
"Poema" de Paulo Leminski publicado na revista IMÃ editada em 1989/90 entre Vitória e Rio de Janeiro por Sandra Medeiros com Edição Gráfica comandada por ela e Ivan Alves - as ilustrações foram feitas por este blogueiro que vos fala e Barrão.
Nota da Redação: Tenho insistido com Sandra para lançar a IMÃ virtual, mas até o momento acredito que ela ainda defende o papel como suporte do verso. E isso pode ser uma mentira minha...ou não.
5 comentários:
acho que ele quis dizer que a chuva é enviada. a chuva enquanto presente e benção, dom: basta pensar na fonte da nossa energia mesma e nas plantações e na pecuária extensiva; sem chuva e s. Pedro (que não estava do lado do FH, vide Apagão) nada existe. quando carta vira orvalho de maná.
Mil interpretações existirão meu caro Zé sobre estas poucas linhas do Leminski. A gente é assim mesmo, lendo atrás das linhas coisas ocultas, arcaicas, raízes do verso. "O que mandou?" pode querer dizer "Quem mandou você escrever numa época de chuva" E a chuva aí seria metafórica? E se não deu para ler porque a chuva molhou a tinta e não era de esferográfica, pois esta não sai e tem por nome bolígrafo tanto em Havana como em Santiago de Cuba e eu fiquei devendo a um homem de uma só mão que me vendeu um livro sobre a história da ilha até o "triunfo da Revolução" como eles designam a época em que Fidel e seus companheiros tomaram a cidade que antes teve uma muralha e suas portas e foi muitas vezes invadida e os furacões, ciclóns que vivem a perturbar a vida dos cubanos...bem aí foi a carta de Leminski parar no Malecón, levada pelo vento que vem do Golfo se arrastou até uma poça de água salgada...Peraí que o bloco tá na rua e lá vou eu Zé, inté mais...
Um abraço
uma cidade com muros e portões que apontam para os cardeais pontos, não se encontra com facilidade. vc já falou nisto como costume espanhol: sábia gente. Para cada ponto uma casta, raça, no sentido antigo da sociologia.
Caro Zé, cidades espanholas, planejadas desde a Plaza de Armas até a menor ruela. Os espanhóis tinham um plano de colonização. Um modelo. Que disse isso foi o grande Sérgio Buarque de Holanda. Lisboa tem uma cidade moura invisível dentro dela e estou descobrindo com Saramago - ela foi um dia visível com seu almuadem acordando o seu pessoal para orar.Isso está no livro História do Cerco de Lisboa. Neste livro, além da história que é muito criativa tem o maravilhoso domínio da língua portuguesa (de Portugal- conforme determinação do seu autor) e como é bonita quando bem escrita. Grande Saramago, e tem gente que não considera ele um dos maiores escritores da literatura mundial. Abram os olhos. Cuidado com cegueira!
Um abraço
Li a história do cerco de Lisboa primeiro em Alexandre Herculano, historiador grande português do séc. XIX: Saramago reconta com jeito moderno. A União Ibérica. 'Hiber' aí tem sentido de Oeste se não me engano: há um quê de Hebreu. Com trocadilho em hebraico.
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