Mostrando postagens com marcador Sidney Mattos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sidney Mattos. Mostrar todas as postagens

12.5.11

Sidney Mattos recorda Luiz Gonzaga Jr., nesta quinta, no Centro, e revive um MAU que veio pra bem na MPB



F
ilho daquele cuja vida era andar por este país, seguindo o roteiro nordesteado pela majestade candente do baião, o carioca Luiz Gonzaga Jr., a meu ver e ouvir, se tivesse feito ao longo da carreira apenas uma música, "Espere por Mim, Morena", já teria mostrado cabalmente o seu valor e conquistado o merecido lugar de destaque que ocupa nos escaninhos da memória da MPB. Item do porta-joias sentimental da expressão popular na canção, essa primorosa toada salienta-se na veia autoral de um compositor que, ainda amoroso em "Começaria Tudo Outra Vez" e até mesmo arrebatado em "Sangrando", é particularmente lembrado pelo seu lado MAU, manifesto na palavra também cortante e desabrida do seu verso, assestado, nos anos 70, contra o livre-arbítrio da ditadura militar - .certa vez, teve 54 entre 72 músicas suas vetadas pela Censura Federal, entre as quais a irônica e já lançada, com sucesso, "Comportamento Geral",
         Infelizmente, em 29 de abril de 1991, saindo de Pato Branco, cidade do sudoeste paranaense onde se apresentara, morreria em logradouro próximo, na estrada, vítima de um acidente de carro. Vinte anos, portanto, de ausência de Gonzaguinha, homenageado, nesta quinta-feira, 12 de maio, às 20h30, em teatro a que dá nome, na Praça Onze ("flyer" acima), pelo cantor, compositor e multi-instrumentista Sidney Mattos, outro carioca que bem exerceu o seu lado MAU, fazendo e mostrando a sua música e frequentando, como outros talentos revelados pelo Movimento Artístico Universitário -  Ivan Lins, Aldir Blanc, Márcio Proença, César Costa Filho e Paulo Emílio, por exemplo -, as reuniões no famoso endereço do psiquiatra Aluízio Porto Carrero, na Tijuca. Foi na Rua Jaceguai, 27, que Sidney e Gonzaguinha se conheceram, em 1970, e deste Sidney, a partir de então, por quatro anos, foi diretor musical.  
            Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
 
            Um abraço,
 
            Gerdal
 
Pós-escrito: Sidney Mattos, que promete contar histórias dos tempos do MAU e do seu convívio com Gonzaguinha no show desta quinta, aparece nos dois primeiros "links" abaixo: no primeiro, em dos seus momentos autorais mais inspirados, com a belíssima "Maison du Brésil"; no segundo, com a sacudida "Salsamba", recomendada especialmente a quem nasceu para bailar. No terceiro e quarto "links", respectivamente, "Espere por Mim, Morena", em gravação de Gonzaguinha, e "Geraldinos e Arquibaldos", no programa "Sr. Brasil", com as Chicas, quarteto de que participam duas filhas do saudoso compositor, Amora Pera e Fernanda Gonzaga.  
 
 
         http://www.youtube.com/watch?v=ZBa8ubmfRFE ("Maison du Brésil")
 
         http://www.youtube.com/watch?v=vrGGG_GaRKA ("Salsamba")
 
         http://www.youtube.com/watch?v=_qfOrmOYI8A ("Espere por Mim, Morena")
 
          http://www.youtube.com/watch?v=AkrPJMX1a70 ("Geraldinos e Arquibaldos")

7.8.10

Gerdal Indica: Sidney Mattos retorna ao palco do CMRMC, na Tijuca, neste sábado, para dar asas instrumentais a encontro do forró com o jazz


 Curiosidade na nossa fonografia, pois, em 40 anos com os pés nessa estrada da música popular, concentra quase todos os seus discos nos últimos onze anos, lançando, nesse período, pelo menos, um CD por ano, Sidney Mattos (foto acima) foi integrante do MAU (Movimento Artístico Universitário) no início da carreira, juntamente com Luiz Gonzaga Jr., Ivan Lins (de cuja banda fez parte), Cláudio Cartier, Aldir Blanc, César Costa Filho e Tavynho Bonfá, entre outros, e, desde então, entre os diversos trabalhos em palco de que participaria, destacam-se, por exemplo, "O Velho e o Moço", ao lado do saudoso violonista baiano Codó, em 1976, no Teatro Gláucio Gil; a direção musical de "Zumbi", encenada por Gianfrancesco Guarnieri, e, em Paris, no mesmo ano, de show da dupla Les Étoiles, no Olympia; além de turnê, no ano seguinte, com a jazzística maranhense Tânia Maria pela Suíça. Na antiga TV Educativa do Rio de Janeiro, hoje TV Brasil, musicou programas como "República dos Bichos" e "Canta Conto", este uma excelente atração para a audiência mirim apresentada por Bia Bedran. Xico Chaves, Ana Terra, Tibério Gaspar, Euclides Amaral, Cacaso, Luiz Alfredo Milleco, Maurício Duboc e dois outros do MAU - os letristas "do bem" Ivan Wrigg e Marco Aurélio (com quem fez sua primeira composição gravada, "Antiga Voz", em 1971, pelo Quarteto Forma) - figuram entre os parceiros desse nome consistente e gabaritado da MPB, primo do pianista e arranjador Luiz Avellar (vivendo há anos em Portugal) e ex-integrante do conjunto de baile Som Maior. Sidney também é musicoterapeuta, com formação primeiramente feita no Conservatório Brasileiro de Música e, por muitos anos, diretor do NEAE (Núcleo Experimental de Arte-Educação).  
       Conhecido pela tendência acentuada ao improviso no seu trabalho de expressão musical, o que, aliás, faz reconhecidamente bem, sem "embromation", Sidney (teclado e voz), ao lado do baixista Rubens Leite e do baterista Elly Werneck, exercita o talento em show neste sábado, 7 de agosto, às 19h, no Centro Municipal de Referência da Música Carioca (Rua Conde de Bonfim, 842 - Tijuca - tel.: 3238-3831), no qual promove uma estimulante interseção do jazz com o forró - e suas fontes legítimas, como o xote e o baião - em voo de livre execução, particularmente ligado, como sempre esteve ao longo da carreira, nas ricas possibilidades de manifestação rítmica do país, inclusive folclóricas. Ainda com suas asas instrumentais (além do piano, toca flauta e violão), revisita a própria inspiração autoral e, previsto no roteiro da função, faz uma leitura moderna e especial de gemas de Villa-Lobos, Gonzagão e Hermeto Pascoal.   
      ***
      
Pós-escrito: no primeiro dos "links" abaixo, 1) Sidney Mattos aparece em curta entrevista sobre o seu trabalho, quando de show feito no Conservatório de Tatuí (SP). Em sequência descendente, 2) canta e toca, em quarteto, "Rapaz de Bem", de Johnny Alf; 3) em "Eu Sou Assim", com letra de Luiz Alfredo Milleco; 4) na belíssima "Maison du Brésil", esta de 1978 e inspirada na casa homônima, situada na Cité Universitaire, na Cidade Luz, que acolhia estudantes brasileiros lá chegados; 5) em mais uma das suas, "Os Mares", novamente com letra de Luiz Alfredo Milleco; 6) em outra curta entrevista, discorre sobre a sua longa experiência, como arte-educador, com crianças, visando despertá-las para possibilidades bem mais amplas de percepção e expressão musical do que a grande mídia, reducionista e banal, o mais das vezes, lhes oferece. Também destaca festivais de que elas participam, como uma extensão benfazeja desse vínculo inicial com a música. Afinal, de pequenino se torce o pepino.   
 
 http://www.youtube.com/watch?v=YKqVcCiEqAk&feature=related
  
 http://www.youtube.com/watch?v=oHtbkQd1FU0&feature=related
 
 http://www.youtube.com/watch?v=_lEOp2aqcJM&feature=related

 
  http://www.youtube.com/watch?v=rLa4YGsgf2E&feature=related

 
  http://www.youtube.com/watch?v=lt9O9LtZpuo
 
  http://www.youtube.com/watch?v=C5vyw3P-yAc&feature=related

17.10.09

Dica do Gerdal: A música de Sidney Mattos, em retrospecto de 40 anos de carreira, é oportuna atração, neste sábado, na Tijuca


Embora completando 40 anos de carreira, motivação que orienta o show apresentado hoje, 17 de outubro, às 19h, no Centro Municipal de Referência da Música Carioca ("flyer" acima), na Tijuca, Sidney Mattos, que, sem ser propriamente do samba, é natural aqui do Rio de Janeiro, concentra a sua discografia, quase toda, nos últimos onze anos, lançando, pelo menos, um CD por ano de 1999 para cá. Juntamente com Gonzaguinha, Ivan Lins, César Costa Filho, Cláudio Cartier, Aldir Blanc e Tavynho Bonfá, entre outros, foi integrante do MAU (Movimento Artístico Universitário) no início da carreira e, desde então, entre os diversos trabalhos em palco de que participaria, destacam-se, por exemplo, "O Velho e o Moço", ao lado do saudoso violonista baiano Codó, em 1976, no Teatro Gláucio Gil; a direção musical de "Zumbi", encenada por Gianfrancesco Guarnieri, e, em Paris, no mesmo ano, de show da dupla Les Étoiles, no Olympia; além de turnê, no ano seguinte, com a jazzística maranhense Tânia Maria pela Suíça. Na antiga TV Educativa do Rio de Janeiro, musicou programas como "República dos Bichos" e "Canta Conto", este uma atração para a audiência mirim apresentada por Bia Bedran. Xico Chaves, Ana Terra, Tibério Gaspar, Euclides Amaral, Cacaso, Luiz Alfredo Milleco, Maurício Duboc e dois outros do MAU - os letristas "do bem" Ivan Wrigg  e Marco Aurélio (com quem fez sua primeira composição gravada, "Antiga Voz, em 1971, pelo Quarteto Forma) - figuram entre os parceiros desse nome consistente e gabaritado da MPB, ex-integrante do conjunto de baile Som Maior, e que também é musicoterapeuta, com formação inicialmente feita no Conservatório Brasileiro de Música e, por muitos anos, diretor do NEAE (Núcleo Experimental de Arte-Educação). Sidney Mattos é uma grande recomendação instrumental para este sábado de manhã meio barro meio tijolo, com céu parcialmente encoberto.
           Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 NR: Ainda deu tempo de botar no ar a dica do Gerdal antes de entrar no recesso "pra não lamentar".