21.9.10

Leila Pinheiro, Nilson Chaves e Vital Lima no Sete nesta terça-feira - hora marcada com um Pará muito bem representado no Teatro Carlos Gomes


Sete em Ponto, no despertar da noite, é a hora marcada de um grande show nesta terça-feira, 21 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, reunindo três paraenses da capital e da melhor expressão na MPB: Leila Pinheiro, Nílson Chaves e Vital Lima ("flyer" acima)
       Projetada, em 1985, em festival da TV Globo, com o samba "Verde", de Eduardo Gudin e Costa Neto, Leila é, simplesmente, uma das maiores cantoras do país e soube firmar-se, ao longo dos anos de carreira, sem estardalhaço, no estrelato do canto popular mais apurado, vencendo a impressão equivocada daqueles que a percebiam, quando começou, apenas como um decalque de Elis Regina. Tem luz própria - e intensa - e pode ser ouvida, nos dois primeiros "links" abaixo, interpretando, ao piano, com delicadeza, "Serra do Luar", uma bela canção do compositor-cabeça paulistano Walter Franco, e, apenas com a voz sobre imagens do Rio de Janeiro, a leve e dançante "Coisas do Brasil", de Guilherme Arantes e Nelson Motta. Por seu turno, Nilson Chaves e Vital Lima, compositores e cantores de estrada bem percorrida em discos e shows pelo país e no exterior, também parceiros, podem ser vistos e ouvidos, respectivamente, em (3) "Da Minha Terra", de Nílson Chaves e Jamil Damous, e "Pastores da Noite", de Vital Lima e Hermínio Bello de Carvalho.
     ***

       http://www.youtube.com/watch?v=-QDw_tXTlNk&feature=related
 
       http://www.youtube.com/watch?v=4040vSfVmjE 
    
 
       http://www.youtube.com/watch?v=Caz-35MM6Nk
 
       http://www.youtube.com/watch?v=Id4hec8C3gc

Flagras literários

Quatro CDs Fundamentais de Neil Young são relançados


Boas notícias ,deu no Segundo Caderno de O Globo na semana passada que quatro discos fundamentais de Neil Young estão sendo relançados no Brasil. São os seguintes trabalhos relaçados : O CD que leva apenas seu nome ou seja- "Neil Young", "Everybody knows this is nowhere","After the gold rush" e "Harvest". Bela colheita da Warner vem em boa hora mostrar o talento desse gênio canadense para a moçada.
Veja matéria no seguinte link:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/09/13/os-quatro-primeiros-discos-do-cantor-guitarrista-neil-young-sao-relancados-no-brasil-917617091.asp
Ouça aqui "Cortez the Killer", a sua bela e triste canção, uma das mais pedidas em seus shows- e que consta do álbuns "Zuma" de 1975 e Live Rust de 1979.

20.9.10

18.9.10

Gerdal indica: Réus Confessos apresentam-se neste sábado no Teatro do IBAM - Humaitá pra peixe em praias vocais




Abaixo, repasso o recado do querido amigo e ótimo cantor Denilson Santos (foto acima) sobre apresentação, neste sábado, 18 de setembro, às 21h, do conjunto vocal Réus Confessos, criado em abril do ano passado, em final de minitemporada no Teatro do IBAM, no Humaitá. As imagens nos "links" abaixo, de um show natalino, já o mostram no espírito de uma proposta diferenciada no ramo - e bem interessante.
        
 
 
       http://www.youtube.com/watch?v=zPuHDNvu6PY&feature=related  ("Chorinho Natalino")
 
       http://www.youtube.com/watch?v=H3S6UT9qa90 ("Adeste Fidelis")

      http://www.youtube.com/watch?v=ygctmsVuqG0&feature=related ("Missa Kenya")

 
      http://www.myspace.com/reusconfessosoficial
      
Réus Confessos (grupo vocal) "Com a Boca no Mundo" - setembro/2010 no IBAM

Olá, amigos
 
Venho convidá-los para assistir ao espetáculo "Com a Boca no Mundo" do grupo vocal Réus Confessos, do qual faço parte.
 
"Sem ter pretensões de ser necessariamente política ou culturalmente panfletários, os Réus Confessos reuniram um repertório em que o tema do protesto - "colocar a boca no mundo" - é apresentado de diversas formas, sob óticas diferenciadas, apresentadas com muita energia, vibração e um toque teatral. A da mulher que pede respeito ao parceiro. A do sonhador que clama pela união entre os homens. A de pais a lamentar suas próprias ausências com os filhos. A de formação de nossa nação, no reconhecimento de brasilidade, atestados de suingue e cor de pele. Diferentemente de um mero recital de canto coral, o grupo propõe à platéia um divertido encadeamento de situações, conforme os números se sucedem."
 
Faremos uma minitemporada nos dias 04, 11 e 18/09/2010 às 21hs no Teatro do IBAM, que fica na rua Visconde de Silva, 157, Humaitá, Rio de Janeiro (RJ).
 
O IBAM fica perto do Espaço Cultural Sérgio Porto e da Casa de Saúde São José, mais exatamente em frente ao restaurante À Mineira do Humaitá. Segue link para mapa na web:

http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=ibam,+rio+de+janeiro&sll=-14.179186,-50.449219&sspn=72.363766,112.675781&ie=UTF8&hq=ibam,&hnear=Rio+de+Janeiro&ll=-22.958127,-43.198628&spn=0.002243,0.003439&z=18
 

14.9.10

Aviso aos Navegantes


Este blogue entrará num breve recesso para recarregar as baterias e volta logo logo...

Flagras literários

Programe-se: Homo deletabilis vem aí!


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13.9.10

Gerdal indica: Dôdo Ferreira e Adriano Souza, nesta quarta, em bar na Rua do Mercado - petiscos musicais servidos em horas felizes por contrabaixo


Cavando o "dim-dim" da sobrevivência com o "dum-dum" tirado no contrabaixo acústico, Dôdo Ferreira, também compositor, arranjador e musicoterapeuta, já tocou com muitos artistas esteticamente heterogêneos entre si, em leque amplo de trabalho muito bem realizado do erudito ao popular. É músico bastante atuante em musicais de teatro e dele me recordo, juntamente com o pianista Gabriel Geszti e o baterista Oscar Bolão, participando, em 2003, da reencenação por Stella Miranda da peça "Vamos Brincar de Amor em Cabo Frio", de Sérgio Viotti, montada primeiramente em 1965 e com "score" original de João Roberto Kelly - um compositor hoje muito pouco lembrado por suas bem-sucedidas trilhas para musicais de teatro (ainda o "score" de outra comédia, "Les Girls", por exemplo, alguns anos em cartaz, a partir de 1967, na Galeria Alaska, em Copacabana, com Rogéria, entre outros travestis), e, especialmente, tevê, como "My Fair Show", "Praça Onze", "Noites Cariocas" e "Times Square". O gente-boa Dôdo, que, em sua formação, tanto ouviu a matriz rítmica nacional quanto nomes estrangeiros do vulto de Charles Mingus, Duke Ellington, Horace Silver e B. B. King, dá prosseguimento, nesta quarta, 15 de setembro, das 18h às 21h, a temporada de "happy hours" no Casarão ("flyer" acima"), no Centro, com o ótimo Adriano Souza, ao piano, fundador do grupo instrumental Xekerê e com elogiado CD solo já lançado, "Tocando o Céu", em 2000. Eles tocam juntos há tempos, estão plenamente entrosados e, como observa Dôdo, já se entendem até mesmo por telepatia.    
       *** 
 
Pós-escrito: ao lado de Gabriel Geszti e João Cortez, Dôdo pode ser visto, "nos "links" abaixo, mostrando três de seus inspirados temas, nesta ordem: "Taipei, Taiwan", "Lígia, Lacan e o Amor" e "Débora Blues" 
 


     http://www.youtube.com/watch?v=3Q9m0I0aaFc
 
     http://www.youtube.com/watch?v=tG9z1y7E3mg&feature=related 
 
     http://www.youtube.com/watch?v=cLxMqs1xdWE&feature=related   

Flagras literários


(Clique na imagem para ampliar e ver melhor)

12.9.10

Flagras literários


(Clique na imagem para ampliar e ver melhor o cartum)

11.9.10

Reinaldo publica cartuns sobre noite de autógrafos


Já está nas livrarias o novo livro de cartuns do Reinaldo, cujo título é Noites de Autógrafos. Publicado pela editora Desiderata, reune desenhos sobre mais de 60 autores de vários estilos e épocas em forma de cartuns, que são acompanhados de textículos sobre vida e obra dos autores caricaturados.
Imperdível! Reinaldo é um grande talento do nosso humor gráfico que também contempla o grande público com suas atuações na troupe do Casseta & Planeta e seu grupo musical Companhia Estadual de Jazz.

Gerdal indica: César Nascimento e Maurício Tizumba presentes, no finalzinho deste sábado, na TV Brasil, em programa que os reúne pelo toque do tambor



Do querido e sacolejante amigo César Nascimento (foto acima) - talentoso compositor nascido em Teresina, como Torquato Neto, mas criado em Caxias, no Maranhão, estado do qual absorveu toda a riqueza das levadas percussivas (tambor de crioula, bumba-meu-boi etc.), já expressa em ótimos CDs, como os mais recentes "Serenin" e "Quero Fogo" -, recebo a informação de que estará presente, no finalzinho deste sábado, 11 de setembro, à meia-noite (portanto, comecinho do domingo), na TV Brasil (ex-TV E), em nível nacional, participando do programa "Musicograma". Nessa atração, o rufar do tambor e a presença marcante desse instrumento na música popular constituem o traço de união utilizado para, ainda que com distinção regional de timbre, aproximar César do polivalente belo-horizontino Maurício Tizumba (foto acima) - canta, compõe, toca, dança e representa -, que, desde menino, foi seduzido pelos ritmos que ouvia nos terreiros de congado do seu bairro de origem, Nova Esperança, sonoridades que realimentam com constância o seu trabalho e nele afirmam com ênfase a diversidade da tradição de origem africana em Minas Gerais.
       Nos três primeiros "links" abaixo, César Nascimento canta, de sua lavra, "Uma Mulher" - emendando com uma homenagem a Mestre Felipe, do tambor de crioula -, "Pescador de Sereia", música-título de um dos seus CDs, e "Reggae Sanfonado". Nos dois "links" finais, Maurício Tizumba canta, também de lavra própria, "Sá Rainha", composição que dá título a CD de uma excepcional artista mineira, Titane, e, à base de voz e tambor, faz par cativante com a fenomenal Fabiana Cozza.
       ***
       
     
       http://www.youtube.com/watch?v=h-ac4qLi1xA
 
       http://www.youtube.com/watch?v=MBam905gIqE&feature=related
 
       http://www.youtube.com/watch?v=4d70ydhONxs&feature=related
 
       http://www.youtube.com/watch?v=oNwtOrbl3ro&feature=related
    
      http://www.youtube.com/watch?v=93AFI5mKB6k&feature=related  

Flagras literários

10.9.10

Gerdal indica: Claudia Telles, Tavynho Bonfá e Paulinho Tapajós encerram, nesta sexta e neste sábado, ciclo de shows no Bar do Tom


Repasso acima "flyer" relativo a shows, no Bar do Tom, no Leblon, nesta sexta e neste sábado, 10 e 11 de setembro, respectivamente, às 22h, reunindo Claudia Telles, Tavynho Bonfá e Paulinho Tapajós. Uma "ação entre amigos", felizmente, sem nenhum dano social; pelo contrário, promove o bem-estar geral pelo prazer de ouvir e curtir a música de qualidade que cantam e compõem, cada qual com caminho percorrido, no nosso cancioneiro, com brilho e caloroso aplauso. Já não dizem mais a que vêm, mas a que vão. Satisfação garantida.     
        

Flagras literários

9.9.10

Gerdal indica: "Pixinguinha na Pauta", nesta quinta, no Teatro Carlos Gomes, destaca arranjos do mestre chorão para atração do rádio



Ainda anteontem, no feriado, eu recordava com o meu pai, Geraldo José, sonoplasta aposentado, o programa "O Pessoal da Velha Guarda", no ar de 1947 a 1952, que ele, então contrarregra da emissora que apresentava a atração, a Rádio Tupi, no Rio de Janeiro (só perdia para a Nacional em audiência), pôde acompanhar de perto, ao longo desses idos, no próprio auditório, em contato frequente com Almirante, no comando, e Pixinguinha, na direção musical. Também Benedito Lacerda, com a sua flauta histórica, entre outros músicos importantes, participavam do programa - observa o meu velho -, cujos arranjos, criados por Pixinguinha, motivam, nesta quinta-feira, 9 de setembro, às 20h, no Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, 19 - Centro), uma bela apresentação, com orquestra arregimentada para a ocasião, de lançamento do livro "Pixinguinha na Pauta" ("flyers" acima) - com textos de Bia Paes Leme, organizadora do projeto, da pesquisadora Anna Paes, do violonista Paulo Aragão e do irmão bandolinista Pedro Aragão (todos professores da Escola Portátil de Música, na Urca) -, acompanhado de 36 partituras desse gênio da MPB. Arranjos de Pixinguinha que, quanto à "velha guarda" do título do programa da Tupi, evocavam composições de fins do século XIX e começos do século passado, período em que se sedimenta, de modo plural - com choro, polca, maxixe, valsa, marcha, tango e "schottisch", por exemplo -, uma identidade rítmica para a nossa música popular.    
      O cantor e pandeirista Pedro Miranda, revelação carioca do samba bem-ajambrado, será o mestre de cerimônias do espetáculo em destaque, plenamente acessível ao bolso popular - R$ 10, a inteira, e R$ 5, a meia entrada. Juntamente com a Imprensa Oficial de São Paulo e a Prefeitura do Rio de Janeiro, põe-se à frente da iniciativa o Instituto Moreira Salles, a cuja guarda foi confiado pela família o precioso acervo de Pixinguinha, com centenas de fotos e recortes de jornais, troféus, medalhas, registros orais, documentos pessoais e uma infinidade de partituras, já digitalizadas e catalogadas.
      ***  
Pós-escrito: no "link" abaixo, sobre foto de Pixinguinha, ouve-se, da autoria dele, em gravação feita em 1940, o choro "Os Cinco Companheiros".
 

       http://www.youtube.com/watch?v=U6Qx7EOEs9E&feature=related    

Flagras literários

Programe-se: Lançamento de Como Perdi Meu Tempo - Autobiografia de Raúl Mateos Castell


Trata-se da interessantíssima autobiografia COMO PERDI MEU TEMPO, carregada de ironia e sacadas sensacionais, com um texto muito peculiar, narrando a vida do meu querido e generoso amigo Raúl Mateos Castell. O livro começa lá nas terras de Espanha nos idos da Guerra Civil Espanhola e desemboca no Rio Grande do Sul, se exila e cresce em São Paulo - entrelaça uma vida muito agitada, de militância, lutas e empreendimentos, com os últimos 50 anos da História do Brasil.
O título do livro já dá um toque da fina ironia do autor : Como Perdi Meu Tempo.
Vai ser lançado no Bar Canto Madalena - na Rua Medeiros de Albuquerque, 471, na Vila Madalena (ao lado do sacolão - só para dar um tom de que estamos falando de Sampa)
O evento vai rolar no dia 15 de setembro, a partir das 19 horas.
NR: Querido amigo Raul, se eu errei em alguma coisa neste "post, por favor faça a correção nos comentários ou por e-mail que eu emendo.
Todos lá!

8.9.10

Dica: Luiz Manoel e Zelito Medeiros tocam, nesta quarta, no Salsa e Cebolinha - uma gaita e um piano em viagem pela canção que atravessa o tempo


Em 1958, o sopro do amigo Luiz Manoel já se entrosava com os de Rildo Hora e Sérgio Leite no trio Os Malabaristas da Gaita, pouco após se ter feito notar, individualmente, no "Festival de Gaitas", da Rádio Globo, e no "Pescando Estrelas", da Rádio Mayrink Veiga. Figura bastante presente na noite carioca, com o seu indefectível boné, além da harmônica, ele, em registro documental no primeiro "link" abaixo, fala, com brevidade, em francês impecável (idioma natal da avó materna), da importância desse instrumento "inséparable" na sua vida - "mon moyen d`expression, c`est une façon de mon âme par la musique". Aliás, o apreço galófilo ligado à música popular tornou-o um apreciador e até mesmo cantor do repertório de Tino Rossi, Jean Sablon, Gilbert Bécaud e Charles Trenet, entre outros, trazendo da "douce France" deste último, ainda no primeiro "link", a lembrança da belíssima "Que Reste-t-il de Nos Amours". No segundo "link", pelo entendimento universal da música instrumental, toca "Samba de uma Nota Só", de Tom Jobim e Newton Mendonça, numa praça de Laranjeiras, juntamente com instrumentistas de um clube de bossa-jazz desse bairro do Rio.           
        Luiz Manoel, que costuma mesmerizar plateias com sua interpretação fora do comum para "O Trenzinho do Caipira", de Heitor Villa-Lobos, inicia nesta quarta, 8 de setembro, às 19h30, com outro amigo talentoso, o pianista Zelito Medeiros (este de ótimo CD independente já lançado, em 2002, "Boa Notícia"), uma temporada no Salsa e Cebolinha ("flyer" acima), no Centro, que terá como destaque a reapresentação que farão, a seu modo e com "feeling" integrado, de títulos marcantes da MPB, do jazz e do cancioneiro francês. Um piano e uma gaita afins e ainda conhecidos de outra empreitada cultural: a do "Cabaré Caruso", uma interessante proposta de espetáculo de variedades levada a efeito por seus criadores, os gêmeos desenhistas Chico e Paulo Caruso.
        ***

 http://www.youtube.com/watch?v=DM5kI4adZS0       
 
http://www.youtube.com/watch?v=C2-KB8kgca0&feature=related

Aquela noite em 67 foi do barulho!


Escrevo num só fôlego, acabei de chegar do cinema.(Desculpe se cometer alguma falha ou injustiça) Fui assistir "Uma noite em 67", documentário de Renato Terra e Ricardo Calil. Só digo uma coisa - é imperdível. Se você gosta de música, precisa assistir a esse documentário bem feito. Sempre acho que um documentário deveria situar historicamente os fatos ou eventos narrados - não precisa ser didático de maneira chata. Renato e Calil fizeram isso, de certa forma, não de maneira explícita, mas nos "entrefotogramas" . Confesso que já tinha lido uma boa crítica do jornalista Maucício Stycer , faz algum tempo, e ela me motivou para ver esse filme que me transportou para esta noite precisa - dia 21 de outubro de 1967,- época em que eu era um adolescente fascinado pelo turbilhão cultural que atingiu o pequeno mundo que eu frequentava, - as estações de rádio de Sampa, os shows musicais da TV (O fino da Bossa, Esta noite se improvisa), os filmes de Elvis Presley que passavam no Cine Vera, os discos dos Beatles que tocavam nos bailinhos, competindo com Ray Coniff. Nessa noite memorável eu assisti à final do III Festival de Música Popular Brasileira transmitido pela TV Record em Sampa. Me lembro que vi esse espetáculo pela televisão de um amigo, o Reinaldo, que jogava na linha do time da Paróquia comigo (apesar de recentemente ele não lembrar que jogava comigo) e que também curtia música - nesse tempo minha família não tinha TV e era costume a gente assumir a identidade de "televizinho" - que era o apelido que se dava àqueles que se juntavam na casas dos vizinhos que tinham TV como uma mini-platéia de cinema - numa espécie de comunidade - num saudoso momento de solidariedade eletrônica. Mas essa foi uma noite especial, pois a casa desse meu amigo não era perto da minha casa, juntou bastante gente para ver a contenda dos caras que estavam botando pra quebrar no cenário da música popular. Lembro que o festival acabou tarde e tive que voltar para casa quase beirando a meia-noite- coisa que não era comum naqueles tempos - e olhe que tive que atravessar o bairro inteiro por ruas que ainda não tinham sido contempladas pela iluminação pública.
O que permaneceu dessa noite, durante toda minha vida foi um conjunto de sensações que envolveram a música" Domingo no Parque" de Gilberto Gil e Capinam . Essa música verdadeiramente elétrica, foi defendida por Gil cantando junto com os Mutantes . (Um dia vou contar a história da vez em que carreguei a guitarra dos Mutantes - profissionalmente- é claro).
Percebi, hoje, que existe uma brutal diferença entre você ter vivido a história, mesmo como simples anônima testemunha - e a de assistir a um documentário de um fato que você não presenciou- é como é curioso ver esse momento que recuperado e ampliado para você. É difícil comunicar às pessoas que não viveram esse fato-evento-espetáculo, o que você sentiu. Hoje, no cinema, eu me vi de novo diante da tela (só que maior) assistindo tudo aquilo com uma emoção imensa, ainda perturbado, diante do que aquilo tudo. O que aquilo tudo significou? Aquilo que me impressionou e cativou no "som" novo de "Domingo no Parque" foi a letra de Capinam, composta como uma história contada de forma fragmentada e a música revolucionária de Gil - feito na medida para o som das guitarras elétricas dos Mutantes que mataram a pau com as guitarras distorcidas.
Cabe ressaltar, que nesse tempo, as guitarras elétricas eram absoluta novidade no território da nossa sensibilidade musical melancólica, dos acordes dissonantes de um samba de uma nota só e que naquela época se constituia uma ofensa ao panteon da MPB o uso de um amplificador Fender. Essa rejeição nativa desembocou em ardorosos artigos contra a eletrificação e passeatas reivindicando a abolição das guitarras.(Um fato curioso, o filme pega um flagra de Gilberto Gil em franca contradição como participante de uma dessas passeatas e depois no festival se apresentando com o auxílio luxuoso das guitarras elétricas dos Mutantes. Isso do Gil, vem confirmar um depoimento dele, em que fala mais ou menos isso: que o segredo é saber entrar e sair de todas as estruturas - um pensamento definitivamente moderno (se isso é possível).E olhe que a gente não sabia ainda que nos EUA, nas terras do velho Tio Sam, o movimento era o mesmo - o pessoal da música folclórica americana criticava de forma violenta um jovem de cabelos encaracolados e voz anasalada- que insistia em dizer que alguma coisa estava mudando.
"Domingo no Parque" era o pop-internacional se misturando com uma história prosáica de dois homens simples, trabalhadores que vão a um parque de diversões- e a luta que eles travam por causa de uma mulher - o que a crônica policial chama de o pivô do crime- Pois é, Gil narra um crime passional - e ao que parece os dois eram amigos. Aquela junção pop- com tema de bolero era muita novidade. A novidade estava na forma da narrativa e seus aditivos. Nem vamos falar de "Alegria, Alegria" que também concorria nessa noite. Alegria, Alegria que usa e abusa das colagens de imagens, (uma forma moderna , sem dúvida de tratar a poesia) também sobre uma "plataforma" tradicional de uma melodia típica portuguesa - como entrega Caetano no filme. Alegria,Alegria, é claro que também foi uma explosão, mas para mim, ela foi explodir algum tempo depois. "Domingo no Parque" explodiu a minha cuca primeiro.
Não sei se por algum tipo de manipulação midiática dos donos da bola da Record na época, e de alguns jornalistas, essa noite deixou a imagem de que nela ocorreu o antagonismo do moderno contra o tradicional na MPB. O que é uma imagem errada - já que todos alí apresentavam formas da modernidade. Não se pode dar grandeza a esta noite sem falar de Roda Viva que é obra de gênio e Ponteio. Chico e Edu Lobo fizeram duas obras potentes, modernas, que infelizmente ficaram marcadas como tradicionais, tamanha foi a onda que Alegria, Alegria levantou junto com Domingo no Parque, sacudindo o território da canção brasileira e construindo a base do o nascente movimento tropicalista - (que mais tarde se enriqueceria com o genial inventor Tom Zé e a poesia sacudida de Torquato Neto, mais a diabruras de Rogério Duprat que acabou de entortar o coro dos contentes). Justiça seja feita: temos que falar de Sergio Ricardo que é um grande compositor e que nessa noite teve que enfrentar as vaias que mostravam um pouco do espírito da época, uma raiva que pairava no ar, uma certa urgência e uma certa intolerância em relação ao novo. "Beto bom de Bola" era uma novidade muito complicada para a cabeça daquele povo que vaiava sem parar. Convenhamos que é uma música difícil de ouvir, apesar de se apresentar com roupagem quase de um "pagode" - conta a história do surgimento e decadência de um craque do futebol . O problema estava na música, no arranjo, não era fácil de ouvir - repito. Ao que me parece não tinha condições de enfrentar as locomotivas que Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano Veloso e Gilberto Gil tinham botado nos trilhos. Eram músicas que tinham algum tipo de apelo- eram novidades, eram modernas, mas tinham um apelo, um gancho qualquer que seduzia as massas, mesmo as pessoas que começaram a vaiar - estas logo foram dobradas e passaram a aplaudir, como Nelson Mota exemplifica no filme.
Já falei da complexidade do arranjo e agora falo sobre a empatia. Essa música de Sergio Ricardo estava deslocada alí. Havia uma torcida implacável que vaiava - até para estar na "moda", pois fazia parte do ritual essa coisa de vaiar algumas figuras naquele tempo. E parte da platéia cismou com Sergio Ricardo , que , ao que me parece, não teve muita paciência, e não foi simpático em nenhum momento - de certa forma provocou o público exigindo silêncio etc e tal e acabou quebrando o violão e jogando em cima da platéia - tá tudo lá documentado- ele grita: - Vocês ganharam! E quebra- que-te-quebra-violão! Acho que ele demorou demais nas explicações, diante do público que naquele momento se transformava em massa e portanto, só poderia ter um comportamento de massa contagiada. Pois ali o que ocorreu foi um fenômeno típico do comportamento de massa. A vaia - além de se constituir numa moda, era a expressão de várias coisas reprimidas nessa época triste do Brasil de quarenta anos atrás. E olhe que a noite longa de chumbo ainda estava por vir. A serpente ainda estava dentro do ovo Em síntese em 67 , havia muita coisa reprimida, mas havia também uma criatividade imensa, uma vontade , uma energia , lá sei eu que havia. Só me lembro que eu era adolescente e senti no ar aquele vento da mudança que o Bob Dylan cantou um dia.
Só que na sociedade de Bob Dylan (apesar da Guerra do Vietnam) e no resto do mundo a partir daquela época, principalmente em 68 e 69 a roda de Aquarius(*) ia na direção da luta pelas liberdades individuais diante do sistema - era um tal de paz e amor, protestos em todo mundo, enquanto aqui o pau comia na casa de Noca e no México com aquele massacre dos estudantes. Mas tinha muita gente boa, das classes médias que se preparavam para o milagre econômico - gente que ia para Bariloche comprar seus casacos de couro argentino na Calle Florida. Nada contra, mas o chamado "milagre econômico" que nos custou caro depois - foi a válvula de escape do regime de "dietadura". Era a época do Ame-o ou deixe-o, e aí a gente vai e ganha a copa do mundo em 70... Acho que me perdi...
Voltemos ao Festival. Uma coisa que notei, foi como se fumava naquela época! Cáspite!!! Todo mundo fumava desbragadamente, desde os repórteres, até os entrevistados , passando pelos papagaios de pirata. É muito engraçada uma cena em que Chico solta uma baforada na cara , não sei se de Randal Juliano ou Reali Jr. que junto com Cidinha Campos ficaram nos bastidores fazendo a entrevista antes e depois das apresentações dos candidatos. Não sei como não incendiaram o Teatro Paramount (local onde realizaram o festival no centro de São Paulo). Tinha gente fumando até no palco, no encerramento do show. Como os tempos mudaram!
Paradoxal (e Mauricio Stycer já tinha me apontado isso) é o comportamento de alguns participantes, entre eles Edu Lobo e Chico Buarque e um pouco Caetano Veloso nos depoimentos feitos agora , passados 40 anos e em comparação com o que manifestaram na época. Naquela noite, todos pareciam muito animados, nervosos - parece que foi numa noite quente - onde até Roberto Carlos estava meio grilado, ele que - como confessa- já estava acostumado com vários tipos de platéia - e como representante da Jovem-Guarda (os cabeludos etc etal) estava como um estranho no ninho, isto é, no meio das feras da MPB. Ele fica surpreso ao saber que existia até uma tropa de choque organizada para vaiá-lo. Pobre do Roberto, iria defender um samba! Mas é preciso se observar como ele canta bem, a canção sai tranquila de sua boca - de forma natural. O cara é bom intérprete pra caramba! Já era um grande cantor naquela época.
Gil e Caetano, olham para o passado com uma certa nostalgia. Apesar de Caetano falar num tom um pouco blasé da sua antiga Alegria, Alegria, é comovente o seu depoimento, quando ele fala da juventude e dos dias de hoje...
Mas, uma noite em 67 têm muito mais coisas: tem MPB4, Nara Leão, Marília Medalha (curiosa mulher- ótima cantora e compositora que deu uma banana para o sistema estelar daqueles tempos e fez apenas o que queria - e sumiu de repente e reapareceu depois junto com Vinicius numa carreira super-bacana), Os argentinos The Beat Boys, os depoimentos de Sérgio Cabral (pai), Nelson Motta e outros. Ah, Ferreira Gullar estava no júri.
O tema do filme é tão fantástico, que num determinado momento percebi que a platéia do cinema estava cantando as músicas que eram apresentadas na tela (principalmente uma chata sentada ao meu lado) .Isso mostra que aquelas canções permanceram, são imortais e o filme fez o grande favor de registrar aquele momento fabuloso em que elas brotaram...
(*) gosto de usar essa imagem que Elio Gaspari empregou no seu livro sobre o período autoritário em comparação com o que ocorria no mundo lá fora.
(se rolar mais alguma memória e "posto" aqui)
(imagens do filme você pode acessar no seguinte link

http://cinema.uol.com.br/album/uma_noite_em_67_2010_album.jhtm#fotoNav=1)
Para ver e ouvir Gil e os Mutantes no festival defendendo "Domingo no Parque" clique no link abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=Zbv3M-AdxC0

7.9.10

Flagras nada literários

Gerdal indica: Dom Onofre e seu conjunto, nesta terça, no Lapa na Pressão - o viajado trombone de pista anima a festa e convida para dançar




  "...Quem disse que o trombone estava ausente? Aí está Dom Onofre, que não me deixa mentir, mais presente do que nunca. E, quando prepararem o seu baile, não se esqueçam, por favor, de me convidar. Com um som desses, eu também quero dançar." (José Domingos Raffaelli, crítico musical)
 Anteontem, à tarde, caminhando pela Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, encontro o amigo Cláudio Matheus (contrabaixista e um dos jurados do desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro), acompanhado do baterista Zezinho Dias, filho do saudoso comediante Oscarito. Desse contato repasso a vocês uma dica interessante, informada pelo próprio Cláudio e dirigida, sobretudo, àqueles que querem dançar, neste feriado de 7 de setembro, ao som de boa música popular e de bons músicos: Dom Onofre (fotos acima, na segunda ao lado do flautista Edgard Gordilho e do pianista Hélio Brandão) anima a festa no Lapa na Pressão (na Av. Mem de Sá, 59/61, pertinho dos Arcos da Lapa), a partir das 19h. O Cláudio também está nessa, participando do conjunto que acompanha o experiente trombonista "de pista"..
       Integrando a Tabajara, com a qual tocou por duas temporadas no Cassino de Estoril, em Portugal, afora diversas apresentações em Paris, o também maestro e arranjador Dom Onofre é egresso de outras orquestras importantes, como as de Cipó e de Édson Frederico. A marca do seu sopro, entre outras atrações, fez-se ainda notar, no Rio, em "O Homem de la Mancha" e " Evita", musicais de grande público e destaque na imprensa. Nos "links" abaixo, ao lado ora do jovem Arimateia, ora do veterano Alexis Andrade, ao trompete, Dom Onofre tem ainda a companhia do baterista Alfredo Gomes, do saxofonista Peter O`Neil e dos já falecidos Helvius Vilela, ao piano, e Ênio Santos, ao contrabaixo. Jazzísticos, tocam "Cantaloupe Island", um clássico do pianista Herbie Hancock, e "Strutting with Some Barbecue" por ocasião de show no Centro Cultural Justiça Federal.
       ***
 
Pós-escrito: também com o Cláudio Matheus, Dom Onofre se apresenta toda quinta, às 20h, no Quiosque Drink Café Lagoa (quiosque número 5), na Av. Borges de Medeiros, s/n. 
 
      http://www.youtube.com/watch?v=rulsg0RWQ3g&feature=related
 
      http://www.youtube.com/watch?v=2jhePcJo02c

6.9.10

Micro teatro : "Tempo"



Um homem e uma mulher olham algo no horizonte - estão de frente para o público, o que quer dizer que o horizonte está além da última fileira de cadeiras do teatro

Homem - vai passar...

Mulher
- eu vejo, está passando...

Homem - passa...

Mulher- passou...

Homem- passado.

Mulher
- Estou passada!

Homem- Isso passa...

Mulher- Vai passar...

Homem
- eu vejo, está passando...

As luzes são repentinamente apagadas

Silêncio

Flagras literários


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5.9.10

Torcer pelo Palmeiras - que tristeza!


Eu falo aqui do que fico sabendo pelo noticiário, pois não assisto mais aos jogos do Palmeiras enquanto ele não tiver um time. Com Felipão e tudo, soube que o Palestra tomou uma sova no dia do aniversário do Clube de Parque Antártica. A festa estava pronta, torcida animada e o time não corresponde em campo.
Hoje me inteirei de que o time começou ganhando por 2 a O com Marcão em campo. Bastou ele sair para o time tomar de virada do Cruzeiro (que também já foi Palestra Itália antes da segunda Guerra Mundial). Dizem que a culpa não foi do Deola. Pelo jeito vou continuar a não assistir aos jogos para não sofrer um enfarte (ou será infarto de infarctus - como no latim ?). Acho que o Palmeiras tem que montar um time. Não adianta chamar um ou outro jogador de destaque na mídia - precisa construir um time com um padrão de jogo que funcione - que não marque bobeira e que tenha um meio campo criativo e uma boa defesa. Pelo jeito, não temos defesa. Palmeiras hoje é indefensável.

Flagras literários


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4.9.10

Gerdal indica: Claudio Roditi e Roberto Sion em raro encontro, neste sábado, no Lapinha - "all that jazz" por sopro brasileiro de ar internacional



Especialmente para os jazzófilos residentes no Rio de Janeiro ou que estão aqui a passeio, um grande e raro encontro está marcado para este sábado, 4 de setembro, no Lapinha (Av. Mem de Sá, 82 - sobrado - Lapa - tel.: 2507-3435), a partir das 22h30, entre o carioca Claudio Roditi e o santista Roberto Sion (fotos acima). Um deslumbramento instrumental a soprar excelência na emissão de cada nota, pois ambos são internacionalmente conhecidos e admirados. Integrando nos anos 60 o conjunto de Ed Lincoln, Claudio Roditi está há 40 anos radicado nos EUA, aonde se dirigiu inicialmente para estudar na Berklee School of Music, em Boston, até consolidar carreira de prestígio, caindo nas graças de medalhões do jazz, como Dizzy Gillespie - em 1992, um ano antes da morte deste, Roditi foi um dos sete trompetistas de renome mundial a gravar, no Blue Note, um CD em homenagem a ele, "To Dizzy with Love" - e Paquito D`Rivera, saxofonista e clarinetista cubano com quem tocou amiúde nos albores dos anos 80. Há quatro anos, por iniciativa de um produtor suíço, Jacques Muyal, que veraneava na antiga capital federal e já o conhecia, teve um dos ensaios que aqui fazia com os colegas do Rio Quinteto - o baterista Pascoal Meirelles, o baixista Sérgio Barroso, o saxofonista Idriss Boudrioua e o pianista Dario Galante - transformado em CD ora lançado pela Biscoito Fino, de título "Impressions", certamente um "giant step" na discografia inspirado pelo gênio de John Coltrane.     
        Roberto Sion, por seu turno, com 14 anos de idade fazia, ao saxofone, o seu primeiro concerto e já se apresentava na Rádio Cacique, na cidade natal, tocando com o violonista Antonio Rago e seu famoso regional. Formou-se, 11 anos depois, em Psicologia pela Unicamp, mas, percebendo em si a música como um clamor indeclinável, também foi para a Berklee, incentivado por outro virtuose, o amigo pianista Nelson Ayres (com quem, aliás, divide um belíssimo elepê gravado em 1983 pelo Estúdio Eldorado, com primorosa regravação do clássico "Conversa de Botequim"), onde estuda arranjo e improvisação e tem contato com grandes mestres, como Lee Konitz, Damiano Cozzella e Joseph Viola. Saxofonista, flautista, clarinetista, compositor, professor e arranjador, Roberto Sion vem desenvolvendo, há mais de dez anos, um trabalho apreciável como coordenador pedagógico da área de música popular da Universidade Livre de Música, na capital paulista, onde mora, além de maestro da Orquestra Tom Jobim, formada por jovens cujas idades vão dos 14 aos 20 anos, a qual se revelou ao público pela primeira vez, em 2001, no Festival de Campos do Jordão, acompanhando a cantora Elza Soares.  
      ***  
     
Pós-escrito: nos "links" abaixo, 1) jazz moderno com Claudio Roditi e o laureado colega cubano Arturo Sandoval; 2) Roberto Sion, ao sax, com a orquestra Tom Jobim; 3) Roberto Sion, novamente ao sax, e Hélio Delmiro tocam o "standard" "A Night in Tunisia" (mais Sidiel Vieira, ao contrabaixo, e Victor Cabral, à bateria); 4) em imagens originalmente feitas em VHS, Roberto Sion e os demais integrantes do referencial Pau-Brasil - entre eles, Nelson Ayres, ao piano, e Paulo Belinatti, à guitarra - tocam "Caminho de Casa", linda composição de Nelson.  
 
 
       http://www.youtube.com/watch?v=d2R6qcZXvIo&feature=related      
 
       http://www.youtube.com/watch?v=S5bpV4t1VU0
 
       http://www.youtube.com/watch?v=ln53Ny4F9es&feature=related
 
       http://www.youtube.com/watch?v=NWYph_pFqqg

Flagras literários


(Clique na imagem para ampliar e ver melhor o cartum)

3.9.10

Máscaras & Moda na D!versa + Comparsaria no Evento Portas Abertas de Santa Teresa


A exposição estará com as portas abertas na Rua Paschoal Carlos Magno, nº 73 no Largo dos Guimarães (próximo ao bar do Mineiro) em Santa Teresa, do dia 4 a 14 de setembro.
Luiza que faz umas belas máscaras da linha C'est moi! estará presente junto com o trabalho da D!versa e outras marcas do balacobaco de Santa.
Todo mundo lá!
(Clique na imagem para ampliar e ler melhor)

Gerdal indica: José Staneck e o Duo Santoro fazem viagem musical pelo Brasil, nesta sexta, em duas bibliotecas públicas do Rio (grátis)


Daqueles músicos "anfíbios", com desenvoltura tanto na pauta erudita quanto na popular, o gaitista carioca José Staneck participa, nesta sexta, 3 de setembro, em dois horários distintos - um matinal e o outro vespertino -, de relevante atração de caráter camerístico que extrai do Brasil atemporal o mote para um passeio musicado ("flyer" acima). Juntamente com os gêmeos violoncelistas Paulo e Ricardo Santoro - do Duo Santoro -, filhos de Sandrino Santoro, uma autoridade em contrabaixo no país, José Staneck, que foi aluno de Maurício Einhorn, estará em duas bibliotecas distantes entre si no Rio de Janeiro dando consequência natural a uma carreira em que já se apresentou como solista em diversas orquestras; participou de trilhas cinematográficas de valor, como a de "Os Desafinados", filme de Walter Lima Jr.; foi diretor, por muitos anos, da Musiarte - Curso Integrado de Música; e, com Sheila Zagury, ao piano, e Ricardo Santoro, forma o Harmonitango, dedicado a outro passeio inspirado: pela obra de Astor Piazzolla, com influência do jazz e da música de concerto. Entrada franca. 
         *** 
Pós-escrito: nos "links" abaixo, 1) José Staneck toca peça clássica com formação orquestral; 2) toca "Ponteio", de Edu Lobo e Capinam, pelo Bluesmenau; 3) toca "Mourão", de Guerra-Peixe, com os canadenses da orquestra de câmara I Musici; 4) "Lua Branca", valsa de Chiquinha Gonzaga, pelo Duo Santoro.           
           
http://www.youtube.com/watch?v=ZIHF5-sRiQ0&feature=related
 
           
http://www.youtube.com/watch?v=Cvz9JFk5FJo
 
           
http://il.youtube.com/watch?v=iARJfNqfTME&feature=related
 
           
http://www.youtube.com/watch?v=C1UK46iK_Nw

NR: Clique no flyer acima para ampliar e ler melhor

Micro Teatro : "Dor"



Uma mulher e um homem no palco - luz sobre eles, o resto é penumbra

Mulher
-(Está deitada, com o corpo encolhido em posição fetal com a frente do corpo virada para a platéia . Ela demonstra sentir dor) (Murmura uns ais e fala com dor: - Como chegamos até aqui

Homem - Pagando micos, ora!

Mulher- Eu cheguei com muita dor...Ai ....(ela se contorce)

Homem
- Sim, com muita dor... (ele parece não se importar com a dor dela)

Mulher
- Faça alguma coisa, estou sofrendo/ Grita: Aíiiiiiiiii!!!!! (aperta o ventre)

Homem- A dor faz parte do viver. Parirás com dor já disse alguém (aponta para cima)

Mulher
- Você não sente a minha dor, é incapaz de senti-la - (continua a gritar e se contorcer)

Homem-( se dirige ao diretor na platéia) Olhe, não quero dar pitaco nessa peça, mas se ela continuar com essa pantomina o público vai desistir do espetáculo. É muito ruim ficar assistindo dor dos outros

Diretor
- Experimente ajudá-la!

Mulher
- Sim, sim, não fique aí teorizando sobre a dor, me ajude que eu não estou aguentando...Aiiiii! (Continua a se contorcer e apertar o ventre)

Homem
- Vamos por partes: Dói aonde?

Mulher
- Meu ventre, parece que vai se romper, sinto agulhadas ---- Meu Deus, acho que vou desmaiar, que dor!!!!!

Homem
- A senhora comeu alguma coisa estragada?

Mulher
- Não sei, não sei, me ajude...

Homem
- (Enfim tocando a testa da mulher) A senhora está suada, e seu corpo parece frio, que estranho!

Mulher
- (sempre falando com a fala atravessada pela dor) : Isso me anima muito, o senhor é muito gentil...Que dor do cão!....

Homem
- A senhora por acaso está com alguma doença grave, um câncer, por exemplo?

Mulher
- Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas? Estou com dor, só isso....(continua a se contorcer e gemer)

Homem
- Confesso que estou incomodado com seu estado, minha senhora, mas sinto que nada posso fazer diante de seu caso. Acho que devo procurar ajuda...Quem sabe encontro um médico!?

Mulher
- Não, não me deixe só...por pior que seja sua companhia....AAiiiii!!!!! Maldita dor, por que não passa? .....

Homem- Se eu fizesse uma massagem no seu ventre?

Mulher- Não, não me toque, dói demais! Aiiiii.....

Homem- Estou começando a ficar desesperado, não sei como ajudá-la, sinto muito...

Mulher
- Segure a minha mão.

Homem
- Só isso?

Mulher
- Sim...sim...(seus gemindos vão diminuindo - ela parece se acalmar)

Homem
- Vai passar, vai passar...

Mulher
( depois de algum tempo - se levanta) Passou, a dor passou!!!!

Homem- (Enquanto ela exulta, ele cai de joelhos e depois se deita, e começa a gemer, apertando o ventre)

-Aiii, que dor!!!! A senhora me contaminou!!! Faça alguma coisa, estou sofrendo! (Grita: Aíiiiiiiiii!!!!! (aperta o ventre)

Mulher- A dor faz parte do viver...A mim coube parir com dor...

Homem- Você não sente a minha dor, é incapaz de senti-la - (continua a gritar e se contorcer)

Mulher- Agora o senhor está me copiando! ( se dirige ao diretor na platéia) Olhe, não quero dar pitaco nessa peça, mas se ele continuar com essa pantomina o público vai desistir do espetáculo. É muito ruim ficar assistindo dor dos outros

Diretor
- Você tem razão. Como é difícil assistir a dor dos outros, mesmo não sentindo a dor que eles sentem...A dor dos outros incomoda...

Homem- Não fiquem aí teorizando sobre a dor, me ajudem que eu não estou aguentando...Aiiiii! (Continua a se contorcer e apertar o ventre)

Mulher e Diretor- Sentimos muito, somos solidários com sua dor...Poderíamos ficar aqui citando lugares comuns, falas estereotipadas para mostrar o quanto nos importamos com você , mas combinamos de jantar esta noite - você sabe como é , tome um analgésico, faça ioga, procure respirar...isso passa!

(Fecha o pano)

2.9.10

Gerdal indica: Saxofone, por que ris? - Nailor Proveta reverencia o instrumento em CD lançado nesta quinta em show gratuito no BNDES



Natural de Leme (SP), Nailor Azevedo (foto acima) tinha 17 anos quando, por ser o mais jovem integrante da orquestra de baile de Sylvio Mazzucca, recebeu o apelido de Proveta - coincidentemente, chegou a Sampa por ocasião do primeiro bebê assim surgido no nosso planeta. Aplicado, estudioso, perfeccionista, Nailor trazia consigo sólida educação musical simbolizada pelo coreto da cidade natal (inspirador do penúltimo CD, "Tocando para o Interior", do selo Núcleo Contemporâneo), no qual, ainda menino, filho e neto de instrumentistas, tocava clarinete como integrante de banda. Soprista bastante requisitado para estúdio e show por diferentes artistas, além de referência na atualidade instrumental do país, é ao saxofone - alternando tenor, alto e soprano - que presta a sua homenagem no novo CD, da Acari Records, em produção conjunta e caprichada com os violonistas Maurício Carrilho e Paulo Aragão. "Brasileiro Saxofone" é a grande atração deste 2 de setembro, pelo Quintas no BNDES, no auditório dessa instituição, a partir das 18h ("flyer" acima), quando o idealizador, líder e arranjador da Banda Mantiqueira certamente viverá momento memorável ao lado de outros músicos talentosos e de elevado preparo, como os já citados. Entrada franca
        *** 
Pós-escrito: nos "links" abaixo, 1) muito bem acompanhado, Proveta toca "Cochichando", de Pixinguinha; 2) em Floripa, no palco, toca com um destacado bandolinista local, Geraldo Vargas; 3) ainda em Floripa, ao ar livre, além do mesmo Geraldo, tem a companhia de outros músicos catarinenses. Participação especial de Yamandu Costa.  
 
 
           http://www.youtube.com/watch?v=UjC090bFDbA&feature=related
 
           http://il.youtube.com/watch?v=YWOBLiqxNNo&feature=related
 
           http://www.youtube.com/watch?v=sEkDFgIQ8kU&NR=1

Flagras literários


(Clique na imagem para ampliar e ver melhor)

1.9.10

Flagras literários

Rui em dois shows no mesmo dia



Meu amigo Rui de Carvalho está demais, junto com Samba na Cabeça e Zé Arnaldo Guima se apresenta de dia na PUC- Anfiteatro Junito Brandão e de noite no Petit Paulette que fica próximo à Praça da Bandeira.
(Cliquem no primeiro e no segundo flyer para ampiar e ler melhor)