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29.3.11

Zé Celso em novela das 6 da Rede Globo


O que será que significa isso? A vitória da mídia hegemônica? A revolução chega ao "palco eletrônico"? O fim do modernismo e o crepúsculo do futuro, como vislumbrou Octavio Paz? De qualquer maneira, vai ser algo interessante. Zé Celso em uma novela das seis.
A apresentação visual da novela é nota 10. Vamos esperar para ver.

3.3.11

Futebol é uma caixinha de chutes


Peraí, acho que eu entendi mal, vi outro jogo, não compreendo o mais elementar fundamento da aritmética quando ouvi um comentarista esportivo analisar o desempenho de Adriano ( que faz aquela dancinha do Michael Jackon) do Palmeiras que fez simplesmente 4 gols no jogo de ontem. Confesso que pode ter sido um devaneio meu, pois estava sonolento, naquela hora tardia, imerso na zona em que se misturam os sonhos com a enevoada realidade da tela da TV. Mas juro que ouvi um comentarista esportivo dizer que alimentava dúvidas se esse jogador palmeirense que sapecou 4 gols estufando o véu da noiva de maneira incontestável era o atacante que faltava ao time do Parque Antártica, ou coisa parecida... Prefiro acreditar que eu estava sonhando, pois o Palmeiras ganhava nesse evento. Minha tese de doutorado vai ser sobre a "evolução" do comentário esportivo no Brasil - do futebol é uma caixinha de surpresas a "esse gol até eu faria"...Material não vai faltar...
Falando nisso, e o Botafogo hein, precisou ir para os pênaltis, caramba!
Agora, os torcedores mais exaltados devem botar suas violas nos sacos e parar com essa onda de violência, de ameaças aos jogadores, boleiros etc e tal. Futebol é paixão, mas tem que botar um pouco de razão nisso - afinal é um jogo, uma coisa divertida para quem assiste e para quem joga - se o time perdeu, se um jogador não está em boa fase, deixa pra lá, continue na saudável brincadeira, na área da anedota, da gozação. Nada de extremos!

2.2.11

Saudades da Modernidade


Fui obrigado a Interromper minhas férias do blogue para cometer uma "pensatinha" antes que a coisa passe em brancas nuvens.
Pipocam alguns eventos nesse país desmemoriado que parecem indicar que a modernidade está sendo deslocada - ela que foi sempre deslocadora e desencantadora do mundo.
Vou falar do que está em volta do meu umbigo, mas acredito que outros eventos desagregadores estão acontecendo agora no seu bairro.
Arrisco dizer que tudo começou, com a extinção em 2008 do Cine Paissandu aqui do Rio de Janeiro. O fechamento deste cinema que foi considerado um dos pioneiros da exibição de filmes de arte e que abrigou as inquietacões da geracão do Cinema Novo já mostava que a coisa seria séria. (O Paissandu era tão avançado, que tinha um lugar separado por um grande vidro só para fumantes fissurados que não conseguiam esperar a sessão terminar para acender seu cigarrinho).
No caso do fim da loja "Modern Sound" o fato se deu literalmente. A loja que leva a modernidade em seu nome, e onde se encontrava tudo em matéria de disco, desde o jazz, passando pelo pop, pela música caribenha, africana até o samba rasgado - e que tinha um espaço para música ao vivo - fechou suas portas.
Sobre essa loja, me lembro de uma moça que não sabendo o nome de uma música, simplesmene cantarolou um trecho dela para o balconista e ele - ouvido apurado - a levou até o disco que ela queria. É triste pensar que esse balconista- que tinha a loja inteira na memória- vai ficar desempregado e obsoleto nesse mundo líquido.
A essa tristeza acrescente-se a notícia recente do fim programado do cinema "Belas Artes" (depois de episódios de agonia e renascimento) em São Paulo. Guardo bons momentos do Belas Artes, onde, lá pelo final dos anos 60, assisti pela primeira vez a "A Chinesa" de Godard.
Pelo que se percebe neste país, certos símbolos da modernidade estão sendo "deslocados" fisicamente, e olhe que somos, apesar do recente "status" de emergentes - um país, em certos setores super-periférico.

Sei que nossas grandes cidades vivem processos de mudança constante, reescrevendo suas histórias em fragmentos e como palimpsestos vão se gravando novos conteúdos simbólicos sobre as ruínas de outros símbolos que são soterrados como coisa passada - letra morta, mas confesso, que nunca imaginei que um dia teria saudades da modernidade, parece um paradoxo, né!? É isso aí, o que foi moderno, um dia, está em fase terminal.
Cientistas sociais já haviam constatado a existência de uma "tradição da modernidade"- nesta época de globalização e desterritorializações em todos os níveis - e outros avançaram na afirmacão da existência de uma "cultura internacional popular" - mas isto é um papo para outra hora.

16.1.11

Na boa Felipão, bota o sub-20 no lugar do time principal


Vi o time ser vaiado, depois de empatar com o Botafogo de SP. O pessoal da galera pedindo jogador: ÔOO queremos jogadô! Na boa, Scolari, bota o pessoal da base pra jogar, o pessoal sub-20 que tá dando show. O Senhor não tem meio campo, nem ataque. O Kleber tem que se virar para armar e ser centro-avante, uma coisa ou outra. Precisa de um cara para empurrar a bola para dentro do gol , não só de bola parada, capisce! Lembra do Raphael Moura, do Goiás, jogador oportunista, rápido, com bom controle de bola, que sabe se colocar na área - veja o preço dele, deve ser menor do que o do Ronaldinho-Gaúcho-Carioca que a diretoria estava louca para levar para o Parque Antártica. O cara jogou um bolão no Goiás, inclusive contra o Palestra, lembra? E traz o Alex logo.
Vou parar por aqui, porque se conselho fosse bom a gente vendia, né, Felipão! Mas pense rápido numa mudança no time, porque de vexame, o Palestra já está verde!

18.12.10

Estado de espírito

23.7.10

A loja que virou suco


Antes de mais nada, quero me desculpar, pois ando com pouco tempo para escrever uma croniqueta e o que vai aqui nestas mal digitadas linhas é só um lamento breve.
Nesses tempos de grande avanço tecnológico, tenho certeza de que certos ganhos implicam em perdas irreparáveis, a maioria delas, afetivas.
O processamento digital das imagens tornou obsoletas as lojinhas de revelação de fotos, assim como a digitalização do som está liquidando as pequenas lojas de CDs.
Foi isso que aconteceu aqui no meu bairro. Bem que eu vi que a loja onde revelei fotos de minha família, nos últimos 30 anos, estava em obras. Distraído como sou naturalmente, pensei com meus botões que o pessoal, enfim, tinha resolvido fazer uma reforma: quem sabe uma nova pintura, novos armários, um balcão bacana... nem prestei atenção no que estava escrito numa placa pregada na frente da loja em obras. Só fui saber que ela tinha sido vendida, quando entrei num ônibus, num fim de tarde. Atravessei a roleta e lá do meio do veículo, ouvi a conversa de um passageiro com o motorista. Eles falavam sobre uma loja e uma moça que atendia ao balcão. O O passageiro disse emendando uma conversa que começara e que eu tinha perdido o fio.
- Pois é, vai virar uma lanchonete.
- Me disseram que vai ser um negócio que está na moda, é verdade? Perguntou o motorista.
- É isso mesmo, vai ser uma novidade no bairro. Já tem em Ipanema, no Leblon.Vai ser muito bom no verão, muito suco de fruta gelado com leite, acho que é um novo tipo de sorvete, vai ser um sucesso no calorão que vem aí!
- E a moça, o que aconteceu com ela, perdeu o emprego?
- A moça foi para casa , acho que arrumou outro trabalho...
-É, ela era gente boa, sangue bão!
...Aí o barulho do motor tornou o resto da conversa picada e em certos momentos inaudível. Ainda demorei alguns minutos para conseguir ligar as coisas: a imagem da loja toda escondida sob os tapumes, a placa que não li, a moça simpática, sempre com um sorriso nos lábios, que eu sabia que tinha um filho e cujo nome minha mulher conhecia, e o novo negócio de sucos que vai estourar na praça. Será que a moça arrumou emprego mesmo?
Confesso que fiquei muito triste, com o fim dessa loja, pois ela tinha um signficado especial para mim, era parte dos meus afetos. Senti, como se tivessem arrancado alguma coisa minha. Faz pouco tempo, eu tinha mandado revelar os filmes do casamento de meus filhos. Foi o mesmo lugar que me presenteou com as primeiras fotografias deles e que eu esperava, iria testemunhar o nascimento de meus netos.
O que vai acontecer daqui para a frente, a gente já sabe: Será inaugurado o novo negócio de sucos - vai atrair uma freguesia feliz e refrescada, e segundo o passageiro daquele ônibus, - vai ser o grande sucesso do verão que se aproxima. Em pouco tempo ninguém mais vai lembrar daquela loja de fotos que mostrava em sua vitrine as máquinas digitais que anunciavam sua liquidação. Ninguém vai mais lembrar do toldo que cobria sua entrada, do luminoso que anunciava seu nome . A loja estava tanto tempo ali, que parecia que fazia parte da paisagem, quase como algo natural. Seu desaparecimento parece uma espécie de aviso, uma metáfora cruel- o lugar que revelava as memórias fotográficas, as imagens das pessoas vai para o liquidificador da pós-modernidade.
Dessa maneira, o bairro se transforma , ganha uma cara nova e perde suas características, liquefazendo significados... Nada contra a loja de sucos, que seja bem vinda, mas sem a gente perceber, um pouco do nosso ser também se dilui nesse movimento renovador.

3.5.10

De olho do Clássico- À sombra do Vulcão - Lowry solta seus demônios



(Este textículo faz parte do meu projeto particular de encarar meus livros difíceis)
Terminei de ler, depois de um grande enfrentamento noturno, "À sombra do Vulcão"( publicado pela Editora Siciliano com tradução de Leonardo Fróes). Trata-se simplesmente da obra mítica - o estranho romance, que o também estranho Malcolm Lowry (1909-1957) publicou em 1947 e que é considerada uma das melhores obras literárias do século XX. A história desse livro daria um enredo para um outro livro, só que de aventuras, pois Lowry, para escrevê-lo, passou por poucas e boas. Teve que enfrentar as fúrias, a perda , a rejeição, muita maluquice . Demonstrou uma invejável persistência, ou o que alguns críticos chamam de obsessão, que o levou ao imenso trabalho de reescrever o que havia perdido, ou sido rejeitado várias vezes. (Reza a lenda que fez vários esboços, que primeira versão da obra foi recusada por todos os editores que procurou na época, e uma das versões quase sucumbiu a um incêndio de uma cabana, onde o excêntrico escritor resolveu morar com sua corajosa segunda mulher, Margerie Bonner).

Antes de ler "À Sombra do Vulcão", eu tinha assistido sua adaptação para o cinema, que John Huston fez em 1984 . Lembro que fiquei impressionado com a atmosfera carregada de morte e fatalismo do filme. Não era para menos , a obra se passa no dia dos mortos, que no México é celebrada com uma baita festa. Crianças saboreando caveirinhas de açúcar, homens se embededando, mas que tem com substrato a realidade dramática do país - uma espécie de paraíso danado onde se projeta a delirante solidão de seu personagem principal: O Cônsul (britânico) Geoffrey Firmin. Claro que depois da leitura , vi que apesar do mesmo tema, o filme é algo totalmente diferente, o livro em sua complexa arquitetura não caberia em poucas horas do registro num rolo de celulóide. Está para ser escrito o roteiro que consiga ser fiel a esse livro. Se o modo de narrar do filme tomasse, mesmo que homeopáticamente um tiquinho da fragmentação do livro, o espectador sairia com náuseas, assim como algumas pessoas sairam do cinema depois de ter assistido a um filme em 3D com óculos mal ajustados. Depois de um exemplo maluco deste, é melhor mudar de assunto, - e a melhor maneira de virar a página é dizer que essa de ficar comparando filme com livro é uma furada.

Uma observação se faz necessária ao leitor da edição brasileira: Evite ler de cara a introdução de Stephen Spender, pois ele adianta tudo de essencial que vai acontecer no livro ( a figura acaba estragando o prazer da leitura, entende?). Apesar da excelência de sua análise da desconstrução de Lowry , em especial a comparação com a estética de crise do homem moderno expressas nas obras de James Joyce (Ulisses, Finnegans Wake) e Eliot ( The Waste land). Na verdade, esse ensaio deveria ser lido depois do leitor atravessar a multifacetada história do Cônsul, seguindo as palavras do próprio Lowry - (não sei por que a editora não incorporou esse texto crítico , como uma espécie de posfácio).

"À sombra do Vulcão" poderia ser definido grosseiramente, como um monumental porre - uma saideira atravessada por mitologia, filosofia, crítica política, Guerra Civil Espanhola, memórias, citações, muito cinema, cortes modernistas à maneira das colagens de jornais e anúncios dos quadros de Picasso, Braque e companhia bela, momentos de grande confusão mental e de uma lucidez radical e suicida como afirma Spender na apresentação acima referida. O crítico também ressalta que "À Sombra do Vulcão" talvez seja a melhor descrição de um bêbado na ficção." Não procure uma ordem nessa travessia, deixe-se levar pelo fluxo da consciência alterada pelo escritor, no final vai ter um grande painel do Inferno de Dante só que pintado por Jackson Pollock.( que também bebia pra cachorro)
Existem várias maneiras de interpretar a crise "existencial" do Cônsul, algumas delas caindo no caminho fácil de encontrar paralelos autobiográficos - o que é por demais evidente. Lowry também tomava todas, era um exagerado! Morou no México e foi expuso junto com sua segunda mulher e teve uma primeira esposa - que deve ter servido de modelo para a "Yvone" do livro. Essa mulher abandonou Lowry por causa dos seus excessos no uso da bebida. O alcoolismo parece ser uma marca de alguns escritores de sua época - mas não me lembro de nenhum que tenha escrito um livro tendo por objeto um de seus pifões.

Como saída do atalho autobiográfico que pouco explica, creio que é necessária uma construção mais sofisticada para decifrar as ruínas de Lowry. Uma cuidadosa escavação que leve em conta os porquês da renúncia do mundo - e o que significa estar sóbrio diante dele. Não sei por que me lembrei do Estrangeiro de Camus e sua recusa...nessa novela a culpa era do sol. E o grande símbolo mexicano é o sol, a bola de fogo que tanto encanta como queima as asas dos que se aventuram a voar muito alto- as alegorias que lembram a queda. Pois é, temos que levar em conta também a idéia de sombra (que está no título)- a mente que se torna sombria mesmo com o sol a pino, as camadas de lavas do vulcão - na verdade dois vulcões o Popocatepetl e o Ixtaccihuatl - a metáfora (entre muitas) doz vulcões interiores, aparentemente extintos e ferozes. Malcolm Lowry partiu desta para melhor com apenas 47 anos de idade, um de seus biógrafos fala de morte acidental. Ele se extinguiu, mas o vulcão de sua obra continua a explodir e jorrar sua lava enigmática. Porém não se pode deixar de fora o possível efeito do mescal (ou mezcal), como fonte de um rearticulação do personagem , ou do autor em relação ao mundo. Esse rude destilado do agave azul parece levar à uma espécie de Weltanschauung tropical.

Bem chega de gracinhas, à leitura macacada!
(Existe uma nova publicação de À Sombra do Vulcão" pela LP&M Editores com a mesma introdução de Stephen Spender. Sei também da existência de duas biografias de Malcolm Lowry : a recente "Perseguido por los demonios: Vida de Malcolm Lowry" de Gordon Bowker publicado pelas Editoras Fondo de Cultura Económica e Fondo Argentina e o livro de Douglas Day , "Malcolm Lowry - una biografia", também publicado pela Fondo de Cultura Económica- desde 1983- este eu tenho mas não empresto pra ninguém)

5.7.09

O futuro de Michael Jackson


No momento em que escrevo estas mal traçadas, tudo ainda é incerto em relação ao destino dos restos mortais de Michael Jackson. A mídia até agora só fez especular. Fez dele gato e sapato, mas única certeza que ela nos dá é que o Sr. Jackson pediu o boné, e partiu desta para melhor.
É bom lembrar que este furo foi dado por um site de celebridades, o tal do TMZ, que só foi acompanhado de perto pelo Los Angeles Times. O resto do mundo ficou boiando. Alguém disse, com certo exagero, que a mídia já o tinha matado antes. Usando do bom e velho estilo sensacionalista, essa máquina de fazer doido (a expressão que alcunha a TV é do grande Stanislaw Ponte Preta e cabe como uma luva no complexo imediático) teria julgado o cara enquanto ele ainda respirava, atrás daquelas máscaras cirúrgicas ( que estão na moda atualmente no mundu sob influenza). É verdade que as centrais de fofocas chafurdaram na lama dos processos em que foi ele acusado de pedofilia. O rapaz chegou até a fazer uma música (Leave me alone) desancando os tablóides que inventavam notícias bizarras sobre sua vida, que convenhamos, não era risonha e franca.
Agora essa mesma mídia do massacre o transformou em boi do qual se aproveita tudo: cadernos especiais, revistas inteiras, suplementos, notícias diárias em todas as capas dos impressos e a todo minuto na internet e toda hora nos telejornais . Uma verdadeira avalanche de clipes e babás dando “depoismentos” contaminaram o mundo e espalharam o vírus MJ mais do que a gripe do porco. Pode-se dizer que quase esqueceram a crise financeira global, os desastres com os “airbuses” e outras coisas desse condomínio falido que chamam Terra.
As cerejas do bolo desta semana foram o aspecto químico da vida de MJ , seu testamento e o local do velório. Pois é, a cada minuto que passava, um novo remédio aparecia no cardápio do astro. E mais, revelavam que ele já tinha passado há muito tempo do nível dos potentes analgésicos para o degrau perigoso anestésicos. Sobre o testamento, aquela coisa de escantear o pai, os brothers e a ex . Agora, sobre o principal, que é saber onde vai ser o funeral, tudo que ficou nebuloso parece que se dissipa a cada nanosegundo. Primeiro ia ser no rancho Neverland, depois passou ser no ginásito esportivo Staples Center, que serve aos Lakers e mais outros 4 times de Los Angeles (que tem 20 mil lugares nas arquibancadas). A novidade é a exigência de ingressos que inicialmente iriam ser pagos mas alguém teve o bom senso de dizer que são “de grátis” , só que serão sorteados. No tesouro da entropia, outra informação cruzou os céus e anunciou que só americanos poderiam dar seu último adeus ao astro. Aí liberaram geral, e agora circula na rede que todo o mundo pode se inscrever. O problema é que só 17.500 ingressos serão sorteados . (Quem estabeleceu este limite?) e aí foi aquela enxurrada - em pouquíssimo tempo, o site oficial que recebe as inscrições foi atingido por 500 milhões de acessos. Cheiro de confusão no ar…Dizem os sites informativos que a polícia de LA planeja uma mega-operação para terça-feira, que parece que vai ser de fato o dia do funeral. A prefeitura que está com a caixa baixa, vai arcar com os gastos usando um fundo especial que garante a cidade para o caso de catástrofes tais como terremotos e incêndios . Tem gente reclamando disso e a polícia avisou que só vai ter uma porta de entrada para acessar o estádio… o cheiro de confusão no ar aumentou significativamente…
Hoje, na hora do almoço aqui na periferia, soube pelo noticiário da TV, que o funeral vai ser mesmo na sede dos Lakers, mas não contará com a presença do corpo do astro. Não sei porque o cheiro de confusão está tornando o ar irrespirável e não tem nada a ver com o encanamento do condomínio.
Ninguém falou ainda em enterro. Já teve quem dissesse que ele queria ser cremado e suas cinzas espalhadas no solo lunar, o que deve ser muito caro. Parece que vai ser realizado mesmo, numa cerimônia com a presença só dos familiares e amigos no Cemitério Forest Lawn. Tem um site que botou até uma foto da cova para deleite dos necrófilos.
Longe de mim praticar uma heresia, mas pelo andar da carruagem, o fenômeno MJ corre o perigo de virar uma religião. Enquanto seus discos voltam ao topo das paradas de sucesso e DVDs são embalados frenéticamente, já se especula nos sites de celebridades sobre uma fórmula de eternizar o astro de fato. Alguém deu a idéia, que não é de se jogar fora, de “plastificar” o corpo do artista, isto seria feito com um processso em que o corpo é embalsamado em poliruetano. Tal procedimento é praticado pelo médico alemão, Dr. Gunher Von Hagens (uma exposição do incrível trabralho desse médico passou pelo Rio faz pouco tempo). Seu corpo, então preservado dos vermes teria como residência um mausoléu na Arena O2, em Londres, onde ele faria os tais 50 shows.
Creio que ninguém tem dúvida de que MJ é um mito e seu culto continua em firme expansão, e olhe que a ficha ainda não caiu para seus ardorosos fãs( como se falava na época em que não existiam os cartões magnéticos), pois ninguém viu o corpo sem vida do ídolo. Será que ficarão apenas com aquela foto dele “entubado” quando chegou (já sem vida ao hospital) e alguns minutos do filme do ensaio que fazia para encarar a maratona de 50 mortíferos shows?
Creio que a visão da imagem de seu corpo morto será devastadora para seus fiéis admiradores, e temo que vire uma questão de saúde pública (mental).
No mundo do business a coisa vai bem, obrigado. Só se pergunta quando as relíquias (luvas, meias, cuecas, sapatos e brinquedos) serão leiloadas ? E para mostrar que show não pode parar, Madonna que chorou alguns dias, resolveu homenagear o amigo e incluiu números dele em seu show Sticky & Sweet , que fez na noite de sábado (dia4) na O2 Arena de Londres. Todo mundo estava careca de saber que esse surto ia acontecer, pois mal o corpo tinha esfriado e já se falava em um “Tributo a Michael” com grandes nomes do mundo da música. Até aqui na perifeira, Claudia Leite, também não perdeu tempo embarcou também nessa onda “homenageadora” em Salvador (como diria Odorico Paraguaçú )Teve jogador de futebol fazendo gracinha, imitando sua dança, depois de botar a pelota no véu da noiva. O negócio é sério, camaradagem! Até, na pacata Suiça ergueram uma estátua de 4 metros do astro, com seu uniforme de gala. Na hora da grande comoção da notícia de sua morte, vi hordas, em algum lugar civilizado do planeta praticando aqueles passinhos chamados “moonwalker“. No Japão, onde ele é adorado, fãs se esvaem em lágrimas e fazem origamis em sua memória. E para quem ainda não se converteu, está na internet algo muito curioso, uma homenagem que é um chamamento. Ela foi feita por prisioneiros filipinos que dançaram suas músicas no pátio da prisão - todo mundo de laranja numa graciosa coreografia (bacana! mas eles já tinham feito isso antes)
Será que ele corre o risco de se transformar num santo filipino? Não é nas Filipinas que existe uma tradição radical de crucificacão de fanáticos na sexta da paixão e um ritual público de autoflagelação?
Mas ele não era Testemunha de Jeová ? As más línguas dizem que o inquieto rei do pop tinha mudado de religião e abraçado a nação do Islã. Não é à toa que o brother Jermaine Jackson disse o nome de Alá, no dia em que anunciou oficialmente o passamento de Michael. Aí a coisa complica - o homem era um liquidificador cultural, estético, plástico, étnico e religioso - um exemplo concreto da desconstrução do sujeito…Santo ele não pode ser, mas quem sabe fundar uma nova religião? O papa não era pop? Pop por pop, Michael era o rei…
***
Como quase toda religião tem em sua gênese uma perseguição( e aí estou chutando), agora vamos ver o que diz o núcleo duro da crítica ao rei do pop- vamos ouvir aqueles que não acreditam no pop. Batendo no bumbo da oposição, críticos refinados, a maioria deles aristocratas e passadistas, afirmaram que Michael Jackson era uma mera cópia de Mick Jagger ( o curioso é o nome dos dois são abreviados como MJ ), e mais que ele era um pastiche dos ícones e descobertas originais da cultura de massas, outros afirmaram ser ele, no máximo um “entertainer“, aqueloutros ainda o chamaram até de “direitista” por causa daquela visita à Casa Branca na época do Reagan… Mas fazer o que? O cara foi convidado pelo Presidente dos EUA e ele era Michael, mas não era Michael Moore!

***

Muitos que o elogiaram também erraram na dose - Ivan Lessa registrou seu protesto rasgando um jornal quando leu uma frase de um colunista (que ele até então respeitava) que dizia que Michael Jackson tinha morrido”com mil flechas cravadas no peito“.

Muita tinta vai rolar debaixo desse esquife!

Um amigo meu, dos velhos tempos de redação, me disse que um fenômeno tinha acontecido nessa história toda de Michael jackson, paradoxalmente a morte o tinha humanizado. Ele que era considerado um ET, no fim virou um homem, sujeito à lei da gravidade, apesar do moonwalker.
Eu disse a ele que concordava e que tinha escrito mais ou menos isso nas entrelinhas da croniqueta “Jacko, humano, demasiado humano“, que publiquei recentemente nesse blogue.
Só que nessa semana, vislumbrei algo nebuloso no futuro do falecido.(há quem diga que ele não tem mais futuro, tem apenas a eternidade- Oh, My God!)
Sei não(???), de qualquer forma, o futuro de Micheal Jackson é nebuloso.

Fico me perguntando, depois de ler Sir Frazer, quantas religiões não surgiram da névoa?

27.6.09

Jacko - humano demasiado humano


Confesso que de cara não acreditei na notícia de que Michael Jackson tinha morrido. Pensei que era um dos truques de cena dele, como aquela em que ele subiu numa limusine e dançou, antes de uma das audiências de um dos processos que ele teve que se defender de acusações de pedofilia. Nesse ato, o danado do bad-boy desmontava a solenidade dos tribunais. Dava a idéia de que ele iria tirar aquilo de letra.
Quando na TV o repórter disse que parecia que ele tinha morrido, pensei com meus botões que ele estava arranjando uma desculpa para não enfrentar a maratona de 50 shows que tinha pela frente e para a qual não estava preparado. Faz pouco tempo, tinha lido uma matéria num site da internet, que informava que ele estava chateado, porque pensava que eram menos shows e não 50 apresentações…etc e tal…
O jornal Los Angeles Times já tinha dito que o astro tinha pegado o elevador, mas emissoras de TV demoraram um pouco para confirmar a notícia, e não deu outra: o rei do pop estava morto. A confirmação de sua morte foi como uma bomba num vasto videoclipe que passou pela minha cabeça, e não era uma cena de “Thriller” - Michel Jackson agora dançava entre cadáveres de verdade.
Ele que já era um mito na sua vida extraordinária, agora então vai virar algo que não consigo imaginar.
Durante sua vida conseguiu transfomar sua natureza exterior numa metamorfose impossível de ser inventada por Kafka. Dizem que foram 50 operações. Com próteses e tratamentos dermatológicos radicais, ele se transformou muitas vezes. Não tentem compará-lo a um camaleão, pois esse bicho não muda sua forma - Michael Jackson quase se transformou numa criatura cubista. Seu interior parece que era de um menino que não queria crescer, dizem seus amigos e pessoas próximas. Não é à toa, e vou chover no molhado, que ele comprou um rancho que se chamava “Terra do Nunca” e vivia melhor entre as crianças. Ele decerto tinha o complexo de Peter Pan, como afirma uma certa psicologia barata.
Dizem que era viciado em analgésicos, principalmente num remédio que tem o mesmo efeito da morfina, chamado “demerol”. O pessoal da fofoca descolou até uma música que ele teria feito em homenagem a essa droga. Tem gente que afirma que uma overdose dela seria a causa de sua morte. Muitas especulações vão rolar em peças baratas do mundo pop até em teses de mestrado e doutorado sobre multi-identidade, natureza e cultura na pós- modernidade etc e tal…
Saindo fora do folclore de sua pessoa, da sua hipocondria, da bizarrice e excentricidades de sua figura, da sua derrocada econômica, fica a sua obra resgistrada em vídeos e discos. E é impressionante. Não há qualquer dúvida de que ele era um fenômeno. Além de compositor, era um intérprete fabuloso, e um dançarino-inventor de coreografias geniais. Pode-se dizer que era um ator total: um artista completo que dominava toda a cena do palco, os efeitos especiais e os truques que comandavam as massas e as levavam a chorar , delirar e desmaiar. Pode-se dizer sua arte era uma performance única, irrepetível. Para executá-la era preciso uma força extraordinária, quase chego a dizer, uma imensa violência. Imagino que naquela aparência de meio-homem- meio máquina que se metamorfoseava na frente do público havia a ilusão de aquilo que poderia ser verdade. Isso exigia dele, mais do que o ser humano suportaria. Ser mais do que um homem de 50 anos - que na realidade ele era, apesar da aparência adolescente. E a tentativa de superar essa performance ou dar continuidade a ela, foi o principal motivo de sua morte.

Foi tentando essa missão impossível que ele sucumbiu. Um mártir do mundo pop que o imaginou super humano mas esqueceu que ele era apenas humano, demasiado humano. E para botar mais lenha na fogueira, olhando de uma certa perpectiva, pode-se dizer que ele conseguiu vencer o tempo, talvez seu maior inimigo. Morreu jovem, aos 50 anos, pelo menos dentro da mitologia. Nunca o veremos velho, carcomido, cheio de rugas e cabelos brancos, cheio de manias, cercado de remédios numa mansão em decadência…

Pode parecer piegas, mas acho que chega perto de uma verdade que nunca saberemos.

26.5.09

Evolução ou Evolu-cão!


Fui até Botafogo cuidar da saúde. No caminho encontro sempre a humanidade caminhando celeremente para o fim da picada. Explico:

1º
No cruzamento da Voluntários da Pátria com Rua Nelson Mandela, (alí ao lado do Metrô) vejo um big outdoor anunciando um show do Kiss. Colado em cima dele um outro cartaz com fundo preto e letras vazadas, onde se lê a seguinte mensagem: "PUBLICIDADE EM LUGAR IMPRÓPRIO", ou algo parecido ( não me lembro do texto conforme está lá).Ao que parece, uma determinada autoridade resolveu censurar o fato daquele outdoor estar ali e para resolver o problema, botou um outro cartaz em cima do anterior. A finalidade parece ser a de evitar desviar a atenção do motorista que por ali trafega.
Uma pergunta batuca aqui na minha cabeça: se a autoridade competente quer se exercer neste caso, como autoridade competente de fato, não seria o caso de retirar simplesmente o cartaz do Kiss daquele lugar? Ao colocar um outro cartaz avisando que aquele Outdoor está no lugar errado, a tal autoridade não está chamando mais ainda a atenção do motorista desavisado? Se o objetivo é não perturbar a visão do referido piloto, o tal do cartaz sobreposto não conseguiu o contrário, isto é, desviou muito mais a vista cansada de poluição visual do pobre motorista?

2º Na mesma esquina, de repente uma confusão. Um ônibus parado e uma senhora aos gritos. O motorista desce e vai conversar com ela. Junta gente. Uma moça anota o número do ônibus e diz que é uma barbaridade o que o homem fez. A senhora esmagada diz que não quer papo com ele. Que ele a espremeu com a porta. - Eu fui espremida por você, não quero conversar nada com você. O sujeito ficou ali na porta do ônibus tentando se explicar...
O que eu achei um ponto a menos para a humanidade, foi a reação do público, que assistia àquele desentendimento, com exceção da moça que anotou a placa. As pessoas estavam reclamando da mulher e não do motorista. Diziam que não era um caso para tamanho escândalo! É um tipo de atitude que já vi muitas vezes na cidade. Quando alguém resolve reclamar seus direitos encontra resistência por parte de muita gente. Nesse caso, consegui acompanhar o diálogo entre uma menina e sua mãe. A pequena dizia que não precisava aquele alvoroço todo, pois tinha sido apenas um erro do motorista.O que não passou pela cabeça da garota é que esse erro que poderia ser fatal. E o principal, o motorista de um coletivo tem que prestar atenção no que está fazendo. Fechar a porta e deixar a senhora entalada é um erro grave. Só se deve fechar a porta de qualquer veículo quando todo mundo está a bordo.

3º Estava na fila para pagar meu almoço rápido quando uma moça entra na minha frente na maior cara de pau e adianta um cartão para o caixa. Deixei barato. Não reclamei. Ladies first. Mas que falta de educação da moçoila!

4º No cair da tarde, a frase de uma senhora que tentava arranjar uma brecha para passar entre os automóveis estacionados na Praça São Salvador: - "Esse Rio de Janeiro está perdido mesmo"!
Não sei ao que ela estava se referindo. Se era ao estado do calçamento, à falta de espaço para o pedestre circular ou à ausência de iluminação pública adequada na praça.
Outro dia rasguei uma calça na altura do tornozelo ao passar entre dois carros estacionados. O pano prendeu na placa do carro que estava mal colocada. O pior que rasgão nesse lugar não tem costura que dê jeito.

24.5.09

Zé Renato e as lindas canções



Tudo começou numa comemoração na casa de minha filha, no ano passado. Um CD tocava ao fundo do bate-papo animado da festa e eu de repente me transportei na voz e na música que saia dos alto-falantes no meio de outros "alto- mais - falantes" que discutiam vários temas na sala. Eu confesso que ando sempre deslocado do que está acontecendo no mundo musical - e cada vez mais achando que não está acontecendo nada de novo porque o sistema apostou as fichas no pior, deixando de lado talentos raros e novos da MPB. No meio da minha viagem musical, já distante da festa, perguntei à minha filha quem era aquele cara que cantava aquelas músicas da jovem-guarda de forma moderna e tão bonita. Ela respondeu com bastante intimidade : - É o Zé Renato.
Caramba, minha filha é uma garota, não é da geração que curtiu o Boca Livre! Zé Renato começou sua carreira em 1977 no grupo "Cantares", quando ela nem era um esboço de um projeto de gente !!!! ??? E mais, a jovem-guarda deveria ser para ela uma espécie exposta num Museu de novidades. Bem, isso não vem ao caso, ela tem um gosto musical variado, curte pesquisar novos e velhos sons e pode tanto gostar de Bidu Sayão, como do último punk da periferia.
O que quero dizer é que hoje, passados alguns meses, resolvi ouvir esse CD - no meio de uma dura batalha contra os livros sobre a Globalização, neoriberalimo, estas mierdas e tentando entender as razões de como poderosas corporações conseguiram desempenho tão ruim na economia americana a ponto do Estado entrar na jogada.Essa crise que eu chamo de crash da farra do capitalismo financeiro, contradiz de certa forma todo aquele bla bla bla , todo aquele panegírico (não seria melhor panejerico?) da Sociedade de Informação e da importância estratégica da Tecnologia de Informação somado ao fabuloso sistema de comunicações que encontrei nos livros. Esse aparato todo não funcionou na hora do terremoto? Ou teve jogada? Tanta tecnologia para não captar os sinais que vinham como uma tsunami e não uma marolinha!!!??? E os analistas econômicos, andam sempre atrás do trio eletrônico. Só falam da crise depois que o elefante quebrou os cristais da sala da classe média???? Vou esperar o próximo filme do Michael Moore que diz que vai desmontar a patranha...Já estou eu me desviando do tema. O que a acontece é que ouvi maravilhado, aquele CD do Zé Renato -" É tempo de Amar" e o disco não para de tocar aqui em casa .
O CD é feito, como já disse acima, de lindas canções da jovem-guarda - aquelas simples canções que ele interpreta de maneira magnífica - com muita classe. No site de Zé Renato, (http://www.zerenato.com.br/) descobri um artigo do Nelson Motta que diz que a idéia desse disco foi dele : "Zé me pediu sugestões para um próximo disco e, com a bola quicando na área, chutei em gol: ah, faz um disco inteiro de grandes músicas da jovem guarda com esse tratamento instrumental e vocal sofisticado." (Leia o artigo inteiro no site do Zé que vale a pena) Ah, tem mais: na faixa "Eu Não Sabia Que Você Existia" rolam os auxílios preciosos de um violoncelo de Morelenbaum e da voz suave de Nina Becker que em dueto com Zé faz os corações se derreterem de emoção.
Pois então: só para dar uma idéia vou botar aqui a relação das faixas do CD:
1. É Tempo de Amar (Pedro Camargo / José Ari)
2. Coração de Papel (Sérgio Reis)
3. Eu Não Sabia Que Você Existia (Renato Barros / Toni)
4. Por Você (Vinicius de Moraes / Francisco Enoé)
5. Lobo Mau (Ernest Mareska / versão Hamilton di Giorgio)
6. Com Muito Amor e Carinho (Chil Deberto / Eduardo Araújo)
7. Não Há Dinheiro Que Pague (Renato Barros)
8. Nossa Canção (Luiz Ayrão)
9. Quero Ter Você Perto de Mim (Neneo)
10. Ninguém Vai Tirar Você de Mim (Hélio Justo / Edson Ribeiro)
11. Custe o Que Custar (Hélio Justo / Edson Ribeiro)
12. O Tempo Vai Apagar (Paulo César Barros / Getúlio Cortes)
13. A Última Canção (Carlos Roberto)
É uma beleza, o Botafogo pode até perder que não me incomodo!

10.5.09

Queremos Rubinho na frente!


Rubinho Barrichello precisa sair desse "karma" de ser o segundo homem da equipe. Seu momento é esse. Não deixe barato se o pessoal da Brawn estiver privilegiando o Button. Por que o inglês teve duas paradas e o "Barricha" três? Queremos Rubinho em primeiro. Ele é um bom sujeito, um piloto experiente, entende como ninguém a questão tecnológica dos carros da F1. não pode dar uma de Rimbaud e dizer:-"Por delicadeza perdi minha vida". O pessoal da Brawn tem que respeitar o sujeito, a carreira dele a sua história e sua luta. E os brazucas precisam deixar de lado essa coisa de sacanear o cara. Acelera Rubinho! Seu momento histórico chegou, é agora ou nunca!

8.5.09

"Brasileirão" no Prison Break?


Na Tereceira temporada de Prison Break, Michael Scofield está numa prisão chamada Sona no Panamá. Que na verdade deveria se chama "Zona", porque aquilo é o fim do mundo. A espelunca é tão braba que, numa rebelião, os presos tomaram conta de tudo, espalharam o terror a tal ponto que os carcereiros cairam fora e em seguida, os que ficaram vivos, pediram demissão. Nessa "temporrada" da série (que é muito boa, mas caiu de nível em relação às anteriores)o pessoal que escreve o seriado desrespeitou o bravo povo Panamenho. A série mostra um acentuado preconceito com os latinos e o pessoal do seu "quintal"- com sua cultura, e mesmo com suas instituições políticas. O Panamá parece ser a tal da "Zona". Mas o curioso e sensacional dessa terceira temporada é que aparece bem rapidinho, de relance mesmo, um jogo do Grêmio contra o Fluminense, provavelmente do "Brasileirão". A cena aparece na TV que "Lechero", o bam bam bam de Sona assiste com outros rapazes de boa família. Dá-lhe "Brasileirão"! ( O campeonato mais chato e longo que já vi na minha curta vida de crítico esportivo amador)
NR: 1- a terceira temporada teve apenas 13 episódios por causa da greve de roteiristas americanos de 2008.
2- Segundo o ator Wentworth Miller , que faz o papel de Michael Scofield, a prisão de Sona - que aí em cima eu disse que deveria se chamar "Zona"- foi inspirada numa prisão brasileira que parece ter sido dominada pelos presos numa rebelião e os guardas ficaram do lado de fora, só atirando naqueles que se aventuravam a fugir. Como se vê o Brasil está importando modelos para a ficção americana. A ação de toda essa terceira temporada que se pasa em Sona, foi rodada no Texas.
Miller deu essa informação na parte dos Bônus do DVD. Antes aparece a atriz cubana Danay Garcia que faz o papel da mocinha Sofia Lugo (namorada do enigmático James Whistler nessa temporada) muito deslumbrada, diz que ficou emocionada ao ser convidada para trabalhar em Prison Break, que não dominava muito bem o idioma inglês, mas que se ambientou muito bem na representação de um Panamá repressivo, pois lembrava muito a falta de liberdade que tinha na sua terra natal.
Minha vizinha chavista achou isso um desplante da cubanita.

25.4.09

Hoje Jô e Som Brasil - Tudo a ver







Hoje de madrugada a Globo tava tudo a ver. No programa do Jô uma sensacional entrevista com Ferreira Gullar, que é sem dúvida, um dos maiores poetas brasileiros. Depois veio o Som Brasil homenageando Tim Maia. A única coisa que continuo a reclamar é do horário deste programa na grade global. Caros amigos responsáveis pelo Plim-Plim, considerem que sexta-feira é o dia da moçada se espalhar na noite. A turma sai para tomar um chopp , jogar conversa fora, sair da panela de pressão do dia a dia. Quer dizer, quase não tem ninguém jovem em casa. Os coroas também saem, requebram os esqueletos nas casas de show e nas gafieiras, ou mesmo jantam fora, e ninguém está mais botando a mesa no quintal. Mas sinceramente, não tem quase ninguém em casa, até o cachorro e o gato dormiram. Isto significa que esse programa de alta-qualidade a esta hora não vai ter audiência. É claro que vai dar traço. Só os insones, como eu vão estar atentos para esse trabalho bem feito, bonito, com muito investimento e valorizando o pessoal novo da nossa música. Acordem amigos da Rede Globo, arranjem um novo horário na grade, um horário mais para o meio da semana e mais cedo, ou pelo menos arranjem um jeito de reprisar durante o dia.
Minha vizinha chavista não vai gostar nada nada deste post. Mas quando a TV faz alguma coisa boa a gente tem que elogiar.

2.3.09

Careca de saber


Queria avisar ao pessoal que divulga o Shampoo Esperança que eu não estou careca ainda e não preciso de seus efeitos miraculosos. Estou , isto sim, careca de saber que vocês dão um trato na calva do indivíduo portador de insuficiência capilar (para ficar no políticamene correto) incrementando a juba do sujeito. Portanto, percam a esperança de me vender esse produto e parem de me mandar spams e de entupir minha caixa de correio eletrônico! Vão plantar batatas, ou melhor, cabelos em outra freguesia!

25.2.09

Fogão - primeiro tempo


São 22 horas e alguns minutos - já ia perguntar se o Garrincha, ou o Roberto Dinamite ou o Zico perderiam o gol que Reinaldo perdeu diante de Fernando Henrique, o goleraço do Fluminense quando Fahel salvou a pátria e botou a bola no véu da noiva. Não sei como esse jogo vai acabar, mas o Reinaldo perdeu um gol que até minha avó faria, de bengala.

Salve o Salgueiro!!!!


Sempre tive muita simpatia pelo Salgueiro, cheguei a morar lá perto, via o morro da minha janela. Enfim terminou o império da Beija-Flor. Já estava ficando chato, ganhava todo ano. Pena que a minha querida Mangueira não conseguiu nada. Palmas para a Portela que enfim depois de muitos carnavais veio bonita como uma das grandes. Coitada da minha Mocidade Independente, quase cai - teve nota ruim até para a bateria nota 10 - que acho que foi uma nota injusta. (Alguém esteve surdo no desfile e não fui eu que não vi nada). Mas pelo que ouvi dizer e vi em replays Venceu a melhor e as outras fizeram um belo carnaval em tempos de crash, ( me recuso a usar crise - crise do sistema capitalista estamos vivendo desde a década de 70 - leiam Istvan Mèzaros e entendam o ciclo dessas crises- deixem de ser míopes e não entrem na onda do colunista de economia de plantão). Viva o Salgueiro, vivam as escolas de samba do Rio de Janeiro - inigualáveis!!!!

23.2.09

Carnaval: todo ano tudo igual (até que rimou!)


Não adianta, é carnaval e ele acaba entrando na nossa casa. Até que tentei ficar desconectado. Mas toda hora passa gente fantasiada na frente do Condomínio do Barulho. A vaca sagrada da minha vizinha chavista , (ôpa!) - desculpem, a vaca sagrada que pertence à minha vizinha chavista pasta tranquilamente no jardim do prédio. Nada de estacionamento, mas os "dalits" conseguiram empurrar o bicho para o jardim. Alguns mergulharam na piscina como no velho e bom Ganges e outros foram para o churrasco lá do salão de festas.
Fiquei com minha mãe olhando a rua, os dois sentados num banco do playground. Ela observou que todo ano é tudo igual. Achei esse pensamento profundo. E com isso na mente disse a ela que gostava daquela brisa eterna que nos refrescava a tarde. Ela para minha surpresa, concordou.

30.1.09

Bancarrota?


É todo santo dia, você abre um jornal, uma página de um portal de notícias da internet e está lá estampada a grande novidade: "Tal país demite milhares de pessoas".
Hoje é o dia do Japão, cujas empresas demitiram 27 mil pessoas.
Seria interessante para o jornalismo investigativo dar os números das pessoas que se beneficiaram na época que não havia a tal "crise". E para refinar a pesquisa, dar o número daqueles que atualmente se beneficiam da crise. Pois tem alguém ganhando nessa onda. É a lei do capitalismo, onde alguém perde, sempre tem alguém que está ganhando.
Jornalistas, mãos à obra! Deixem dar notícias de onde e o que estão fazendo Brad Pitt e Angelina Jolie, ou o que o Ronaldo (o fenômeno) anda aprontando nas boates do mundo.

19.1.09

Dois times , duas definições hilárias



São duas definições de times, o do novo Corinthians ressurgido das cinzas e do Botafogo, sempre meia boca. A primeira definição foi de um grande amigo meu, que não vou citar o nome porque ele trabalha na imprensa e eu não tive tempo de consultá-lo. Ele disse que com essas novas contratações, como a do fenômeno Ronaldo, a contratação de Souza e outras peças, o Corinthians está parecendo com o Cassino do Chacrinha, um show de variedades. Como disse o velho guerreiro, ele veio para confundir e não para explicar. Quem quer bacalhau????
A definição do Botafogo veio de um feirante que vende frangos e ovos aqui em na feira do Chorinho de Laranjeiras. Ele me disse que o Botafogo atual é um Big Brother, ninguém se conhece, e ninguém sabe nada dos caras. A gente vai conhecer com o andar do show. Tudo desconhecido querendo faturar algum dinheiro. No que isso vai dar, a gente não sabe. Possivelmente num Paredão. Pelo menos se arranjarem um goleiro, já vai ser uma grande coisa.