27.3.17

Ilustração "Sinuca"

Do fundo do baú: Geometria da malandragem. Grafite sobre sulfite, só pra rimar...
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24.3.17

Caricatura de James Joyce num dia ruim para Mr. Bloom

Do fundo do baú: Ilustração com caricatura de James Joyce. Esta é uma das ilustrações em que fundi desenho com colagem. Gostaria de ter feito mais isso na imprensa.
Mr. Bloom, protagonista de Ulisses, está na cena, acho, com uma gripe das brabas. Técnica: traço em nanquim e cor aplicada com pastel seco + colagem.
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23.3.17

Caricatura do filósofo György Lukács

Do fundo do baú: Caricatura do filósofo György Lukács (1885-1971), um dos maiores intelectuais húngaros, aquele desenvolveu o pensamento de Marx, expandindo esse conhecimento até fundamentar a construção de uma Estética marxista.
Em 1923 começou essa caminhada ao publicar um livro fundamental: "História e Consciência de Classe", que explora e expande o conceito de "alienação"- debatendo a concepção de "ideologia" - "falsa consciência", "reificação" e enfim "consciência de classe". Vou parar por aqui, quem pode falar com propriedade sobre esse assunto é meu amigo, o professor Carlos Eduardo Jordão Machado que lançou recentemente o livro "Um capítulo da história da modernidade estética" – 2ª edição", (Editora Unesp) veja capa do livro abaixo.
Só sei que meu exemplar de "História e Consciência de Classe", acredito ter perdido na bagunça de minha biblioteca , ou talvez emprestei para alguém, que perdeu o bonde da História e não teve nenhuma classe para me devolver o livro.

Mas tenho lá na estante ainda : "Prolegomenos a una estetica marxista (sobre la categoria de la particularidad)" e "Estetica 1 - La peculiaridad de lo estetico - questiones preliminares y de principio" , livros publicados pelas Ediciones Grijalbo de Barcelona /México DF (1966). Estudo de vez em quando também "Realismo Crítico Hoje" (com preciosa introdução de Carlos Nelson Coutinho), publicado pela Coordenada Editora de Brasília Ltda em 1969.

Vou cometer uma heresia e relatar a história curiosa que um colega sociólogo, certa vez, me contou, envolvendo esse magnífico pensador. Disse me ele que conheceu um professor que rumava para uma país do leste europeu (acho que Hungria) a fim de participar um colóquio sobre "Estética" Nessa época ainda existia a URSS, a História era construída pela luta de classes e servia-se uísque nos aviões.
Acontece que o intelectual em questão sentou ao lado de uma bela moça, muito interessante e que por acaso, também estava rumando para um encontro que trataria de questões estéticas. Ele então se entusiasmou todo, nem percebeu que o avião havia decolado e começou a falar das teorias de Lukács etc e tal…Com o passar do tempo notou que a moça foi murchando, olhando para ele de maneira estranha, enquanto todo pimpão, ele se inflamava em raciocínios pra lá de dialéticos…
Resolveu então perguntar se ela estava passando mal, se havia algum incômodo em discutir esses assuntos complexos nas alturas em que o avião voava, ainda mais com os frequentes solavancos de uma turbulência sem fim.
Ela respondeu que não e acrescentou estar acostumada aos percalços das viagens aéreas, pois vivia participando de exposições de produtos de estética, em diversos países. Foi aí que ele percebeu que a moça, na verdade era esteticista - entendia pacas de cosméticos e tratamentos de beleza mas não estava compreendendo patavinas daquele papo cabeça. Estranha coincidência, mas o meu colega afirmou que a história era real. Afinal, o que é o real, nesse mundo pós-tudo? (outro dia conto outra história que também envolve o grande Lukács e um ator brechtiano numa lanchonete paulista dos anos 70).

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18.3.17

"Tudo errado!" é o livro

Tudo Errado! é um livro interessantíssimo. Narra a experiência do documentarista carioca Raphael Erichsen, que rodou um terço da superfície terrestre num carro "detonado"(comprado no Ebay, junto com outros dois amigos), em 2012, num tumultuado "Rally Mongol" (Que vai de Londres a Ulan Bator - capital da Mongólia).
Um aperitivo para ler o livro que conta essa essa aventura você pode acessar no link: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2017/03/noticias/cidades/4032949-uma-coisa-que-aprendi-com-a-experiencia-foi-a-parar-de-tentar-assistir-ao-mundo-atraves-da-cnn.html
Ah! O livro foi lançado ontem (dia 17 de março) no Rio, e não consegui noticiar a tempo porque estava viajando, fora do alcance de computadores.
De qualquer forma, fica aqui o registro desse livro extraordinário, que se encontra nas boas livrarias.
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15.3.17

Caricatura de Villa-Lobos

Do raso do baú: Gosto muito desse desenho, que foi feito para ilustrar a camiseta de um bloco do Rio de Janeiro que homenageou o genial maestro Heitor Villa-Lobos num carnaval recente...
Infelizmente o bloco saiu sem ele...Acho que o trenzinho caipira atrasou...
Bola pra frente!
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13.3.17

Velha ilustração

Do fundo do baú: ilustração de crônica do old JB. Técnica ecoline e aquarela com leves traços de lápis de cor.
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11.3.17

Retrato de Cacaso

Do fundo do baú: retrato, num traço rápido, de Cacaso (Antônio Carlos de Brito- 1944 -1987), nosso poeta (letrista e professor) que partiu tão cedo. Soube que ele também brincava na área do desenho: diz a lenda que cometeu algumas caricaturas de políticos que foram estampadas em jornais.
(Em 2002, foi publicada sua obra completa com o título "Lero Lero" contendo seus livros de poesia, suas letras e material inédito). Esse desenho, na verdade, foi feito em dois pedaços, diagramados, cada um de um lado da página do jornal, com o texto passando por dentro. Consegui achar esse pedaço, remexendo no baú. O outro, eu não sei onde foi parar. Minha mapoteca está um caos. Técnica: usei o conta-gotas do vidro de nanquim para fazer o traço.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
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9.3.17

Caricaturas de Putin e Iéltsin

Do fundo do baú: Apesar do Carnaval já ter falecido, aí vão as caricaturas de Vladimir Putin (1952- ) e Boris Iéltsin (1931-2007), numa fantasia de Matrioska.
O primeiro está atualmente sob os holofotes da mídia internacional , como classifica a rede social Facebook, está"em um relacionamento sério" com Donald Trump e o segundo, o irreverente Iéltsin, acho que ninguém lembra mais quem foi.
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6.3.17

Caricatura de Günter Grass e ilustração de sua obra "O Tambor"

Do fundo do baú: Ilustração para matéria de jornal que falava de "O tambor", livro do autor Günter Grass (1927 - 2015), que aparece aqui também numa caricatura.
Pode-se dizer que Grass brincou em quase todas as artes: foi romancista, ensaísta, dramaturgo, poeta, ilustrador, artista plástico (escultor).
Manteve voz ativa, como intelectual "de intervenção", influenciando a vida pública alemã. Em 1999 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.
"O tambor" também se transformou em 1979, num magnífico filme de Volker Schlöndorff, que teve pitacos no roteiro feitos por Grass e contou com o auxílio luxuoso de Jean-Claude Carrière e Franz Seitz.
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4.3.17

Ilustração antiga

Do fundo do baú: Ilustração de crônica de jornal.
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3.3.17

Retrato e caricatura de John Updike

Do fundo do baú: Retrato e caricatura de John Updike ( 1932-2009). Autor de ficção, poesia , teatro e crítica literária, conhecido pela saga do "Coelho" ("Coelho Corre", "Coelho em Crise", "Coelho Cresce" e "Coelho Cai"). Nesses livros ele narra a evolução de seu personagem Harry "Rabbit" Angstrom, jogador de basquete e as mudanças da cena americana.
É o autor do romance "As bruxas de Eastwick" e também uma série de livros sobre o personagem Bech, um escritor nova-iorquino que cai nas graças do leitor mas é odiado pela crítica.
Na sua imensa obra, cometeu uma adaptação do o clássico "Tristão e Isolda" para o cenário tropical em "Brazil".
Dele só li "Coelho Corre" e "S", um livro que conta de forma irônica a procura pela iluminação de uma americana cansada de sua vida de classe média. Essa senhora entra para uma organização mística de um guru hindu de nome Arhat e vive num "ashram" do Arizona.
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2.3.17

Caricatura de Umberto Eco

Do fundo do baú: Caricatura de Umberto Eco (1932-2016), entre a Semiótica e o "Pêndulo de Foucault"
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28.2.17

Caricatura de Nelson Rodrigues

Do fundo do baú: Recuperei esse traço da caricatura de Nelson Rodrigues, que paradoxalmente, continua atual.
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27.2.17

Spock "entrou numas" de Gulliver?

Do fundo do baú: Ilustração (que publiquei no old JB) para os fãs de "Jornada nas Estrelas" (Star Trek) . Confesso não saber por que o híbrido Vulcano+Humano Spock está amarrado aí, com vários "Spockinhos" ligados a ele por meio de computadores. Será que era uma matéria sobre os chamados "fans-fiction"? Li, que o criador de "Jornada nas Estrelas", Gene Roddenberry se baseou em Jonathan Swift, no livro "As Viagens de Gulliver". (Acho que essa imagem de Spock amarrado lembra uma cena dessas viagens "gulliverianas"). Que viagem!!! (Técnica: nanquim e ecoline pincelada sobre papel Schoeller Hammer previamente "pulverizado" com o fixador "Crill Over" - acho que esse era o nome desse fixador para uso em desenho feito com carvão e pastel seco).
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24.2.17

Retrato de Jürgen Habermas em dois tempos

Do fundo do baú: retrato de Jürgen Habermas (1929 - ) em dois tempos. O filósofo e sociólogo alemão ( ligado à Escola de Frankfurt - foi assistente de Theodor W. Adorno ) é autor de duas obras (entre outras muitas) fundamentais para a reflexão acerca do exercício democrático:"Mudança Estrutural da Esfera Pública" (1962) e "Teoria da Ação Comunicativa"(1981). Deve-se a ele os conceitos de "ação comunicativa" e "razão comunicativa". Acredito que deve ser um bom papo!
Um jornalista, meu amigo, veterano das trincheiras de redação de jornal, que um dia caminhou com Habermas pelas ruas do Rio, enquanto fazia uma entrevista , me disse que o pensador alemão ficou fascinado por ter encontrado tipos humanos tão diversos nas ruas, que pareciam pertencer a momentos históricos distintos
. (Homens de um passado remoto e seres antenados ao século XXI, que naquela época se aproximava na velocidade de um big meteoro).
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17.2.17

Poster do filme "O Gato de Havana"

A designer Julia Liberati fez um lindo poster para o filme/documentário O Gato de Havana, dirigido por Dacio Malta.
Esse é o primeiro longa da Estoril e foi selecionado para o Festival de Havana, Guadalajara e Miami.

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16.2.17

Caricaturas de Churchill, Roosevelt e Stalin em Ialta (1945)

Do fundo do baú: Caricaturas de Churchill, Roosevelt e Stalin (conhecidos na época como "os três grandes que comandaram a derrota do nazismo") na Conferência de Yalta (ou Ialta) , na Crimeia, em 1945 - uma das três reuniões que os representantes dos aliados fizeram para decidir o final da Segunda Guerra Mundial e a repartição das zonas de influência no mundo que sobrou da conflagração. (Wikipédia)
Antes tinham se reunido em Teerã (novembro e dezembro de1943) e depois de Yalta ( fevereiro de1945) rolou o terceiro encontro em Potsdam (julho de 1945) - nessa última juntaram-se Churchill, seguido por Clement Attlee , Harry Truman e Stalin. O Presidente Roosevelt faleceu no meio das conversações, em Warm Springs, Geórgia, no dia 12 de abril de 1945, aos 63 anos de idade).
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15.2.17

Caricatura de Michel Foucault

Do fundo do baú: Caricatura de Michel Foucault (1926/1984)
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13.2.17

Caricatura de Pete Townshend (quando jovem)

Do fundo do baú: Ele vem aí, Pete Townshend, com o seu The Who. Da original banda de 1964, sobrou ele e Roger Daltrey.
Estão velhinhos, mas acho que ainda aprontam. Na caricatura ele aparece jovem, saltando, como sempre fazia nos shows de uma das maiores bandas de todos os tempos. Gosto da ópera-rock "Tommy", mas curto especialmente "Quadrophenia"- tinha o LP que furou de tanto tocar e recentemente consegui o CD. Existe um filme baseado em "Quadrophenia" realizado em 1979, no qual Sting faz o papel de Ace Face, um rocker briguento (nessa época existia um movimento de jovens, uma gang que se chamava "Mod" que vivia às turras com outros jovens, os Rockers). Descobri na internet , que este filme vai ter uma sequência que começará a ser filmada em 2017. Veja link: http://rollingstone.uol.com.br/noticia/filme-iquadropheniai-ganhara-sequencia-depois-de-37-anos/#imagem0
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12.2.17

Caricatura de George Orwell

Do fundo do baú : caricatura de George Orwell (1903/1950), autor do livro "1984" (que foi escrito em 1948 e lançado em 1949). Existe também uma versão cinematográfica com John Hurt no papel de Winston Smith, um cara que acaba por sacar as malandragens do "Grande Irmão" (Big Brother).
O autor e o livro passaram a fazer um surpreendente sucesso nos EUA com a mudança de governo nos EUA.

Aproveitei e "postei" também capa de uma velha edição de "1984" que tenho aqui em casa. Ela é de 1970 e foi publicada pela Companhia Editora Nacional / São Paulo (com desenho da capa feito por Fajardo & Rezende).
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Nesse romance distópico, seu autor mostra o funcionamento de uma sociedade submetida a um governo de controle midiático total, orquestrado por um tal de "Big-Brother" que aparece numa "Tele/tela, e cuja fala e imagem está em todos os lugares. Figura e exibição que encarna os poderes totalitários.

A princípio se supôs que o tal BB seria uma referência a Stalin, o supremo tirano que ainda governava a URSS, mas aos poucos a crítica e o público começaram a identificá-lo mais como uma figura abstrata, uma criação - talvez um ícone inventado, que concentraria e na verdade encobriria o poder de um grupo, que tinha se assenhoreado do aparelho de Estado. Muitos então passaram a ver não Stalin e a URSS, mas a Inglaterra e o "establishment" inglês - especialmente as tendências totalitárias que engatinhavam naquele tempo. (vistas na propaganda, nos discursos políticos, nos editoriais e textos dos articulistas e cronistas da mídia daquela época ).
Nessa sociedade ficcional, de vigilância e controle total rolava o uso da chamada "Novilíngua", um artifício que podava a linguagem de palavras problemáticas, ou alterava seus sentidos num processo de manipulação constante, que tolhia a possibilidade do pensamento crítico atingir as massas. Uma "pollyanização" da população daquele país "perfeito".

11.2.17

Retrato de Antonio Calado no ano do seu centenário

Do fundo do baú: aproveito e retiro um retrato de Antonio Calado para comemorar seu centenário, que na verdade rolou no dia 26 de janeiro deste ano.
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26.1.17

Retrato antigo de Pelé

Antes de existir o baú: desenho feito em meados dos anos 70, quando não pensava em me tornar desenhista profissional. A vítima é Pelé, o nosso Rei do futebol. Tentei fazer um retrato dele usando a técnica do grafite. (barra da dureza 6B)
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16.1.17

Desenhando mãos - parte 3

Da série "Sobras de trabalho": Mão que escreve e que desenha. O primeiro feito com canetinha de nanquim, na técnica de bico de pena. O segundo uma distorção feita por meio do programa Photoshop imitando pintura feita com óleo sobre tela. E aqui termina essa série.
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13.1.17

Desenhando mãos- parte 2

Da série "Sobras de Trabalho" : Mãos que escrevem e desenham. A primeira foi feita na técnica de pintura com tinta acrílica sobre papel Canson. A segunda feita usando o programa Photoshop com aplicação de cores chapadas.

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10.1.17

Desenhando mãos


Da série "Sobras de trabalho": Mão que escreve, que desenha - a primeira só no traço, a segunda feita com uso de ecoline e aquarela de tubo. (amanhã tem mais)
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7.1.17

Hasta siempre, Roberto Piglia...

Sei que você merecia coisa melhor, uma caricatura no capricho, mas infelizmente só tenho esse retrato mal traçado para esse momento triste. Pois é a "máquina de escrever" vai continuar a sua tarefa infinita de representar o mundo e os mundos dentro dele com suas histórias engendrando outras, enquanto você faz a travessia, caro Roberto Piglia, e para lembrar você para nossa desmemória tão zelosa em esquecer nossos gênios, vou copiar o trecho inicial de seu "Laboratório do Escritor" (Editora Iluminuras / 1994, página 35): "Desde que comecei a ler, quis ser um escritor, mas entrei realmente na literatura aos dezesseis anos. Em 1957 comecei a escrever um Diário, que continuo escrevendo e que cresceu de um modo um pouco monstruoso. Esse diário para mim é a literatura, quero dizer que aí está, antes de mais nada, a história da minha relação com a linguagem. Eu escrevia para tentar saber o que era escrever..." Prometo fazer uma carica sua com todo meu afeto. Hasta siempre Ricardo Piglia! (24/11/1941 - 6/ 1/2017)

6.1.17

Sai do forno novo livro intrigante de Daniel Pennac: "Diário de um Corpo"

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Acaba de sair do forno o livro "Diário de um Corpo" (Editora Rocco) do intrigante escritor Daniel Pennac, nascido em Casablanca, que sacode a literatura francesa contemporânea.
Tive o prazer e a honra de fazer a ilustração da capa. ( O livro logo estará nas principais livrarias do país )
Aqui vai o "relesase" que dá uma ideia do que é esse livro.

O celebrado autor francês Daniel Pennac (Diário de escola; Como um romance) apresenta em seu novo romance um narrador que tem como objetivo entender e se reconciliar com esse estranho tão íntimo: seu próprio corpo. De um acidente humilhante num campo de escoteiros durante a infância aos últimos estágios de uma doença terminal, esse homem traça o Diário de um corpo. Nele, em vez de se concentrar em examinar fatos e detalhes biográficos, decide se dedicar ao físico – pele, carne, olhos, dedos, pernas, dentes, secreções, dores e prazeres.

Aos 12 anos, o pavor de ser picado por formigas. Aos 16, cabelos oleosos, caspa, espinhas vermelhas no rosto, cravos no nariz, mamilos inchados. Aos 22, a possibilidade de finalmente voltar a sentir o sabor do café puro após o racionamento durante a Segunda Guerra Mundial. Aos 43, um calombo dolorido num dedo do pé e pólipos obstruindo as narinas. Aos 48, insônia crônica e zumbido no ouvido. Aos 55, uma mancha marrom no dorso de uma das mãos. Aos 62, esquecimentos repentinos e constantes de senhas, números de telefone, nomes, aniversários. Aos 67, uma constatação: “a partir de agora, meu corpo se constitui em um obstáculo entre o mundo e mim”. Aos 73, uma cirurgia na próstata.

A agonia chega aos 86. Os passos cada vez mais curtos, a tontura ao se levantar, a falta de fôlego, o joelho travado, a voz enrouquecida, o cansaço súbito, a multiplicação dos cochilos, um diagnóstico de câncer, as transfusões de sangue, a morte. Ao longo de todo o livro, no entanto, o leitor se aproxima da vida e da vitalidade de um personagem que se mostra por completo, em corpo e alma, através da transposição de seus cheiros, lágrimas, ereções, feridas e infecções em emoções, descobertas, temores e decepções. “Nós morremos porque temos um corpo, e toda vez é uma cultura o que se extingue”, afirma o narrador – e é justamente toda essa cultura intrínseca a um indivíduo que compõe a essência de Diário de um corpo.

Daniel Pennac cria um personagem que buscou, por meio do texto, proteger o corpo dos assaltos da imaginação e, ao mesmo tempo, a imaginação das manifestações intempestivas do corpo. O resultado é uma história de amor entre um homem e seu próprio organismo – e ainda que, inevitavelmente, o final não seja feliz, o processo é repleto de humor, ternura, questionamentos e uma linguagem poética que só um dos grandes escritores da atualidade pode ser capaz de engendrar.


O Autor
Daniel Pennac, nascido em Casablanca, Marrocos, em 1944, é considerado hoje um dos mais importantes escritores da literatura francesa. Autor premiado de ficção, ensaios, títulos infantis e peças teatrais, Pennac obteve pelo conjunto da sua obra o Grande Prêmio Metropolis Bleu, anteriormente atribuído a autores como Margaret Atwood e Carlos Fuentes, entre outros. A saga da Família Malaussène granjeou-lhe enorme sucesso internacional, assim como o ensaio Como um romance, uma verdadeira declaração de amor à literatura. Do autor, a Rocco publicou, entre outros, Como um romance e Diário de escola.










5.1.17

Luizinho Lopes lança CD "Falas Perdidas"

“Falas Perdidas”: Luizinho Lopes realça a força da palavra no quinto disco de sua carreira 

O novo álbum marca a plena fase poética do compositor, que assina sozinho a autoria de todas as letras e músicas do novo CD.
Entre sonhos, turnês internacionais, decepções e inquietações pessoais, nasceu o disco “Falas Perdidas”, do compositor, cantor e violonista Luizinho Lopes. O disco já pode ser conferido em diversas plataformas digitais, como Spotify, Deezer, CD Baby, entre outros.
            O álbum carrega o nome da segunda faixa do disco, fazendo alusão às “balas perdidas” e aos efeitos irreversíveis causados após seu disparo. Repleto de metáforas e simbolismos, as 14 canções trazem forte identidade mineira. Em seu escopo carrega percepções do compositor frente à criação poética, presentes nas canções “Poesia Vaza”, “Na Palma Da Minha Mãe” e “Lume”, a crise cultural pela qual o país enfrenta, e ao lirismo, quando tangencia paixões e desilusões amorosas. As impressões colhidas na turnê realizada em Portugal e Espanha, em 2015, também renderam frutos musicais, a exemplo da canção “Céu de Lisboa”.
Praticamente todo acústico, – com exceção da guitarra elétrica em duas canções - “Falas Perdidas” contou com a presença de 19 músicos, incluindo o consagrado quarteto de cordas carioca, o Quarteto Bessler.  Destaque para a participação de Ricardo Itaborahy (piano), que conduziu a produção, direção musical e os arranjos do disco (exceto “Profetaria”, arranjo do maestro paulistano Roberto Lazzarini), Toninho Ferragutti (acordeom) e Bré Rosário (percussão).  A masterização ficou por conta de Luiz Tornaghi (vencedor do Grammy Latino pela melhor engenharia de som, em 2008, com o álbum Dentro do Mar tem Rio – Ao Vivo, de Maria Bethânia).
“Foi o projeto em que mais trabalhei. Uma espécie de purgação, uma limpeza que precisava para espantar os diabos que estavam me molestando. Aí que a música ganha sentido para mim. Me dá um prazer de saúde, não física, mas psicológica”, comenta Luizinho.
“Falas Perdidas” foi gravado com recursos da Lei Municipal de Incentivo a Cultura Murilo Mendes de Juiz de Fora. O show de lançamento do disco ocorreu a céu aberto, no dia 17 de dezembro de 2016, em frente ao tradicional Cine Theatro Central, em Juiz de Fora (MG).
 
Biografia
Luizinho Lopes é natural de Pirapora (MG). Aos treze anos de idade mudou-se para a cidade de Juiz de Fora (MG), onde mais tarde graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em 2007, concluiu pós-graduação na primeira turma de Cinema Documentário da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro.
Iniciou a carreira musical no final dos anos 70, integrando o grupo Vértice de Juiz de Fora. Gravou os discos “Nem tudo o que Nasce é Novo” (1990), “Sertão das Miragens” (2002), “Noiteceu” (2008),  “Luizinho Lopes – CD\DVD - Ao Vivo (2014), e “Falas Perdidas” (2016). Em 2015, realizou turnê em Portugal (Lisboa, Porto e Amarante) e Espanha (Santiago de Compostela). Em abril de 2016, apresentou-se no 2º FIP LIMA (Festival Internacional de Poesia de Lima)-  (Lima), no Peru.
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28.12.16

Cartunzinho de ano novo

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22.12.16

Feliz Natal para quem é de Natal

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17.12.16

Caricatura do Jô Soares


Hoje (já madrugada) foi o último programa de entrevistas do Jô na Globo. Ele entrevistou o mestre Ziraldo.
Vai deixar saudades....Viva o Gordo!!!
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15.12.16

É hoje, 15 de dezembro (quinta-feira) o lançamento do livro "A Cidade Mulher"


Acontece hoje o lançamento do livro A Cidade Mulher (1923), de Alvaro Moreyra, agora reeditado pela
Mauad Editora, acrescido de três artigos sobre a obra/autor, assinados pelas pesquisadoras: Cláudia Mesquita, Cláudia de Oliveira e Joëlle Rouchou.
O prefácio é da crítica literária Beatriz Resende.
O evento começa a partir das 19 horas, na Livraria da Travessa de Botafogo.
Todos lá!!!
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13.12.16

Do fundo do baú/ Ilustração: Flores artificiais

Ilustração feita para o old JB, com o uso dos programas Painter (Corel) e Photoshop.
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12.12.16

Lançamento do livro "Agora que morri", de Álvaro Nascimento acontece hoje no bar Ernesto


É hoje, segunda-feira, dia 12 de dezembro, o lançamento do mais recente livro de Álvaro Nascimento: "Agora Que Morri".
São 10 contos, 160 páginas, Benvinda Editora, R$ 35.
O envento vai rolar das 18 hora no Bar Ernesto - Largo da Lapa, 41 - Rio de Janeiro.(Ao lado da Sala Cecília Meireles).
(O estacionamento da Igreja em frente ao Ernesto abre a noite toda)

Vai rolar também uma promoção, de acordo com a editora do autor: Ela sugere que neste Natal você pode presentear com literatura nacional. Na compra de mais de um exemplar:

1. Recebe os exemplares já embalados para presente, autografados pelo autor, além de cada embalagem vir fechada com a etiqueta "De:.... Para:.....". É só você preencher e presentear.

2. Apoia a literatura nacional, presenteando com bom gosto parentes e amigos;

3. Contribui para recuperar o investimento feito na obra e financiar o próximo livro do autor;

4. Adquire parte dos presentes que vai dar sem ir a shoppings superlotados nesta época do ano.

Escolha a sua promoção:

COMBO "DIRETAS JÁ" – Compre cinco exemplares já embalados para presente e autografados (R$ 175) e ganhe do autor um sexto livro (com dedicatória e autografado) de presente para você.

COMBO "NENHUM DIREITO A MENOS" – Compre três exemplares já embalados para presente por R$ 90.

COMBO "MAIS DEMOCRACIA" – Compre um exemplar de “Agora que Morri” e um de “Os Homens a Cavalo” (livro anterior do autor) já embalados para presente e autografados por R$ 50.

ATENÇÃO!
Para a compra dos livros, dentro ou fora da promoção, não se esqueça de trazer cheque ou dinheiro. Infelizmente não o autor informa que não pode aceitar cartões.

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9.12.16

Exposição do design carioca no MAM


A mostra Oitis 55, Um Retrato do Design Carioca, com curadoria de Tulio Mariante, reúne projetos desenvolvidos pelo coletivo Oitis 55, formado por 23 grupos de designers contemporâneos do Rio de Janeiro.
Com a exposição, o MAM RJ dialoga com a experiência do trabalho coletivo, na qual a reunião de diversos talentos estimula a criatividade e a originalidade dos projetos, marcas importantes do nosso design.
O evento rola a partir do dia 10 de dezembro de 2016, no horário entre 15 e 18 horas.
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6.12.16

Lançamento da Coleção Verão16/17 da CURA


As designers Julia Liberati e Raissa Colela lançarão uma mini-coleção de roupas pintadas e bordadas da marca CURA no "evento- bazar" Celetivo Carandaí 25.
Quem quiser ver de perto é só dar uma passada na rua Fernando Magalhães, 299, no Horto a partir dessa quinta-feira, no seguinte horário: das 13 às 21 horas.
O evento vai rolar do dia 8 ao dia 11 de dezembro.
Todo mundo lá!
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4.12.16

Hoje o Brasil perdeu um de seus maiores poetas: Ferreira Gullar

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2.12.16

Dois livros de Tárik de Souza em um grande lançamento no Rio de Janeiro


O grande e bravo crítico de música Tárik de Souza, lança no dia 12 de dezembro de 2016 (segunda-feira, a partir das 19 horas) na Livraria Bossa Nova e Companhia, os livros Sambalanço, a bossa que dança- um mosaico e MPBambas (Editora Karup).
O evento vai rolar na Rua Duvivier, nº 37, Beco das Garrafas/ Copacabana
Todo mundo lá!
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