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22.3.19

Do fundo do baú: "Tem samba"

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15.5.18

Antonio Adolfo / São Paulo ("SESC 24 de Maio") na próxima quinta (dia 17 de maio) e na sexta (18 de maio)

Show imperdível de Antonio Adolfo e seu piano em São Paulo no "SESC 24 de Maio".
Vai rolar no dia 17 de maio (quinta-feira) e 18 de maio (sexta-feira).
Acompanham o maestro um quarteto da pesada : Nelson Faria (guitarra, Bruno Aguilar (contrabaixo), Marcelo Martins (sax e flauta) e Erivelton Silva (bateria) .
Mais informações e ingressos no seguinte link : https://goo.gl/hfra3G

29.1.18

Portela

Do fundo do baú: ilustração que tem por tema a Portela.
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5.10.17

Rui de Carvalho na área, agora com suas pinturas

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Meu querido amigo, o compositor e cantor Rui de Carvalho comete também suas pinturas com desenvoltura.
No dia do seu aniversário, 7 de outubro(sábado), ele exibe os retratos de 11 bambas do samba, no Bar Il Piccolo Biergarten , na rua dos Inválidos, nº135, na Lapa.
O evento que inclui também um show de músicas (com a participação de Liz Araújo e André Penna-Firme) vai rolar das 14 às 17 horas.
Todo mundo lá!

22.8.17

Tania Malheiros vem com tudo em "Um brinde ao Samba"

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Tania Malheiros comemora 16 anos de carreira no show “Um brinde ao samba”

A cantora Tania Malheiros comemora 16 anos de carreira no show “Um brinde ao samba”, no dia 31/8, (quinta-feira da semana que vem), às 20h, no Bar Cariocando, Rua Silveira Martins, 139, Catete, interpretando clássicos de Xangô da Mangueira, Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara, Wilson Moreira e Nei Lopes, Noca da Portela, Nelson Sargento, entre outros mestres, além de sambas autorais de seu Cd “A Moça no Espelho”.

Acompanham os músicos Kiko Chavez (violão), Miguelzinho  (cavaquinho) e Gabriel Buzunga (percussão)...
Filha do cavaquinista Múcio de Sá Malheiros, Tania começou a cantar na infância, por influência do pai e voltou aos palcos incentivada por amigos.
Formada em jornalismo, fez o primeiro show profissional em 2001, frequentou as rodas de samba da cidade, fez pós-graduação com pesquisa voltada para a história do samba, em 2006, e quatro anos depois lançou “Deixa eu me benzer”, o primeiro álbum. Os álbuns foram produzidos pelo genial maestro Gilson Peranzzetta. Tania celebra os 16 anos de carreira artística registrando mais de uma centena de shows com o apoio de grandes nomes que ela inclui em seu repertório. Vale à pena conferir.

Serviço: Dia: 31/08/2017 (quinta-feira) - Hora: 20h - Ingresso: R$ 25,00
LOCAL: Bar Cariocando – Rua Silveira Martins, 139 – Catete –Todos os cartões – 18 anos – Estacionamento ao lado - 2557 36 46.

Assessoria de Imprensa: Mônica Cotta -  (21) 99601-5849

8.1.16

Agenda dos shows de Rui de Carvalho em Janeiro de 2016

AGENDA DE JANEIRO: Nas sextas 8 e 22 de janeiro, Rui estará no Bar da Dida, antigo Tempero da Praça. Nas Sextas, 15 e 29 de janeiro cantará no Il Piccolo Caffe Biergarten, na Lapa e Sábado, 16 de Janeiro no Bar e Restaurante Tijucano. É só conferir nos flyers. Vamos lá!
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6.1.16

Rui de Carvalho canta no Bar da Dida (antigo Tempero da Praça) e no Il Piccolo Caffè Biergarten

O compositor e cantor Rui de Carvalho vai fazer seus shows no dia 8 de janeiro (próxima sexta-feira) no antigo Tempero da Praça que agora se chama Bar da Dida.
E tem mais: Nas sextas-feiras , dia Nas sextas, dias 15 e 29 de janeiro de 2016, a partir das 19,30 horas estará cantando também no Il Piccolo Caffè Biergarten, na Lapa- rua dos Inválidos, 135
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25.5.15

Imperdível: Filho da Bahia no Tempero da Praça

IMPERDÍVEL: FILHO DA BAHIA NO TEMPERO DA PRAÇA - O compositor Walter Queiroz, dispensa comentários, basta citar alguns sucessos: Filho da Bahia, Pode Entrar, Tesoura Cega, Estrela Radiante, Dose pra Leão. Ele estará com Rui de Carvalho,no dia 29 de maio no Tempero da Praça. Todo mundo lá! O tempero da Praça fica na Rua Barão de Iguatemi, nº 408 - Tijuca. Façam suas reservas!
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19.5.15

Show "Conversa de Botequim" no Doce Tempero

Meu amigo, Rui de Carvalho se apresenta no Doce Tempero, De acordo com o artista: "o lugar é bem legal e aconchegante e na Tijuca, pertinho dos amigos. Pretendemos fazer todas as quartas no horário de 20 às 22 horas o nosso show CONVERSA DE BOTEQUIM, onde contamos e cantamos, Noel, Wilson Batista, Geraldo Pereira, João Nogueira e Paulo César Pinheiro, entre outros bambas da MPB. Ficaremos muito grato com a sua presença. A casa NÃO COBRA COUVERT ARTÍSTICO, apenas os 10% da casa como manda a lei. Os preços são ótimos, tanto cervejas como petiscos". Todo mundo lá!
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8.10.14

Rui de Carvalho comemora aniversário no Tempero da Praça - dia 10 de outubro

Meu amigo, o compositor e cantor Rui de Carvalho comemora seu anivesário cantando com amigos no Tempero da Praça - Rua Barão de Iguatemi, nº 408 - Praça da Bandeira - Rio de Janeiro. Todos que gostam da boa música popular brasileira lá!!!
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10.3.14

Rui canta Noel e outros bambas na sexta feira, dia 14

Meu bravo amigo Rui de Carvalho vai cantar músicas de Noel e outros craques do nosso cancioneiro. O Evento vai rolar na sexta-feira, dia 14, a partir das 19.30 no Centro de Referência da Música Carioca Artur da Távola. O Centro de Referência fica no seguinte endereço: Rua Conde de Bomfim 824 - Tijuca. Telefone: 3238 3831. Seo garçom faça o favor de me trazer depressa, uma boa média que não seja requentada..... Todo mundo lá!

12.8.13

Rui de Carvalho traz o samba para Laranjeiras em homenagem a Clara Nunes - HOJE

Meu amigo, o compositor e cantor Rui de Carvalho apresenta-se hoje, dia 12 (segunda-feira), junto com Sandra Serrado e Zhu Ponciano no Severina, às 20 horas - em Laranjeiras Trata=se de um espetáculo em homenagem a Clara Nunes (no dia do aniversário dessa linda e genial cantora) Endereço do Severina: Rua Ipiranga, nº54 - Laranjeiras. Reservas nos telefones:2556-9398 e 3298-8503 Todos lá!!!

26.7.12

Rui de Carvalho em nova temporada no Le Petit (antigo Petit Paulette)

O Le Petit, agora sob nova direção, convidou o compositor e cantor Rui de Carvalho para uma nova temporada a partir de sexta-feira, dia 27, das 19 às 22 horas. Tem um pequeno couvert de R$5,00, mas o Brasil é grande e está aguentando bem a crise mundial. O compositor avisa que as canjas são de lei.(Naturalmente ele não se refere às das penosas galinhas que abundam pelos quintais de Pindorama). Todo mundo lá! Samba da melhor qualidade! (Cliquem nas imagens dos flyers para ampliar e LER melhor)

28.2.12

Jacy Inspiração: a lira do povo no samba do Acesso por um compositor especial


  Não só pela constância da atuação, mas também pela qualidade da produção, simples e expressiva, um nome de compositor sempre me chamou a atenção nos meus muitos anos de acompanhamento, como espectador, de desfiles das escolas das divisões inferiores do samba carioca: Jacy Inspiração. Um expoente da lira popular emanada dos enredos cantados nos atuais grupos de acesso (do B para baixo, sobretudo, grupos ainda não contaminados, a meu juízo, pelo excesso de ornato teatral, passo marcado e alpinismo socioartístico da "sambroadway" do Especial), o qual vi, algumas vezes, de microfone em punho, ao lado do carro de som da Arrastão, defendendo algum hino de sua autoria para o desfile. Junto com seus parceiros (Amaury, Netinho e Bebeto), o bravo Jacy - Inspiração por sempre ter o verso na cabeça - ganhou, em 1989, o Estandarte de Ouro de melhor samba, feito para essa escola quando esta homenageou Zezé Motta em "Um Canto de Amor à Raça" (no primeiro "link" abaixo, ouvido em trecho do desfile da Arrastão na Sapucaí). Debutando na folia pelo bloco Vai Quem Quer e, em seguida, indo para o Bafo da Onça, ele fixou-se por muitos anos na verde e branco de Cascadura (afilhada do Império Serrano), na qual, além do tributo à atriz de Chica da Silva no cinema, venceu outros oito concursos internos com vistas ao fazer bonito na passarela, destacando-se os enredos "Mambembes e Mamulengos", de 1980, e "As Icamiabas", de 1996.
        Com música sua gravada, entre outros artistas, por Altamiro Carrilho e sua "furiosa" em 1972  - o baião "Chiquinha Fofoca" -, Jacy Inspiração é visto, em foto acima, na capa de um elepê próprio realizado dois anos depois, pela Copacabana, com arranjos e direção musical do finado Waldemiro Lemke, e hoje uma raridade altamente cotada no mercado livre da internet. Também conhecido como Jacy da Coroa por ser morador do Morro da Coroa, em Santa Teresa, ele, em 2009, motivou um documentário de longa metragem sobre as triviais dificuldades de um sambista para se afirmar com a sua obra, intitulado "Jacy Inspiração, A Cara do Brasil", dirigido pelo francês Clément Claustre.     
        No segundo e terceiro "links", seguintes, ouvem-se, respectivamente, o samba-enredo deste ano da Império da Tijuca (terceira colocada no Grupo de Acesso A), feito por Jacy com os parceiros Fernandão, Henrique Badá e Cabral Gadioli, e "Vai, Brasil!", uma marcha-exortação voltada para a última Copa do Mundo, em 2010, que Jacy (na imagem, cantando-a) compôs com Roulien Vieira e Marcela Nunes. 
        Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.

        Um abraço,

        Gerdal              .       


         http://www.youtube.com/watch?v=29R4kp7m0Hc
("Zezé Motta, Um Canto de Amor à Raça" - Arrastão de Cascadura, 1989)

         http://www.youtube.com/watch?v=gGagBT8jGz4
("Utopias - Viagem aos Confins da Imaginação" - Império da Tijuca, 2012)

        http://www.youtube.com/watch?v=26su6wOjLaE
("Vai, Brasil!", apenas com a voz de Jacy Inspiração)

        http://www.youtube.com/watch?v=HtBF6vtBfz8&feature=related ("Vai, Brasil!", em clipe com voz de Jacy e instrumentação)

25.2.11

Sílvio Modesto canta, nesta sexta, no Anhanguera Dá Samba!: um sambista carioca nos braços da Pauliceia



  
"Ao despontar na passarela/Barroca traz para este carnaval/folclore em forma de aquarela/simbolizando um Brasil original/é maravilhoso relembrar/os bons tempos de menino/a bandeira a tremular/para a glória do Divino/e a lavagem do Bonfim/na gloriosa Bahia/ que devoção, doce magia/é Oxalá com sua primazia..."
 
     
        Prezados amigos,
 
        Um dos maiores compositores do samba de Sampa é um carioca nascido em Brás de Pina e criado no Morro do Salgueiro. Chama-se Sílvio Modesto (foto acima), que, desde os crepusculares anos da década de 60, faz pouso na capital paulista, onde imprime uma marca de qualidade por sua composição e por seu batuque, já que também muito considerado no mister do ritmo e bastante presente, por sinal, nesse particular, em diversas emissões do programa "Ensaio", de Fernando Faro, na TV Cultura, atuando no regional do saudoso Evandro do Bandolim. No ano passado, Sílvio lançou o seu único CD solo, "Oficina do Samba" (foto de capa acima), após ter músicas suas na ponta da língua de importantes figuras da nossa música mais popular, como Arlindo Cruz, Bezerra da Silva, Benito di Paula, Jovelina Pérola Negra e os Originais do Samba. 
        Identificado a pleno vapor com a ambiência das escolas de samba da Pauliceia, Sílvio Modesto participou do Império do Cambuci, da Vai-Vai e da Pérola Negra, ganhando várias disputas de samba-enredo, relevãncia que, firme e forte através dos carnavais, lhe valeu convite, recentemente, para o show "Cinco Sentidos", com outros bambas históricos de lá - também ligados ao universo das quadras -, como João Borba e Osvaldinho da Cuíca (que fez parte dos Demônios da Garoa). Nesse show, Sílvio, que já foi ator em duas peças de Plínio Marcos ("Balbina de Iansã" e "O Poeta da Vila e Seus Amores"), pôde cantar joias de sua lavra, como "Merece Respeito"  e "Meu Lirismo" - esta gravada, em 1993, por Beth Carvalho no CD "Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo"). Entre seus parceiros, destaca-se outro carioca, Marco Aurélio Guimarães, o Jangada, jornalista que passou por várias redações de jornal no Rio, de nome igualmente associado à direção de harmonia de várias escolas daqui, como a extinta Aprendizes de Lucas, e às de Sampa, das quais foi um grande incentivador. Nesta sexta, 25 de fevereiro, a partir das 23h, Sílvio Modesto é destaque deste mês no Anhanguera Dá Samba! (Rua dos Italianos, 1.261 - Bom Retiro), roda da A. A. Anhanguera, sendo recebido pela rapaziada do conjunto Inimigos do Batente.      
        Um bom dia a todos. Grato pela atençao à dica.
 
       Um abraço,
 
       Gerdal
 
Pós-escrito: 1) nos "links" abaixo, a) Síívio Modesto canta "Meu Lirismo"; b) canta "Abre Alas", de Hinha, Belém e Benedito Lobo; c) Bezerra da Silva ouvido na gravação do samba "Os DPs de São Paulo", de Sílvio Modesto e Capri; 2) os versos da epígrafe fazem parte da letra de "Festa do Folclore Brasileiro", de Sílvio Modesto, samba-enredo com o qual a Barroca Zona Sul desfilou no carnaval de 1977. 
              
 
         http://www.youtube.com/watch?v=F38rB6ULg5k&feature=related ("Meu Lirismo") 
 
         http://www.youtube.com/watch?v=3ApeOkqNYs4&feature=related ("Abre Alas")

 
http://www.youtube.com/watch?v=eDsGO1UcwOQ ("Os DPs de São Paulo")

28.1.11

Rui de Carvalho & Grupo Samba na Cabeça em Roda de Samba


Rola todas as sextas-feiras uma roda de samba com Rui de Carvalho e Grupo Samba na Cabeça no Petit Paulette - Bar e Restaurante. Fica na Rua Barão de Iguatemi, 408 (póximo à Praça da Bandeira) - sem couvert e sem consumação mínima.

24.1.11

Emerson Urso: pelas calçadas do Brasil, percorridas em verso e melodia, o artista sonhador exibe o seu lugar na criação e preservação do samba



"Que manhã maravilhosa/as rosas garbosas engalanam meu jardim/e o cantar da passarada acende a luz da melodia que há em mim/vou pegar meu violão/e os versos surgirão naturalmente/e minha canção envolvente vai comover o coração de quem me ouvir..."
 
        Prezados amigos,
 
        "Amigo Urso, saudação tropical/ao leres esta, hás de te animar..." Assim, em paráfrase de samba famoso a que  Moreira da Silva deu interpretação insuperável, principio a recomendação de um CD recém-produzido e de repertório já apresentado pelo artista paulistano em shows de pré-lançamento na sua Sampa natal. "Pelas Calçadas do Brasil" é o terceiro e melhor CD do cantor, compositor e cavaquinhista Emerson Urso (foto acima), um bamba plenamente identificado com a pujança do chamado samba de raiz e dela firme zelador, identificando, ainda na continuidade da faixa-título (a dos versos supradestacados), a "herança dos velhos sambistas" no sentido maior da sua (dele) criação - por exemplo, o portelense Monarco, padrinho artístico, e um outro compositor, saudoso, da mesma escola de samba, a quem já prestou tributo em lavra conjunta com o parceiro Dorinho Marques: "Homenagem à Portela de Alberto Lonato" ("Graças a Deus/o samba vai ganhando espaço/o verdadeiro samba de fato/como fazia Alberto Lonato...")  
        "Pelas Calçadas do Brasil" é um tônico de sabor nacionalista, sem a contraindicação da pieguice ou do ufanismo anódino, pois nele o sensível e descritivo Emerson (e parceiros bem dotados de palavra e rima, como Wiliam Nazário e Carlinhos Paixão, para a sua melodia e harmonia apuradas, "à la" Eduardo Gudin) sabe valorizar com beleza, acentuada por arranjos de muito bom gosto, o que o nosso país tem de encanto permanente (suas paisagens singulares, sua música popular variada e de chamariz internacional e o braço operante e solidário da sua gente simples, por exemplo), sem "vista grossa" para aquilo que, infelizmente, é erva daninha que costuma grassar, em particular, nos Poderes estabelecidos - ou seja, nas esferas do "exemplo edificante" -, em níveis variados, a corrupção (e ainda bem que estamos numa democracia, com liberdade de informação e expressão). Isso, curiosamente, é observado em samba-exaltação, "Brasil, Terra Sagrada", face do poliedro bem ritmado das faixas do disco, que, naturalmente, exibe outras faces do samba, como o samba-choro, o samba de terreiro, o samba-canção (em interpretação dividida por Emerson com Délcio Carvalho, parceiro dele em outra música, "Minh´Alma Chora") e um "samba rural" do CD anterior, "Meu Lugar", que entra como faixa-bônus neste e me emociona na sua ambiência retratada com singeleza e afeto na letra, em combinação com arranjo envolvente e acertado e presença fortemente ilustrativa de coro e "cozinha".            
        Com o nome igualmente associado a projetos de alta relevância na difusão da boa música popular de São Paulo e à produção de discos com novatos talentosos de lá (como o ótimo compositor e cantor Marquinho Dikuã), Emerson Urso, que ultimamente tem ido bastante aos EUA para mostrar em turnês a sua música, segue em frente, entre bemóis e sustenidos, com consciência do que faz de elevado na defesa intransigente do samba da nossa terra em sua acepção mais cristalina, o seu "samba do coração".
        Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica. 
 
        Um abraço,
 
        Gerdal
 
Pós-escrito: nos "links" abaixo, quatro "ursadas" - em inusitado bom sentido da expressão - do amigo Emerson: 1) "Samba do Coração", dele com William Nazário"; 2) no "playback", em programa do canal a cabo NGT, mostra a contagiante "Meu Lugar", feita em parceria com Paulinho Cuíca e também muito bem gravada por outro novato de valor de Sampa, Tito Amorim; 3) "Pelas Calçadas do Brasil", de percurso todo seu em letra e melodia; 4) também em "playback", no mesmo programa do NGT, o gostoso partido-alto "Tem de Tudo pra Vender", composto com Carlinhos Paixão.
 
             
             http://www.youtube.com/watch?v=_7nK6lrpxTo ("Samba do Coração")
 
             http://www.youtube.com/watch?v=l9lVyxo_tXs&NR=1 ("Meu Lugar")
 
             http://www.youtube.com/watch?v=OWlwMle7w5k&feature=related ("Pelas Calçadas do Brasil")
 
             http://www.youtube.com/watch?v=HV1OhqlLg1A&NR=1 ("Tem de Tudo pra Vender")

14.11.10

Manacéa: samba-passarinho que anuncia a tarde brasileira, neste domingo, em Paquetá, onde inspira, há um ano, roda tradicional



"Quando amanhece/o céu resplandece/os raios do sol a brilhar/os passarinhos começam a cantar/anunciando a manhã brasileira/gorjeando sobre a mais alta palmeira..."
 
       Prezados amigos,
 
       Q
uinze anos sem Manacéa (foto acima) e quantas lágrimas a azul-e-branco de Madureira - e, por extensão, todas as demais cores do samba - tem derramado, ao longo desses três lustros, sentindo a ausência, no plano físico, desse compositor sem firula na criação, de verso simples e encantador, como na sua reiterada observação poética da natureza e, nela, de suas imagens e aspectos. De família musical, irmão de Mijinha e Aniceto, e pai da assistente social Áurea Maria - parceira dele em alguns sambas, como "Volta, Meu Amor", com bela gravação de Marisa Monte -, Manacéa também suscita, de imediato, a recordação do famoso quintal pagodeiro da sua casa (em ladeira na divisa entre Oswaldo Cruz e Madureira), onde, com a presença de parte da Velha Guarda da Portela, o também falecido cineasta Leon Hirszman filmou um curta precioso, narrado por Paulinho da Viola, no qual os bambas da escola, em clima festivo, exercitam-se no partido-alto.
      Com inspiração nele, vem o recado abaixo, da amiga produtora Régia Macedo, sobre roda de samba, de acordo com o antigo figurino, neste domingo, 14 de novembro, a partir das 14h, em Paquetá, ilha natal de chorão histórico, Anacleto de Medeiros. No primeiro dos "links" seguintes, Teresa Cristina canta, da epígrafe destas linhas, a letra de "Manhã Brasileira", de Manacéa, o qual, no segundo, canta, também de sua exclusiva autoria, "Quantas Lágrimas". No terceiro "link", mais um pouco de Manacéa, por si mesmo, em excerto do programa "Ensaio", da TV Cultura (SP).  
      Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
 
      http://il.youtube.com/watch?v=AzcdsAcvck4&feature=related ("Quantas Lágrimas")
 
   http://il.youtube.com/watch?v=yHF54UZGtaM&feature=related ("Manhã Brasileira") 
 
    http://il.youtube.com/watch?v=kvyOz6kS2EE&feature=related (Manacéa em trecho de entrevista)
 

Roda de Samba em Paquetá: um ano de muito samba, sob a inspiração de Manacéa. 

A festa acontecerá neste domingo, 14 nov, e celebra o sucesso da iniciativa de amigos e do grupo de samba Terreiro de Breque, de realizar uma roda no formato tradicional, sem sonorização, em cujo repertório fossem executados sambas mais tradicionais e pouco conhecidos, num lugar tranquilo e com vocação para a música como Paquetá. 
Mais uma vez será lembrado nosso patrono Manacéa, pelos quinze anos de sua morte, com a interpretação de suas músicas e de outros grandes nomes. 

Saída do Rio - barca das 10:30 h (com samba na Barca) – a barca seguinte sai às 13:30 h
Roda de Samba - início 14:00 h  

Local: calçada do Bar e Restaurante Tia Leleta 
R. Dr. Lacerda, 18 - Paquetá - tel. 3397-0656 (em frente à OI)
. 
Opção 1 Saindo da Estação das Barcas, seguir na calçada pelo lado direito. Essa rua é a 2a. travessa à esquerda
. 
Opçao 2: Pegar a rua que sai em frente à estação e entrar na 1a. à direita, Rua Pinheiro Freire, que termina na rua Dr. Lacerda. "


*Produção: Áurea Alves e Régia Macêdo

*Realização: Instituto Kederê de Desenvolvimento Social 

*Apoio:
  Bar e Restaurante Tia Leleta
  Confraria Paquetá
  Sociedade Etílica de Paquetá

1.9.10

Rui em dois shows no mesmo dia



Meu amigo Rui de Carvalho está demais, junto com Samba na Cabeça e Zé Arnaldo Guima se apresenta de dia na PUC- Anfiteatro Junito Brandão e de noite no Petit Paulette que fica próximo à Praça da Bandeira.
(Cliquem no primeiro e no segundo flyer para ampiar e ler melhor)

20.8.10

Gerdal indica: Elton Medeiros, 80 anos, inspira homenagem em grande estilo, nesta sexta, no Bola Preta - bem que mereceu




"...hoje ele mudou/já não é mais aquele sujeito pacato/é mais conhecido por Unha de Gato/que ao morro voltou/é mais um marginal"

  Grande samba, esse dos versos acima, em que o personagem Benedito Pereira perfaz uma trajetória oposta à de Pedro dos Santos em "Pedro do Pedregulho", de Geraldo Pereira, em outro samba magistral: Pedro indo da delinquência à regeneração; Benedito, da pacatez à transgressão. Composto com Antônio Valente, "Unha de Gato" - que inspirou a criação de um grupo de samba e choro de Niterói, do cavaquinhista Daniel Scisinio - é uma das maravilhas da lavra de Elton Medeiros (foto acima), em cujo RG (Elto Antonio de Medeiros) parece faltar o "ene artístico" que "sobra" no nome real de um dos seus mais celebrados parceiros, Cartola (Angenor de Oliveira no RG), com o qual divide a autoria de, por exemplo, duas preciosidades: "Peito Vazio" e "O Sol Nascerá", esta com cerca de 60 gravações. Elton, filho de ranchista e, no futebol, um raro torcedor do Olaria, nasceu na Glória, criou-se em Brás de Pina, onde fundou o bloco - depois escola de samba já extinta - Tupi de Brás de Pina -, e, até notabilizar-se pelo uso rítmico da caixinha de fósforos (que "afinava" pela retirada de três ou quatro palitos, deixando-a minimamente aberta para bater, num procedimento e tipo de execução diferentes dos adotados por Cyro Monteiro), já havia tocado diversos instrumentos, como o sax e o trombone (aprendidos no colégio interno João Alfredo, em Vila Isabel), este um instrumento que exercitou animando bailes de gafieira. Em 1963, no Zicartola, famoso restaurante de Cartola e Dona Zica, de curta mas intensa existência, conheceu Paulinho da Viola, seu parceiro mais constante, com quem, entre outros sambistas, dois anos depois, se projetaria, para público amplo, no musical "Rosa de Ouro", vindo da ala de compositores da escola de samba Aprendizes de Lucas, que, mais tarde, no mesmo bairro, agregada à Unidos do Capela, contou com ele na formação de uma nova escola e sua de coração, a Unidos de Lucas. 
        "...vou buscar aquele amor tão meu/sair andando a perguntar/qual o caminho por onde ele foi/e por onde foi irei também/até o coração achar/que simplesmente não achou/e aí, então, vou entender/ que, ao buscar, eu me perdi/de tudo aquilo que eu sou". Outro grande samba, com letra excepcional de Hermínio Bello de Carvalho para outro traço marcante do pendor musical de Elton Medeiros: a sua capacidade de criar lindas e envolventes melodias, sobretudo as de expansão mais intimista no disco, como nessa "Folhas no Ar". Formado em administração de empresas pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro e homem de convicção, contrário ao que entende como folclorização do sambista - "tem gente que imagina que, para fazer samba, é preciso frequentar botequim", observa -, Elton Medeiros será homenageado, em grande estilo, pelo talentoso compositor e bandolinista Pedro Amorim e três ótimas formações instrumentais nesta sexta, 20 de agosto, a partir das 21h30, na nova sede do tradicional Bola Preta ("flyer" acima). Ecos ainda do seu recém-chegado octogenário, no dia 22 de julho último. A esse velho amigo do meu pai (que faz 81 no próximo dia 26), dos tempos de batente na Rádio Roquette-Pinto nos anos 60, também me associo - encantado que estou, há tantos anos, com a sua obra - nos parabéns retrospectivos, dedicando-lhe estas modestas linhas de destaque como homenagem. 
        ***
 
Pós-escrito: nos "links" abaixo, 1) Zé Kéti, em imagens do programa "Ensaio", da TV Cultura, da capital paulista, recorda o primoroso samba "Mascarada", dele com Elton Medeiros; 2) o próprio Elton, acompanhado ao violão pelo parceiro Eduardo Gudin, canta "Pressentimento (outra linda parceria com Hermínio Bello de Carvalho), "Minha Confissão" (só dele) e Estrela (dele com Gudin, na melodia, e letra de Roberto Riberti); 3) a cantora Verônica Sabino, ex-Céu da Boca e filha do escritor Fernando Sabino, dá o seu recado cheio de beleza em "Peito Vazio", da tabelinha autoral de Elton com Cartola.              

http://www.youtube.com/watch?v=X_BYC1opLhI
  
http://www.youtube.com/watch?v=KEVHsCJO4aM
 
  

http://www.youtube.com/watch?v=eOOYwegFJr4&feature=related