11.9.09

Vizinha chavista elogia Caminho das Índias e Oliver Stone


Desta vez fui eu que telefonei para o spa onde minha vizinha chavista está internada, se recuperando da guerra televisiva entre a Globo e a Record.
Disse a ela que estava com saudades das suas críticas. Que "Caminho das Índias" terminava hoje e nós não podíamos ficar sem a sua última crítica. Falei pra ela que constatei com meus próprios olhos e ouvidos que a terra uma dia há de comer, que a novela foi um sucesso estrondoso. Meu depoimento foi tão veemente que percebi um leve lacrimejar, do outro lado da linha. Contei o que ouvi, quando estava no meio daquela multidão que disputa os quibes e esfihas da Lanchonete "libanesa" da galeria do Largo do Machado - era um frase, ou o fim de uma frase: -"...é aquela naja ! Não, não é a naja novinha da Surya, é daquela naja velha que eu estou falando!" Virei minha cabeça nebulosa para o lugar de onde vinha aquele papo "indiano" e vi que eram três mulheres de meia idade - provavelmente na hora do almoço- que discutiam animadamente assuntos relativos à intimidade do serpentário da famíla Ananda. E falavam especificamente de "mamadi", a mãe do conservador Opash.
-Pois é meu filho, essa novela apesar de "esculhambar" (na boa) a Índia e seus costumes, caiu no gosto popular. Tudo por causa da competência da Glória ( ela se refere a "novelista" ( ou será noveleira?) Gloria Perez- minha vizinha chavista tem por hábito chamar as celebridades pelo primeiro nome).
-Glória é realmente muito boa nesse negócio de novela, menino! Palmas pra ela e para o elenco da novela, e por tabela para a emissora, a grande Rede Globo, que um dia nós, do movimento bolivariano da zona sul, ainda vamos tomar e transformar numa produtora exclusiva de novelas para atenuar o sofrimento dos nossos companheiros cubanos.
Falando em Cuba, estou na verdade, me preparando para ver o documentário que o Oliver Stone fez sobre o nosso líder - o Presidente Chávez. Dizem que é muito bacana, que ele mostra comos os poderosos dos EUA tentam esculhambar os verdadeiros líderes na nossa sofriada América Latina, o quintal deles..

Perguntei se ela vai assistir à nova novela de Manoel Carlos.
-Se ele vier de novo com esse negócio de"novela- bairro" (leia-se, Leblon - ela faz uma ironia com o antigo programa de César Maia que tinha por nome "favela-bairro"), aí é que não vou ver. Mas parece que eles foram para Jordânia, para Israel etc. Novela das oito da Globo agora começa sempre "la fora", depois vai pro Projac mesmo, que a grana anda curta!
- Você vai me desculpar, mas vou para minha sessão de hidroginástica. Escreva aí no seu "grogue" que a Glória é uma guerreira e acertou na mosca com essa novela que acaba hoje. Que as grandes discrepâncias da novela só aparecem para os críticos , esses literatos frustrados, que um dia acalentaram o sonho de escrever o grande romance redentor da modernidade tardia e não conseguiram. Que o povão mesmo, como dizia o filósofo Joaozinho 30, gosta mesmo é de luxo, muito sari, muita "bijuteria" barata de Delhi.
E foi aí que sem mais, nem menos, desligou na minha cara.
Nem deu tempo de comentar a terrível situação financeira da excepcional fotógrafa de celebridades Annie Leibovitz.
Voltei me então para a leitura de "Modernidade Líquida" do sociólogo Zygmunt Bauman, que virou arroz de festa e até já deu entrevista para a revistinha de domingo do Globo. Não sei se aumentou a tiragem do jornal nesse dia, de qualquer forma, a sociologia está se tornando popular. Quero ver o caderno de esportes analisar a interação dos clubes cariocas no universo social light da "segundona".

Dica do Gerdal: Clementina de Jesus por Ilessi e Beatriz Faria, na Tijuca- show-homenagem a uma deusa negra do canto popular (sexta e sábado


Emblema vocal das peripécias históricas da diáspora negra e "fenômeno telúrico exclusivamente brasileiro", na percepção do maestro Francisco Mignone, a valenciana Clementina de Jesus é a "deusa ebanácea" (ainda "d`après" Mignone) homenageada, nesta sexta e neste sábado, 11 e 12 de setembro, às 19h, por duas jovens e promissoras cantoras, Ilessi e Beatriz Faria, no Centro Municipal de Referência da Música Carioca, com o show "Tempo de Glória" ("flyer" abaixo), título extraído de bela composição homônima de Nei Lopes e Wilson Moreira. Ainda menina, no berço fluminense do Vale do Paraíba, Clementina era da mãe, Amália, rezadeira e parteira, receptora de todo um saber oral conectado com a ancestralidade africana, dela também haurindo expressões musicais de todo esse conhecimento, como lundus, corimas, chulas, jongos e incelenças, mais tarde, em parte, levados para registro em seus discos. Já no Rio de Janeiro, para onde veio com a família aos oito anos de idade, Clementina ralou como doméstica por mais de duas décadas até iniciar-se no mundo fonográfico, aos 64 anos, pela mão do poeta e produtor Hermínio Bello da Carvalho. Primeiramente, o famoso e abençoado encontro que tiveram, no dia 15 de agosto de 1963, na Taberna da Glória, com reencontro, semanas depois, no Zicartola; o show "Violão e Banzo" - ao lado do violonista Turíbio Santos -, no Teatro Jovem, em Botafogo, e o sucesso de público, em larga escala, ainda com produção de Hermínio, neste marco do nosso palco musical que é o espetáculo "Rosa de Ouro", em 1965. Um espetáculo que ainda promoveu o retorno às luzes da ribalta da então olvidada Araci Cortes, cantora de nome feito no teatro de revista, e revelou sambistas do melhor jaez, como Élton Medeiros, Paulinho da Viola, Nélson Sargento, Anescarzinho e Jair do Cavaquinho.
        Cintilando, na noite carioca, na realização de seguidos projetos ligados ao samba - ainda há pouco em bela função, no Trapiche Gamboa, com Adriana Moreira e Karla da Silva -, Ilessi conta com a meiga presença de Beatriz Faria (filha de Paulinho da Viola e intérprete de Elizeth Cardoso no teatro) nesses dois shows do CMRMC, na Tijuca. Certamente uma lembrança tocante de Quelé, essa personalidade "sui generis" da nossa seara cultural, de canto rouco e quase falado, cuja voz, na arguta consideração do professor Darcy Ribeiro, "era a voz de milhões de negros desfeitos no fazimento do Brasil". 
        Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.

Ilustração: mulher com gato de manhã na sala


Esta ilustração com incerteza foi para um conto ou para uma crônica. Foi feita com lápis de cor e ecoline na técnica de aquarela sobre papel Canson. O curioso da aquarela é sempre a surpresa que a água apronta nas manchas que ela produz e que te desafiam controlar. Puta filosofia de botequim!

10.9.09

Dica do Gerdal: Cristina Conrado e Tibério Gaspar em show imperdível nesta sexta, dia 11 na Sala Baden Powell


Gerdal me passou uma dica para sexta, dia 11. Trata-se de um show comandado por Tibério Gaspar e sua banda, que vai rolar na Sala Baden Powell às 20 horas . É um show especial, comemora o aniversário de Tibério ao lado de Cristina Conrado e terá renda utilizada para uma causa humanitária. O show promete surpresas como canjas que acontecerão - músicos de alto calibre como Nonato Buzar, Tavynho Bonfá e outros que vão pintar por lá.
Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro ou através do http://www.ticketronic.com.br/ - 20 reais (inteira) e 10 reais (meia)
Para conhecer o tabalho de Cristina Conrado é só acessar
http://www.myspace.com/cristinaconrado 
NR: A foto que ilustra este post foi retirado do site de Cristina Conrado

Adiantando programação de sexta-feira dia 11 em Sampa


Recebi e-mail de meu amigo Emiliano Castro que repasso abaixo: 
Pro pessoal poder se programar e pra eu poder compartilhar a boa nova!
6a feira dia 11 próximo farei parte de um grande encontro de artistas no Auditório Ibirapuera.
No projeto Caldeira Acústica - desta vez transferido para o Auditório - o Trio Corrente (Fábio Torres, Paulo Paulelli e Edu Ribeiro) será o luxuoso trio de apoio para a apresentação de 7 artistas "novos" para o público.
Na ordem em que nos apresentaremos, seremos :
Emiliano Castro, Dani Gurgel, Dani Black, Alexandre Grooves, André Caccia Bava, Diogo Poças e Luciana Alves.
Festança!
A noite será aberta pelo Trio Corrente tocando só e... será que faremos um tema unindo todos no grande palco???

Maior orgulho de tocar ao lado desses feras e parceiros e família!
E no meu Auditório Ibirapuera!
Luxo só!

Trio Corrente
convida
Emiliano Castro
Dani Gurgel
Dani Black
Alexandre Grooves
André Caccia Bava
Diogo Poças
Luciana Alves
projeto
Caldeira Acústica
no
Auditório Ibirapuera
dia 11 de setembro
às 21h

Cartum sensacional de João Zero


(Clique na imagem para ampliar e ler melhor a legenda do cartum)

9.9.09

Corre que dá tempo / Dica do Gerdal : Marcos Sacramento e Clara Sandroni, nesta quarta, na ABL - show pelo centenário de Carmen Miranda (grátis)


Repasso  "flyer" recebido da produtora Maria Braga sobre ótima atração, hoje, 9 de setembro, na Academia Brasileira de Letras. Na hora do almoço, às 12h30, uma saborosa "refeição cultural" será servida com o show "Na Batucada da Vida", estrelado por Marcos Sacramento e Clara Sandroni. Grato a todos pela atenção.

Ilustração: O jogador entre a bola e mídia


Esta ilustra foi feita com nanquim e ecoline pincelado sobre papel Schoeler Hammer. Foi aplicado o efeito "Crill over" que um dia eu explico. Para dizer a verdade, acho que já expliquei uma vez, faz tempo e nem sei onde foi, se num post ou num comentário.
(Clique sobre a imagem para ampliar e ver melhor)

Dica do Gerdal: Márcio Thadeu, nesta quarta, no Cais Cultural- um bom cantor adentra a cena musical carioca com CD benfeito


"Chega a noite e você vai embora/você sempre tem que ir embora/eu tenho sempre que ficar/tempo falso o relógio marca/nem faz tempo e você vai embora/eu sem jeito de ficar/no escuro que se faz/quando você fecha a porta..." Só esse samba lento, "Tempo Falso", de Gisa Nogueira, excelente compositora, muito bem pontuado por saxes no impressionante arranjo de Wilians Pereira, já vale a aquisição do CD "Negro Canto", um "début" com pé direito do economista Márcio Thadeu no mercado fonográfico em produção independente. Bom cantor, Márcio credencia-se com o disco a ocupar um espaço próprio, bem assentado na sua voz e sensibilidade, no minguado universo de cantores da MPB, em contraponto com o das cantoras, surgidas aos montes - e bem-vindas. Feito com a intenção de enaltecer a inspiração negra entre as autorias no nosso cancioneiro, "Negro Canto" lembra clássicos de Nelson Cavaquinho ("Notícia"), Dorival Caymmi e Antônio Almeida ("Doralice") e Lupicínio Rodrigues ("Esses Moços"), além de sambas expressivos da bagagem de Leci Brandão ("Zé do Caroço") e de Gílson de Souza ("Poxa", que, em 1975, deu notoriedade até mesmo internacional a esse conterrâneo de Sérgio Ricardo, ambos paulistas de Marília). "Mosaico Brasileiro", de Celso Lima e Sérgio Cruz, é benfeita exaltação que sobressai entre as poucas inéditas, e, por isso, devem-se louvar a direção musical e os arranjos primorosos e refrescantes, para músicas bem conhecidas, feitos pelo violonista Wilians Pereira, tão estupidamente desaparecido, em dezembro de 2007, aos 39 anos, na queda de um ultraleve em Porto de Galinhas. Foi a alma desse CD do bem qualificado e bem encaminhado Márcio Thadeu. "...se eu pudesse, eu apagava a noite/e fazia um sol do luar/pra você não ter que ir embora/quando é hora de você ficar". 
        Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 A tempo: Márcio Thadeu canta hoje, 9 de setembro, às 19h, no Cais Cultural, na Praça Mauá ("flyer" acima).          

Mais um Haikai do alto mar de Guilherme Mansur

Livro sobre Chiquinha Gonzaga, pianeira pioneira da nossa música popular, foi relançado, nesta terça, na Gávea


Tenho que fazer aqui um mea culpa. Deixei escapar uma dica preciosa do Gerdal.
Foi lançado ontem na Gávea (Rio de Janeiro) um livro chamado "Chiquinha Gonzaga, Uma História de Vida", escrito pela socióloga Edinha Diniz.
Foi Carlos Didier, o famoso Caola, nosso vizinho que deu a dica.
(Caola, informa Gerdal , pertenceu ao conjunto Coisas Nossas, escreveu a biografia de Abel Silva, de Orestes Barbosa - em "Orestes Barbosa, Repórter, Cronista e Poeta" - e, antes tudo isso, construiu  essa catedral que é "Noel Rosa - Uma Biografia" -, um livro feito junto com o magnífico jornalista João Máximo)
Voltemos ao livro sobre Chiquinha Gonzaga - Gerdal com sua linguagem particularíssima diz que o livro de Edna Diniz"agora com achegas motivadas por nova incursão dela na vida da pioneira pianeira e compositora carioca, referência para os diversos ritmos que abraçou em sua obra. Uma redescoberta dessa "mulher de atitude" que foi Chiquinha Gonzaga, possibilitada pela recente transferência de guarda do acervo a ela relativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat) - da qual foi fundadora - para o Instituto Moreira Salles, aonde Edinha se dirigiu para nova pesquisa que ensejou o surgimento de documentos com novos dados esclarecedores de "silêncios e segredos" sobre a vida privada da maestrina detectados pela autora na primeira edição. Grande Chiquinha, sempre atraente".
Procure nas boas livrarias do ramo.
Valeu Caola, valeu Gerdal, e desculpe a distração deste blogueiro desmiolado.

8.9.09

Paris Confidencial Hoje


(clique na imagem para ampliar e ler melhor)

Mais um haikai marinho de Guilherme Mansur

7.9.09

Até terça, sejamos otimistas...


Vamos aproveitar o Feriadão e dar uma voltinha alí na Urca para admirar o Pão de Açúcar e voltamos na terça-feira que ninguém é de ferro.

Cartum da Independência - Um brinde de João Zero


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6.9.09

Dica do Gerdal: Rio acolhe, neste domingo, o talento de Ricardo Herz na companhia de Didier Lockwood - a alma dos violinos apura o Ano da França no Br



Quem conhece algum dos CDs do paulistano Ricardo Herz sabe tratar-se de um músico excepcional, hoje radicado na França, onde toca o seu violino encantado e ainda atua como professor de música brasileira (informação abaixo). Com o seu instrumento, Ricardo segue, com brilho intenso, um caminho já percorrido por outros violinistas de subida importância na MPB: o chorão Alberto Marino, autor de "Rapaziada do Brás" nos anos 20 do século passado; Tobias Troisi, paulistano que, no Rio, a convite de Vicente Paiva, atuou no Cassino da Urca e, depois, na boate Meia-Noite, do Copacabana Palace, na orquestra regida por Simon Boutman; ainda na década de 50 e na seguinte, Irany Pinto e Fafá de Lemos, ambos contratados da Rádio Nacional, sendo o primeiro integrante da Turma do Sereno, programa seresteiro criado por Paulo Tapajós, o mesmo mentor, para tal emissora, do Trio Surdina, cujo toque aveludado, além de Rafael Lemos Jr. (Fafá Lemos), era dado pelos igualmente formidáveis Aníbal Augusto Sardinha (Garoto), ao violão, e Romeu Seibel, o Chiquinho do Acordeom; na Nacional, nessa época, destaque-se também como solista o paulistano Eduardo Patané, autor de tangos; em anos mais recentes, por exemplo, Jorge Mautner, Antônio Nóbrega e Nicolas Krassik, este último um francês já plenamente integrado a uma sonoridade popular do nosso violino. Quase todos, a exemplo de Ricardo Herz, com o lastro da formação erudita antes de dedicar-se ao repertório popular.   
          Com Didier Lockwood, o seu apreciado colega francês de cordas que já lhe foi professor, Ricardo Herz apresenta-se hoje, 6 de setembro, às 19h30, no Espaço Sesc, localizado na Rua Domingos Ferreira, 160, em Copacabana. Quem já o ouviu tocando o arrebatador "Mourinho", da sua autoria, feito com base no baião "Mourão", de Guerra-Peixe - faixa do seu indispensável "Violino Popular Brasileiro - sabe que essa rara aparição dele no Rio é ocasião para não perder de vista e de audição.
          Um bom domingo a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 
***
O show dos violinistas Didier Lockwood e Ricardo Herz explora ao máximo os limites do violino na música popular. Didier, o francês consagrado mundialmente por seu estilo, que vai do jazz ao manouche, do pop à chanson française, e o premiado jovem brasileiro Ricardo Herz que, tendo estudado a música erudita e o jazz, há dez anos vem explorando e recriando no violino diversos estilos da música brasileira, desde o forró, choro e samba ao maracatú, frevo e valsas brasileiras.
A junção deste dois talentos, de escolas e gerações diferentes, mostra o que de melhor há na mistura França – Brasil. Nesta turnê o duo tocará no MIMO, em Olinda, em show que contará com a participação de Siba, Antonio Nobrega, Renata Rosa e Seu Luiz Paixão. Após shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, seguem para Três Pontas, onde participam da homenagem a Milton Nascimento e Wagner Tiso no  Festival de Músicas do Mundo. Durante a turnê serão realizadas imagens para o documentário “Les Violons du Monde”, dirigido por Romain Pomédio e supervisionado pelo renomado diretor Tony Gatlif.
 

Didier Lockwood começou a tocar com 6 anos de idade e ganhou diversos prêmios ainda na adolescência. Inspirado por mestres do blues e do jazz como Coltrane, Monk, Ayler, Hendrix, entre outros, e pelas músicas étnicas dos 4 cantos do mundo, Lockwood mostra seu estilo ousado. Nos anos 70, passa a usar o violino eletrificado, influência de Jean-Luc Ponty. Nesta época integra o grupo Magma , que o alavancou para uma carreira internacional de sucesso. Apadrinhado pelo lendário Stéphane Grapelli, Didier toca no Carnegie Hall aos 21 anos e se lança como solista reconhecido no mundo todo, tocando com Miles Davis, Lenny White e Marcus Miller no Blue Note, e fazendo parcerias com Dave Brubeck, os irmãos Marsalis e Herbie Hancock.
Com mais de 3000 show registrados, 30 discos e várias turnês mundiais, hoje Didier continua compondo e se apresentando, além de liderar o Centre des Musiques Didier Lockwood na França e de fazer diversas trilhas sonoras para cinema e televisão.
 

Vencedor do Júri Popular e 3º colocado do Prêmio Visa 2004 (edição instrumental), o paulista Ricardo Herz tem uma sólida formação acadêmica e atuação tanto na área da música erudita como popular. Estudou na Berklee College of Music em Boston, EUA e no Centre des Musiques Didier Lockwood em Paris, França, onde hoje ensina música brasileira. Vivendo em Paris desde 2002, o violinista, compositor e arranjador tem se apresentado em casas de show e festivais de prestígio na Europa e no Brasil. Herz tem 3 CDs lançados: “Violino Popular Brasileiro” foi gravado em 2004 com direção musical de Hamilton de Hollanda. “Brasil em 3 por 4” (2007) é dedicado às valsas consagradas da MPB, com arranjo para solos, duos, trios e quartetos para violinos, todos realizados por ele. Em 2009 lança “Ricardo Herz para Crianças”, com um repertório do folclore infantil brasileiro. Na Europa, Herz apresenta seu trabalho solo com um quarteto e também integra os grupos “Tekere”, “Orquestra do Fubá” e “Terça-Feira Trio”.

Haikai da série Marinha de Guilherme Mansur

Mais um brinde: Um cartum de João Zero


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Charge: Maradona e o rolo compressor

5.9.09

A CEJ - Companhia Estadual de Jazz vai tocar no TribOz . Hoje Sábado, dia 5 de setembro.



Corre que ainda dá tempo!

A Companhia Estadual de Jazz é um grupo mutante, que já se apresentou em várias formações: em trio, quinteto, e até no formato mini-big-band .
Recentemente eles estiveram no Festival Internacional de Jazz de Montréal (em forma de sexteto, com os saxofonistas Guilherme Vianna e Jean-Pierre Zanella).
E agora estão se concentrando no formato quarteto, com Sergio Fayne no piano, Fernando Clark na guitarra, Chico Pessanha na bateria e Reinaldo (aquele cara do Casseta & Planeta) no contrabaixo. Esta formação, depois de mais esta experiência internacional, já está sendo chamada também de Samba-Jazzificator System, porque se concentra num repertório basicamente brasileiro (que até pode incluir algo de John Coltrane, mas desde que tenha um jeitão de João Donato).
Eles tocam A Ilha, do Djavan, O Corsário, de João Bosco, A Lenda do Abaeté, de Dorival Caymmi, Berimbau do Baden Powell... Podem tocar versões samba-jazzificadas de All Blues do Miles Davis ou Footprints do Wayne Shorter...Ou ainda arranjos inesperados, juntando Caetano Veloso com Cole Porter, Tom Jobim com Jimi Hendrix e Villa-Lobos com Tim Maia...

Sábado, 5 de setembro, num dos espaços musicais mais interessantes do Rio de Janeiro, o TribOz, comandado pelo trompetista australiano Mike Ryan.
Abertura da casa: 20h30
Horário: 21h a 1h
Couvert artístico R$ 20,00.
TribOz - Centro Cultural Brasil-Austrália
 www.triboz-rio.com
 Rua Conde de Lages 19, Lapa
 Estacionamento rotativo na Conde de Lages 44 – R$ 5,00 (20h30 às 1h)
Informações e reservas: 2210 0366 / 9291 5942

Inimigos do Batente neste domingo no Trapiche da Gamboa





Recebi da Livraria Folha Seca a seguinte dica cultural que segue abaixo:
DICA CULTURAL
 
INIMIGOS DO BATENTE
no TRAPICHE GAMBOA
 

6 de setembro de 2009
DOMINGO, a partir das 20h
 
couvert: R$ 16,00
 
Grupo que há quase dez anos comanda a excelente roda do bar
Ó do Borogodó, em São Paulo.
 
INIMIGOS DO BATENTE
Railídia (voz), Fernando Szegeri (voz e ganzá), Paulinho Timor (percussão), Cebolinha (repique de anel), Julio Vellozo, Kico Nogueira (cavaquinho), Koka (voz e surdo), Cabelinho (pandeiro). Participação especial: Lipi Canindé (7 cordas).
 
 
TRAPICHE GAMBOA
rua Sacadura Cabral, 155
reservas: (21) 2516.0868
 
 
Venha curtir boa música numa das melhores casas de samba da cidade
LIVRO
 
OS MÚSICOS NEGROS
Escravos da Real Fazenda de Santa Cruz no Rio de Janeiro (1808-1832)
 
de Antônio Carlos dos Santos

ANNABLUME | 2009 | R$ 38,00
Brochura | 14 x 21 cm | 206 páginas
 
Quantos compêndios sobre os grandes nomes da música brasileira foram produzidos em nossa bibliografia? Já perdemos a conta. Mas se pensarmos nas camadas menos favorecidas da população, esse número cai bastante. Se excluírmos Tinhorão e Ary Vasconcelos da lista, então, quase não sobra ninguém. Daí a importância desse livro, que trata do universo dos escravos da Real Fazenda de Santa Cruz. Só por isso ele já valeria à pena, mas há outros atrativos. Você não pode perder!
 
No dia 2 de dezembro de 1809, na rua do Piolho, atual Carioca, nascia Francisco de Paula Brito, brasileiro que rompeu o monopólio dos europeus na impressão e comercialização de livros no Rio de Janeiro. Poeta, tipógrafo, editor, tradutor, jornalista, compositor, seria difícil listar todas atividades desse que foi o iniciador do movimento editorial entre nós. Mas mais importante que tudo foi o espaço de socialização criado por ele em sua livraria no antigo Largo do Rossio, hoje Praça Tiradentes. Nesse 2009, que é o ano Paula Brito na Folha Seca, falaremos muito sobre a vida desse grande brasileiro. Aguardem!
 
NR: a caricatura que ilustra este post é do mestre Cássio Loredano
 

Haikai de Guilherme Mansur

Mais um brinde : Um cartum de João Zero


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Desenho


Este foi feito para um texto do José Castello.

Dica do Gerdal: Carlos Negreiros e Steven Harper: tambor e pé no chão na batida essencial que funde corpo e dança


  Repasso abaixo informação que recebi, detalhada, sobre o espetáculo "Re(pé)rcussão", em que o amigo Carlos Negreiros, de voz potente e referência da percussão afro-brasileira, alia-se à arte do sapateado de Steven Harper para apresentar um espetáculo que promete impressionar tantos quantos o presenciarem. Já sucedido ontem, tem outras duas apresentações: hoje, 5 de setembro, e amanhã, ambas às 20h, no Teatro Angel Vianna, na Rua José Higino, 115 - Tijuca ("flyer" acima).
         Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.       
 Carlos Negreiros e Steven Harper
apresentam
Re(pé)rcussão
 
 
Num novo desdobramento de suas respectivas trajetórias artísticas, Carlos Negreiros e Steven Harper juntam suas forças e imaginação na criação do espetáculo Repercussão. Inédito, cosmopolita, ancorado na tradição porem moderno e antenado, Repercussão reflete e sintetiza as trajetórias distintas dos dois artistas. Carlos Negreiros, percussionista, cantor e compositor, especialista da percussão e do mundo rítmico afro-brasileiro, 65 anos, é profundamente ligado ao Brasil e á luta do povo negro pela sua afirmação social e cultural. Steven Harper, americano/alemão, crescido na Suíça e residente no país desde 1991, 44 anos, encontrou sua paixão e modo de expressão na dança, no sapateado e numa linguagem mista original que chama de “danças percussivas”. O que os une? O ritmo, a musica, a dança, o Brasil e o amor à pulsação essencial, que dá vida a todas as forças da natureza, sintetizada aqui na batida do tambor e dos pés no chão. Em Re(pé)rcussão, a magia do palco demonstra mais uma vez sua capacidade de agregar, unir culturas, gerações, tradições e linguagens, nesse espetáculo diferente, lírico e impactante.
 
Os elementos fundamentais da natureza, água, terra, ar e fogo, assim como o ser humano e sua interação com os elementos - gerando a vida, os mitos, a respiração, a dança - formam o ambiente desse espetáculo.
 
Com diversos e variados instrumentos de percussão, voz, sapateado, percussão corporal e dança contemporânea, Carlos Negreiros e Steven Harper criam um mundo musical cênico original, onde o corpo, o mais antigo e fundamental dos instrumentos, se torna tambor, onde não há fronteiras entre música e dança e onde cada artista se funde no todo. Ritmos afro-brasileiros ganham tratamento moderno e ilú, jongo ou alujá convivem harmoniosamente com samba, pop e funk.  O palco é uma instalação de objetos  e instrumentos organizada pelo cenógrafo e artista plástico multimídia Zaven Paré. Para completar, o uso de recursos eletrônicos - captadores sonoros ligados à gerador de sons midi e “loop station” – permite aos dois artistas de se multiplicarem para criar uma sinfonia sonora e visual surpreendente.
 
 
Musicas
§       Puxada de Xaréu (foclore bahiano, domínio público)   
§       Noite de Temporal (Dorival Caymi)
§       Mãe Ancestral (Carlos Negreiros)
§       Olhos de Ver (Carlos Negreiros)
§       S.O.S. Natureza (Carlos Negreiros)
§       Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran)
§       Águas (Carlos Negreiros)
§       Lembarenganga (Carlos Negreiros)
§       Lascamão (Carlos Negreiros)
 
Duração do espetáculo 70 minutos
 
Ficha Técnica
Idéia e criação: Carlos Negreiros, Steven Harper
Direção musical: Carlos Negreiros
Coreografia: Steven Harper
Instalação cênica, cenografia e “palpites gerais”: Zaven Paré
Ensaiador:
Produção executiva :
Design de luz:
Design de som: Luiz Cruz (Gugu)
 
 
QUEM É QUEM
 
Carlos Negreiros
Percussionista, compositor, cantor e estudioso dos ritmos afro-brasileiros, Carlos Negreiros é citado na Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana como referência na sistematização da percussão afro brasileira. Integrou a Orquestra Afro Brasileira, do Maestro Abigail Moura. Com o quarteto de percussão Baticum, criado com sua orientação, participou em festivais de jazz em Berlim, Viena, Praga, Liepzig, Weimar, Halle e Frankfurt, juntamente com o quarteto de sopro alemão Fun Horns, com o qual gravou dois CDs. Criou o Quarteto Repercussão, baseado na estética percussiva afro-brasileira, e lançou o CD "Som Mestiço" em julho 2006 pelo selo Fina Flor.
Com Milton Nascimento, participou da Missa dos Povos Negros das Américas, na Espanha e em algumas capitais do Brasil. Participou da diretoria e foi cantor da Escola de Samba Quilombos e  diretor cultural e cantor do Afoxé Filhos de Gandhi . Foi também um dos fundadores do Grupo Ação de Teatro, onde atuou como cantor e ator, e posteriormente, participou da criação do Grupo Afro moderno de Dança Olorum Baba Mi, onde compôs a maioria das musicas dos diversos espetáculos. Participou como consultor, compositor, percussionista e cantor do Projeto A Cor da Cultura, desenvolvido pelo Canal Futura de Televisão e destinado às escolas de 1º e 2º grau de todo o Brasil.
Integra desde 2003 o corpo de professores da Maracatu Brasil, um centro de referência da percussão no Rio de Janeiro e, juntamente com alguns dos melhores percussionistas do país participou da criação e integra a banda Lascamão, onde compõe, arranja, toca e canta.
Desde 2006 é diretor artístico da Orquestra Robertinho Silva, um conjunto 80 jovens oriundos predominantemente de comunidades carentes do Rio de Janeiro, visando o desenvolvimento do projeto Batucadas Brasileiras, uma iniciativa de cunho social vinculada a ONG Instituto Bandeira Branca.
 
STEVEN HARPER, sapateador, professor, pesquisador e coreógrafo, dedica-se a difundir a técnica do sapateado americano e à descoberta de novos horizontes para essa arte. Residente no Rio de Janeiro desde 1991, teve um papel central no desenvolvimento do sapateado no Brasil, onde é uma figura requisitada nos palcos e nas salas de aulas. De nacionalidade americana, leciona regularmente nos Estados Unidos e na Europa, onde viaja com freqüência. Já dançou em palcos dos Estados Unidos, França, Holanda, Bélgica Alemanha, Israel, Turquia, Argentina, Paraguai e Suíça, onde foi o primeiro sapateador convidado do Festival de jazz de Montreux. Em 2002, dançou na noite All Stars do New York City Tap Festival.
Projetou-se no Brasil pelo seu trabalho com o contrabaixista e cantor Bruce Henri no espetáculo No Baixo do Sapateiro (antigamente Jungle Tap) e com sua companhia de dança, a Cia Steven Harper. É convidado freqüente de músicos como Robertinho Silva, Carlos Malta ou a UFRJazz Ensemble, orquestra dirigida pelo maestro José Rua, para “dar canja” em espetáculos. Steven ensina sapateado no Centro de Artes Nos da Dança, organiza o anualmente o evento Tap in Rio e é representante no Brasil da International Tap Association, organização sediada nos EU.
 
Zaven Paré
Zaven Paré é um artista plástico e cenógrafo (Denis Marleau, Marie Chouinard e Lalala Human Step…), ele dirigiu teatro de objetos internacionalmente (Henson Festival, Festival d´Avignon, Alameda Laboratorio...) e ele é o inventor da “marionete eletrônica”. Zaven Paré é formado em Artes Plásticas com um Mestrado da Universidade de Paris VIII, e em Letras com um doutorado da Universidade de Metz na França. Ele foi duas vezes titular da bolsa do French American Fund of Performing Arts, titular da bolsa RioArte, na categoria Arte e Tecnologia e da bolsa da Villa Kujoyama em Kyoto no Japão.
Nos dez últimos anos Zaven Paré apresentou seu trabalho em diversos centros de artes e universidades: na Universidade de Quebec em Montreal, no Californian Institute of the Arts em Los Angeles, na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, na Casa Vecina na cidade de México, na PUC do Rio de Janeiro, no Centre d’Écriture Contemporaines Numériques de Mons na Bélgica, e na França: no Institut International de la Marionnette de Charleville Mézières, na École du Fresnoy em Tourcoing, no Institut National de Sciences Appliquées de Rouen, na Universidade de Paris X, assim como no Institut National d’Art et d’Histoire em Paris, e na Maison de France em Oxford.

Para saber mais acesse www.carlosnegreiros.com 
ou o blog http://cn.ferreira.zip.net/arch2009-05-17_2009-05-23.html

4.9.09

Haikai de Guilherme Mansur

Mais um brinde: Um cartum de João Zero


(Clique sobre a imagem para ampliar e ler a legenda do cartum)

Desenho


Nanquim sobre papel Schoeler Hammer rústico

3.9.09

Outro brinde: Mais um Haikai de Guilherme Mansur

Mais um brinde: Um cartum de João Zero

Dica do Gerdal: O samba com Roberto Serrão é terapia popular - sempre com alta - toda quinta em Laranjeiras


Sempre com a cara da gente espelhada no seu samba popularmente terapêutico, do amigo Roberto Serrão tenho a satisfação de encaminhar a programação abaixo. "Ataulfianamente" identificado com a cadência bonita da tradição no samba e já gravado, entre outros, por Alcione e Martinho da Vila, esse compositor paraense, nascido em Belém e criado no Rio, empreende um notável trabalho de formiguinha com os seus projetos em prol da divulgação semanal de boa música popular, como o atual - no Severyna, em Laranjeiras -, que ora completa dois anos de existência. Bom cantor, entoa, além de belos sambas próprios - da parceria mais constante com Guilherme Nascimento, por exemplo -, sambas de outros bambas, os quais - como Noca da Portela, também parceiro, nesta quinta, 3 de setembro -comparecem amiúde como convidados, tornando ainda melhor o que, apenas com o Serrão  e o seu valoroso conjunto, já muito bom e animador.
       Parabéns, Serrão! Viva nosso samba, parafraseando um ilustre conterrâneo seu, Billy Blanco. A todos agradeço a atenção dada a esta dica musical, desejando-lhes um bom dia.
       ***
PREZADOS AMIGOS,
Conto com suas presenças e/ou peço sua especial atenção e ajuda na divulgação da programação abaixo:
O cantor e compositor ROBERTO SERRÃO, durante o mês de setembro comemora 2 anos no comando da sua tradicional roda de samba de raiz e chorinho e convida amigos que, com certeza, irão fazer a chegada da primavera ainda mais agradável, pois será recebida, com talento e alegria, por dignos representantes do gênero, dando continuidade ao seu projeto TERAPIA POPULAR.

DIA 03/09 - NOCA DA PORTELA e DAYSE DO BANJO - O amigo e parceiro, grande campeão de vários carnavais, tanto pela sua querida Portela, como nos blocos do Rio de Janeiro, comemora 55 anos de glórias no mundo do samba, mostrando no evento seu samba-enredo concorrente para o carnaval de 2010 da Portela; e a cantora, compositora e instrumentista, cria da Mocidade Independente de Padre Miguel, presença marcante na "ponte aérea" do samba,  entre Rio e São Paulo, mostra todo seu talento e musicalidade.

DIA 10/09 - DORINA e VELHA GUARDA SHOW DA MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL- A cantora lança o Cd - SAMBA DE FÉ, onde revela toda sua garra e talento, arrancando inúmeros elogios da crítica especializada, em várias capitais do Brasil: e a Velha Guarda ilustra a tradição de belos sambas que marcam a trajetória vitoriosa da escola de Padre Miguel.

DIA 17/09 - RODRIGO VELLOZO - O cantor, compositor e arranjador, filho de Benito di Paula, lança seu primeiro projeto discográfico, o Cd - SAMBA DE CÃMARA, onde revela todo seu talento como músico e intérprete.

DIA 24/09 - JORGE CURUCA - O compositor, presidente da Confraria Casa Lima Barreto, lança o Cd - RAIZ DO BEM, com a participação de intérpretes do projeto, entre eles: Chamon, Raquel Nascimento, Marcos Sacramento e Roberto Serrão.
No repertório clássicos do choro e do samba, onde são lembrados compositores como Cartola, João Nogueira, Paulo Vanzolini, Monsueto, Lupicínio Rodrigues, Paulinho da Viola, Silas de Oliveira, Monarco, Dona Ivone Lara, Nelson Cavaquinho, entre outros; as inéditas do seu CD - solo  - CARA DA GENTE, além de músicas de sua autoria gravadas por: Alcione, Martinho da Vila, Leci Brandão, Jorge Aragão, João Nogueira, Grupo Fundo de Quintal, entre outros.

Local: SEVERYNA DE LARANJEIRAS
Endereço: Rua Ipiranga, 54 - Laranjeiras
Dia/Horário:   TODA QUINTA-FEIRA - a.p. das 20h
Couvert: R$10,00
Informações/Reservas: (21) 2556-9398

NR: Foto que ilustra este post é de um CD de Noca da Portela e de Roberto Serrão

2.9.09

Ilustração: Retrato


Este retrato, eu acho que é do Edmund Wilson quando jovem. Foi feito em bico de pena e escova de dente embebida em nanquim sobre Schoeler Hammer liso.

Um Haikai de Guilherme Mansur


(Clique na imagem para ampliar e ler melhor)

Dica do Gerdal:Rômulo Gomes é o convidado de Marianna Leporace para o "talk show" desta quarta no Espaço Rio Carioca


Caso raro, na MPB, de um contrabaixista que canta, Rômulo Gomes é mais um nome de destaque procedente do solo artisticamente úbere de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, para se firmar, na antiga capital federal, onde mora há 15 anos, como um músico de excelência. No começo da carreira, dividia-se entre grupos de choro e rock, tocando ora violões de 6 e 7 cordas, ora guitarra, mas, hoje, além de acompanhar regularmente a baiana Maria Bethania, no Brasil e no exterior, com o seu bem cotado instrumento de fé, prepara para breve o lançamento do seu segundo CD, quem sabe com a inclusão de, pelo menos, uma das suas músicas com Johnny Alf, de quem é recentíssimo parceiro. Inspirado em conhecido bar de Laranjeiras, fez um ótimo samba com o cardiologista César Nascimento, "No Sujinho da Alice" - que consta num CD de outro parceiro seu, hoje na Espanha, Gladston Galliza -, e é também nesse bairro, no aconchegante Espaço Rio Carioca (Rua Leite Leal, 45 - anexo das Casas Casadas), que ele mostra serviço e conversa com a simpática, inteligente e até mesmo engraçada apresentadora da atração, uma série de "talk shows" musicais muito bem-vinda nesse espaço cultural, Marianna Leporace, que ainda encanta a plateia cantando e, assim, colorindo os encontros com os seus convidados ("flyer" acima).
             Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 
****
            
 A tempo: da amiga Marianna, repasso o recado abaixo. Para quem quer conhecer a nova cena musical carioca, esses shows que ela apresenta no Espaço Rio Carioca são muito significativos.          
 
Amigos,
Está chegando a hora de mais um MARIANNA LEPORACE CONVIDA!
Nesta quarta-feira, dia 02 de setembro, no Espaço Rio Carioca, converso com o compositor e baixista RÔMULO GOMES!
Saiba mais em: www.myspace.com/romulogomes
Visite e Ouça:
www.myspace.com/mariannaleporace
www.clubecaiubi.ning.com/profile/MariannaLeporace
www.myspace.com/foliade3
www.mariannaleporace.blogger.com.br
www.cafeclube.com.br

1.9.09

Mais uma bacalhoada do filósofo Sandaum

Minha vizinha chavista detona Jornal Nacional


Minha vizinha chavista ligou do spa onde está se recuperando de um ataque de nervos que teve, quando começaram as súbitas mudanças das grades das TVs e o troca troca de apresentadores. Na verdade, o referido "siricutico" ocorreu no meio daquela guerra midiática que tomou conta do horário dos noticiários junto com o intercâmbio de ofensas no Senado. O esforço para advinhar os novos lances dessa contenda afetou seus neurônios, quer dizer fundiu sua cuca.
É, o esforço mental foi demais para ela, e hoje, na clínica de repouso, ela repensa o plano que alimentou durante anos : tomar a Globo e transformá-la numa emissora somente de novelas para aliviar o sofrimento dos companheiros cubanos. Diz ela que a ameaça da Record à hegemonia da Globo complicou tudo. Confessou que precisa elaborar urgentemente um plano B.
Mas vamos ao que interessa: ela ligou no meio da noite, para pedir que eu escrevesse nos meus "grogues" que não gostou nada da nova paginação do Jornal Nacional.
-Aquele globo rodando no fundo me deixa tonta. Ataca minha labirintite, entende, meu filho? Não sei se presto atenção no William ou na Fátima, e fico vendo aquele globo azul rodando, rodando...parece que estou numa "discothèque". No fim das contas nem sei mais o que foi noticiado.
Acho que isso tem uma explicação maquiavélica. Como eles não tem mais o que noticiar, pois o Congresso não trabalha e só bate-boca e o mundo anda muito chato, mesmo com eleição japonesa, eles botaram aquele mundo girando só para tirar a atenção do telespectador do vazio total, da insignificância das nossas vidas, do sumiço do Belchior, das suposições sobre a morte do Michel Jackson...Pois é, meu filho, não existem mais fatos, só versões...prefiro novelas, são mais verdadeiras...

Clique! Desta vez fui eu quem desliguei o telefone e mantive fora do gancho. Cáspite! Era muita zorra para meu pobre ouvido, confesso que agora sou eu que estou começando a ficar tonto. Aonde é a saída mesmo?

poema 'mil anos depois'


(Direto dos mares de Ouro Preto recebo esse poema cheio de história e biologia do meu amigo querido e poeta de maravilhas Guilherme Mansur)
(Clique sobre o poema para ampliar e ler melhor)

Dica do Gerdal: Amanda Bravo, nesta terça, no Hotel Ouro Verde- herança legítima da bossa em show de voz e balanço


Ainda há pouco, ouvia um elepê de hits de começos dos anos 70, intitulado "Parada Rio-São Paulo", gravado por Ararypê, tocando órgão, e seu conjunto, do qual, como curiosidade, o guitarrista Dario Lopes, morador do Leme, um dos tantos parceiros de Paulo César Pinheiro e mais tarde produtor musical da TV Globo, fazia parte. Um disco que abre com "Kiriê", vencedora (com Evinha) do VI FIC, nessa emissora, composta pelos amigos Marcello Silva e Paulinho Soares (este cedo subindo de andar: "o Patrão mandou"), um entre os muitos produzidos pelo também saudoso Durval Ferreira. Durval se foi, mas deixou conosco o encanto de Amanda Bravo, sua filha, cantora, atriz e produtora de shows, de lida artística elogiada pelo jornalista especializado Toninho Spessoto, de São Paulo, criador e mantenedor de excelente blogue informativo sobre MPB. De Amanda, após passagens pelo Bossa Lounge, no Leme, e pelo Bar São Roque, no Leblon - com shows próprios e produzindo outros com grandes atrações musicais -, repasso o recado abaixo, com "flyer", acerca da apresentação que fará, na varanda do Hotel Ouro Verde, em Copacabana, nesta terça, primeiro de setembro, acompanhada de um trio bossa-novista que leva o nome do seu pai.
        Aproveito as linhas desta dica para agradecer as diversas manifestações de apreço pelo meu pai, homenageado há dias no MAM, especialmente ao ator, escritor, produtor e luminar carnavalesco Haroldo Costa, amigo de décadas do Geraldo José, que dele sonorizou o longa "Pista de Grama", realizado em 1958. Obrigado, Haroldo. Aliás, relendo o texto que escrevi sobre o meu velho, incorri, inadvertidamente, num erro com o numeral ambos, ao citar três diretores de cinema que também têm presença na música popular, Sérgio Ricardo, Ruy Guerra e Pedro Camargo, em vez de dois. Inicialmente, apenas os dois primeiros estavam citados no texto, mas, pouco antes do clique de envio, lembrei-me do Pedro, sem subtrair à mensagem o referido numeral, escrito logo em seguida. Meu pai teve a satisfação de trabalhar com todos os três, em vários longas que fizeram, outras amizades de longo percurso. Também ao amigo e vizinho de bairro Bruno Liberati, um traço destacado na nossa charge, o meu agradecimento permanente pela generosa reprodução de minhas modestas dicas de MPB no seu blogue, o liberatinews (de conteúdo cultural interessante em termos gerais), especialmente por essa dica sobre o meu pai, de 80 anos recém-completados.
        Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.
 
Amigos,
convido a conhecer o Ouro Verde Café, que agora está com meu show de bossa nova das 20 às 24h, todas as terças.
O ambiente é incrível e a cozinha é assinada pelo José Hugo Celidônio. Ou seja: boa música, boa comida, bom astral, boa frequência, segurança e bom atendimento.
 
Então, aguardo todos vcs lá!
 
Um beijo carinhoso,
Amanda