Show imperdível de Antonio Adolfo e seu piano em São Paulo no "SESC 24 de Maio".
Vai rolar no dia 17 de maio (quinta-feira) e 18 de maio (sexta-feira).
Acompanham o maestro um quarteto da pesada : Nelson Faria (guitarra, Bruno Aguilar (contrabaixo), Marcelo Martins (sax e flauta) e Erivelton Silva (bateria) .
Mais informações e ingressos no seguinte link : https://goo.gl/hfra3G
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15.5.18
25.7.16
Antonio Adolfo grava seu "depoimento para a posteridade" no Museu da Imagem e do Som
Nessa quarta-feira, dia 27, Antonio Adolfo participa da série "Depoimetos para a Posteridade" do MIS / Museu da Imagem e do Som.
Ele será entrevistado pelos jornalistas Antônio Carlos Miguel e Jorge Roberto Martins e pelos músicos Carlos Lyra e Mauro Senise.
O evento tem entrada franca e começa às 13h30, na sede do Museu da Imagem e do Som, na Praça XV (Praça Luiz Souza Dantas, 01). O auditório tem capacidade para 50 pessoas. Vale chegar cedo para garantir o lugar!
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8.1.16
Agenda dos shows de Rui de Carvalho em Janeiro de 2016
AGENDA DE JANEIRO: Nas sextas 8 e 22 de janeiro, Rui estará no Bar da Dida, antigo Tempero da Praça. Nas Sextas, 15 e 29 de janeiro cantará no Il Piccolo Caffe Biergarten, na Lapa e Sábado, 16 de Janeiro no Bar e Restaurante Tijucano. É só conferir nos flyers. Vamos lá!
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6.1.16
Rui de Carvalho canta no Bar da Dida (antigo Tempero da Praça) e no Il Piccolo Caffè Biergarten
O compositor e cantor Rui de Carvalho vai fazer seus shows no dia 8 de janeiro (próxima sexta-feira) no antigo Tempero da Praça que agora se chama Bar da Dida.
E tem mais: Nas sextas-feiras , dia Nas sextas, dias 15 e 29 de janeiro de 2016, a partir das 19,30 horas estará cantando também no Il Piccolo Caffè Biergarten, na Lapa- rua dos Inválidos, 135
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E tem mais: Nas sextas-feiras , dia Nas sextas, dias 15 e 29 de janeiro de 2016, a partir das 19,30 horas estará cantando também no Il Piccolo Caffè Biergarten, na Lapa- rua dos Inválidos, 135
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7.11.15
Retrato de Nara Leão
Do fundo do baú: retrato de Nara Leão feito para o songbook Bossa Nova I, publicado pelo saudoso Almir Chediak.(Editora Lumiar) (bico de pena e pincel - nanquim sobre papel Schoeller Hammer)
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19.10.14
Dia 24 - Rui de Carvalho convida Ana Egito e Roberto Stepheson/ Jazz, Bossa Nova, MPB no Tempero da Praça
O Tempero da Praça fica na Rua Barão de Iguatemi, nº 408 - Praça da Bandeira - Rio de Janeiro.
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25.1.12
Ruy Castro autografa, nesta quarta, em noite musical no Leblon, a nova edição do "Rio Bossa Nova"


Lançado em 2006, "Rio Bossa Nova" é agora reapresentado aos leitores em nova edição revista e atualizada da Casa da Palavra ("flyer" acima). Um guia "in" de endereços e estabelecimentos que, cada qual a seu modo, atendem àqueles fissurados na "batida diferente". Mais uma declaração de amor ao Rio materializada, entre os seus livros já publicados, por Ruy Castro (foto acima), um "carioca" de Caratinga - como vários outros, aliás, que provêm de Minas ou de outros Estados. Ele até confere à Velhacap a curiosa distinção de "as duas cidades mais belas do mundo", colocando em segundo lugar "o Rio com chuva" - sentido, portanto, apreciável de uma "cidade partida". Do Rio, aliás, já partiu, por força do ofício jornalístico, para residir em Lisboa e em São Paulo, mas o Rio, na verdade, nunca partiu dele - estando sempre consigo, mesmo extramuros. E nele, ainda, apesar da curiosa observação acima, sem se partir, de fato, pois, em "Rio Bossa Nova", pelo contrário, alia ao prazer da fixação local - com esta maravilha de cenário - o prazer da fruição musical, para a qual o nosso balneário faz, com louvor, a sua parte, também com a bossa nova.
Vêm, naturalmente, "no clima" da ocasião, sem desafinar, os "links" seguintes, a que João Gilberto não faz "forfait". É ouvido em 1) "Amor Certinho", de Roberto Guimarães; 2) "Se É Tarde, Me Perdoa", de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli; 3 ) "Discussão", de Antonio Carlos Jobim (que faria 85 anos neste 25 de janeiro) e Newton Mendonça.
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
Um abraço,
Gerdal
http://www.youtube.com/watch?v=6DV-xIhS9ow ("Amor Certinho")
http://www.youtube.com/watch?v=ZiV7GWy154M&feature=related ("Se É Tarde, Me Perdoa")
http://www.youtube.com/watch?v=H8TTIgWWo8E&feature=related ("Discussão")
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10.8.10
Gerdal indica: Clara Moreno lança CD nesta terça-feira no Ouro Verde Café - a morena bossa-nova agita a pista do sambalanço

"Morena bossa-nova aterrissou no baile/saltou de paraquedas/caiu no hully-gully/voou numa asa-delta/até pousar em Bali/subiu na passarela/e agora só dá ela no Rio..."
***
Há alguns anos, curti bastante essa gravação (dos versos acima) que Clara Moreno fez de "Morena Bossa-Nova",em que a autora, Joyce, reconfigura a famosa mulata da marcha de João Roberto Kelly (inspirado no passo e na beleza de ex-miss Renascença e Guanabara, Vera Lúcia Couto, a primeira negra a ganhar título de beleza no país) e a translada do carnaval de 1965 para a folia multicultural dos tempos pós-modernos. Clara, aliás, é filha de Joyce e Nelson Angelo, ambos talentosos, e da mãe, de herança artística, traz consigo, naturalmente, um fraco pela canção suingada que é forte aptidão e apelo de um sentido musical de aplauso e qualidade. Uma faixa especial, a dessa morena bossa-nova que dá título a CD de bossa eletrônica benfeito e bem produzido, resumidora de uma cadência dançante, envolvente, ainda mais tchã e mais solta agora na pista redescoberta do samba de balanço. "Miss Balanço"
é o interessante CD recém-lançado de Clara, que ela divulga nesta terça-feira, 10 de agosto, às 21h, no Ouro Verde Café ("flyer" acima), em Copacabana, cantando, muito à vontade, joias relapidadas dessa ourivesaria rítmica,como "Balanço Zona Sul", de Tito Madi, "Tamanco no Samba", de Orlandivo e Hélton Menezes, "Pourquoi" ("Nega sem Sandália"),de Jadir de Castro e Caco Velho, e "Deixa a Nega Gingar", de Luiz Cláudio.
***
A tempo: 1) o sambalanço também é praia enluarada de João Roberto Kelly, que, em breve, ao piano, poderá ser visto no cinema pelos simpatizantes do gênero. Trata-se de 'No Balanço de Kelly", documentário com direção de André Weller, também pianista, ex-integrante do conjunto Família Roitman e já conhecido nas nossas salas de projeção pelo anterior "No tempo de Miltinho";
2) Clara Moreno canta, no "link" abaixo, "Mais Valia Não Chorar", de Normando Santos e Ronaldo Bôscoli,com imagens feitas em estúdio.
http://www.youtube.com/watch?v=mLaacuRc1GQ&feature=related
NR: O Ouro Verde Café fica na Avenida Atlântica, 1456 - Copacabana - Faça reservas pelo telefone discando 2275-4814 - Abertura da casa é às 20 horas
(Clique no flyer para ampliar e ler melhor)
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Homenagem do Gerdal: Hianto de Almeida: recordação de um lorde potiguar que também teve a sua influência na bossa nova

"Escute, vou dizer/como é que foi que aconteceu/eu fui ao prado para ver meu bem correr/meu bem largou de ponta/e já na curva do hospital/livrou dez corpos de vantagem/que legal!..."
Listado como um dos precursores da bossa nova, apesar de, como tal, menos citado do que deveria - também pelo conjunto da obra -, o "lorde" Hianto de Almeida (foto acima) - como seus colegas de balanço o chamavam, porque de fina estampa, elegante e educado - é desses nomes, como os coetâneos Antonio Maria e Dolores Duran, de curta, porém intensa e substancial passagem pela MPB. Nascido em Macau, onde também nasceu Gílson (coautor com Joran do sucesso "Casinha Branca"), Hianto começou cedo a estudar piano e, com apenas 9 anos, já esboçava as primeiras composições, mudando-se com a família para Natal, no mesmo Rio Grande do Norte, onde foi cantor da Rádio Educadora e aluno de um renomado professor local, Clementino Câmara, autor de "Geringonça do Nordeste", um dicionário de regionalismos censurado pelo Estado Novo de Getúlio Vargas. Chegando ao Rio em 1952, com 29 anos de idade, empregou-se na Companhia Comércio e Navegação, concluiu o curso de técnico em contabilidade e, no âmbito musical, foi gravado, ainda em 1952, por Vera Lúcia ("Amei Demais", composta com o irmão Haroldo de Almeida) - a primeira, entre os cantores, a levá-lo ao disco -, João Gilberto ("Meia Luz", em parceria com João Luiz) e Dalva de Oliveira ("Encontrei Afinal", também com o irmão mencionado). Elizeth Cardoso, Maysa, Dircinha Batista, Cyro Monteiro, Dora Lopes e Carlos Henrique (que, também surgido nos anos 50, trocaria o canto pela locução comercial, sendo por muitos anos exclusivo do supermercado Sendas) figuram entre os vários intérpretes de suas canções com vários parceiros, como Evaldo Rui (também morto prematuramente, por suicídio, em 1954), na "Marcha do Tambor" (ainda com Jurandir Prates na parceria: aquela do refrão "tão pequenino com um tambor tão grande") - sucesso de Marlene ainda em 1954; o publicitário Édson Borges, em "Amor de Mentira", por Elza Soares, em 1960; e o folclorista natalense Veríssimo de Melo, este na curiosa toada "Caju Nasceu pra Cachaça" ("caju nasceu pra cachaça/pirão pro peixe nasceu/mulher nasceu pro amor/e, se é bom, do amor também nasci eu..."), entoada por Cauby Peixoto em disco de 1956.
Segundo Chico Anysio, em entrevista à revista "Playboy", em 1987, uma música de Hianto de Almeida com letra sua, "Conversa de Sofá", possibilitou a Antonio Carlos Jobim o primeiro dos arranjos que assinou na vida artística, uma prestação de serviço, por assim escrever, que, ainda nesse período, em 1955, Tom exercitaria, mais uma vez, em disco que o próprio Hianto gravou como cantor. Foi esse potiguar, aliás, quem fez do humorista cearense o seu principal letrista, em grande número de registros no vinil - um deles, curiosamente, o fox "Cinema Bossa Nova", de 1955, pelo referido Carlos Henrique -, atividade que outro nome egresso do radioteatro, Macedo Neto (dos versos da epígrafe, no jocoso "Casa de Turfista, Cavalo de Pau", samba que Elza Soares gravou em 1960) seguiu de perto quanto à constância na parceria.. Além do pioneirismo, como autor, na discografia de João Gilberto, com a já lembrada pré-bossa "Meia Luz", Hianto, que virou nome de teatro em Macau e de rua em Natal, também chegou em primeiro na discografia de Nana Caymmi, em 1960, quando ela gravou "Nossos Beijos" (uma dessas tantas com Macedo Neto) num 78 rpm que teve "Adeus", do pai genial, no outro lado da bolacha. No mesmo ano, a meiga Elizeth traria vida, com sua voz, a "Sincopado Triste" (também da lavra com Macedo Neto), ainda mais triste, entretanto, com a morte de Hianto em 1964, na capital norte-rio-grandense, aos 41 anos, após longo e malsucedido tratamento contra câncer nos ossos.
***
Pós-escrito: 1) a foto de Hianto de Almeida ora anexada está na capa de raro elepê produzido em 1983 pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com a cantora Sílvia Benigno (Silvinha), na concretização, então, do projeto Memória, da própria UFRN. É o disco de número 21 da série e intitula-se "Hianto Revivido", o qual tive a sorte de, há vários anos, adquirir de um camelô carioca, sem que jamais, mesmo em muitas idas posteriores a sebos, tivesse visto outra unidade;
2) uma boa notícia sobre o compositor potiguar é o lançamento, aguardado para breve, do livro "A Bossa Nova de Hianto de Almeida", escrito por sua conterrânea Leide Câmara, pesquisadora de música popular e autora de relevante obra de referência e fôlego: o "Dicionário da Música do Rio Grande do Norte". São de Leide imagens do quarto "link", abaixo;
3) nos demais "links", Hianto de Almeida é lembrado por outra conterrânea, a jovem cantora Tânia Soares, que, recentemente, em sua homenagem, participou, em Natal, de show da série Poticanto - Um Canto 100% Potiguar. Dele, na voz dela, na realização desse projeto, ouvem-se "Diga Adeus e Se Vá", de Hianto e Macedo Neto - gravado em 1959 por Lucienne Franco, outro nome de destaque do alunado do Colégio Mallet Soares, em Copacabana, e cantora da predileção de Ari Barroso; As Polegadas da Mulata", mais um samba jocoso de Hianto com Macedo, gravado em 1960 por Elza Soares; e "O Tema É Solidão", gravado em 1961 pelo octogenário Miltinho em elepê da RGE. Desta feita, um feito de Hianto com Édson Borges, também parceiro de Dolores Duran e chamado pelos amigos de "Passarinho";
4) dedico este texto ao produtor musical potiguar José Dias, que há muito se empenha pela valorização da memória de Hianto de Almeida na MPB, especialmente como criador de harmonia avançada da qual a bossa nova também hauriu inspiração para o seu advento.
http://www.youtube.com/watch?v=OZVT8nWip1w
http://www.youtube.com/watch?v=71YS0FV5O9U
http://www.youtube.com/watch?v=QuDGpPHzLgU&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=jLaIMio6HIY&NR=1
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12.4.10
Dica do Gerdal: Claudette Soares nesta segunda na Sala Baden Powell - feitinha para o canto e a interpretação da bossa

"Ah, quem me dera ter agora a namorada/que fosse para mim a madrugada/de um dia que seria a minha vida/que a vida que se leva é uma parada...../que seja na medida e nada mais/feitinha pro Vinicius de Morais/que venha logo e ao chegar/vá logo me deixando descansar"
Prezados amigos,
Feitinha pro sucesso, no seu metro e meio de altura sob medida para o aplauso popular, a carioca Claudette Soares (foto acima) tem na história da MPB a marca de uma presença inconfundível, com o seu canto sorridente e sensual, como que sussurrado, e a interpretação o mais das vezes amena e graciosa - como em "Barquinho Diferente", de Sérgio Augusto Sarapo, e "Psiu", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar -, mas ainda densa e vigorosa - como em "Hoje", de Taiguara, e "De Tanto Amor", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Apresentando-se, no início da carreira, na segunda metade dos anos 50, com Luiz Gonzaga, ganhou deste o cognome Princesinha do Baião, honraria artística de que logo abriria mão em favor da identificação, em cheio, com a incipiente bossa nova e aquele suingue feitinho para o aveludado da sua voz. Claudette está há muito radicada em Sampa, onde se tornou conhecida como a melhor intérprete de bossa nova de lá, cantando em várias casas noturnas, sobretudo uma, muito especial, já nos anos 60, a João Sabastião Bar, criada pelo jornalista Paulo Cotrim e inaugurada por ela e Pedrinho Mattar. Com esse saudoso e refinado pianista paulista, pôde matar saudade do Rio de Janeiro, em 1971, participando ambos do show "Fica Combinado Assim", no Teatro Princesa Isabel, ao lado do comediante Agildo Ribeiro; o mesmo teatro do Rio, aliás, em que, cinco anos antes, fizera sucesso no "pocket show" "Primeiro Tempo 5x0", produzido por Luiz Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli (com desdobramento em raro elepê), no qual tomaram parte Taiguara e o Jongo Trio, liderado por outro pianista, Cido Bianchi (autor do belo "Noturno em São Paulo", com letra de Sérgio Lima, muito bem gravado por Dick Farney). Também aqui essa "pequena notada" revelaria, em 1969, o compositor Luiz Gonzaga Júnior, interpretando deste a balada "Mundo Novo, Vida Nova", no II Festival Universitário da Canção.
Tal Claudette da bossa - entre outras "bossas" - apresenta-se nesta segunda-feira, 12 de abril, às 19h 30, na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Copacabana), em mais uma etapa do Circuito da Bossa Nova. Nos "links" abaixo, ela, ainda mocinha, canta "Vivo Sonhando", de Tom Jobim; "Você", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli (com Dick Farney, em que a voz dela e a dele são aplicadas na imagem reproduzida de um dos elepês desse duo; por último, "Feitinha pro Poeta", a composição dos versos supradestacados, de autoria de Baden Powell e Lula Freire.
http://www.youtube.com/watch?v=CpkiDtv3Lxw
http://www.youtube.com/watch?v=ZLTzBTHXGaM
http://www.youtube.com/watch?gl=JP&hl=ja&v=crK2umoSweY
27.5.09
Ainda dá tempo de ouvir Nádia Maron tocar sua Bossa sempre Nova
4.5.09
Dica do Gerdal: Normando Santos - um segredo autoral bem guardado dentro da noite bossa-novista

No domingo retrasado, no "playground" de um edifício da Rua Coelho Neto, em festa com a presença de vários artistas, tive a satisfação de conhecer o cantor, compositor e violonista Normando Santos, que chegou ladeado pela cantora Carmélia Alves. Recifense como o ilustre morador desse endereço em Laranjeiras, o aniversariante Fred Falcão - também compositor, além de procurador de Justiça aposentado -, Normando participou, com quatro ou cinco canções de sua autoria, da megacanja comemorativa, uma prazerosa série de números musicais iniciada pelo conjunto Os Cariocas e terminada com Sílvio da Silva Jr., engenheiro da Petrobras, ao violão, lembrando, entre outras, a sua manjada "Amigo É pra Essas Coisas", da parceria com Aldir Blanc, gravada com sucesso pelo MPB4 e hoje um "hit" de toda "happy hour" nacional. Com satisfação renovada, no feriado da sexta passada, em Copacabana, em visita ao apê da grande Rainha do Baião, encontrei outra vez o histórico bossa-novista Normando, lá hospedado, ora diante do seu "laptop" - internauta convicto -, ora de violão em punho, evocando Dolores Duran (responsável por seu primeiro emprego na noite carioca, como cantor da boate do Hotel Regente) e, em particular, a meu pedido, a bela toada "Dentro da Noite" ("Dentro da noite eu fiquei/pois perdi você/folhas pisadas no chão, resto de você/ficou lá dentro de mim o que eu quis dizer..."), feita com o publicitário Édson Borges. Esta um composição dele que ouço desde a infância, a qual Normando canta em cena do segundo episódio de um filme nacional de 1963, "Esse Rio Que Eu Amo", de matriz infelizmente desaparecida num incêndio. Juntamente com sambas primorosos de Luiz Antônio, como "Levanta, Mangueira" e "Quero Morrer no Carnaval", "Dentro da Noite" faz parte do elepê com a trilha desse título da filmografia do saudoso argentino Carlos Hugo Christensen, um vinil "mosca branca" que o meu pai, Geraldo José, sonoplasta atuante nessa produção, conserva com muito zelo desde o lançamento.
Dois anos depois de participar do famoso concerto no Carnegie Hall, em Nova York, mostrando a sua "Amor em Samba" em companhia do quarteto de Oscar Castro Neves, Normando pegou um avião no Rio para Paris, com o intuito de substituir Baden Powell na Feijoada, uma das primeiras casas de música brasileira na Cidade Luz. Fazia um ano e meio que Baden lá se apresentava, chamado pelo parceiro e diplomata Vinicius de Moraes, então adido cultural na França. O que para Normando seria apenas o cumprimento de um contrato de seis meses de trabalho foi, na verdade, o início de uma longa estada "chez" Paris, onde reside há 45 anos, sempre requisitado para shows em bares e clubes de jazz. Afinal, de bossa nova, em especial, ele é sobejo conhecedor e praticante, versado no balanço do "dim-dom-dom", como Carlos Lyra e Roberto Menescal (seus ex-colegas de colégio no Mallet Soares, em Copacabana), desde a primeira hora, e, como eles, um dos mais procurados professores de violão da batida diferente, tendo como discípulos, entre outros, Jards Macalé, Nelson Motta e até uma curiosa Betty Faria. Com Menescal, Ronaldo Boscoli, Chico Feitosa e Luiz Carlos Vinhas, ainda no início dos anos 60, dedicava-se a outra paixão, a pesca submarina, que os levava, nos fins de semana, ao azul do mar do litoral fluminense. Agora, sua intenção é passar alguns meses no Rio para lançar o primeiro disco "efetivo" da sua carreira, "Balanço com Bossa", no qual, além da faixa-título e de outras inéditas, como "Lamento do Adeus" e "Aconteceu" (com Vinicius), "Deixa Que Meu Amor Te Aqueça" e "Choro e Saudade" - uma declaração de amor e de saudade ao ninho natal -, juntam-se as já conhecidas "Castelinho", feita com Billy Blanco", "Deixa o Nosso Amor" e "Depois do Amor", estas com Ronaldo Boscoli, que conheceu no mais citado apê-referência da bossa, o do advogado Jairo Leão, pai da musa de joelhos bem torneados Nara Leão. De Normando, o guitarrista Robertinho de Recife, produtor do CD, diz ser "o melhor segredo guardado da bossa nova", e "Balanço com Bossa", bem mais sacudida no balanço do que de costume, é uma bossa plena e categoricamente revelada.
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.
***
A tempo: aos interessados, o CD de Normando está à venda, até o momento, apenas na Toca do Vinicius (Rua Vinicius de Moraes, 129 - lj. C), em Ipanema, a loja do cavalheiresco professor de Literatura e bossa-novista exemplar Carlos Alberto Afonso.
21.3.09
Dica do Gerdal: Claudia Telles e Tavynho Bonfá no Bar do Tom: o permanente sucesso da bossa nova

Para uma noite bem agradável ao som da duradoura bossa nova, recomendo o show que Tavynho Bonfá e Claudia Telles fazem neste sábado, 21 de março, às 21h, no Bar do Tom (recado abaixo, flyer acima). São dois artistas bem rodados na estrada da nossa canção popular, ambos sucesso sempre no "recall" dos apreciadores do ramo. No show de hoje, com Tavynho e Claudia, a bossa é de qualidade, de caminhos cruzados pelo bom gosto.
Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
Claudia Telles e Tavynho Bonfá no Bar do Tom
"Caso você queira ser incluído na LISTA AMIGA deste espetáculo, basta enviar um email informando seu nome completo e a data de sua preferência para show@carvana.com.br
Dois dos mais representativos artistas da Música Popular Brasileira, Claudia Telles e Tavynho Bonfá se apresentarão no Bar do Tom, Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 de março.
Misturando a bela voz de soprano, a delicadeza e a precisão de interpretação de Claudia Telles à versatilidade, talento e sensibilidade de Tavynho Bonfá,
o espetáculo "Sucesso Sempre" brinda o público com um repertório da mais alta qualidade, e isso gera uma certeza: cada show é único".
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