Hoje esse blog está de luto.
Acabo de saber, ao chegar da rua, que hoje, dia 2 de outubro morreu o imenso artista uruguaio-argentino Hermenegildo Sábat.
Ele fazia de tudo no campo das artes - caricatura, ilustração, pintura...era um dos grandes homens desse planetinha azul perdido no Universo.
Sábat tinha 85 anos, nasceu em Montevideo em 23 de junio de 1933.
Aqui vão sua foto (clicada por Mario Marotta), sua assinatura escaneada de um e seus desenhos, duas caricaturas que fez do grande escritor argentino Jorge Luis Borges (esse material foi retirado do livro "Quem é Sábat?" publicado pela editora Paz&Terra em 1997 que traz um apanhado muito bem cuidado de diversas facetas de sua obra magnífica).
Segue junto também uma auto caricatura de Sábat compartilhada de um post de meu querido amigo Julio Lubetkin, um valioso divulgador das artes gráficas e do humor planetário.
Viva Sábat!
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2.10.18
8.1.15
4.7.10
Parte um guerreiro da poesia

O bravo Roberto Piva, grande poeta brasiliano, nos deixou na tarde de sábado. Foi meu contemporâneo na Escola de Sociologia e Política de São Paulo - Me lembro bem de sua figura agitada falando de Nietzsche, política e poesia, uma figuraça! Quando vi uma entrevista feita por Marco Vasques no site ViaPolítica, editado pelo meu querido amigo Omar L. de Barros Filho e por Sylvia Bojunga, não tive dúvidas, solicitei autorização para republicar, procure nos arquivos deste blogue. Sua obra completa foi publicada recentemente pela eidotora Globo.
Na década de 70, Piva, mais uma turma da Escola Sociologia e Política foram filmados por uma amiga da ECA-USP para um projeto de conclusão de curso, o tema era a brincadeira poética "Tupi or not Tupi" do Osvaldo Andradino, mas essa história eu contarei outro dia numa croniqueta. Piva nos deixou seu legado de rebeldia e grande poesia. Diz o noticiário que ele partiu como um guerreiro , encarou a morte,deve ter zombado dela.
12.3.10
4.3.10
Morre um gênio!
28.2.10
No coração da grande política

(Artigo escrito pelo Professor Marco Aurélio Nogueira em homenagem ao nosso companheiro
Gildo Marçal Brandão, recentemente falecido. O texto foi publicado no jornal O Estado de São Paulo no dia 27 de fevereiro de 2010)
À memória de Gildo Marçal Brandão (1949-2010), cuja fibra generosa e combativa fazia com que rompesse fronteiras.
Quem se interessa pelas coisas associadas ao poder e à comunidade humana costuma distinguir duas formas dominantes de política.
A pequena política expressaria um lado mais demoníaco e mesquinho, concentrado no interesse imediato, na artimanha e no uso intensivo dos recursos de poder. Seria o reino dos políticos com “p” minúsculo, onde preponderariam a simulação e a dissimulação, a frieza, o cinismo e a manipulação.
A grande política, por sua vez, refletiria o lado nobre, grandioso e coletivo da política, focado na convivência e na busca de soluções para os problemas comunitários. Seria o reino dos políticos com “p” maiúsculo, onde o privilégio repousaria na construção do Estado e da vida coletiva, na aproximação, inclusão e agregação de iguais e diferentes.
A grande política sempre carregou as melhores esperanças e expectativas sociais. Não seria exagero dizer que os avanços históricos estiveram na dependência da ação de grandes políticos, de estadistas, e da prevalência de perspectivas capazes de fazer com que frutificassem projetos abrangentes de organização social. Sem pontes para unir os territórios e fronteiras em que vivem homens e mulheres – com seus problemas, idéias, sentimentos e interesses –, o futuro fica turvo demais, entregue ao imponderável.
Mas a grande política não é o oposto da pequena, nem tem potência para eliminá-la. De certo modo, é seu complemento necessário, que a impede de produzir somente o mal ou o inútil, aquele que lhe empresta utilidade e serventia. Toda operação de grande política traz em si um pouco de pequena política, que ela tenta domar e direcionar. Não há muralhas separando um tipo do outro, que se retro-alimentam. O estadista nem sempre veste luvas de pelica.
Há momentos em que a pequena política parece tomar conta de tudo. Em que faltam perspectivas e o chão duro dos interesses se distancia uma enormidade do céu dos princípios e valores que enriquecem e dão sentido à vida. Nesses momentos, a pequena política desloca a grande para a margem. Cai então sobre as sociedades uma névoa de pessimismo e desesperança, que se materializa ou numa adesão unilateral aos assuntos de cada um, ou no reaparecimento de uma fé fanática na ação providencial de algum herói. Os políticos – grandes ou pequenos que sejam – terminam assim por ser execrados e empurrados para a vala comum que deveria acomodar os dejetos sociais.
Existem também os que pensam e estudam a política. Hoje, costumamos chamá-los de cientistas políticos, abusando de um vocábulo, a ciência, que nos convida a eliminar o que existe de paixão e fantasia na explicação do mundo. Alguns desses cientistas, radicalizando o significado intrínseco da palavra, acreditam que só podem “fazer ciência” à custa do sacrifício da história, das circunstâncias, das ideologias, da própria política, e por extensão das pessoas apaixonadas, cheias de dúvidas e motivos não propriamente racionais. Fecham-se numa bolha e cortam a comunicação com o mundo, enredando-se numa fraseologia despojada de qualquer efeito magnético.
Muitas vezes, de tanto se concentrar em seu objeto, tentar recortá-lo e isolá-lo da vida social, os cientistas políticos se banalizam. Perdem o interesse em ligar a grande e a pequena política, por exemplo. Dividem-se em grupamentos mais especializados na dimensão sistêmica do Estado – competições eleitorais, governabilidade, reformas institucionais – ou mais dedicados a articular Estado e sociedade, ou seja, a encontrar as raízes sociais dos fenômenos do poder. Não são tribos estanques, e invariavelmente combinam-se entre si. Mas distinguem-se pelas apostas que fazem. Ao passo que uns investem tudo na lógica institucional, outros se inquietam na busca dos nexos mais explosivos e substantivos, que explicam porque as coisas são como são e como poderiam ser diferentes.
Nos momentos em que a pequena política prepondera, multiplicam-se os que se ocupam da dimensão sistêmica. Embalados pelos ventos a favor, tornam-se especialistas em soluções técnicas, quase indiferentes à opinião e à sorte das maiorias. Suas soluções, porém, não resolvem os problemas das pessoas. E como, além do mais, não se preocupam em construir pontes de aproximação ou romper fronteiras que separam e afastam, deixam de contribuir para que se afirmem diretrizes capazes de fornecer novo sentido ao convívio social.
Um belo dia, aqueles que vêem a política sistêmica como a quintessência da política esgotam seus arsenais. Tropeçam diante da abissal complexidade da vida, que escapa das fórmulas mais engenhosas. Nesse momento, as atenções se voltam para os que pensam a grande política. Que são capazes de injetar idéias e perspectivas à política, retirá-la da rotina e da mesmice, fazê-la falar a linguagem dos muitos, projetá-la para além de fronteiras e interesses parciais enrijecidos.
Um círculo então se fecha e a política se mostra por inteiro. Na face menor, revela a pequenez, a malícia e a vocação egoística de tantos que se aproximam do poder para usá-lo sem causas maiores. Na face grande, resplandece o ideal de que o futuro, por estar sempre em aberto, pode ser construído com ideais, instituições democráticas, bons governos e cidadãos ativos, dando expressão igualitária a desejos, esperanças e convicções de pessoas dispostas a viver coletivamente.
O cientista político surge então de corpo e alma. Sem olhar com desprezo para o pequeno mundo da política miúda, que ele sabe ser parte da vida, mas sem perder de vista o valor da grande política, que exige idéias e doses expressivas de criatividade e desprendimento.
Quando ele falta, ou desaparece, um vazio se abre. E fica mais difícil de ser preenchido.
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28.1.10
Encontre Salinger e descubra o que são os Peixes-Banana

Morreu um dos meus heróis - o magnífico J.D.Salinger . Publiquei aqui uma longa resenha de uma biografia não autorizada que Ian Hamilton escreveu sobre ele. Está nos arquivos, dividida em vários capítulos. Começa no dia 30/9/2007 e vai acho que até o dia 25/10/2007.
Mais detalhes sobre ele e suas obras, você pode encontrar no site da Editora do Autor no seguinte endereço http://www.editoradoautor.com.br/. Este modesto blogueiro escreveu os textos desse site e teve a sorte de vê-los parcialmente repetidos na web , o que me deixou contente, pois significa que colaborei para divulgar os trabalhos deste grande mestre da literatura americana.
Detalhe: Tive o prazer de fazer as capas da maioria de seus livros, menos de "Pra cima com a viga, moçada!" Como ele não gostava de imagens nas capas , nem fotografias suas, a gente teve que se contentar em trabalhar com a tipologia num lay-out simples - sem grandes elaborações gráficas. Ele, acho eu, queria que tudo fosse apenas texto. Suponho que deve ter alguma coisa a ver com o pensamento zen. Ele acompanhava pessoalmente a feitura destas capas. Foi muito engraçado, um dia receber um e-mail do escritório que o representava nos EUA, dizendo que Mr. Salinger havia gostado da capa prateada de "O Apanhador no Campo de Centeio".
Existem boatos de que ele deixou um tesouro de escritos trancados num cofre em sua casa. Creio que seus herdeiros ficarão diante de um beco sem saída: O de trair ou não os desejos do pai de ocultar esses textos. De minha parte, acredito que o que ele já escreveu está de bom tamanho. E se não publicou esses trablhos em vida, deve ser por alguma boa razão. Viva Salinger!
26.11.09
Santa Ira

Dona Mathilde até o fim, manteve o dedo indicador em riste. Com seus 88 anos de luta, ela teve, nos seus últimos momentos, como adversária, a natureza, principalmente seu sangue latino, seus ossos que se fragilizaram e a lei da gravidade, que a fez cair e quebrar o colo do fêmur. Como ela sempre dizia : 'la vecchiaia è bruta' (que quer dizer que a velhice é atroz).
Com seu coração de leoa, suportou uma difícil operação, que pretendia devolver-lhe o movimento, que ela tanto ansiava.
Mulher de temperamento forte, não era de ficar sentada esperando as coisas acontecerem, queria logo andar, agitar, colaborar. Foi um verdadeiro bodhisattva nessa terra-, generosa, solidária, sempre pronta para ajudar os outros. Herdou o caráter bondoso de sua mãe, Thereza, que apesar de sua vontade, não pode lhe transimitir o dom de curar com as mãos. Mas isso não a impediu de ajudar uma criança a nascer. Lembro -me bem dela às voltas com o parto difícil de uma vizinha. Com suas mãos de operária, muitas vezes ela alimentou e tomou conta dos filhos de nossos vizinhos na hora do aperto. E meus amigos pobres do bairro de minha infância, cansaram de filar a bóia lá em nossa casa. Na sua máquina de costura, ajudava a ganhar o pão que nos alimentava e consertava roupas que serviam para dar conforto a habitantes de asilos.
Acostumada, desde cedo com a aspereza da vida, apesar de sua índole boa, não seguiu o exemplo de mansidão da mãe, mas desenvolveu uma santa ira que a manteve de cabeça erguida diante das dificuldades, que não foram poucas. Neste mundo cruel, ela tinha lá uma maneira especial de demonstrar seu afeto - com ações e não com palavras : ela fazia coisas para agradar as pessoas de quem gostava, e orava em silêncio, no seu quarto por elas. Só uma vez na vida ela disse que me amava, e olhe que isso faz pouco tempo. Numa outra oportunidade recente, disse que sentia saudades do meu beijinho antes de dormir.
Amou e cuidou de meu pai até ele nos deixar em meados dos anos 90.
Foi uma avó atenta e carinhosa - adorava crianças. Brincava com seus netos no chão, com bichos de pano que aprendeu a construir e fez especialmente para eles. Fazia as comidas mais gostosas quando eles a visitavam. Para o menino fazia pão com chocolate, para as meninas bolos e rocamboles.
Foi obrigada a trabalhar cedo, o que a impediu de estudar além do primário, mas tinha uma inteligência sofisticada- quando a gente estava indo com a bandeja ela já estava voltando com o quindim. Quantas vezes nos ajudou a resolver os trabalhos escolares que os professores passavam para fazer em casa. Curtia o fino humor dos nossos craques da crônica. Entre os romancistas, lembro que gostava de Saramago (do qual leu Memorial do Convento e Evangelho Segundo Jesus Cristo) . Adorava o Zé Simão, especialmente sua irreverência, seu deboche, mesmo quando ele esculachava o Lula, que ela tinha em alta conta, mas que criticava de vez em quando. Porém eram marolinhas... reservava suas tsunamis para outros políticos, os direitistas safados, os corruptos da vez. Era uma pessoa justa e desconfiava como Proudhon, que atrás da propriedade privada havia um imenso roubo ou um "imbroglio".
Com seus olhinhos pretos, bem vivos, ela observava tudo, desconfiava do mundo. Com sua voz forte, indagava sobre os rumos da vida moderna . Muitas vezes perguntou onde iríamos parar do jeito que estávamos caminhando.
Tinha orgulho de seus netos, por ordem de chegada: um doutor cirurgião, uma estilista de moda ( costureira como ela) e uma artista que estuda na USP. Companheirona da filha, teve desta todo o amor e dedicação do mundo. Do filho "carioca" só falava bem, apesar dos grandes defeitos dele. Confesso que me salvou de várias encrencas e não vamos entrar em detalhes. Na última semana, disse ao pessoal da UTI que queria me dar umas boas palmadas. Quando me viu, no entanto, só me pediu para tirá-la imediatamente de lá. Ela me via como uma espécie de salvador, o cara que iria levá-la para uma casa idílica, aquela da sua infância de menina feliz, que pulava corda e cantava canções de roda. Claro que nunca cheguei a realizar este sonho dela. Mas ela conseguiu o seu intento de sair do Hospital - o problema é que queria mais, não se conformava com as exigências da convalescença, reivindicava o direito de andar livremente. Com sua santa ira, ela reclamou pela última vez e num segundo, um maldito coágulo se deslocou para lhe tirar a vida. Morreu de dedo em riste, não se conformando diante da natureza que lhe subtraia o ar.
Sua passagem se deu no dia 23 deste mês. Escrevo sobre ela com meu coração pesado de tristeza, e entendo que nunca conseguirei escrever o suficiente para mostar a grandeza de seu ser. Até o momento, oscilo entre a resignação e o ódio à morte. A morte está cercada de lugares comuns. Não vou invocar nenhum deles. Só vou lembrar de um frase que condensa um conhecimento que tento interiorizar : " Alegria na vida e alegria na morte - eis uma das essências expostas no budismo. Uma pessoa que vive plenamente a vida não teme a morte". Tenho certeza de que ela não temeu a vida, a morte teve que vir sorrateira, não teve coragem de enfrentar sua santa ira.
15.11.09
Geraldo Viola, um mestre do fotojornalismo

Foi com imenso pesar que soube da morte do nosso querido amigo e craque da fotografia Geraldo Viola.
Por e-mail de amigos soube que a Missa de Sétimo Dia
será às 11 horas da próxima terça-feira, dia 17 de novembro,
na Igreja de São José à Av. 1º de Março (Centro),
ao lado da Assembléia Legislativa (Palácio Tiradentes).
Geraldo Viola foi da equipe da revista "O Cruzeiro" durante as décadas de 60 e 70.
Agregou seu talento na feitura do grande Jornal do Brasil dos anos 70 até o início dos anos 90. A partir daí se integrou à equipe da Assessoria de Comunicação da Firjan.
Fez de tudo em matéria de fotografia, mas o pessoal destaca entre seus principais trabalhos as fotos do lançamento das Apollos 11 e 13, a cobertura da mítica Copa de 70, onde o Brasil se transformou no tricampeão mundial de futebol. Seus trabalhos foram distribuídos pelas principais agências internacionais e suas fotos estamparam as páginas do Washington Post e a resvista Stern.
(As fontes da foto e do texto são o blog imagesvisions e a FIRJAN)
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4.11.09
Um passeio pelo mundo de Lévi-Strauss
O sábio morreu no sábado e só hoje comunicaram que ele tinha pedido o boné. Em homenagem a esse homem que me obrigou a passar muitas noites em claro, tentando entender sua selva estrutural, amanhã procurarei botar no ar um texto que escrevi em 1992, no qual faço a resenha de um livro que ajudava a entender seu mundo e sua personalidade.
Até amanhã.
Até amanhã.
2.11.09
Homenagem do Gerdal: Alberto Farah - missa de sétimo dia do pianista e shows beneficentes

Perdeu a noite carioca esta semana um dos seus músicos mais atuantes. Brilhante pianista e arranjador, também compositor e produtor musical, o niteroiense Alberto Farah, nascido em 1948, estudou no Instituto Villa-Lobos e foi aluno de orquestração de Guerra-Peixe. Começou a carreira como pianista clássico, em vários concertos, até dar uma guinada para a música popular de sabor jazzístico, em 1972, integrando o quinteto do ainda mais prematuramente falecido Victor Assis Brasil (em 1981, aos 35 anos). Ao longo dos anos, acompanhou artistas renomados, como Pery Ribeiro, Leny Andrade, Elza Soares, Rosa Maria, Paulo Moura, Tito Madi e, mais recentemente, Eliana Pittman, Cecília Leite e Márcio Montserrat, de quem era compadre e arranjador em discos e shows. Fez-se presente, como solista, em alguns hotéis elegantes do Rio, como o Copacabana Palace, o Sofitel e o Marriott e, no teatro, tocou, entre outras peças, em "Brasileiro, Profissão Esperança", protagonizada por Bibi Ferreira e Gracindo Jr.
Nesta terça-feira, 3 de novembro de 2009, às 18h, na igreja de Santa Cecília, situada na Rua Álvaro Ramos, 385, em Botafogo, será realizada a missa de sétimo dia de Alberto Farah, passamento que também motivou a iniciativa abaixo retransmitida, com shows beneficentes no bar Otto, na Tijuca, em favor das filhas do músico, menores de idade.
***
O Otto Restaurante promoverá, durante os próximos quatros domingos, shows beneficientes em prol das filhas menores do pianista Alberto Luiz Farah, cujo falecimento ocorreu no dia 27 do mês corrente. O restaurante acima apresentará, a partir do dia 1 ao dia 29 (todos os domingos de novembro),
com início às 17 horas, jam sessions(encontros musicais) com couvert simbólico de R$ 5 reais, que serão doados às filhas menores do falecido pianista.
Rua Uruguai, 380 - esquina c/ Conde de Bonfim - Tijuca - tels.: 2268-1579 ou 8889-3684.
17.5.09
Homenagem a Mario Benedetti

O magnífico escritor e poeta Mario Benedetti nasceu no dia 14 de setembro de 1920, em Paso de los Toros, Uruguai
e faleceu hoje, dia 17 de maio de 2009 na sua casa, em Montevidéu.
Hasta siempre!
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20.1.09
Homenagem do Gerdal a Candeias Jota Junior, autor de Lata d'água na Cabeça e Sassaricando , entre outras...

Com muita tristeza, escrevo sobre o falecimento, por edema pulmonar, do paraense Jota Júnior, ocorrido ontem no Rio, após se sentir mal no próprio automóvel, que dirigia vindo de Conservatória, distrito de Marquês de Valença, em direção à capital fluminense. Foi lá em Conservatória, paraíso da seresta, onde tinha casa e aonde ia com frequencia, que tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e dele guardo a impressão de um cidadão distinto, bem falante e sóbrio, sem gostar de chamar atenção para si, embora fosse um animador cultural do lugar. Esse militar da linha branda, também festiva e boêmia, como outros militares benquistos na história da MPB - os igualmente saudosos Klecius Caldas, Armando Cavalcanti e Luís Antônio, por exemplo -, foi um compositor memorável e de grandes sucessos, especialmente no carnaval: "Sassaricando" (com Luís Antônio), por Virgínia Lane (incluída, no início dos anos 50, pela voz dessa célebre vedete, no "score" de uma das revistas produzidas por Walter Pinto, "Jabaculê de Penacho", rebatizada, pouco depois, como "Eu Quero Sassaricar"), "Sapato de Pobre" e "Lata D`Água" (com Luís Antônio), por Marlene, "Mamãe, Eu Levei Bomba" (com Oldemar Magalhães), por Dircinha Batista, "Garota de Saint-Tropez" (com Braguinha), por Jorge Veiga, "Confete" (com David Nasser), por Francisco Alves, "Favela Amarela" (com Oldemar Magalhães), por Araci Costa (eleita, em 1960, rainha do carnaval por causa do sucesso desse samba), e "Oitavo Botequim", por Helena de Lima, entre outros. Sambas e marchas, sobretudo, por vezes temperados com aquela pimentinha inerente à folia, que são registros expressivos da observação social e política (como na crítica de "Favela Amarela") e da transformação dos costumes no país.
Quero parabenizar Sérgio Cabral por um excelente programa apresentado, na Rádio Roquette-Pinto FM, no Rio, no ano passado, sobre Jota Júnior, também conhecido como Candeias. Profundo conhecedor do assunto, Sérgio, em uma hora de atração, fez uma panorâmica bem objetiva e atraente da obra desse compositor que, naturalmente, faz parte da inspiração do musical "Sassaricando", com co-autoria do citado jornalista, uma produção bem cevada de marchinhas, bem realizada, de amplo sucesso e ora de volta ao cartaz carioca. Parte Jota Júnior, aos 85 anos, deixando uma contribuição significativa para a alegria do nosso carnaval, tantos carnavais.
Muito obrigado a todos pela atenção a estas linhas.
3.9.08
O Cinema Novo morreu de Velho

Vamos ser piegas: - Este blogue está de luto. O cinema Paissandu fechou suas portas.
Digamos que é o fim da picada! Nenhum patrocínio segurou um dos templos do cinema novo, um bem cultural que tinha que ser preservado. Cadê o Ministério da Cultura que não entra na jogada e faz algo positivo no Rio 40 graus? Cadê o Patrimônio Histórico que não tombou o cinema? E ele terminou melancolicamente com "30 Anos esta Noite"(Le feu follet) a um real. Deveria terminar com "The Last Picture Show"(A última sessão de cinema), mas deu na mesma. Onde estão os cineastas que sonharam dentro do cinema Paissandu? O que vai contecer com o Cinema Paissandu? Vai virar um shopping? Um barzinho da moda?
Será que o único valor em jogo é o dinheiro? Grana????
Não há cultura que resista com esta perspectiva de só investir no que der um lucro imediato. Mais umas perguntas:- Quem lucra com o fim do cinema Paissandu? Quem perde? Quantos cinemas vão fechar suas portas? Este é um sinal triste deste tempo infame.
Nem quero ver o que virá depois...
N.R: - Um banco salvou o cine Belas Artes de Sampa. Dizem que lá teve "abaixo-assinado", etc, parece que aqui tem é abaixo-assassinado. El buraco és mas abajo!
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