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4.3.18

O filme "Imagens do Estado Novo - 1937 -1945" estará nas telas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília no mês de março

Imperdível!!! O documentário "Imagens do Estado Novo - 1937 -1945",(dirigido por Eduardo Escorel e produzido por Claudio Kahns) vai rolar nas telas dos Espaços Itaú de Cinema ( São Paulo/Rio de Janeiro e Brasília) e nas telas do Instituto Moreira Salles de Sampa e do Rio. Aqui vai o convite.
Preste atenção na programação dos dias e horários nas salas de sua cidade.
Acesse o site - link:https://www.imagensdoestadonovo.com.br
(clique na imagem para ampliar e ver melhor)

18.3.17

"Tudo errado!" é o livro

Tudo Errado! é um livro interessantíssimo. Narra a experiência do documentarista carioca Raphael Erichsen, que rodou um terço da superfície terrestre num carro "detonado"(comprado no Ebay, junto com outros dois amigos), em 2012, num tumultuado "Rally Mongol" (Que vai de Londres a Ulan Bator - capital da Mongólia).
Um aperitivo para ler o livro que conta essa essa aventura você pode acessar no link: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2017/03/noticias/cidades/4032949-uma-coisa-que-aprendi-com-a-experiencia-foi-a-parar-de-tentar-assistir-ao-mundo-atraves-da-cnn.html
Ah! O livro foi lançado ontem (dia 17 de março) no Rio, e não consegui noticiar a tempo porque estava viajando, fora do alcance de computadores.
De qualquer forma, fica aqui o registro desse livro extraordinário, que se encontra nas boas livrarias.
(Clique na imagem para ampliar e VER melhor)

18.2.16

"Canto dos Exilados" - Um dos últimos episódios, na sexta-feira, no canal Arte 1



Série CANTO DOS EXILADOS - NO CANAL ARTE 1
Produção Telenews/Arte1/RioFilme
Estreia sexta-feira 19 de fevereiro às 19h / Reprise domingo 4h e 11h (ATENÇÃO PARA HORÁRIOS DIFERENTES)

Um autor que está sendo redescoberto em várias partes do mundo e nunca deixou de ser sucesso de vendas. Um filósofo que antecipou a modernidade expressa por imagens fugazes. E um brilhante ensaísta que teve de vender gravatas para sobreviver.
O novo episódio da série fala do autor de Brasil, um país de futuro. Stefan Zweig não suportou o isolamento intelectual e a depressão com o noticiário da guerra e se matou em fevereiro de 1942 em Petrópolis, com a segunda mulher, Lotte. Cenas raras de Zweig em Moscou,1928.

Villém Flusser teve que fugir com a mulher da cosmopolita e poliglota Praga para escapar do destino de toda a sua família: a morte nos campos de concentração. Influenciou muita gente com suas ideias ousadas. Deixou uma obra prolífica.
E
Anatol Rosenfeld teve de abandonar uma promissora carreira acadêmica na Alemanha. Aqui, começou como lavrador e vendedor de gravatas. Foi um dos mais brilhantes críticos e ensaístas no campo da literatura e da filosofia. Introduziu Bertolt Brecht no Brasil e ajudou a renovar o teatro brasileiro.
A SÉRIE ESTÁ ACABANDO, NÃO PERCAM OS ÚLTIMOS DOIS EPISÓDIOS!
Imperdível!!!

29.1.16

Nesta sexta/ "Canto dos Exilados": livreiros



Horários:Sexta-feira, 20h30, canal Arte 1 (NET 53 e Sky 183), com reprises sábado (6230 e 14h30), domingo (11h) e terça (20h30)

Ironia da História: escorraçados pelo regime nazista, exilados que vieram ao Brasil entre 1933 e 45 foram os principais embaixadores da língua, das artes e da literatura alemãs no novo país. Numa época em que não existiam redes sociais ou Internet, as livrarias que fundaram eram os principais pontos de encontro da intelectualidade e de pessoas que desejavam se conectar à produção cultural de outros lugares. Ali conviviam judeus, alemães e brasileiros. Essas livrarias formaram legiões de fãs e frequentadores. Conheça as histórias da Livraria Kosmos de Norbert Geyerhahn e Erich Eichner, da Livraria Cultura, fundada por Eva Herz, e da Livraria Susanne Bach, pioneira na exportação de livros para bibliotecas e universidades no exterior. 
Uma coprodução Telenews/Arte 1/RioFilme
Assistam! Divulguem nas suas redes! Visitem a página da série no Facebook! www.facebook.com/cantodosexilados

24.7.15

O documentário "Vilanova Artigas - o Arquiteto e a Luz" continua mais uma semana em cartaz



Notícia boa, o documentário Vilanova Artigas - O Arquiteto e a Luz ganhou mais uma semana em cartaz!Essa é a última chance de quem não viu! Confiram as salas e horários dessa semana clicando na imagem para ampliar e VER melhor.
É grátis.
Eu fui ver, na semana que passou e escrevi o seguinte:
Cheguei do cinema agora. Consegui assistir, comovido, no último dia, ao documentário "Vilanova Artigas - O Arquiteto e a Luz". Filme importante, diria necessário: aula de arquitetura - urbanismo, de história, que resgata a importância do trabalho dessa figura magnífica de artista-pensador que propunha, desenhava e praticava uma arquitetura aberta, voltada para , na falta de uma palavra definitiva- o "habitar social", mesmo em seus projetos de menor envergadura.
Deveria passar nas escolas secundárias, nas escolas técnicas, e ser matéria obrigatória dos cursos de arquitetura desse país.
Quero agora falar do filme: Muito bem realizado, é a prova, antes de mais nada, do carinho e do respeito de Rosa Artigas (filha) e de Laura Artigas (neta) para com o gênio que tinham dentro de casa. Elas foram cavoucar arquivos de jornais, trechos de filmes de época, fotos, projetos, traços, rabiscos, cartas, documentos oficiais, buscaram amigos, grandes arquitetos, gravaram depoimentos, tudo que estava relacionado com o trabalho desse homem singular que, sem dúvida ajudou a revolucionar a arquitetura moderna brasileira .
Fizeram uma exposição brilhante de sua trajetória. É muito bom ver Marco Artigas Forti (neto) explicando a obra do avô enquanto visita a "casinha" que ele havia construído para morar com Virgínia (esposa de Artigas) nos seus primeiros tempos em São Paulo. Curti ver o sociólogo Reginaldo Forti (genro), lembrando da dedicação do sogro, estudando em meio a livros e artigos, nos momentos em que foi obrigado a "defender sua tese de doutorado" dentro do prédio que ele projetou (A FAU-USP).
Não posso esquecer aqui do nome de Pedro Gorski, que junto com Laura dirigiu um filme - uma obra, que no recorte biográfico, resgatou um pedaço de nossa História, com muita competência técnica e sensibilidade. E gostaria de aplaudir aqui também a trilha sonora, muito bonita, que ajudou o fluir das imagens.
E já que estou falando em beleza, quero dizer aqui que expuseram muito bem os ângulos das obras filmadas e a luz que nelas jorra .
Gostei também de rever Virgínia na tela grande - nas fotos antigas dela, linda, sorridente. Ela que foi esposa e companheira "política" do arquiteto. Ela também artista - que decerto deve ter contribuído em muito com as cores da obra que ele edificou.
Obs: Se um dia voltar a SP quero morar no Edifício Louveira - fiquei apaixonado! Baixou até um desejo de ir ao Morumba assistir a um clássico, só que disfarçado, pois sou Palestra nas terras dos bandeirantes.

16.10.14

"Lira Paulistana- um delírio de porão" baixa no Rio hoje

Meu querido amigo,o jornalista e escritor Mouzar Benedito mandou um e-mail contando esta boa novidade. Trata-se do lançamento do livro "Lira Paulistana- um delírio de porão"de Riba de Castro. O evento rola hoje, dia 16, (quinta feira) a partir das 19,30 hs. Antes porém, vai ser exibido o documentário "Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista", às 17,30 hs. O evento vai acontecer no Fórum da Ciência e Cultura (Salão do Colégio Brasileiro de Altos Estudos/ Av Rui Barbosa, 762 - Flamengo. O Mouzar explica a importância daquele espaço de criação no cenário cultural dos anos 80: O Lira Paulistana foi um "porão" da rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, que no início dos anos 1980 se transformou num teatro que se tornou célebre, como ponto central da vanguarda musical paulista da época. Nele, se apresentaram pela primeira vez - ou tiveram grandes momentos - Tetê Espíndola, Itamar Assumpção, os grupos Rumo, Titãs, Ultraje a Rigor, Premê, Paranga, Língua de Trapo e muitos outros, além de ser local de apresentações especiais de gente como Tom Zé, Jards Macalé e Jorge Mautner. O "Lira" extrapolou a música, tornou-se "cinema" (por exemplo: antes de ser premiado em Moscou, "O homem que virou suco" não tinha espaço nos cinemas brasileiras, e ele foi apresentado no Lira), virou produtor de discos, livros... muitas coisas. Foi vanguarda mesmo. Aproveita e relata a gênese do livro: Um dos sócios do Lira era o Riba de Castro. Ele guardou muito material da época e no ano passado lançou um filme sobre o Lira, e agora lança um livro.  E destaca as qualidades do produto e, importante, garante um bônus para os que comparecerem no lançamento: Uma coisa importante: muito bonito e bem produzido, se fosse vendido por preço "normal", seria bem mais de cem reais, mas como teve incentivo da Lei Rouanet (via Natura), sai quase "de graça". Mouzar informa que ele mesmo escreveu a apresentação dessa obra que tem também um texto seu no miolo.
Clique na imagem para ampliar e VER melhor

6.11.11

Programe-se: Documentário sobre Noel Rosa no Arquivo Nacional



O público do Rio de Janeiro terá a oportunidade de assistir ao documentário “Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” no dia 10 de novembro, quinta-feira, às 17h40m, durante o 10º Recine – Festival Internacional de Filmes de Arquivo, promovido pelo Arquivo Nacional. A reportagem musical que celebra o centenário de nascimento do compositor carioca foi premiada em diversos festivais no Brasil e participou das mostras de Paris e do Japão, sendo selecionada para o 10º Festival Internacional de Filmes de Arquivo, Recine. Local: Praça da República 173, no Centro, onde funcionava antigamente a Casa da Moeda. Entrada Franca.

“Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo”, dirigido pelo jornalista Dácio Malta e com narração de Martinho da Vila, também foi selecionado para o 2º Festival Nacional de Cinema de Petrópolis entre 157 obras de 13 estados, além da capital federal, e sua apresentação será no dia 7 de novembro, às 15h45m, no Centro de Cultura Raul de Leoni e dia 8 no Theatro D. Pedro, às 16h45, no Centro.

Exibido em cinco episódios na TV Brasil, em dezembro, como especial de final de ano, foi um dos documentários selecionados para o 13º Festival du Cinéma Brésilien de Paris, que este ano homenageou a obra de Nelson Pereira dos Santos. Produzido por Roberto Faissal, da Cinemar, tem fotografia de Antonio Luiz Mendes e Rogério Reis e direção musical ddo compositor|cantor Zé Renato que divide a apresentação musical com a cantora Mariana Baltar.

Noel Rosa morreu aos 26 anos e em apenas sete anos de carreira deixou 227 músicas, algumas consideradas obras-primas, de sucesso até hoje. Nos cinco episódios de 26 minutos que compõem o filme, são entrevistados 17 artistas, músicos, cineastas e pesquisadores, e apresentadas 46 músicas com Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Ivan Lins, Mart’nália, João Bosco, Monarco, Paulinho da Viola, Moacyr Luz, Dona Canô – para não mencionar os arquivos de interpretações de Braguinha, Aracy de Almeida, Marília Batista, Silvio Caldas e Ismael Silva, entre outros. Para o diretor executivo Roberto Faisal, essa é uma oportunidade rara de ver reunidas tantos artistas da Música Popular Brasileira, que confessam a importância de Noel Rosa em suas vidas.

O trabalho de pesquisa durou 20 meses, e foram realizadas mais de 60 horas de gravações, para reduzir o filme a 2h10m.Cada episódio tem uma personalidade da MPB que celebra Noel, improvisando versos sobre o samba “De Babado”.

4.10.11

Programe-se:CUT E TATU FILMES convidam para o lançamento de dois documentários no dia 10 de outubro: 1ª CONCLAT - 1981 e LULA RELEMBRA A 1ª CONCLAT -



CUT E TATU FILMES convidam para o lançamento de dois documentários no dia 10 de outubro: 1ª CONCLAT - 1981 e LULA RELEMBRA A 1ª CONCLAT - 2011
1ª. CONCLAT - Conferência Nacional da Classe Trabalhadora - 29 minutos
Praia Grande, litoral paulista, agosto de 1981: milhares de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo reúnem-se pela primeira vez, durante a ditatura militar, par discutirem organizadamente a situação política, econômica e social do Brasil, bem como reivindicações trabalhistas e a criação de uma central sindical única. Depoimentos, discussões e divergências entre os sindicalistas são intercalados com imagens de participantes vindos de diversos rincões do Brasil, sendo que muitos pela primeira vez interagem com o mar. Um documentário histórico sobre a 1a. Conferência Nacional da Classe Trabalhadora - CONCLAT, que registrou para as futuras gerações o enfrentamento pacífico daqueles homens e mulheres, opositores ao regime de exceção.
***
30 anos depois Lula relembra a 1ª CONCLAT - 42 minutos
Três décadas após a 1a. Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, Lula, um dos seus principais protagonistas, assiste, pela primeira vez, ao filme que desconhecia. Suas expressões faciais, as manifestações de surpresa, os comentários e o depoimento fazem desse registro um documento histórico emocionante e tão relevante quanto às imagens captadas na Praia Grande.
***
Direção: Adrian Cooper

CINEMATECA BRASILEIRA/ SEGUNDA-FEIRA/ 10 DE OUTUBRO. 20 HORAS
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino
- Fone: (11) 3512-6111

27.7.11

Daquele Instante em Diante - Itamar Assumpção nas telas


Atenção Brasil: Itamar Assumpção pode ser visto e ouvido quase por inteiro no documentário Daquele Instante em Diante. De graça!!! O filme é dirigido por Rogérío Velloso.
Foi minha filha que me deu a dica.
Vi ontem e gostei muito. Não escrevo mais porque estou de férias e tenho uma ladeira para subir.
De qualquer forma digito aqui umas mal traçadas linhas sobre o assunto. Acredito que sou o habitante do Rio de Janeiro que mais assistiu Itamar e suas espetaculares performances nos palcos de Sampa. Qualquer dia eu escrevo sobre isso, mas, só quero registrar que sempre que eu ia visitar meus parentes naquela cidade fria ao sul do país tinha um show do Itamar em cartaz. Uma vez cheguei a ir até o SESC Itaquera para ouví-lo. Nessa época (década de 90) eu morando no Rio (onde insisto em continuar),
fazia uma charge n'O Estado de São Paulo. Como tinha ido passar um fim de semana lá, tive que levar meu desenho ao jornal, quando já estava no ônibus da empresa (de volta para casa), que me levaria até a Barra Funda, encontrei uma querida amiga jornalista que estava "largando" o plantão. Acontece que fazia um tempão que não a via e resolvemos botar o papo em dia. Ela me perguntou para onde eu ia, por acaso ao abrir o Caderno 2, encontrei uma matéria falando de um show de Itamar no SESC- Itaquera. Não deu outra; lá fomos nós...O SESC - Itaquera é um mundo, grande pra dedéu, mas não demorou muito para ouvir o baixo do Nego Dito, foi só caminhar em direção ao lugar de onde vinha aquele som hipnótico. Foi a última vez que vi ele vivo.
Agora ele retorna nesse documentário muito bem feito - emocionante!
Clique no seguinte link para saber onde está passando:

http://www.cinemasunibanco.com.br/filmes/filme?id=2505&cidade_id=5&/Daquele-Instante-em-Diante.html

Obs: Verifique antes no cinema indicado se o filme ainda estiver passando - ligue para eles ou consulte o jornal

29.6.11

Pré estreia - Eu Eu Eu José Lewgoy - 6a. feira às 20 horas no MUBE



Eu Eu Eu José Lewgoy é um belo documentário dirigido por Claudio Kahns sobre a vida desse grande artista brasileiro dos palcos e das telas. Em 95 minutos você faz um passeio por parte da história da do Cinema Brasileiro (dá um pulinho no cinema francês, mata uns mosquitos no meio da selva de Fitzcarraldo e ainda mergulha na fase de ouro das novelas de TV . O filme é recheado de depoimentos, onde se destacam os de Tonia Carrero, Glória Pires, Chico Caruso, Sérgio Augusto, Millôr Fernandes e Werner Herzog. (Clique no flyer acima para ampliar e ver melhor)
A pré-estréia vai ser no dia 1 de julho - sexta-feira às 20 horas no V Festival de Cinema Cine MuBE (Vitrine independente)
Local : Museu Brasileiro da Escultura - Rua Alemanha, 221, Jardim Europa, em Sampa.
Todo mundo lá!
Mais informações no site www.mube.com.br

27.9.10

Programe-se: Positivas, O Filme


Recebi por e-mail de minha jornalista preferida Clarice Tenório, um convite para um filme onde ela trabalhou como assistente de direção.
Segue abaixo o material promocional do documentário, um filme muito importante para a educação da sociedade em geral sobre a questões vitais.
O título do filme é Positivas.
Sinopse:
POSITIVAS é um filme-provocação que tem como principal alvo o estigma em torno da Aids. Ao apresentar experiências de mulheres de “bom comportamento” que contraíram o vírus de seus maridos ou parceiros fixos, o documentário desvenda o véu de silêncio e hipocrisia que assola os laços do matrimônio. Com relatos das próprias mulheres, POSITIVAS aponta os principais fatores responsáveis pela feminização da Aids. Apesar do luto inicial e do preconceito que vem em seguida, elas nos mostram que viver com o HIV não é o fim. Ao contrário, pode significar uma nova chance à vida e à sexualidade.
***
POSITIVAS é um filme que aborda de forma direta e clara os principais fatores da feminização da AIDS no Brasil. FICHA TÉCNICA: Direção e Roteiro:SUSANNA LIRA Produção executiva: LUCIANA FREITAS Direção de Fotografia: PEDRO FAERSTEIN Assistente de direção/Roteiro: SIMONE MELAMED Assistente de direção:CLARICE TENÓRIO Montagem: TIAGO ALMEIDA, TITO GOMES e SUSANNA LIRA Som Direto: BRUNO ARMELIM Loader: VLADIMIR MANCARO Finalização: PAULO DE ANDRADE Produtora: MODO OPERANTE PRODUÇÕES

Para ver um trailer do filme clique no seguinte link http://positivasofilme.blogspot.com/2009/11/positivas-o-trailer_17.html

Oportunidades para ver o filme:
- Dia 30 de setembro, quinta-feira, no Pavilhão do Festival do Rio - 13h -  sessão popular, seguida de debate
Pavilhão do Festival (Centro Cultural da Ação da Cidadania) - Rua Barão de Tefé 75 – Zona Portuária
Votação do público
 
- Dia 1º de outubro, sexta-feira, no Estação Vivo Gávea 3 - 15h40 / 20h
Estação Vivo Gávea 3 – Rua Marquês de São Vicente 52/4º andar - (Shopping da Gávea)
Votação do público

15.6.10

Brasileiro em Toronto com seu filme sobre a lenda Don Letts



O nome do cara é Raphael Erichsen, é brasileiro,(carioca) cineasta e designer e fez um filme sobre uma figuraça que é uma lenda no mundo da música pop que é Don Letts - trata-se do documentário Superstonic Sound - the Rebel Dread que estreou em Toronto no festival NxNe (veja figuras que ilustram este post). O filme vai rodar em outros festivais na Espanha, Austrália, Alemanha, Nova York e claro em Londres. Só falta o Brasil ver. É a nova geração de documentaristas pintando no pedaço.
(Veja trecho do documentário no link http://www.youtube.com/watch?v=iOOjF9bvYO4

1.4.10

"Quebradeiras" ganha prêmio em Toulouse


O filme - documentário Quebradeiras de Evaldo Mocarzel foi premiado em Toulouse (França). A trilha sonora é assinada por Marcus Siqueira e Thiago Cury. Para não deixar ninguém de fora, publicamos a ficha técnica da obra:
título original:Quebradeiras
gênero:Documentário
duração:01 hs 11 min
ano de lançamento:2010
estúdio:Casa Azul Produções Artísticas Ltda.
direção: Evaldo Mocarzel
roteiro:Evaldo Mocarzel e Marcelo Moraes
produção:Leonardo Mecchi
música:Thiago Cury e Marcus Siqueira
fotografia:Gustavo Hadba
edição:Marcelo Moraes
Para ter o gostinho do filme clique no link http://www.youtube.com/watch?v=nbrLre32nAE
Bravo, pessoal! Bravo!

27.2.10

Doc Doc Doc !...Um blogue antenado que fala sobre Documentários


É só clicar para ver, ler, participar: um blogue antenado sobre a nobre arte do Documentário - Doc Doc Doc!.
Já está entre os meus preferidos.
Gol de placa, Rapha!

29.3.09

Dica do Gerdal: Miltinho no telão


"Você, mulher, que já viveu/que já sofreu/não minta/um triste adeus/nos olhos teus/a gente vê, mulher de trinta..." ("Mulher de Trinta", de Luís Antônio); "Foi assim/a lâmpada apagou/a vista escureceu/um beijo, então, se deu/e veio a ânsia louca, incontida do amor..."("Meu Nome É Ninguém", de Luiz Reis e Haroldo Barbosa); "Peguei o Zé/de copo na mão/tentando afogar a Conceição/no bar, quem é triste vira herói/engana a cabeça/o coração não dói..." ("Zé de Conceição", de João Roberto Kelly); "Luminosa manhã/pra que tanta luz?/dá-me um pouco de céu/mas não tanto azul..." ("Canção da Manhã Feliz", de Luiz Reis e Haroldo Barbosa); "Você errou/quando olhou pra mim/uma esperança fez nascer em mim..." (Recado", de Djalma Ferreira e Luís Antônio). Esses, entre outros, são sucessos que, sobretudo nos anos 60, firmaram o cantor carioca Miltinho, no panorama da MPB de então, com uma interpretação diferente, anasalada, toda sua, em que brincava com o ritmo e a divisão. Seu primeiro elepê solo, "Um Novo Astro", data de 1960, em que gravou a bem rodada "Mulher de Trinta", mas, antes disso, provara da antiga e eficaz receita do canto popular: a atuação como "crooner", de 1950 a 1957, da Orquestra Tabajara e, pouco depois, do conjunto Milionários do Ritmo, liderado pelo organista Djalma Ferreira. Também fizera parte de memoráveis conjuntos vocais, como Namorados da Lua, Anjos do Inferno e Quatro Ases e um Curinga, cantando e batendo pandeiro, o que hoje, muito bem, faz um talentoso seguidor seu, da nova geração da Lapa, Pedrinho Miranda, do Grupo Semente.
"Filho direto do melhor sincopado brasileiro", como escreveu o colunista de economia e bandolinista Luís Nassif, Miltinho é tema do curta-metragem "No Tempo de Miltinho", de André Weller, pianista, artista gráfico e ex-integrante do conjunto Família Roitman ("flyer" acima). Do amigo André tive a sorte de ganhar, no Natal passado, uma cópia desse documentário, que recomendo com ênfase e será exibido neste domingo, no Artplex, em Botafogo, às 14h, e amanhã, no mesmo cinema, às 16h, pelo festival É Tudo Verdade, indo em seguida para São Paulo. Feito com recursos da Petrobras, após aprovação em concurso público da estatal, e mostrando raras imagens de arquivo, trata-se de merecido e bem-vindo reconhecimento. Flores dadas, ainda em vida, aos 81 anos recém-completados, a "esse cantor que sempre transitou entre a modernidade e a tradição, que é popular sem deixar de ser sofisticado", de acordo com a arguta observação do jovem jornalista, pesquisador e escritor Rodrigo Faour.
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.

12.9.08

O 11 de Setembro Chileno no DVD La Batalla de Chile


No dia 11 de setembro de 1973 foi deposto Salvador Allende, presidente eleito democraticamente . Deveria ter postado este texto ontem, mas demorei a encontrá-lo no meu desktop. Foi uma pensata que escrevi numa outra ocasião acerca de um filme importantíssimo chamado "A Batalha do Chile" de Patrício Guzmán.
O filme mostra toda a luta que se travou até a esse 11 de setembro longínquo. É uma verdadeira aula de documentário político. Não só é didático, como serve de alerta para todos: humanistas , democratas e ou os que estão em dúvida em relaçao à validade da prática política dentro da legalidade entenderem como funcionam os podres poderes nesta América tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos (como disse um dia a propósito do México, Porfírio Diaz). Serve para que não se repita uma história que foi tão trágica. Que ela não se repita nem como farsa, justamente agora em que outros representantes do povo, mais próximos da esquerda chegam ao poder como Evo Morales, na Bolívia, Tabaré Vázquez, no Uruguai e mesmo (por que no?) Chavez (com todos seus defeitos, seu populismo, personalismo e tudo mais) mas que, não esqueçamos, foi eleito democraticamente e golpeado pelos americanos e a mídia de seu país e submetido a referendos e plebiscitos que venceu sob os olhos de fiscais de todo mundo inclusive de Jimmy Carter (este ex-presidente americano que me parece um democrata- um dos raros a defender os direitos humanos no bizarro mundo de Bush). Ao mesmo tempo, não podemos dizer que Cristina Kirchner seja de direita e Lula, apesar de ter dito que não era de esquerda, nela se apoiou para chegar ao poder. E recentemente o Paraguai elegeu Fernando Lugo que segundo o jornal inglês "The Daily Telegraph" completa o "tunsmi vermelho" que invadiu a América do Sul, sem esquecer da Nicarágua onde se elegeu um Daniel Ortega mais moderado.


“A batalha do Chile” segue passo a passo a evolução dos acontecimentos que quebraram a legalidade democrática naquele país , chegando ao caos e ao golpe de Estado que como todos sabem levou Pinochet ao poder, ao banho de sangue e tortura de campos de concentração como o do Estádio Nacional onde o compositor Victor Jara teve suas mãos quebradas antes de ser assassinado. O mesmo Estádio Nacional que viu a vitória do Brasil recentemente sobre o selecionado chileno. Quem viu o filme “Missing” de Costa-Gravas,( com Jack Lemmon, no papel de Ed Horman um pai que procura desesperadamente seu filho perdido num Chile cheio de cadáveres e Sissy Spacek no papel de Beth , sua nora) tem uma idéia do horror que foram aqueles dias depois do golpe (Este filme foi baseado em fatos tenebrosos). Já o documentário de Guzmán nos revela os dias que antecederam o horror. Nos mostra de perto a história daqueles dias de 1973, coisas que a gente só sabia de ler nos jornais (vivíamos numa ditadura entonces) ou de ouvir relatos muito tempo depois através da boca daqueles que conseguiram escapar, se refugiando em embaixadas estrangeiras e falaram no exílio das barbaridades que aconteceram em sua terra. De qualquer forma as imagens desse documentário nos jogam de novo diante do ovo da serpente. Vemos como se gera um golpe. Esse “documento” já se encontra nas boas locadoras em 2 vídeos. Nele está aquela famosa cena em que alguns cães de aluguel de um grupo de militares golpistas atiram e matam o cinegrafista argentino Leonardo Henricksen que filma sua própria morte. Eram os soldados rebelados que naquele momento participavam da primeira tentativa de ataque ao palácio La moneda, perpetrado pelo Regimento Blindado nº 2 que aconteceu às 9h10 da manhã do dia 29 de junho de 1973, quando seis tanques e alguns veículos com homens armados até os dentes cercam o palácio presidencial e iniciam uma luta na qual morreram 22 pessoas. Isso aconteceu dois meses antes do golpe de Estado que pôs fim ao sonho de um socialismo pela via democrática. Guzmán tem também o mérito de mostrar as divisões dentro da esquerda (acho que já vimos várias vezes esse filme na AL?). O que impressiona é que alí estava acontecendo a história de um povo, aquele povo que estava dividido. Vemos a conspiração se realizar nos pormenores. Os meios de iludir as pessoas, a manipulação, o boicote, as greves patronais para derrubar um representante popular democraticamente eleito que num último momento tentou salvar a nação e uma parte considerável de seu povo num diálogo infelizmente fracassado com um partido de grande representação que era a Democracia Cristã . Um homem corajoso como Salvador Allende que chegou a propor um plebiscito, mas teve seu palácio bombardeado em 11 de setembro, resistiu e morreu. Dizem que se suicidou.
Mas o que impressiona é ver isso acontecer nesse filme dia a dia. O que nos aflige é saber que aquelas pessoas vão realmente morrer no final ou padecer nas mãos de seus algozes.O filme choca, não nos deixa indiferentes. Não é por outro motivo que ele foi indicado entre os 5 melhores filmes do 3º mundo do período de 67/78 pela revista Take One (EUA); entre os 10 melhores filmes da América Latina no período 70/80 pelos críticos de Los Angeles (EUA); entre os 10 melhores filmes políticos do mundo da Revista “Cineaste” dos Estados Unidos no período de 67/87. Ganhou também em 1976 o Prêmio “Novas Teixeira” da Associação dos críticos cinematográficos da França, em 1975 Grande Prêmio do Festival Internacional de Grenoble, o grande prêmio do Júri do Festival Internacional de Leipzig em 1976, O grande prêmio di Festival de Grenoble em 1976 e do Festival de Bruxelas em 1977 e do Festival Internacional de Benalmádena na Espanha em 1977 e o grande prêmio no Festival Internacinal de Havana em 1979.


Em 1973, eu estava no último período do curso de Sociologia, no dia 11 de setembro daquele ano, diante de um rádio potente buscava com amigos notícias de Santiago do Chile. A noite chegou e as coisas iam de “mao a piao” como se dizia na época. Num determinado momento o locutor informou que o general Pratts em algum lugar estava organizando a resistência…As notícias sobre a morte de Allende pareciam um boato disparatado. Depois de muitos informes desencontrados, o locutor afirmou que tudo era muito nebuloso…Nos primeiros meses foram executados 1500 prisioneiros pelos golpistas, informam relatos recentes. Aos poucos percebemos que a grande esperança daquela época de trevas chegara ao fim, estavamos cercados por ditaduras por todos os lados. Minto, na Argentina Perón ainda vivia um governo ambíguo e o desastre apenas se anunciava. Nos Andes havia uma “revolucão de esquerda” no Peru”. Numa viagem que fiz em 1974 a este país, para ver a tal experiência do general Juan Velasco Alvarado, encontrei vários jovens de todas as parte do mundo, um deles que passou por Santiago disse que a situação estava calma. Me lembro de que um garoto argentino fez uma piada de humor negro : disse que estava calma como um cemitério. Mal sabia ele que seu país iria mergulhar num regime que teria mais de 20 mil desaparecidos.
Logo que se instalou no poder, ao que parece, Pinochet e seus comandados trataram também de eliminar fisicamente homens da oposição que se encontravam fora do país. O general Pratts morreu em um atentado a bomba no dia 30 de setembro de 1974 na Argentina, junto com sua mulher Sofía Cothbert.Agentes da polícia política de Pinochet (DINA) foram acusados.Em Washington, Orlando Letelier (ex-chanceler de Allende)também sofreu um atentado que resultou na sua morte e de sua secretária Ronni Moffiti. Parece que lá as forças ocultas se deram mal e um agente, Michael Townley, foi preso e parece que se revelou a conexão da CIA com a DINA num dos terminais da famosa “Operação Condor.” Na mesma época, em Roma houve um atentado à bala contra Bernardo Leighton do Partido Democrata Cristão do Chile. Atualmente Pinochet está sendo acusado de corrupção, depois de ter escapado das mãos de um juíz espanhol que o queria como num tribunal internacional por crimes contra a humanidade. Escapa atualmente de 9 processos relacionados a tuma tal "Operação Colombo", como foi batizada a eliminação de 119 pessoas da oposição atribuidas a lutas intestinas do movimento armado MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária) Pinochet mandou e desmandou no Chile de 1973 a 1990. Nesse tempo de trevas , liquidou 3 mil pessoas e torturou 28 mil, dizem que dormia muito bem na sua prisão domiciliar. Um escritor de crônicas fora do lugar disse que Pinochet quando morrer se for para o inferno estará num lugar confortável cujo modelo ele, de certa forma ajudou a criar.

Hoje,uma mulher de esquerda, Michelle Bachelet, governa o Chile.
Por essas e outras vale a pena ver esse documentário, nele estão as últimas palavras de Allende. Creio que primeiro num texto onde parece, ele escreveu seu testamento político :”Eles têm a força. Poderão nos avassalar, porém não se detêm os progressos sociais nem com o crime, nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos. Sigam sabendo vocês que muito mais cedo do que tarde de novo se abrirão as grandes Alamedas por onde passará o homem livre para construir uma sociedade melhor. (11/09/1973)
No rádio , dentro do palácio presidencial bombardeado pela força aérea chilena e cercado por tanques ele disse:…Só tenho a dizer aos trabalhadores que não vou renunciar. Colocado pela história nesta situação pagarei com minha vida a lealdade do povo. A história é nossa e feita pelos povos.
Viva Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores! …"

(Salvador Allende morreu às 14h15)


Às 21 horas, os chefes da sublevação mostraram suas caras na TV. Estavam numa mesa e falaram O General Augusto Pinochet, o Almirante José Toribio Merino, o General César Mendoza e Gustavo Leigh. A cena é bastante gráfica ,se é que isso diz alguma coisa,mas se o ódio precisasse de uma represtantação pictórica,ele alí estava nos seus melhores momentos.