

Fora de circulação virtual na semana passada, desfrutando de parte do tempo regulamentar de férias do meu ofício reparador do texto, estive no Uruguai - mais precisamente na capital, com extensões de "sightseeing" em Punta del Este e Colonia del Sacramento -, no qual fui tratado com muita lhaneza e simpatia por onde andei, a passo fortalecido, por exemplo, pela saborosa "parrillada" servida no Mercado del Puerto, em Montevidéu. No caminho de volta ao Rio, a bordo de aeronave da Pluna, deliciei-me com o som de CD recente (comprado lá e creio que ainda não encontrado aqui) que faz parte da discografia de um músico fabuloso, multi-instrumentista - mais visto em companhia do piano -, compositor e arranjador de primeira: "nuestro hermano" Hugo Fattoruso (foto acima). Montevideano reinserido no cenário urbano de origem, embora muito viajado mundo afora por força de agenda profissional, Hugo é bem conhecido no Rio de Janeiro, onde viveu por oito anos, tocando, com Teo Lima, Sizão Machado, Jota Moraes e Zé Nogueira, entre outros, na bem gabaritada banda Sururu de Capote, de Djavan, e com assinatura aposta, como pianista e arranjador, em numerosos encartes de discos nacionais, além de presença marcante em shows de artistas de renome, como Milton Nascimento, Chico Buarque, Toninho Horta, Fafá de Belém, Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos. Começou cedo sua carreira - aos 13 anos, ao acordeão e ao piano, formando com um irmão mais novo, Osvaldo, baterista, e o pai, Antonio, baixista, o Trio Fattoruso (foto acima) -, integrou outros conjuntos - como o Opa, nos EUA, onde morou de 1969 a 1980 -, recompôs, em 2000, o supracitado trio familiar - com o baixista Francisco Fattoruso, seu filho, substituindo o avô - e, movido por sua paixão pelo candombe - ritmo tradicional uruguaio de fundamento africano -, formou o grupo Rey Tambor, que o tem acompanhado mais recentemente. Em maio deste ano, com o Songoro Cosongo, participou da série Afrolatinidades, no CCBB, no Rio, e, dois meses depois, juntamente com Hermeto Pascoal e o padrinho do evento, o excelente pianista e compositor gaúcho Geraldo Flach, por exemplo, foi atração de relevo do I Festival de Jazz de Pelotas.
No primeiro dos "links" abaixo, vemos Hugo Fattoruso recebendo uma comenda em seu país; no segundo "link", canta e toca, ao piano, em bar de La Paz, um candombe lento de sua autoria, "Repicado"; no terceiro e quarto "links", recorda a sua trajetória em entrevista para uma rádio uruguaia; no quinto "link", fala do acompanhamento do candombe ao piano; no sexto "link", acompanhado dos seus conterrâneos Osvaldo Fattoruso, Leo Amuedo (guitarrista radicado há alguns anos no Rio) e Daniel Mazza (baixista), Hugo toca e canta "Mama Vieja", de Eduardo Mateo; no último "link", em grande performance, faz duo com o percussionista japonês Tomohiro Yahiro.
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção.
Um abraço,
Gerdal
A tempo: aos interessados, o CD a que me referi no primeiro parágrafo tem por título "Puro Sentimiento - Hugo Fattoruso y Rey Tambor". Dele, também adquiri, em Montevidéu, "Emotivo - Hugo Fattoruso y Rey Tambor" e um mais jazzístico, "Hugo Fattoruso - Café y Bar Ciencia Fictiona"
http://www.youtube.com/watch?v=pTXW8h8MX4U&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Osm1nhNMsvI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=FacMTctNYi8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=FtSpvV5bBDg&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=qF4hYR17qyk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=3MhQ8Wv63Fw&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=yVyLHypnOnQ
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