Mostrando postagens com marcador Nilson Chaves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nilson Chaves. Mostrar todas as postagens

21.9.10

Leila Pinheiro, Nilson Chaves e Vital Lima no Sete nesta terça-feira - hora marcada com um Pará muito bem representado no Teatro Carlos Gomes


Sete em Ponto, no despertar da noite, é a hora marcada de um grande show nesta terça-feira, 21 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, reunindo três paraenses da capital e da melhor expressão na MPB: Leila Pinheiro, Nílson Chaves e Vital Lima ("flyer" acima)
       Projetada, em 1985, em festival da TV Globo, com o samba "Verde", de Eduardo Gudin e Costa Neto, Leila é, simplesmente, uma das maiores cantoras do país e soube firmar-se, ao longo dos anos de carreira, sem estardalhaço, no estrelato do canto popular mais apurado, vencendo a impressão equivocada daqueles que a percebiam, quando começou, apenas como um decalque de Elis Regina. Tem luz própria - e intensa - e pode ser ouvida, nos dois primeiros "links" abaixo, interpretando, ao piano, com delicadeza, "Serra do Luar", uma bela canção do compositor-cabeça paulistano Walter Franco, e, apenas com a voz sobre imagens do Rio de Janeiro, a leve e dançante "Coisas do Brasil", de Guilherme Arantes e Nelson Motta. Por seu turno, Nilson Chaves e Vital Lima, compositores e cantores de estrada bem percorrida em discos e shows pelo país e no exterior, também parceiros, podem ser vistos e ouvidos, respectivamente, em (3) "Da Minha Terra", de Nílson Chaves e Jamil Damous, e "Pastores da Noite", de Vital Lima e Hermínio Bello de Carvalho.
     ***

       http://www.youtube.com/watch?v=-QDw_tXTlNk&feature=related
 
       http://www.youtube.com/watch?v=4040vSfVmjE 
    
 
       http://www.youtube.com/watch?v=Caz-35MM6Nk
 
       http://www.youtube.com/watch?v=Id4hec8C3gc

2.8.10

Homenagem do Gerdal: Nilson Chaves - o sabor de açaí na canção universal de um cantador da Amazônia


Conhecendo, na Belém natal de ambos, o maestro Waldemar Henrique quando da apresentação de uma peça toda musicada por este, "Coronel de Macambeira" - para a qual, também por Waldemar, fora convidado a atuar como ator e cantor -, Nilson Chaves (foto acima) recebeu um importante incentivo para prosseguir numa carreira que o tornaria conhecido, no país e no exterior, como compositor e cantador-referência da sua região de origem. Pouco depois, amiudando o contato com o autor de "Minha Terra", quando este já ocupava o cargo de diretor do Theatro da Paz, Nilson faria, a conselho dele, o mesmo movimento de mudança em direção ao Rio de Janeiro, aqui vivendo por muitos anos, como o fizera Waldemar, e trazendo consigo, escrita por ele, carta de recomendação a outro maestro e professor respeitado, Guerra-Peixe. Era 1968 e, em atenção ao velho amigo do Norte do Brasil, Guerra-Peixe daria, por seis meses e de graça, aulas que aprimoraram o conhecimento teórico-instrumental do violonista Nilson Chaves, que, na mesma época, também no Rio de Janeiro, conheceria outro músico paraense de alto quilate, nascido em Santarém, Sebastião Tapajós, do qual se tornaria parceiro e, por um selo alemão, Tupirama Music, lançaria, em 1997, o CD "Amazônia Brasileira", que lhes possibilitou uma turnê nacional por diversas capitais e outra viagem à Alemanha para a apresentação desse album durante semana dedicada à MPB. Viagens que se tornariam uma tônica na trajetória artística de Nilson, que, embora componha joias românticas como "Canção Ausente", gravada em 1978 por Walesca e com arranjo de Sivuca, orientou-se, sobretudo, pelo princípio da universalização do seu som pela navegação cultural nas águas caudalosas do reduto de nascença.       
      Quando conheceu Waldemar Henrique, a quem dedicaria, por sugestão dele (que queria ouvir a sua música, de fundamento folclórico, com sonoridade moderna, incluindo guitarra, baixo e bateria), um belo CD, "Waldemar" - juntamente com mais um paraense de valor, Vital Lima -, Nilson já compunha para peças teatrais, iniciando-se cedo, aos 14 anos, nessa atividade (também como ator). A sua familiaridade com o escol da nossa música popular vinha da infância, especialmente acompanhando o ganha-pão do pai, que, além de fornecer aparelhagem de som para animação de bailes, divulgava em Belém, por meio dela, discos que recebia de gravadoras, como os de João Gilberto, Tito Madi, Maysa e Dolores Duran. Ao longo de mais de 30 anos de lida em estúdio e palco, como um artista coerente e genuinamente amazônico, voltado ainda para a questão ambiental e de melodia com o sabor peculiar do açaí, Nilson, além dos retrocitados, enriqueceu a sua discografia com muitos títulos - alguns por selo independente e próprio, Outros Brasis -; fez parceria relevante com Celso Viáfora, Vital Lima, Joãozinho Gomes e Thereza Tinoco, entre outros; foi diretor musical do projeto "Cantorias Amazônicas", em 2000, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com vários nomes de peso do Norte revelados ao público carioca, e esteve ou está à frente de outras iniciativas de igual relevo, como o projeto Acorde Brasileiro - Encontro Nacional das Músicas Regionais, em Porto Alegre, tocando, entre outros, com o grande acordeonista e compositor Luiz Carlos Borges, gaúcho de Santo Ângelo.
      Solidário com seus colegas de ofício, em particular gente da sua floresta cultural, por entender que "o sonho coletivo é muito mais fantástico que a vitória solitária", a Nilson Chaves, sem conhecê-lo pessoalmente, dedico nestas linhas singela homenagem pessoal, que encerra apreço de longa data pelo que fez e faz na nossa tão amazônica, também em extensão de beleza e variedade, música popular. E a todos agradeço a generosa atenção dispensada, desejando-lhes um dia feliz.
        
    *** 
Pós-escrito: 1) no primeiro e no último "links" abaixo, em colagens de imagens, "Flor do Destino", de Nílson Chaves e Vital Lima, cantada por ambos, e "Sabor Açaí", de Nilson Chaves e Joãozinho Gomes, cantada por Nilson; no segundo "link", feita em parceria com o maranhense Jamil Damous, Nilson canta "Da Minha Terra"; no terceiro "link", com a amapaense Juliele, canta "Não Vou Sair", de Celso Viáfora; e, no quarto "link", "Flor do Grão Pará, de Chico Senna e Marcos Monteiro;    
                   2) destaco, por fim, uma belíssima composição do cearense Eudes Fraga (hoje vivendo em Belém), "Urubu Mestre do Voo", com letra de Joãozinho Gomes, a qual conta, no duo interpretativo com Eudes, com o realce da voz de Nilson Chaves. Um CD independente do Eudes, de 2002, com produção dele e do baterista e percussionista Pantico Rocha, simplesmente encantador: "Tudo Que Me Nordestes".

 
        http://www.youtube.com/watch?v=Z34yD4o9Rkg&feature=related
 
        http://www.youtube.com/watch?v=Caz-35MM6Nk&feature=related
 
        http://www.youtube.com/watch?v=z-fAGCjg9MI&feature=related
 
        http://www.youtube.com/watch?v=V8i77kzoWas
 
        http://www.youtube.com/watch?v=UgO5bXXsE70