nosso compositor com o maior número de músicas feitas, gravadas e o de maior número de parceiros (entre os quais "ele mesmo", como no CD, todo seu, "O Lamento do Samba") e, quiçá, parceiras, como já conjecturou em entrevista. Nascido em Ramos, mas criado em São Cristóvão, Paulo César Pinheiro, nas férias escolares, ia para a casa do avô pescador - a quem dedicou o seu quarto livro, "Clave de Sal" -, em Angra dos Reis, onde, curiosamente, conheceu um ainda acordeonista João de Aquino, o primeiro parceiro e futuro vizinho no Bairro Imperial. Tinha ele, Paulo, 14 anos de idade quando, na garupa leve de um tempo macio - um tempo ainda não adulto -, escreveu os versos do primeiro cartão de visita da sua lira, seduzindo o já consagrado Baden Powell, 12 anos mais velho, primo de João da Aquino, para outras viagens de beleza musical, até mesmo percorrendo o mágico território dos afro-sambas, como em "Lapinha" (vencedora da Bienal do Samba na voz de Elis Regina, em 1967, e, há poucos anos, lindamente regravada pela baiana Virgínia Rodrigues) e "Besouro Mangangá" (muito bem gravada, em 1972, por Eliana Pitmann), ambas inspiradas em Besouro Cordão de Ouro, que o fascinou e de que Paulo César Pinheiro tomou conhecimento lendo as páginas de "Mar Morto", de Jorge Amado. Por meio desse célebre capoeirista, Paulo César Pinheiro levou o seu poder da criação ao teatro, em 2007, mais um foco, em sua obra, daquela luz que chega de repente, com a rapidez de uma estrela cadente, que tanto já lhe acendera mente e coração na música popular e na poesia feita para o livro, como em "Atabaques, Violas e Bambus". É desse carioca arguto, sensível, intenso e caudaloso que trata o livro "A Letra Brasileira de Paulo César Pinheiro - Uma Jornada Musical", escrito após longos anos de pesquisa pela jornalista paraense Conceição Campos, esposa do bandolinista Pedro Amorim, um desses tantos parceiros suprarreferidos, com o qual o biografado terá, em breve, composições inéditas cantadas em disco pela jovem e promissora Ilessi, incluindo afro-sambas. Lançamento hoje, 3 de junho, das 19h às 22h, na Livraria DaConde, no Leblon ("flyer" acima).
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.