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9.2.18

Mais um cartum (quase uma HQ) sensacional de João Zero

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7.9.17

Independência ou ...Vamos mudar de assunto?

Do fundo do baú: enfim a tão sonhada Independência: um gostoso feriadão, água de coco, caipirinha na piscina pública, churrasquinho, muita conversa jogada fora e vamos em frente que atrás vem gente... (página do meu livro indisciplinado "Era uma vez um Brasil")
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6.9.17

Independência precoce

Do fundo do baú: continuação da série que desaguou no 7 de setembro. Acometido por uma violenta crise intestina, dizem as más línguas, D. Pedro - muito enfezado, se viu diante das águas mansas do riacho do Ipiranga, onde tomou uma decisão comemorada até hoje com festejos, desfiles, muita praia e um significativo aumento de estatística de acidentes rodoviários.
Desculpem adiantar o dia, coisa que pode ser considerada uma espécie de "postagem" precoce", mas a história que conto no meu esgotado livro "Era uma vez um Brasil" é, como já salientei, bastante indisciplinada. Mas esse episódio se espicha até amanhã, onde termina numa apoteose...Aguardem tomando uma caipirinha.
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5.9.17

Continuação da preparação para comemorar o 7 de setembro

Do fundo do baú: continuação da preparação para comemorar o 7 de setembro. Mais uma página do meu indisciplinado (e esgotado) livro "Era uma Vez um Brasil". Nesse "post" eu dei uma pequena atualizada no texto. Amanhã rola a continuação...
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4.9.17

Preparação para o 7 de Setembro

Do fundo do baú: preparação para comemorar o 7 de setembro. Página de meu livro indisciplinado e esgotado "Era uma vez um Brasil" (Editora Revan- 1995).
O livro é tão indisciplinado que não tem nem numeração de página ( saiu com erros grosseiros na primeira edição, teve errata e oscambaus. Quem quiser adquirir agora, só na "Estante virtual" e olhe lá... Mas acho que a História desse país anacrônico ao sul do equador é mais ou menos parecida com esse livreco, ou seja: lembra uma narrativa simplinha de David Lynch...
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28.7.11

Hoje: Quadrinhos na Academia Brasileira de Letras


Hoje, dia 28, às 17.30 horas vai rolar uma palestra sobre quadrinhos dentro da série Brasil, Brasis, da Academia Brasileira de Letras.
O tema principal será a discussão de como os quadrinhos utilizam uma linguagem própria para criar narrativas - com demonstrações de alguns de seus recursos.
Sensacional esse fato da ABL abrir espaço (de cm para m) para a HQ.
Para comemorar essa abertura, vai rolar também uma miniexposição com oito feras da HQ nacional.
A palestra será no Teatro R. Magalhães Jr. que fica na Av. Presidente Wilson, 203. A entrada é risonha e franca.
Palestrantes: Chico Caruso, Lailson Holanda e Paulo Maffia tendo como convidado especial Ricky Goodwin.
Todos lá!

21.2.11

Lembrete:Will Eisner em DVD será lançado na quinta-feira - dia 24


O negócio é o seguinte: não marcar bobeira, dia 24 de fevereiro é uma data histórica. Nela acontece, a partir das 19 horas, o lançamento histórico de um documento fundamental para entender a arte do século XX, que se projetou e se desenvolveu monstruosamente neste começo de século XXI, que é a arte sequencial das HQ. Trata-se de "Will Eisner Profissão Cartunista" da cineasta Marisa Furtado.
O lançamento vai ser na Livraria Travessa do Shopping Leblon.
Todo mundo lá!

15.2.11

Programe-se: Lançamento do DVD Will Eisner - Profissão Cartunista - dia 24 de fevereiro na Travessa -Leblon


Tá tudo no flyer acima. É uma realização da minha amiga Marisa Furtado, que merece ser visto com muito carinho. É uma homenagem ao magnífico Will Eisner, o cara! Eisner é um monstro sagrado da História da Arte do desenho sequencial. Inventou um personagem que nunca morrerá , porque já está morto: Spirit, além de outras histórias fantásticas.
Acho que merecia uma matéria especial neste blogue, mas como estamos de férias - vale a nota e a promessa (entre outras várias não cumpridas) de escrever um dia um texto decente sobre ele.
Agora quem está com a palavra e as imagens é a Marisa. Parabéns por este belo trabalho!

16.12.10

Programe-se: Lançamento de Pscircodelia em Sampa


O lançamento do Álbum + CD "Pscircodelia" de M. Maraska e R Sasaki vai ser na livraria HQMIX em Sampa, na Praça Roosevelt nº 142. O evento vai rolar no sábado, dia 18 a partir das 19.30 horas.

10.12.10

É hoje - Lançamento de "O Cabra"!


É hoje, sexta-feira, 10/12 o lançamento de "O Cabra"
novo quadrinho do Flávio Luiz com colorização do Artur Fujita
Às 19h na Livraria da Vila da Alameda Lorena, 1.731
Clique aqui para assistir ao teaser http://vimeo.com/16980357

26.10.10

Quem diria, Pererê cinquentão!


Pois é, o tempo passa dizia Fiori Giglioti (narrador esportivo da Bandeirantes) e passa mesmo. Cacete, a mais genial criação de Ziraldo, a Revista do Pererê comemorou domingo 50 anos- a primeira revista em quadrinhos brasileira feita em cores.
Eu viajei boa parte da minha infância nessas páginas, e sinto muito não ter podido comparecer à festa. Mas fica aqui registrado que sou grato ao mestre Ziraldo, que permitiu com suas histórias maravilhosas, minha vida de menino se prolongar até hoje. Viva o Pererê! Viva o Ziraldo!

21.6.10

Vovózela - último reduto da cidadania irritante no jornal O Globo



Tá tudo explicado na abertura escrita por Arnaldo Bloch para a página móvel "Logo" de O Globo deste domingo na qual tive a honra e o prazer de fazer uma "historieta em quadrinhos" sobre o tema "Vovózela" (que postei aqui em cima junto com um recorte da página de O Globo).
Este acontecimento feliz também me deu a oportunidade de rever amigos e companheiros de redação, quando fui lá no jornal levar minha arte-final num pen-drive. Foi uma festa para mim.
Obs:O desenho foi todo "hecho a mano" com canetinha nanquim, apliquei as cores com o auxílio luxuoso de um computador.
(Clique nas imagens para ampliar e ver melhor)

19.3.10

Uma tirinha em quadrinhos de minha autoria - inédita


(Clique na imagem para ampliar e poder ler melhor as legendas)

18.6.09

Era uma vez um Brasil - Povoamento


(Toda quinta-feira vai para o ar uma página do meu livro Era uma vez um Brasil)
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4.6.09

Era uma vez um Brasil - Página 9 - Os Missionários


(Toda quinta-feira vai para o ar uma página do meu livro Era uma vez um Brasil)
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28.5.09

Era uma vez um Brasil - Página 8 - A Colonização


(Toda quinta-feira vai para o ar uma página do meu livro Era uma vez um Brasil)
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27.5.09

HQ : Luiz Gê desenha magnificamente O Guarani


O convite chegou por e-mail. Luiz Gê retorna glorioso em O Guarani. Vou botar o convite e o release na íntegra:
A HQMIX LIVRARIA e EDITORA ÁTICA TEM A HONRA DE CONVIDAR
DIA 29 MAIO SEXTA 19:30
LANÇAMENTO DO ÁLBUM:
O GUARANI
ADAPTAÇÃO DO ROMANCE DE JOSÉ ALENCAR
POR:
LUIZ GÊ [ROTEIRO E DESENHOS]
IVAN JAF [ADAPTAÇÃO E ROTEIRO]
HQMIX LIVRARIA
PRAÇA ROOSEVELT Nº 142
Centro - São Paulo - SP
TEL (11) 3258 7740

Não deixe de prestigiar!!
O GUARANI

O DESENHISTA
O Paulistano Luiz Geraldo Ferrari Martins, mais conhecido como Luiz Gê, formou-se em arquitetura na Universidade de São Paulo em 1977. Fundou a revista Balão (1972-75), foi editor de arte da revista Status (1985-86) e editor da revista Circo (1986-87). Trabalhou na Folha de S. Paulo, de 1976 a 84, como chargista editorial.Ganhou o Prêmio Casa de Las Américas, na II Bienal Internacional de Humor em Cuba, 1981. Em 1987 foi fazer pós-graduação no Royal College of Art, em Londres. Ganhou o Prêmio de Melhor Desenhista e Produção Gráfica de 1991, do HQMIX. Colaborou ainda com as principais publicações do país, como O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Jornal da República, Pasquim, Movimento, Veja, Visão, Isto É, Placar, entre várias outras. Já publicou e expôs na Alemanha, Espanha, França, Portugal, EUA, Itália e Inglaterra. Colaborou também para os LPs da Clara Crocodilo e Tubarões Voadores, de Arrigo Barnabé, e foi um dos roteiristas do filme Cidade Oculta, de Chico Botelho. Publicou os seguintes livros: Macambúzios e Sorumbáticos, Editora T. A. Queiroz, 1981; Quadrinhos em Fúria, Editora Circo, 1984; O Mal dos Séculos, Editora 34, 1993.

Atualmente é professor de quadrinhos no curso de Desenho Industrial da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Depois de vários anos, O Guarani marca seu retorno às HQs, para alegria de seus fãs.

O ADAPTADOR
O carioca Ivan Jaf é autor de mais de 40 livros, várias peças teatrais e roteiros para o cinema. Como roteirista de histórias em quadrinhos, começou sua carreira em 1979, na antiga editora Vecchi, criando histórias de terror em parceria com alguns dos mais consagrados desenhistas nacionais. Na década de 1990,. Com renomado desenhista argentino Solano Lopes, publicou histórias de ficção científica e de terror na revista italiana Scorpio.

Nesta Coleção, fez também outras adaptações, como O Cortiço.

SEGREDOS DA ADAPTAÇÃO

A criação de uma história em quadrinhos é uma atividade muito prazerosa, mas bastante trabalhosa também, principalmente quando se trata da adaptação de um extenso clássico literário. Para esta versão de O Guarani, o adaptador e roteirista Ivan Jaf precisou condensar um romance enorme em cerca de oitenta páginas de HQ, sem omitir passagens importantes e preservando a essência do clássico. O desenhista Luiz Gê, por sua vez, teve de ilustrar, com riqueza de detalhes, cerca de oitocentos quadros!

14.5.09

Era uma vez um Brasil - Página 6 - Rei recebe a carta de Caminha


(Toda quinta-feira vai para o ar uma página do meu livro Era uma vez um Brasil)
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2.4.09

Era uma vez um Brasil - Prefácio


Este livro é mais mió que pão de queijo!

Totonho Uais

1/05/95
Grande Sertão de Minas Geraes

Era uma vez um Brasil - Algumas palavras do autor


Tá na cara!
Não é preciso dizer que este livrinho é uma brincadeira, mas me agrada pensar que ele começou a se desenhar seriamente no final do século XIX, quando um bando de italianos e alemães embarcou para um país tropical chamado Brasil. Sem essa aventura, eu não existiria, seria mais uma alminha esperando vaga para encarnar.

Os Allegretti, os Prevatto, os Müller, os D'Amici e os Liberati entraram nessa viagem maluca, procurando "fazer a América". Esperavam encontrar um paraíso, terra para trabalhar, um lugar para construir suas casas, criar família e tocar negócios. Encontraram uma terra boa. Apesar de ter muita formiga, tudo que nela se plantava, dava. O problema é que a terrinha tinha dono e tudo que eles ganhavam no dia-a-dia gastavam na venda, que por sua vez era do dono da fazenda.
A perversidade empestiava o ar. Só para se ter uma idéia, na mesma época em que esses imigrantes cruzavam o Atlântico, J.A.Leite Moraes escrevia desiludido, lá no meio da selva amazônica: "A política no nosso país é pequena e miserável."

A economia ainda se apoiava no ombro do escravo , e tudo se deteriorava ao redor, principalmente e caboclos - caipiras esfarrapados vivendo na dependência dos grandes senhores. Os colonos (estrangeiros) eram uns estranhos no ninho. Assistiam perplexos à crueldade dos "patrões." E olhe que a classe dominante da Europa daquela época, não era flor que se cheirasse.
Minha nonna Thereza me contava histórias de escravos fujões, de instrumentos de tortura, de longas jornadas de trabalho no campo no seu tempo de colona. Depois de sofrer o pão que o diabo amassou, eles conseguiram se desvencilhar das teias de aranha do coronelato e vieram para a cidade de São Paulo engrossar o proletariado. . Foram para os bairros italianos, para aquela vida simples, regada a vinho barato, cheirando gorgonzola. Os alemães continuaram pelo interior e lá ficaram tocando tecelagens e fábricas de azulejo.

Batata ao fuorn! Batata ao fuorn!, gritava o ambulante com sua carrocinha de vender batata doce assada lá pelos lados do Jardim da Luz. O velho nonno Liberati tinha uma barbearia colada à estação ferroviária nos anos 30 e meados dos 40. Uma noite, um vulto carregando um ancinho o levou para o condomínio dos pés juntos. Deixou meu pai numa enrrascada: precisava tomar conta do estabelecimento e tinha sido convocado pelo Exército para defender a pátria. Adeus barbearia! Minha mãe trabalhava numa fábrica de tecidos na Barra Funda perto de onde meu velho morava. Um dia eles se encontraram, e aí , praticamente começa esta historinha do Brasil.
Fui saber de política quando tinha oito anos. Me lembro de uma freira me perguntando o que eu achava do presidente daquela época, respondi na lata: "Acho que ele é um ladrão". Não sei como aquilo veio à minha cabeça, decerto maluquice de menino, talvez um pouco da herança anarquista daquela italianada que dizia que Jesus tinha piolho (pidocchio) nas barbas. Uma série de blasfêmias engraçadíssimas fazia parte da história da minha família. Era um povo católico mas desconfiado, que não acreditava muito nos santos e tampouco nos políticos.
No salão de barbeiros onde meu pai encontrou emprego conheci a revista O Cruzeiro. Ficava lá horas, viajando nos desenhos do Millôr, do Appe, do Borjalo, do Péricles e do Carlos Estevão, escutava as conversas sobre política - e como se fala em salão de barbeiro!

Juro que não entendi como este país tão rico e tão grande era tão pobre. Fui crescendo com estas dúvidas e com um interesse muito grande em desvendar o mistério da nossa miséria. No colégio, a história oficial, datas e nomes. Livros chatos, aula de moral e cívica. No cursinho vestibularé que fui descobrir que existia uma coisa chamada "interpretacão histórica". Mas isso foi depois de perder quatro anos numa escola de química. Quando finalmente entrei para a Escola de Sociologia e Política é que encarei as teorias sobre nossas desgraças. Uma visão ampla dos problemas do subdesenvolvimento poderia ter me levado à Presidência da República, mas para o bem do país, acabei virando desenhista mesmo. Depois de trabalhar alguns anos nas favelas e em bairros operários da periferia de São Paulo, larguei aquele nhenhenhém de Max Weber e fui encarar a vida de jornal alternativo. Acabei na grande imprensa, virei ilustrador, que é uma espécie de carregador de piano das artes gráficas.

Desde que me encontrei com o desenho, alimento a idéia de fazer uma historinha humorística do mundo. Com o tempo fui ficando mais modesto: uma historinha espremida do Brasil já me bastava. Alguns dirão que não precisava ser tão reduzida. Foi o que consegui fazer. Demorei muito para desenhar esta versão, fiz nas horas vagas, entre um leão e outro que tinha de matar para sobreviver. De qualquer forma dei o pontapé inicial.

Um alerta. Este é um pequeno livro cheio de pretensão. Com seus cartuns nem sempre politicamente corretos, quer estimular o estudo da história pelos jovens.

(Tentei nessa nova versão fazer algumas correções - pequenas alteracões no texto- mas a essência da coisa tá aí - espero que vocês se divirtam)