Do fundo do baú: Caricatura do filósofo György Lukács (1885-1971), um dos maiores intelectuais húngaros, aquele desenvolveu o pensamento de Marx, expandindo esse conhecimento até fundamentar a construção de uma Estética marxista.
Em 1923 começou essa caminhada ao publicar um livro fundamental: "História e Consciência de Classe", que explora e expande o conceito de "alienação"- debatendo a concepção de "ideologia" - "falsa consciência", "reificação" e enfim "consciência de classe". Vou parar por aqui, quem pode falar com propriedade sobre esse assunto é meu amigo, o professor Carlos Eduardo Jordão Machado que lançou recentemente o livro "Um capítulo da história da modernidade estética" – 2ª edição", (Editora Unesp) veja capa do livro abaixo.
Só sei que meu exemplar de "História e Consciência de Classe", acredito ter perdido na bagunça de minha biblioteca , ou talvez emprestei para alguém, que perdeu o bonde da História e não teve nenhuma classe para me devolver o livro.
Mas tenho lá na estante ainda : "Prolegomenos a una estetica marxista (sobre la categoria de la particularidad)" e "Estetica 1 - La peculiaridad de lo estetico - questiones preliminares y de principio" , livros publicados pelas Ediciones Grijalbo de Barcelona /México DF (1966). Estudo de vez em quando também "Realismo Crítico Hoje" (com preciosa introdução de Carlos Nelson Coutinho), publicado pela Coordenada Editora de Brasília Ltda em 1969.
Vou cometer uma heresia e relatar a história curiosa que um colega sociólogo, certa vez, me contou, envolvendo esse magnífico pensador. Disse me ele que conheceu um professor que rumava para uma país do leste europeu (acho que Hungria) a fim de participar um colóquio sobre "Estética" Nessa época ainda existia a URSS, a História era construída pela luta de classes e servia-se uísque nos aviões.
Acontece que o intelectual em questão sentou ao lado de uma bela moça, muito interessante e que por acaso, também estava rumando para um encontro que trataria de questões estéticas. Ele então se entusiasmou todo, nem percebeu que o avião havia decolado e começou a falar das teorias de Lukács etc e tal…Com o passar do tempo notou que a moça foi murchando, olhando para ele de maneira estranha, enquanto todo pimpão, ele se inflamava em raciocínios pra lá de dialéticos…
Resolveu então perguntar se ela estava passando mal, se havia algum incômodo em discutir esses assuntos complexos nas alturas em que o avião voava, ainda mais com os frequentes solavancos de uma turbulência sem fim.
Ela respondeu que não e acrescentou estar acostumada aos percalços das viagens aéreas, pois vivia participando de exposições de produtos de estética, em diversos países. Foi aí que ele percebeu que a moça, na verdade era esteticista - entendia pacas de cosméticos e tratamentos de beleza mas não estava compreendendo patavinas daquele papo cabeça. Estranha coincidência, mas o meu colega afirmou que a história era real. Afinal, o que é o real, nesse mundo pós-tudo? (outro dia conto outra história que também envolve o grande Lukács e um ator brechtiano numa lanchonete paulista dos anos 70).
(Clique nas imagens para ampliar e VER melhor)
Mostrando postagens com marcador estética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estética. Mostrar todas as postagens
23.3.17
29.10.16
Debate e lançamento de livro na USP, no dia 3 de novembro/ Assunto: Uma visão ampla da Estética Marxista
O evento duplo vai rolar no dia 3 de novembro (quinta-feira) a partir das 17.30 hs, na USP, mais especificamente na Sala 14 do Prédio de Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH - USP/Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Butantã, São Paulo SP.
Nesse local, vai acontecer um debate cujo título-tema é "Estética Marxista: Bloch, Lukács, Brecht ou Adorno?". Ele vai reunir os professores Carlos Eduardo Jordão Machado, Arlenice Almeida da Silva, Jorge de Almeida e Tércio Redondo.
Em seguida, acontece o lançamento do livro "Um capítulo da história da modernidade estética" – 2ª edição", de Carlos Eduardo Jordão Machado (Editora Unesp) cuja capa publicamos abaixo.
No site da Editora da Unesp capturamos um resumo dessa obra de grande interesse para a compreensão da arte:
A obra reconstrói o debate sobre a vanguarda artística que mobilizou em momentos e em registros diferentes os principais pensadores marxistas de língua alemã no século XX, situando o pensamento estético de autores como Lukács, Bloch, Adorno, Eisler, Benjamin e Brecht. Nesta segunda edição, foram incorporados o capítulo "O 'debate sobre o expressionismo' como chave interpretativa da polêmica Adorno x Lukács", além de novas traduções de Lukács, como o inédito “Discurso proferido por ocasião do funeral de Bertolt Brecht” e o ensaio de Adorno “Reconciliação extorquida”.
(Clique na imagem do livro para ampliar e VER melhor)
Nesse local, vai acontecer um debate cujo título-tema é "Estética Marxista: Bloch, Lukács, Brecht ou Adorno?". Ele vai reunir os professores Carlos Eduardo Jordão Machado, Arlenice Almeida da Silva, Jorge de Almeida e Tércio Redondo.
Em seguida, acontece o lançamento do livro "Um capítulo da história da modernidade estética" – 2ª edição", de Carlos Eduardo Jordão Machado (Editora Unesp) cuja capa publicamos abaixo.
No site da Editora da Unesp capturamos um resumo dessa obra de grande interesse para a compreensão da arte:
A obra reconstrói o debate sobre a vanguarda artística que mobilizou em momentos e em registros diferentes os principais pensadores marxistas de língua alemã no século XX, situando o pensamento estético de autores como Lukács, Bloch, Adorno, Eisler, Benjamin e Brecht. Nesta segunda edição, foram incorporados o capítulo "O 'debate sobre o expressionismo' como chave interpretativa da polêmica Adorno x Lukács", além de novas traduções de Lukács, como o inédito “Discurso proferido por ocasião do funeral de Bertolt Brecht” e o ensaio de Adorno “Reconciliação extorquida”.
(Clique na imagem do livro para ampliar e VER melhor)
28.10.14
Livro sobre cinema venezuelano saindo do forno
Clique na imagem para ampliar e VER melhor.
Tenho o prazer de informar que saiu da gráfica o livro de minha querida amiga, colega de mestrado, a pesquisadora Renata Máximo Magalhães . Trata-se da publicação do resultado de sua pesquisa sobre o cinema venezuelano que tem por título "Caracas em Cena"- Estado e Cinema na Venezuela" (Editora Multifoco- selo Luminária/academia)
Pode ser adquirido clicando no seguinte link:
http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=1795&idProduto=1827
Tive a honra de escrever o texto da contracapa desse valioso livro. Escrevi o seguinte:
"Cruzar fronteiras, muitas vezes invisíveis barreiras que nos separam dos nossos vizinhos da América Latina, foi a "missão" que norteou esta pesquisa de Renata Máximo.
Corajosamente ela foi a campo e lançou seu olhar agudo de historiadora para penetrar o processo cultural e político venezuelano no momento crítico e tensionado de implantação do que se denominou "revolução bolivariana".
Procurou trazer para o nosso conhecimento os modos específicos e os conteúdos da produção cinematográfica contemporânea desse país, localizando na cidade o território privilegiado do conflito.
Buscou, assim, explicitar a relação complexa que ata ideologia, cultura e a reconfiguração da violência - esta última que, de acordo com o pensador Ariel Dorfman, está inscrita na formação das sociedades latino-americanas."
Obs:
Ariel Dorfman é escritor, dramaturgo e professor universitário. Sua obra ensaística-crítica mais famosa por aqui é "Para ler al pato Donald (que escreveu com Armand Mattelart. Trabalho no qual denuncia o caráter ideológico da mídia e particularmente de certo gênero de HQ). Uma de suas peças, "A morte e a donzela" , escrita em 1972 teve uma versão cinematográfica dirigida por Roman Polanski em 1994. A afirmação sobre ser a violência constitutiva da formação latino-americana está em seu livro "Imaginación y violencia en America" publicado pela Editorial Anagrama - Barcelona - 1972 (sendo que a primeira edição foi publicada no Chile pela Editorial Universitaria, em 1970.
Labels:
América Latina,
Arte,
Cinema,
estética,
Livro,
política,
Revolução bolivariana,
Venezuela
26.6.11
Programe-se: Lançamento do livro Estio do Pempo - Romantismo e estética moderna - quarta-feira na Travessa -Leblon

O professor Pedro Duarte vai lançar seu livro Estio do Tempo - Romantismo e estética moderna nessa quarta, dia 29, a partir das 19 horas, na Livraria da Travessa, rua Afrânio de Melo Franco, 290 loja 205 A- Shopping Leblon.
Vai rolar um bate papo entre o autor e Eduardo Jardim, professor de filosofia da PUC-Rio.
Todo mundo lá!
Assinar:
Postagens (Atom)



